quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Não deu no Jornal Nacional: na contramão da média mundial, Brasil registra aumento do salário médio, diz OIT

Virginia Toledo, Rede Brasil Atual

“O Brasil registrou aumento de níveis salariais nos anos 2008 e 2009, período que o país foi também atingido pela crise financeira internacional. Em 2008, os salários subiram 3,4% e, no ano seguinte, 3,3%, o que mostra estabilidade. Os números fazem parte de um estudo divulgado nesta quarta-feira (15) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O resultado nacional foi na contramão da média mundial, que registrou queda nos salários médios de 0,8% em 2008 para 0,7% em 2009. Entretanto, destaca o estudo, se excluída a China, o resultado sobe de 2,8% em 2007 e 1,6% em 2009. O Relatório Mundial sobre Salários – 2010/2011 atualiza dados de 115 países e avalia a situação de 1,4 bilhões de assalariados.

Segundo Janine Berg, uma das organizadoras do estudo, foi feita uma análise sem os dados da China porque o governo chinês havia informado apenas sobre salários dos trabalhadores de empresas ou de órgãos governamentais, e a OIT tinha informações de que os empregados no setor privado ganhavam menos.”
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Da mesma 'corrente' de Amorim, Patriota simboliza continuidade

Portal Terra / BBC Brasil

“A escolha de Antônio Patriota para o ministério das Relações Exteriores, confirmada nesta quarta-feira, pela presidente eleita Dilma Rousseff, aponta para a continuidade da política externa adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na avaliação de diplomatas ouvidos pela BBC Brasil.

"É claro que poderá haver ajustes, mas ninguém aposta em ruptura com o modelo atual. A perspectiva é de continuidade mesmo", disse um representante do Itamaraty.

A forte aproximação entre Patriota e o atual chanceler, Celso Amorim, é apontada como principal indicador de que não haverá mudanças significativas na estratégia diplomática que vem sendo colocada em prática pelo Itamaraty sob os oito anos de governo Lula.

Em 1993, Patriota passou a atuar ao lado de Amorim na representação brasileira nas ONU - dobradinha que se repetiu em 1999, quando Amorim assumiu o cargo de representante da diplomacia brasileira em Genebra.

Em outubro de 2009, Patriota deixou o cargo de embaixador em Washington para assumir o posto de secretário-geral do Itamaraty, logo abaixo do chanceler.

Entre diplomatas, a avaliação é de que os dois seguem "a mesma corrente" diplomática, com a reforma do Conselho de Segurança da ONU como uma das principais bandeiras. "A reforma do Conselho, a estratégia de aproximação Sul-Sul, também fazem parte da formação do futuro chanceler", diz um diplomata.”
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Bessinha testemunha Serra cumprimentando sua (do Serra) Pátria

Paulo Vannuchi:Brasil vai cumprir sentença da OEA sem hesitação


Entidade condenou o País a indenizar familiares de desaparecidos no Araguaia e promover investigações para responsabilizar culpados e localizar restos mortais


15 de dezembro de 2010

O Estado de S.Paulo


O ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, informou nesta quarta-feira, 15, que o governo brasileiro vai cumprir "sem hesitação", a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), que condenou o País a indenizar os familiares dos mortos e desaparecidos na guerrilha do Araguaia (1972-1974) e promover investigações para responsabilização de culpados e localização de restos mortais das vítimas.

Ele disse que a medida não cabe recurso e não será contestada politicamente pelo governo. "Não pode nenhuma autoridade brasileira sair a público para fazer qualquer desacato ou desqualificar a decisão de uma instância da OEA, a que o Brasil aderiu voluntariamente", disse Vannuchi. Ele foi escalado para dar a posição do governo sobre o assunto no programa "Bom Dia Ministro", editado pela estatal Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e disponibilizado no site da Presidência.

"Passa a haver uma jurisprudência internacional nova em relação ao Brasil, que tem de ser acatada", observou. "A menos que o País queira abandonar sua trajetória de fortalecimento dos direitos humanos e começar a fazer como outras nações, como a Venezuela de Chaves, que tem tensionado as relações com a comissão de direitos humanos da OEA", comparou.

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Do Blog O TERROR DO NORDESTE.

LulaLeaks


Trecho do discurso do presidente Lula no ato em que as ações dos últimos oito anos do governo foram registradas em cartório.

As transformações do Rio para as Olimpíadas de 2016

Cátia Fernandes – Obvius

O Comité Olímpico Internacional atribui ao Brasil e, mais concretamente, à cidade do Rio de Janeiro, a responsabilidade de organizar olimpíadas de 2016. É o primeiro país sul-americano a organizar este evento internacional, sendo igualmente a primeira edição em português. Conheça as transformações arquitetônicas que se irão operar um pouco por todo o Rio de Janeiro.

Após oito tentativas que se revelaram infrutíferas, em 2009 o Brasil conseguiu vencer a candidatura para país anfitrião dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, tendo apostado na cidade do Rio de Janeiro como anfitriã. Esta nomeação, disputada com países como Estados Unidos da América (com a cidade de Chicago), Espanha (com Madrid) e Japão (com Tóquio), envolveu uma enorme campanha de marketing, avaliada em 80 milhões de dólares.

Esta campanha teve como pretexto a reutilização de várias infraestruturas já existentes, assim como a revitalização de vários locais nevrálgicos do Rio de Janeiro. O comité olímpico vê no projeto uma tentativa de melhorar a qualidade de vida dos habitantes da cidade, tal como em anteriores cidades anfitriãs: Barcelona (1992), Atlanta (1996), Sydney (2000) e, mais recentemente, Pequim (2008).

Uma vez que em 2007 o Rio de Janeiro organizou os Jogos Pan-Americanos, em 2011 receberá os Jogos Mundiais Militares, em 2013 a Copa das Confederações e, em 2014, a Copa do Mundo, para 2016 apenas 26% das instalações existentes no projeto olímpico terão que ser construídas de raiz. Da totalidade de obras apresentadas no dossier olímpico, mais de metade já estava nos gabinetes de arquitetura, uma vez que grande parte delas serão construídas para esses eventos que irão anteceder os Jogos Olímpicos de 2016. É o caso da reforma do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), do estádio Maracanã e do famoso Sambódromo.

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As restantes intervenções foram adequadas às características naturais do Rio, através da utilização do Plano Diretor da cidade, englobando obras que estão previstas há décadas, como a revitalização do Porto, a construção de novos anéis rodoviários ligando a Baixa às zonas Norte e Oeste, a despoluição das lagoas de Jacarepaguá e a preservação da floresta da Tijuca (a maior floresta urbana do mundo) com a plantação de 24 milhões de árvores até 2016.

Assim sendo, apenas um terço do investimento será destinado propriamente à organização e às instalações para a realização dos Jogos. O evento vai decorrer em 33 locais, dos quais 8 são edifícios construídos para os Jogos Pan-americanos 2007, 11 serão novos edifícios e 11 vão ser estruturas temporárias. No que concerne ao alojamento, a cidade terá mais 25 000 leitos e outros 8500 poderão ser fornecidos em navios de cruzeiros marítimos.

Entre os projetos de arquitetura apresentados no dossier, estão o Centro Olímpico de Treinamento (COT), em Jacarepaguá, com capacidade para receber 22 modalidades olímpicas, e o X-Park, na Zona Oeste, parque de desportos radicais a ser construído em Deodoro, para albergar as provas de ciclismo e canoagem.

As principais instalações dos Jogos, incluindo a Vila Olímpica e os Centros de Imprensa e Televisão, ficarão nas proximidades do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca.

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A Lagoa Rodrigo de Freitas vai receber investimentos de 2,5 milhões de dólares para reformar o seu estádio de remo e uma arquibancada temporária para 10 mil pessoas. As provas de vela vão realizar-se no centro da cidade, na Marina da Glória, onde serão investidos 11 milhões de dólares em obras de revitalização.

Uma vez que um dos lemas destes Jogos Olímpicos é a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade, serão focadas quatro áreas para a concretização desse objectivo: a conservação das águas, as energias renováveis, jogos com emissão de carbono zero e gerenciamento de lixo e responsabilidade social.

Um dos projetos de arquitetura desenvolvido sob estes pressupostos será implantado na ilha de Cotonduba, o que tem gerado algumas opiniões contraditórias, como vimos num artigo aqui publicado anteriormente.

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Postado por Luis Favre
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Do Blog do Favre.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Charge Online do Bessinha

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Nunca antes na História deste país

Lula registra ações em cartório


O presidente Lula registrou em cartório, na tarde desta quarta-feira (14), as realizações de seus oito anos de governo. A publicação, composta por seis volumes e 2.200 páginas, poderá ser acessada também em portal da internet.

"Estamos procurando ser transparentes, como fomos durante todo o governo", disse o ministro das Comunicações, Franklin Martins, que apresentou a versão eletrônica do documento.


De acordo com a Presidência, todos os ministros e ex-ministros foram convidados para o balanço final da gestão Lula. Cerca de 800 autoridades receberam convite para o evento, que tem forte tom de despedida. Lula, contudo, ressalvou: "Isso não é um ato de despedida, é um ato de trabalho. Vamos nos despedir depois".

Estão presentes no evento inclusive ministros que saíram do governo após escândalos, como José Dirceu, ex-comandante da Casa Civil, e Silas Rondeau, ex-chefe de Minas e Energia.

Em discurso, Lula saudou os "companheiros" --Marina e Dirceu entre eles-- pelas "contribuições extraordinárias" na "passagem pelo governo".

NUNCA ANTES

Sobre seu famoso bordão, "nunca antes na história deste país", o presidente afirmou: "Muita gente fica incomodada, 'Lula está descobrindo o Brasil...'. Não estou descobrindo. Estou apenas fazendo o que os outros não fizeram". Uol.

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Do Blog O TERROR DO NORDESTE.

VANTS ISRAELENSES E BRASILEIROS

Israelenses vendem VANT para FAB

Aviação: Aeroeletrônica, controlada pela Elbit, ganha licitação para entrega de duas unidades

Virgínia Silveira

A AEL-Aeroeletrônica, de Porto Alegre, venceu o processo de seleção da Força Aérea Brasileira (FAB), para a aquisição de dois veículos aéreos não tripulados, também conhecidos pela sigla VANT. A Aeroeletrônica é controlada pelo grupo israelense Elbit. O valor do contrato, segundo o diretor do Subdepartamento de Desenvolvimento e Programas da Aeronáutica, brigadeiro Carlos Augusto Amaral Oliveira, ainda não foi definido, pois a FAB está finalizando a negociação.

Além da Aeroeletrônica, também participaram do processo a BAE Systems, da Inglaterra; Sagem, do grupo francês Safran; e a IAI, de Israel, que entrou no processo junto com a brasileira Flight Solutions. Segundo a FAB, a IAI ficou em segundo lugar.

A Flight Solutions desenvolveu uma família de VANTs para o Exército brasileiro denominada VT-15. O mercado no Brasil, segundo o diretor da Flight, Nei Salis Brasil Neto, ainda está nascendo, mas o setor no mundo deve movimentar negócios da ordem de US$ 8 bilhões até 2016. A América do Sul responde por apenas 2% desse montante, mas Neto acredita que essa realidade tende a mudar com o fortalecimento da indústria de defesa local.

A aquisição dos novos veículos, de acordo com o brigadeiro Amaral, tem como objetivo a consolidação de uma doutrina de utilização de VANTs na FAB, mais adequada às necessidades do sistema de defesa nacional e que também sirva de base para a compra futura de novos veículos.

O Brasil ainda não possui um produto desenvolvido e fabricado no país. O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos, desenvolveu a parte eletrônica de um VANT nacional, envolvendo o seu sistema de navegação e controle. O projeto, que também envolve o Centro Tecnológico do Exército (CTEX), o Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM) e a Avibrás, entrou agora numa segunda fase, relacionada ao desenvolvimento do sistema de decolagem e pouso automático.

Para a primeira fase do projeto nacional, a Finep destinou R$ 9 milhões. "Estamos agora aguardando a liberação de uma verba de R$ 4,5 milhões para dar continuidade ao desenvolvimento", disse o coordenador do projeto no DCTA, Flávio Araripe.

A Avibrás também partiu para o desenvolvimento de um VANT próprio, batizado de Falcão. O veículo foi financiado com recursos da Finep, que destinou R$ 19 milhões para o projeto. O primeiro protótipo, segundo o gerente do projeto na Avibrás, Renato Bastos Tovar, ficará pronto em abril e o primeiro voo está previsto para junho. "A fase de certificação e industrialização exigirá mais R$ 30 milhões em investimentos e temos a expectativa de que a FAB nos considere em um próximo processo de aquisição", disse.

O modelo escolhido pela FAB, um Hermes 450, é fabricado pela Elbit. Duas unidades do Hermes 450 já estão sendo testadas, há um ano, pelas Forças Armadas brasileiras na Base Aérea de Santa Maria (RS), onde fica sediado o Esquadrão de VANT da Aeronáutica. Os VANTs foram cedidos pela Elbit sem custo e estão sendo avaliados em missões de reconhecimento tático e vigilância de fronteira.

Segundo o diretor-executivo da Aeroeletrônica, Vitor Jaime Neves, a empresa está criando um centro de excelência no Brasil e enviou técnicos brasileiros para participar de um programa de desenvolvimento de tecnologias associadas a VANTs nas instalações em Israel.

No contrato que negocia com a FAB, a Aeroeletrônica também terá de cumprir obrigações de offset (compensação) relacionadas à transferência de tecnologia. "Está prevista a transferência de tecnologias de partes das aeronaves para a indústria nacional, além de suporte e apoio técnico por parte da Aeroeletrônica/Elbit", explica o diretor de programas e desenvolvimento da Aeronáutica.

A brasileira Inbra Aerospace, de acordo com Vitor Neves, já pode ser citada como um exemplo concreto de offset relacionado ao Hermes 450. A empresa, segundo ele, já está fabricando partes da asa do veículo em material composto.

O executivo da Aeroeletrônica também não descarta a possibilidade de futuras parcerias com a Embraer na área de VANTs. As duas empresas já trabalham juntas nos programas de modernização dos caças AMX e F-5 da FAB.

"A área de VANTs é um dos focos que estamos olhando dentro da nova estrutura de segurança e defesa criada pela Embraer, mas ainda não sabemos se faremos um produto em parceria com outra empresa ou se partiremos para um desenvolvimento próprio", comenta o diretor-presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado.

Segundo Curado, a Embraer vem fazendo prospecções nessa área há algum tempo, mas qualquer decisão de parceria estratégica para atendimento das necessidades nacionais será feita em conjunto com o governo brasileiro.

8 anos de Governo ótimo e imprensa péssima

O que seria dos historiadores, no futuro, que não viveram estes anos, e que dependessem das páginas do jornais, revistas e "reporcagens" de TV para analisar os 8 anos de governo Lula?


De cara encontrariam um sério problema. Leriam notícias negativas, alarmistas, caóticas, catastróficas, de cabo a rabo, durante os 8 anos de governo, mas contraditoriamente encontrariam notícias sobre resultados de pesquisas mostrando 96% de aprovação, sendo que 84% consideram ótimo e bom o governo. E ainda constatariam que conseguiu eleger sua sucessora, estreante como candidata em eleições, vencendo adversários veteranos e experientes que contavam com apoio do poder econômico, do capital estrangeiro, e da unanimidade do chamado quarto-poder: a dita grande imprensa.

Os historiadores teriam a internet, cuja blogosfera fez seu contraponto, a imprensa alternativa, a imprensa oficial, para pesquisar, mas teriam que vasculhar e estudar minuciosamente documentos, decretos, atas, liberações do orçamento, relatórios de aprovação do TCU (o noticiário só noticia uma meia-dúzia de obras quando apontam problemas, esquecendo dos milhares de obras aprovadas), etc. Para facilitar um pouco, e para prestar contas a quem de direito: o povo, o governo fez uma compilação de tudo o que foi feito, em cada ministério, nos 8 anos de governo, e registrou em cartório.

Não deixa de ser uma situação desmoralizante para a dita grande imprensa brasileira, pois uma imprensa decente, teria registrado em suas páginas e vídeos a informação do que ocorreu de fato nestes 8 anos.

Os 8 anos de "reporcagens" do PIG (Partido da Imprensa Golpista) estão enterrados no lixo da história. Ou melhor, estão na galeria dos horrores da história, como o holocausto, e coisas do gênero.

Veja, Estadão, Folha e Globo entram para a história ao lado da imprensa infame racista da África da Sul no tempo do Apartheid, ao lado da imprensa racista do Sul do EUA na antes dos direitos civis, ao lado da imprensa fascista da Itália que bajulava Mussolini, ao lado da imprensa nazista da Alemanha na época de Hitler.

Globo, Veja, Folha e Estadão entram para a galeria dos vexames da história ao lado da imprensa dócil e chapa-branca à ditadura brasileira que apoiou e deu sustentação ao golpe de estado de 1964, que bajularam a ditadura e os vendilhões da pátria dos governos demo-tucanos, em troco de benesses econômicas governamentais... ôpa... entram ao lado delas mesmas, pois a imprensa golpista da ditadura e dos vendilhões da pátria é a mesma de hoje: Globo, Veja, Estadão, Folha.

Na última visita à Paraíba como Presidente, Lula visita obras da Transposição do Rio São Francisco



Em clima de despedida, homenagens e confraternização com os trabalhadores das obras, o presidente Lula visitou a cidade de São José de Piranhas, na Paraíba.

É onde está um grande canteiro de obras, abrindo um túnel por onde passará a água que interligará as bacias hidrográficas.

O presidente falou:

"Estou percebendo que a obra vai ser inaugurada definitivamente em 2012, a não ser que aconteça um dilúvio ou qualquer coisa. Mas está previsto a gente inaugurar definitivamente a obra até 2012, o que será a redenção da região mais sofrida do Nordeste brasileiro. E o povo do Nordeste vai poder decidir a utilização dessa água...

... Quem era contra essa obra, eram pessoas que tinham água gelada na geladeira. Eram as pessoas que não sabiam como que carregava um pote d'água no cangote, uma lata d'água na cabeça...

... Cada vez que vocês olharem esse canal, vocês irão lembrar que em 1847, Dom Pedro tentou fazer esse canal. Ele era imperador do Brasil, e não deixaram ele fazer. E quase 150 anos depois, nós estamos fazendo essa obra tão necessária a milhões e milhões de nordestinos".

Classe C já compra mais eletros que AB

A classe C se tornou a principal consumidora de eletrodomésticos e eletrônicos e desbancou as famílias das classes A e B durante os anos de governo Lula. A chamada "nova classe média" deverá encerrar 2010 com 45% da fatia de gastos desses produtos no país, enquanto os mais ricos ficarão com 37%.

o aummento do emprego formal e pela forte expansão do crédito. Por causa desses fatores, a ampliação do consumo, que ocorreu em todas as classes, foi mais intensa nessa categoria", afirma Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto Data Popular.

Os dados fazem parte de estudo do instituto, obtido pela Folha e realizado a partir de dados da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no período de 2002 a 2010.

Segundo o levantamento, no início do governo Lula o topo da pirâmide representava 55% do consumo desses bens; já a classe C tinha 27%.

"A tendência é que a classe C se consolide cada vez mais como a principal consumidora do país. Em 2011, deverá encostar nos 50% [de participação nos gastos com eletros]", prevê Meirelles. As classes D e E ficaram estáveis no período, com 18% da fatia.

TAMANHO

Outro fator que explica o potencial é o seu tamanho. Com 94,9 milhões de pessoas, a classe média do Brasil representa 50,5% da população, e a AB fica com 10,5%, segundo estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas) com base em dados da Pnad 2009 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

"O gasto per capita da classe C é menor do que a das superiores, mas o seu peso fica maior por ser mais volumosa", diz o economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Neri.

Neste ano, as famílias brasileiras gastarão R$ 45 bilhões com eletrodomésticos e eletrônicos, de acordo com o Data Popular. Desse total, R$ 20,1 bilhões virão da classe C, R$ 16,7 bilhões das A e B e R$ 8,2 bilhões das D e E.

COMPUTADOR

Entre os bens de consumo, o computador foi o que apresentou o maior crescimento dentro dos lares brasileiros -passou de 14% dos lares, em 2002, para 34% em 2009. "Parte dessa classe C é composta por pessoas que ascenderam socialmente, que não tinham um computador ou uma televisão de plasma e passaram a consumir esses produtos", avalia Neri.

Para o especialista, a presença do computador nas casas é um fator positivo. "Trata-se de um artigo produtivo, assim como o celular, que traz condições para as pessoas trabalharem no fim de semana ou em casa."

Na classe média, a evolução foi ainda mais intensa. Em 2002, apenas 13 em cada 100 domicílios tinha microcomputador. Já em 2009, eram 52%.

Na opinião da professora do Provar (Programa de Administração do Varejo) da FIA (Fundação Instituto de Administração), Elaine Brito, a classe D será a próxima a ascender fortemente e deverá ter uma evolução mais forte no consumo durante os próximos anos. "Sairão do consumo básico para realizar desejos."Na Folha tucana

Micronegócio explode nas favelas pacificadas

Segurança: Mais de 1.400 empresas foram legalizadas em 10 UPPs

Aline Massuca/Valor
Capitão Bruno Amaral de Magalhães, comandante da UPP do Borel: “Aqui, antes, ninguém ficava na rua depois das cinco da tarde e o pouco comércio que tinha era ilegal”


Janes Rocha | VALOR

Do Rio

Novos negócios estão emergindo da pacificação de favelas no Rio de Janeiro. Nos últimos 12 meses mais de 1.400 empresas foram legalizadas em dez comunidades pobres da periferia da cidade ocupadas pela ação militar conjunta dos governos federal e estadual, denominada Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). As empresas foram registradas dentro de um programa de formalização expressa implantado pelo Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) chamado “Empresa Bacana”, em parceria com a Prefeitura e o Sindicato dos Contabilistas.

A maioria já existia informalmente, mas estava oculta por quadrilhas de traficantes de drogas que durante anos foram os donos da área, impondo suas próprias regras e cobrando “multas” dos comerciantes. Muitas daquelas empresas, porém, são novas, fundadas por empreendedores que conhecem o potencial de negócios nas favelas, mas não tinham tranquilidade para investir.

“Aqui, antes, ninguém ficava na rua depois das cinco da tarde e o pouco comércio que tinha era ilegal”, conta o Capitão da Polícia Militar Bruno Amaral de Magalhães, comandante da UPP do Borel, comunidade na Zona Norte do Rio que está desde junho ocupada por 300 militares.

Magalhães disse que a presença de organizações como Sebrae e a Federação das Indústrias do Rio (Firjan) ajuda a envolver a comunidade e conquistar a confiança. As reuniões do Sebrae com os interessados em formalizar seus negócios no Borel são realizadas na sede do comando da UPP.

O movimento de expansão econômica dentro das comunidades pacificadas também atinge grande empresas que fornecem serviços públicos e que estão voltando a investir nas áreas ocupadas. George Moraes, vice presidente da Oi Futuro, instituto de responsabilidade social do grupo de telecomunicações, informa que a empresa está programando investimentos de R$ 15 milhões na área do Complexo do Alemão, última comunidade ocupada por UPP.

Nos próximos 120 dias, a Oi garante que vai instalar no total 11 pontos, sendo três torres 2G/3G até o fim de dezembro, que se somarão a cinco já existentes e outras três que serão instaladas até o fim de janeiro de 2011. A empresa tem 1.600 torres 2G/3G em toda a cidade do Rio de Janeiro e segundo Moraes, já investiu R$ 20 milhões em comunidades pacificadas.

A Oi vê no Complexo do Alemão um amplo mercado potencial para expansão de sua rede de terminais e instalação dos serviços de banda larga e TV por assinatura. “Num estalar de dedos, em apenas um fim de semana, surgiu uma cidade no Rio de Janeiro do tamanho de Goiânia, com mais de 500 mil habitantes, todos da nova classe C”, afirma o executivo.

A Oi tem 40 mil terminais de telefonia fixa no Alemão, clientes de uma rede que não vinha recebendo a manutenção necessária, segundo Moraes, pela impossibilidade de entrada dos funcionários à região. “O acesso a essas comunidades era limitado e muitas vezes impedido porque ali vigorava um Estado paralelo.”

Agora, a empresa já está enviando grupos de 18 pessoas, entre engenheiros de telecomunicações e topógrafos, para analisar a área para instalação das torres 2G/3G. A intenção é, no futuro, instalar uma loja no Alemão, garante Moraes.

Na sexta-feira, o Sebrae instalou o primeiro posto no centro olímpico na entrada do Complexo do Alemão. Até domingo, a equipe do órgão havia feito 164 atendimentos, sendo 89 mulheres e 75 homens. Foram feitas 90 formalizações nas atividades de comércio varejista de artigos de vestuário e bijuterias, lanchonetes e manutenção de computadores e eletrônicos.

Davi Abrantes, gerente regional do Sebrae-RJ, diz que a falta de informação entre os comerciantes nas favelas é proporcional ao interesse. Quando eles começam a ter informação e veem os benefícios, querem avançar cada vez mais”, diz Abrantes. “Temos casos de gente que entrou como empreendedor individual e já passou ao Super Simples”.

Empreendedor individual é uma categoria criada por uma lei aprovada recentemente, que diminui a burocracia e reduz as taxas e impostos para empresas com no máximo um empregado e faturamento de R$ 3 mil mensais. O Super Simples é o programa da Receita que prevê a unificação de oito tributos – seis federais, um estadual e um municipal – com o objetivo de desburocratizar a tributação para micros e pequenas empresas.

Além da formalização, o Sebrae dá um curso rápido de dois dias sobre como elaborar uma contabilidade básica, técnicas de venda, apresentação e divulgação de produtos. É uma versão reduzida e gratuita de um curso tradicional voltado a microempresários, que é pago e dura 15 dias.

A pacificação das favelas cariocas também incentivou a petroleira americana Chevron a reformular seu programa de assistência social, direcionando os recursos para o estímulo ao empreendedorismo, em vez da pura doação. “Quando começamos a pensar onde (aplicar os recursos), procuramos a UPP porque é onde o Estado está recuperando o espaço, há uma necessidade e desejo de organização”, afirmou Lia Hermont Blower, diretora de assuntos institucionais da Chevron. Em parceria com a ONG Elas – Fundo de Investimentos Sociais, a Chevron está aplicando R$ 1 milhão em projetos de incentivo ao empreendedorismo de mulheres nas comunidades de Cidade de Deus, Batan e Borel.

Da papelaria ao salão, empreendedores “tomam” os morros


Aline Massuca/Valor
Maicon Martins: “Vou instalar uma loja aqui no Alemão, porque é onde está o grande movimento de gente, e por causa da UPP, porque agora podemos trabalhar tranquilos”


“Vou instalar uma loja aqui no Alemão, porque é onde está o grande movimento de gente, e por causa da UPP, porque agora podemos trabalhar tranquilos.” A declaração é de Maicon Martins, um rapaz de 20 anos, dono de uma papelaria, falando ao Valor ao sair do posto do Sebrae, depois de ter registrado a sua empresa por intermédio do programa “Empresa Bacana”.

Maicon mora em Del Castilho, nas proximidades do Complexo do Alemão, e trabalhou os últimos cinco anos como empregado em uma papelaria do bairro onde vive. Já tinha montado sua própria papelaria este ano, informalmente, em uma garagem, quando veio a tomada do Alemão no fim de novembro. Logo ele viu o potencial de mercado e decidiu abrir uma filial.

Maicon é protagonista, assim como centenas de outros comerciantes, do movimento empreendedor que tomou conta das favelas ocupadas pela operação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), e que está mudando a cara das comunidades até pouco tempo controladas por criminosos.

Um exemplo da mudança é a avenida Independência, principal via de acesso ao morro do Borel, na zona norte do Rio. Depois de instalada a UPP em junho, a avenida está sendo tomada por estabelecimento comerciais e, lentamente, se transforma no que qualquer avenida principal de um bairro costuma ser: um lugar onde os comerciantes se instalam para aproveitar o fluxo de pessoas.

Aline Massuca/Valor
Marcio Muniz: nova padaria no Alemão tem o dobro do tamanho da anterior

Mas nem sempre foi assim. “Antes, praticamente não havia comércio por aqui, agora é o que mais cresce”, constata o capitão da Polícia Militar Bruno Amaral de Magalhães, comandante da UPP do Borel, lembrando do fogo cerrado dos soldados do tráfico, que mantinha um toque de recolher na área e inviabilizava qualquer atividade lícita.

A manicure Juliana dos Santos que o diga. Ela, que sempre sonhou ter seu próprio salão, há cinco meses abriu o primeiro estabelecimento do tipo na comunidade. Não que não houvesse manicures no Borel, mas todas trabalhavam em salões no “asfalto” ou atendendo em domicílio. Depois que Juliana abriu seu salão, outras três profissionais tomaram coragem e também abriram os seus.

Ainda ariscos e desconfiados, os moradores das comunidades se animam a investir seus parcos recursos no comércio e serviços, cientes do potencial de vendas. As 12 comunidades tomadas pelas forças policiais reúnem um total de 230 mil pessoas, sem contar o Complexo do Alemão, a maior delas, que tem aproximadamente meio milhão de moradores.

Marcio de Oliveira Muniz, 35 anos, durante sete anos manteve uma padaria num local minúsculo na avenida Independência, que funcionava quando os traficantes e os tiroteios permitiam. Há três meses, ele concluiu a reforma de uma garagem logo em frente, atravessando a rua, com cerca de 30 metros quadrados, mais que o dobro da anterior, abriu e formalizou a mercearia. Hoje, ele tem dois empregados, abriu conta no banco e diz orgulhoso que, com o CNPJ, conseguiu tirar um cartão de crédito empresarial que lhe permite comprar mercadoria a prazo, coisa impensável quando tinha a pequena padaria.

Difícil imaginar um restaurante self-service como novidade no Rio de Janeiro, mas o Saborearte é exatamente isso. Inaugurado há um mês na comunidade do Jardim Batan, o restaurante teve apoio financeiro da Chevron, mas foi totalmente idealizado e organizado por seis garotas da comunidade, que entregaram um plano de negócios e trabalham no estabelecimento, cada uma com sua tarefa.

O Saborearte atende cerca de 50 pessoas por dia e agora está chegando aos bairros do entorno. Sua comida simples e caseira está fazendo sucesso simplesmente porque nunca houve um restaurante de qualidade no Batan, apenas pensões que serviam pratos feitos, carrocinhas de sanduíches e botecos. “Queremos agora aumentar o fornecimento de quentinhas para as lojas da avenida Brasil”, disse Suellen Falcão Queiroz, uma das sócias do Saborearte. (JR)

Postado por Luis Favre
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