Além da difícil reposição de Arruda no lugar de vice de Serra, os demo-tucanos estão com dificuldades regionais para compor chapas.
Na Bahia, a coligação DEMos-PSDB-PPS, lança Paulo Souto (DEMos/BA) para governador, com o Nilo Coelho para vice. Um dos candidados ao Senado é o ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo. A outra candidatura ao Senado, normalmente cobiçada, está a procura de um nome, porque ninguém de peso quer ir para o sacrifício.
O pessoal do DEMos está tentando convencer o presidente regional do PSDB, Antonio Imbassahy, que foge, preferindo a candidatura segura a deputado federal, do que a quase certa derrota ao senado.
Imbassahy, está sem mandato eletivo há 6 anos. Já perdeu eleição para o Senado em 2006 e para a Prefeitura de Salvador em 2008.
Os principais caciques do PSDB baiano estão muito mais interessados em salvar a própria pele, reelegendo-se e mantendo bancadas, do que em entrar numa disputa pelo senado que consideram perdida, apenas para fortalecer a candidatura de Paulo Souto.
O pensamento de Imabassahy é que, caso a eleição José Serra (PSDB) despontasse como favorita, poderia pensar em correr o risco, pois mesmo perdendo poderia receber como recompensa um cargo importante no futuro governo federal. Mas o quadro é o contrário, com os próprios demo-tucanos baianos considerando a vitória de Serra improvável, quase uma zebra.
CyberVaccari e o verdadeiro erro da Folha
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