segunda-feira, 28 de julho de 2014

Aécio Neves do PSDB defende o caráter do ex-Senador cassado Demóstenes Torres

Na tribuna do Senado Federal, o Senador Aécio Neves defende o caráter e a clareza das ações do ex-Senador cassado Demóstenes Torres

Veja o impressionante vídeo em que o Senador do PSDB Aécio Neves defende o caráter e a dignidade do Ex-Senador Demóstenes Torres do DEM, cassado por ser flagrado trabalhando em conluio com um Bicheiro afim de beneficiar o contraventor em seus negócios pessoais com jogos ilegais. Leia abaixo do vídeo a transcrição do texto.

Aécio Neves do PSDB e Demóstenes Torres
Aécio Neves do PSDB e Demóstenes Torres
Demóstenes Torres:
Com a Palavra o Senador Aécio Neves
Aécio Neves:
Ilustre Senador Demóstenes,
para nós que o conhecemos, e o conhecemos em profundidade, talvez soasse desnecessária Vossa presença hoje na tribuna do Senado Federal pra tratar dessa questão. Mas eu compreendo, compreendo a iniciativa de Vossa Excelência em falar ao Brasil e prestar os devidos esclarecimentos aos brasileiros em primeiro lugar, porque Vossa Excelência é uma figura nacional. Aos goianos por duas vezes o trouxeram a essa casa e por último aos seus pares.
A serenidade Senador Demóstenes que Vossa Excelência demonstra acompanhada da clareza de vosso pronunciamento e da firmeza com que se coloca perante aos seus pares só confirmam o caráter de Vossa Excelência e isso torna-se ainda mais relevante porque vem emoldurada pela unanimidade das manifestações de seus pares de todas as vertentes políticas. Vossa Excelência é um homem digno e sempre agiu dessa forma em todos cargos públicos que ocupou e digo mais, Vossa Excelência Senador Demóstenes é dos mais preparados e destemidos homens públicos desse País e por isso mesmo, dos mais respeitados. Esteja seguro, Vossa Excelência, sua família e aqueles que como eu tanto o admiram, será dessa forma que Vossa Excelência continuará a ser vista pelos brasileiros, pelos goianos e pelos seus pares, com respeito e enorme admiração.
Demóstenes Torres:
Agradeço a Vossa Excelência Senador Aécio Neves

A lista de Fernando Morais


Fernando Morais

Eleitores já não os tenho desde o século passado, mas tenho leitores, espalhados por todo o Brasil. E é a estes que me dirijo. Comecei a selecionar e recomendar os candidatos que vou apoiar nestas eleições.

São Paulo
Governador: Padilha (PT).
Senador: Suplicy (PT)
Federal e estadual: estou esperando as listas dos partidos.

Minas Gerais
Governador: Fernando pimenta (PT)
Senador: Josué Alencar (PMDB)
Federal: Nilmário Miranda (PT)
Estadual: esperando as listas.

Paraná
Governador: Roberto Requião (PMDB)
Senador: Marcelo Almeida (PMDB)
Federal e estadual: esperando as listas.

Rio de Janeiro
Governador: Lindbergh Farias (PT)
Demais: esperando as listas dos partidos.

Rio Grande do Sul
Governador: Tarso Genro (PT)
Senador: Olívio Dutra (PT)
Demais cargos: esperando as listas dos partidos.

BANCO SANTANDER - ESPANHOL EMILIO BOTÍN TEM OS BRASILEIROS NA CONTA DE IDIOTAS

A CULPA É DO MORDOMO (ANALISTA)


A ESPECULAÇÃO DA "BANCA" COM A ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE DO BRASIL, ATINGIU O PONTO DE CRIME.
Não é de hoje que a "BANCA" vem especulando com a eleição de outubro próximo, fazendo uma ligação que beira ao banditismo, quando diz que a BOLSA SOBE ou DESCE por conta das pesquisas eleitorais (vazadas), e a queda ou subida das intenções de voto para a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Os homens do chamado "mercado", aliados aos economistas/jornalistas/colunistas de AQUÁRIO das redações da imprensa partidarizada, e também a TURMA dos responsáveis ou IRRESPONSÁVEIS que tocam pesquisas eleitorais ao sabor de seus interesses político-eleitorais pessoais, pensam que podem passar "ATESTADO DE OTÁRIO" em todos nós. 

NÃO PODEM NÃO !

Deve ser por isso, por pensar que os brasileiros são "otários", que o presidente do BANCO SANTANDER, senhor Emilio Botín, quer nos convencer de que o BANCO não tem nada a ver com o tal texto enviado aos clientes da categoria "SELECT" - os que realmente mais interessam para o banco - em que de forma subliminar a reeleição de DILMA ROUSSEFF é qualificada como capaz de trazer prejuízo para quem aplica em BOLSA DE VALORES e para quem tem "dinheiro que gera mais dinheiro".

Acreditar que um ou dois "analistas" da instituição decidiram fazer tal comunicado, após chegar a essa conclusão de forma apenas pessoal, e mandar imprimi-lo em extratos, enviando para os clientes, seria coisa de ingênuos, de otários abestalhados. 

A MENSAGEM

O que o SANTANDER disse no tal texto, reflete por certo a opinião de toda a "BANCA", que pugna por juros mais ALTOS, por arrocho de salário e por empresas ESTATAIS esquecidas do interesse do Brasil, para pensar apenas nos seus acionistas. 

E a "BANCA" quer mais é que DILMA perca a eleição !

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007BONDEBLOG
Cidadão do Mundo
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LEIA + AQUI
TSE e BC têm obrigação de intervir no Santander

Esquerda e Direita

Não concordo com a afirmação, hoje muito comum, de que não mais existem esquerda e direita. Acho até que quem diz isso normalmente é de direita.

Talvez eu pense assim porque mantenho, ainda hoje, uma visão religiosa do mundo e do homem, visão que, muito moço, alguns mestres me ajudaram a encontrar. Entre eles, talvez os mais importantes tenham sido Dostoiévski e aquela grande mulher que foi santa Teresa de Ávila.

Como consequência, também minha visão política tem substrato religioso. Olhando para o futuro, acredito que enquanto houver um desvalido, enquanto perdurar a injustiça com os infortunados de qualquer natureza, teremos que pensar e repensar a história em termos de esquerda e direita.

Temos também que olhar para trás e constatar que Herodes e Pilatos eram de direita, enquanto o Cristo e são João Batista eram de esquerda. Judas inicialmente era da esquerda. Traiu e passou para o outro lado: o de Barrabás, aquele criminoso que, com apoio da direita e do povo por ela enganado, na primeira grande “assembléia geral” da história moderna, ganhou contra o Cristo uma eleição decisiva.

De esquerda eram também os apóstolos que estabeleceram a primeira comunidade cristã, em bases muito parecidas com as do pré-socialismo organizado em Canudos por Antônio Conselheiro. Para demonstrar isso, basta comparar o texto de são Lucas, nos “Atos dos Apóstolos”, com o de Euclydes da Cunha em “Os Sertões”.

Escreve o primeiro: “Ninguém considerava exclusivamente seu o que possuía, mas tudo entre eles era comum. Não havia entre eles necessitado algum. Os que possuíam terras e casas, vendiam-nas, traziam os valores das vendas e os depunham aos pés dos apóstolos. Distribuía-se, então, a cada um, segundo a sua necessidade”.

Afirma o segundo, sobre o pré-socialismo dos seguidores de Antônio Conselheiro: “A propriedade tornou-se-lhes uma forma exagerada do coletivismo tribal dos beduínos: apropriação pessoal apenas de objetos móveis e das casas, comunidade absoluta da terra, das pastagens, dos rebanhos e dos escassos produtos das culturas, cujos donos recebiam exígua quota parte, revertendo o resto para a companhia” (isto é, para a comunidade).

Concluo recordando que, no Brasil atual, outra maneira fácil de manter clara a distinção é a seguinte: quem é de esquerda, luta para manter a soberania nacional e é socialista; quem é de direita, é entreguista e capitalista. Quem, na sua visão do social, coloca a ênfase na justiça, é de esquerda. Quem a coloca na eficácia e no lucro, é de direita.

Ariano Suassuna 
 


O caráter pedagógico das prisões no RJ


Do Blog do Altamiro Borges

Por Theófilo Rodrigues, no blog Conexão Cultura e Política

Como o título pode parecer enganoso, aviso de antemão aos leitores que este não é um texto de crítica às manifestações que vem ocorrendo por todo o país desde junho do ano passado. É, antes de tudo, um texto em defesa dos manifestantes presos, da liberdade de manifestação, da liberdade de expressão e da liberdade de organização política. Evito assim que desavisados decepcionem-se ao fim da leitura.

Como se sabe, no sábado, dia 12 de julho, véspera da final da Copa do Mundo, o juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, decidiu prender 26 ativistas que nos últimos meses vinham participando de manifestações públicas. As prisões foram seguidas por matérias e mais matérias em jornais e canais de televisão que legitimavam a ação do juiz.

No dia seguinte, 13 de julho, o senador Lindberg Farias do PT, o deputado estadual Marcelo Freixo do PSOL e o sociólogo Luiz Eduardo Soares entre outros emitiram a primeira nota pública em defesa dos manifestantes.

Em outra raia de atuação, no dia 17 de julho, deputados federais de alguns partidos tradicionalmente ligados aos movimentos sociais como Jandira Feghali (PCdoB), Chico Alencar (PSOL), Jean Wyllys (PSOL) e Ivan Valente (PSOL) entraram com uma ação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o magistrado.

A pressão pela liberdade dos manifestantes cresceu a ponto de no dia 22 de julho um grande ato público realizado na sede da OAB no Rio de Janeiro ter reunido tradicionais lideranças de PT, PCdoB, PSOL, UNE, MST, CUT e tantos outros para reivindicar em uníssono a liberdade de todos os presos.

Ainda no dia 22 de julho o jornal O Globo estampou matéria de página inteira com insinuações de que os próximos investigados serão os dirigentes de sindicatos como Sindsprev, SEPE e Sindpetro. De acordo com o jornal, os sindicatos são suspeitos do gravíssimo crime de terem oferecido “quentinhas para índios que participavam de uma assembleia” sobre a Aldeia Maracanã. O furo de reportagem do jornal O Globo diz ainda que “além das refeições, os financiadores teriam fornecido os materiais para confecção de cartazes”.

No mesmo dia o presidente do PSDB, Aécio Neves, apresentou nota pública do partido em defesa das prisões que prontamente foi apoiada por dirigentes partidários do DEM e do PMDB.

Mas qual o caráter pedagógico de tudo isso?

Essas prisões precisam ser repudiadas calorosamente por todos que acreditam na democracia, ou que ao menos tentam construí-la. Mas a impressão que fica é a de que quem mais pode aprender com tudo isso são os próprios ativistas presos e seus demais companheiros. Em junho de 2013, quando tudo começou, esses ativistas expulsavam das passeatas com ofensas e agressões os membros de partidos e organizações de esquerda. Hoje, são os membros de partidos e organizações de esquerda que saem em defesa dos ativistas, seja no âmbito social, seja no institucional.

A luta política é contraditória desde sempre. Essa contradição está presente até mesmo dentro das organizações. Contudo, faz-se necessário perceber que dentro da contradição existem concepções de mundo e campos de luta distintos em permanente disputa. É preciso saber que a luta de classes não nasceu no ABC paulista em 1979 e nem em junho de 2013.

A exacerbação desse conflito social evidenciada pela prisão dos ativistas talvez tenha mostrado para eles quem são os seus possíveis aliados e quem são os seus claros adversários. E esse talvez tenha sido o maior caráter pedagógico dessas prisões.
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/07/o-carater-pedagogico-das-prisoes-no-rj.html#more 
Postado há por
 

Ex-amante de FHC atua como propagandista anti Dilma na Espanha



Rameira! Ponha-se daqui pra fora!
Fernando Henrique Cardoso, em 1990

O escritor Palmério Dória não poderia ter sido mais feliz ao iniciar o best-seller “O Príncipe da Privataria” (Geração Editorial) com o relato da expulsão de uma então jornalista da Globo do gabinete do então senador Fernando Henrique Cardoso, no início dos anos 1990, quando ele se preparava para disputar a Presidência da República pela primeira vez.

Para quem não leu a saborosa obra de Dória, vale explicar que aquela jornalista fora comunicar a FHC – então casado com a hoje falecida antropóloga Ruth Cardoso – que esperava um filho seu, o que, para si, constituiria uma tragédia política.
Essa passagem do livro narra a gênese da longa trajetória de Miriam Dutra Schmidt que começaria a partir dali, quando foi ao gabinete do promissor político que se tornaria o novo ícone da direita brasileira, posição que ocupa até hoje.
Com o “problema” político para aquele que se tornaria o grande aliado da Globo ao longo de seu mandato como presidente da República (1995-2002), a emissora decidiu “exilar” a moça, tornando-a sua “correspondente” na Espanha, onde permanece até hoje.
A personagem “Miriam Dutra” impressiona pela escassez de informações sobre si, apesar de seu caso com um dos políticos mais importantes do país. Mesmo fazendo busca no site Globo.com, o que se encontra é muito pouco.
Em busca no portal da Globo, além de reprodução de matérias que saíram em toda grande imprensa quando FHC decidiu reconhecer publicamente o filho que teve com Miriam (2009), só há algumas raras matérias que ela fez para a emissora.
O pouco que há no site da Globo sobre Miriam como sua correspondente na Espanha só chega até o início de 2010. Uma das matérias que sustentaram a “dolce vita” da ex-amante de FHC na Europa após supostamente engravidar dele é de janeiro de 2010, no programa “Em Cima da Hora”, que tratava do “caos nas praias brasileiras”. Coube a Miriam exaltar a diferença entre as praias espanholas e as brasileiras.
Clique na imagem para ver a matéria

Em agosto de 2010, na busca da Globo.com há um outro link para outro dos raros trabalhos de Miriam para a emissora. O site informa que se trata de “entrevista feita pela correspondente Mirian Dutra com o jornalista e porta-voz dos dissidentes cubanos em Madri, Julio César Galvéz”.
Curiosamente, porém, ao tentar assistir ao vídeo o internauta é informado de que se trata de “conteúdo não disponível”. Clique na imagem para acessar a página.

Contudo, comentário postado por uma leitora da Globo.com nessa página indica como foi feita a matéria, ainda que não explique por que ela foi retirada do ar.
Diz a internauta “Maria Adelia Endres”, em 6 agosto de 2010 às 17:35 hs:
Seria muito importante que a entrevista fosse passada no Fantástico, onde toda a população brasileira pudesse ver a vergonha que é Cuba. A vergonha que Fidel tornou o país. Eu visitei Cuba na década de 90 o sistema já estava mais do que podre, e tudo o que vejo recentemente está 200 vezes pior (…)”
Enfim, essa “importante” atuação jornalística de Miriam na Globo termina em 2010. De lá para cá, nada mais consta no site da Globo sobre a ex-amante do ex-presidente tucano. E a última notícia sobre ela na grande mídia brasileira é de 2011, quando se tornou público que um exame de DNA mostrara que o filho que a jornalista teria tido com FHC, não era dele.
No início de junho, porém, um vídeo surge no You Tube. Mostra Miriam Dutra Schmidt em um programa da televisão espanhola engrossando o coro de certa “esquerda” contra a realização da Copa de 2014 no Brasil.
Tratou-se do programa “Detrás de la razón”, ou, em bom português, “por trás da razão”. O apresentador faz uma introdução em que encampa, ipsis-litteris, o discurso anticopa da tal “esquerda” que, em plena competição, tratava de tentar manter o movimento vivo promovendo protestos pequenos, porém muito violentos.
Eis que o apresentador chama para um debate ninguém mais, ninguém menos do que ela, Miriam Dutra, e o acadêmico chileno Pablo Jofré. As missões de ambos, naquele programa, eram, respectivamente, atacar e defender a realização da Copa no Brasil.

O que chama atenção nas falas de Miriam é o espanhol capenga, apesar de residir por tantos anos na Espanha. Mas não só: a ex-amante de FHC cita uma série de dados errados sobre a Copa, tais como custo etc. Além disso, ataca duramente o povo brasileiro com frases como “Não sabe escrever, mas sabe jogar futebol”.
O apresentador abre o programa perguntando a Miriam sobre frase dos militontos que protestavam violentamente contra a Copa: “Um professor vale mais do que Neymar”, como se alguém estivesse comparando ou fazendo tal escolha”.
Em mau espanhol, Miriam começa a catilinária antibrasileira “explicando” que “Es las contradiciones de Brasil”, ao invés de dizer que “SON LAS CONTRADICIONES DE BRASIL”. Em seguida, diz que professores são mais importantes que Neymar, dando a entender ao público espanhol que o governo investe no craque em lugar de investir em educação.
O analista internacional Pablo Jofré rebate, explicando que não são contradições “do Brasil”, mas dos países latino-americanos.
O programa transcorre com o embate entre o perplexo acadêmico chileno e a verborrágica jornalista brasileira, que distorce dados, cita números errados e diz a enormidade de que o sucesso de organização da Copa se deve “ao povo brasileiro”, que pouco antes insultara com a frase sobre não saber escrever, mas saber jogar futebol.
A grande questão que o ressurgimento de Miriam Dutra levanta é a coincidência entre suas opiniões políticas e as da Globo e as do seu ex-amante, bem como do partido dele.
Miriam Dutra não importa, mas o trabalho que está promovendo na mídia espanhola é relevante. Sugere que suas relações políticas com a mídia tucana e com FHC prosseguem informalmente e, mais do que isso, que tucanos e a mídia que os apoia tratam de espalhar pelo mundo a difamação do Brasil, do seu povo e do seu governo.
Confira, abaixo, o vídeo em questão.



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Do Blog da Cidadania.

 

Globo Vira Piada - Emissora Argentina Analisa as Mudanças De Opinião Da Rede Globo



Sugestão da Amiga Ana Virgílio.

Ibope fará primeira pesquisa “pós-aecioporto”, mas não medirá desgaste do tucano


28 de julho de 2014 | 11:09 Autor: Fernando Britoredbaron
A primeira grande rodada de pesquisas feita após o escândalo da construção de um aeroporto próximo à fazenda de lazer de Aécio Neves, em terras de sua família, num obscuro processo de desapropriação.
Mas não é nacional.
É contratada pela Globo, mas não é nacional: está sendo feita, desde domingo, no Rio, em Minas Gerais, Pernambuco, Distrito Federal e São Paulo (neste caso, em parceria com o Estadão), junto com pesquisas para os governos estaduais e o Senado.
Os questionários não fazem menção ao caso e, como não há base de comparação recente, não se poderá avaliar o desgaste do tucano com o episódio.
Faltou, digamos, curiosidade aos contratantes da pesquisa em sabê-lo.
A maioria das interpretações com que tive contato, porém, avalia que o prejuízo numérico para o tucano é menor que o que o caso trouxe para suas já áridas perspectivas de crescimento.
O maior temor da campanha de Aécio, agora, é o de que surjam informações sobre o uso pessoal do aeroporto. sobretudo fotos ou vídeos.
É isso o que vem mantendo Aécio na ridícula postura de não confirmar nem desmentir que tenha usado o aeroporto “familiar”.
Se alguém tem essa imagem está, com certeza, esperando que ele diga que não o fez para torna-la pública.

Do Blog TIJOLAÇO.

Aécio Neves, um Cavalo de Troia



Blog do Miro - 27/07/2014


Editorial do site Vermelho: domingo, 27 de julho de 2014


Desde a definição de sua candidatura à Presidência da República não é possível ouvir Aécio Neves fazer uma proposta concreta útil ao Brasil, à sua soberania e desenvolvimento, menos ainda ao bem-estar do povo e ao progresso social. Nas entrevistas que concede, quase sempre a veículos comprometidos com sua candidatura, Aécio intercala ataques à presidenta Dilma Rousseff com platitudes aparentemente sem maiores consequências.

Aécio parece um pastel de vento, alguém sem conteúdo, mas não é. O PSDB e seus aliados têm um programa para Brasil: a regressão aos tenebrosos tempos de neoliberalismo, a genuflexão às grandes potências, os ataques aos direitos sociais. Menos salário para os trabalhadores, menos investimento na educação e na saúde, menos democracia para os que lutam.

Por trás da candidatura do PSDB estão interesses muitos poderosos, que saíram do centro do poder com a eleição de Lula em 2002, mas que agem nas sombras, diuturnamente, para voltar a colocar o Estado e o governo a seu serviço.

Junto com Aécio viriam o desemprego, as privatizações, o sucateamento das universidades, o descaso com a saúde. Sairiam das sombras as tenebrosas figuras de ternos bem cortados e compromissos bem assumidos com os interesses do imperialismo e da banca internacional.

Esta realidade aparece nas entrelinhas de seus discursos e entrevistas dadas por Aécio e seus assessores. Por trás de palavras como “eficiência”, “choque de gestão”, “austeridade”, pronunciadas pelo senador mineiro ou por seus sequazes, estão a volta aos tempos de Fernando Henrique Cardoso, quando o patrimônio nacional, os direitos sociais, os investimentos em educação e saúde, foram sacrificados em benefício da banca internacional e nacional.

Não é à toa que o Banco Santander, instituição estrangeira que opera em solo nacional em parte graças à privataria levada a cabo pelos tucanos em bancos como o Banespa, mandou um comunicado aos seus clientes mais bem aquinhoados insinuando o voto contra Dilma. E não é preciso haver dúvida: onde ganham os banqueiros perdem a nação, a produção, o consumo, o desenvolvimento nacional.

O povo brasileiro quer mais mudanças e isso é muito positivo. Aécio não é claro sobre o seu programa justamente por isso, para fingir que sua candidatura atende a este apelo. Mas ele é uma volta o passado, não uma estrada em direção a um futuro que aguarda uma nação como o Brasil.

Os brasileiros progressistas, comprometidos com a pátria e com o nosso povo não podem se enganar sobre a envergadura da batalha, considerá-la menor ou já vencida pelo campo democrático e popular. A presidenta Dilma tem uma vantagem importante, mas a máquina de mentiras a serviço dos interesses do imperialismo e da banca é poderosa e trabalha a todo o vapor. Para percebermos isso é só olharmos para o noticiário econômico, que tenta torturar a realidade para dar a impressão de que vivemos uma crise, ou para a manipulação permanente das pesquisas de intenção de votos.

O momento nacional requer uma grande mobilização, que diga a verdade sobre as realizações destes últimos doze anos e denuncie as mentiras dos que estão ávidos por colocar o país de joelhos novamente. Não há erro maior do que subestimar o inimigo. Menos de setenta dias nos separam do primeiro turno das eleições. É preciso foco e concentração, combatividade e decisão.

Aécio não é um pastel de vento, apesar das aparências. Está mais para um Cavalo de Troia, instrumento de traição à pátria e aos anseios do povo brasileiro.
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Sogra de Paulinho da Força Sindical é indiciada por falsificar assinaturas de partido



A Polícia Federal indiciou a sogra do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, e outras duas pessoas sob acusação de falsificarem assinaturas para a criação do Solidariedade (SD). O partido presidido pelo deputado foi constituído no ano passado, é a nona maior bancada da Câmara, com 21 deputados, e apoia a candidatura de Aécio Neves (PSDB) à presidência da República.

Francisca Gleivaní Gomes Silva é assessora parlamentar no gabinete de Paulinho, o genro, segundo consta do portal da Transparência da Câmara. A contratação de parentes é proibida por súmula do Supremo Tribunal Federal desde 2008, incluindo sogra.

Em maio deste ano, Paulinho recebeu o título de cidadão de São Caetano. Na justificativa, o vereador Cidão do Sindicato, autor da indicação, mencionou Samantha como esposa de Paulinho.
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Do Blog Os Amigos do Presidente Lula

Intenção velada de a Alemanha integrar os Brics assusta os EUA

Merkel e Putin, em recente encontro durante reunião de cúpula da União Europeia
Carl Edgard, Correio do Brasil

"Os piores pesadelos do presidente Barack Obama têm ganhado forma, em uma velocidade com a qual ele não contava, no front financeiro. Uma análise do doutor em Estatística Jim Willie, PhD na matéria pela Carnegie Mellon University, nos EUA, afirma categoricamente que a Alemanha está prestes a abandonar o sistema unipolar apoiado pela Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) e os EUA, para se unir às nações dos Brics, o grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, razão pela qual a agência norte-americana de espionagem NSA ampliou suas escutas à lider germânica Angela Merkel e terminou flagrada por agentes do serviço secreto alemão, após as denúncias do ex-espião Edward Snoden. Em entrevista ao blogueiro Greg Hunter, editor do USA Watchdog, Willie afirmou que a verdadeira razão por trás do recente escândalo de espionagem da NSA, visando a Alemanha, é o clima de medo que ronda o governo norte-americano de que as potências financeiras da Europa estejam procurando fugir do inevitável colapso do dólar.

Editor de um boletim financeiro a partir de Pittsburg, no Estado norte-americano da Pensylvania, Jim Willie afirma que o apoio dos EUA à Ucrânia e as consequentes sanções impostas à Rússia integram o esforço dos EUA de tentar segurar o êxodo europeu no campo econômico e político, em nível mundial. “Aqui está a grande consequência. Os EUA, basicamente, estão dizendo à Europa: você tem duas opções aqui. Junte-se a nós na guerra contra a Rússia. Junte-se a nós nas sanções contra a Rússia. Junte-se a nós nas constantes guerras e conflitos, isolamento e destruição à sua economia, na negação do seu fornecimento de energia e na desistência dos contratos.

Junte-se a nós nessas guerras e sanções, porque nós realmente queremos que você mantenha o regime do dólar. (Em contrapartida, os europeus) dizem que estão cansados do dólar… Estamos empurrando a Alemanha para fora do nosso círculo. Não se preocupem com a França, nem se preocupem com a Inglaterra, se preocupem com a Alemanha. A Alemanha tem, no momento, 3 mil empresas fazendo negócios reais, e elas não vão se juntar às sanções”.

Willie continua: “É um jogo de guerra e a Europa está enjoada dos jogos de guerra dos EUA. Defender o dólar é praticar guerra contra o mercado. Você está conosco ou está contra nós?”. Quanto à espionagem da NSA sobre a Alemanha, Willie diz: “(Os espiões norte-americanos) estão à procura de detalhes no caso de (os alemães) passarem a apoiar a Rússia sobre o ‘dumping’ ao dólar. Eu penso, também, que estão à procura de detalhes de um possível movimento secreto da Alemanha em relação ao dólar de união aos Brics. Isto é exatamente o que eu penso que a Alemanha fará”.

Willie calcula que, quando os países se afastarem do dólar norte-americano, a impressão de dinheiro (quantitative easing, QE) aumentará e a economia tende a piorar. Willie chama isso de ‘feedback loop’, e acrescenta: “Você fecha o ‘feedback loop’ com as perdas dos rendimentos causados pelos custos mais elevados que vêm da QE. Não é estimulante. É um resgate ilícito de Wall Street que degrada, deteriora e prejudica a economia num sistema vicioso retroalimentado… Você está vendo a queda livre da economia e aceleração dos danos. A QE não aconteceu por acaso. Os estrangeiros não querem mais comprar os nossos títulos. Eles não querem comprar o título de um banco central que imprime o dinheiro para comprar o título de volta! A QE levanta a estrutura de custos e causa o encolhimento e desaparecimento dos lucros. A QE não é um estímulo. É a destruição do capital”.

Na chamada “recuperação” a grande mídia tem batido na mesma tecla durante anos, Willie diz: “Os EUA entraram em uma recessão da qual não sairão até que o dólar tenha desaparecido. Se calcular-mos a inflação corretamente… Veremos uma recessão monstro de 6% ou 7% agora. Não creio que a situação melhore até que o dólar seja descartado. Portanto, estamos entrando na fase final do dólar”.

“Você quer se livrar de obstáculos políticos? Vá direto para o comércio e negócios. Por que é que a Exxon Mobil continua realizando projetos no Ártico e no mar Negro (na Crimeia) com os russos e suas empresas de energia? Nós já temos empresas de energia dos Estados Unidos desafiando nossas próprias sanções, e mesmo assim estamos processando os bancos franceses por fazerem a mesma coisa. Isso é loucura. Estamos perdendo o controle”, aponta.

Um mundo
não norte-americano

No Brasil, a cúpula realizada em Fortaleza, na semana passada, durante a qual foi criado o Novo Banco de Desenvolvimento, chamou a atenção do mundo para o próprio projeto de desenvolvimento do bloco, bem como para o papel da China e da Rússia nesta organização. O vice-diretor do Instituto de Estudos do Extremo Oriente da Academia de Ciências da Rússia, Serguei Luzyanin, anda em paralelo à linha traçada por Willie. Leia, adiante, a entrevista que Luzyanin concedeu à agência russa de notícias VdR:

– Foi referida a criação do embrião “de um mundo não norte-americano”. Porque é que os BRICS não gostam da América do Norte?

– A cúpula brasileira ficou para a história enquanto o mais fértil encontro do “quinteto” – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A sua fertilidade não ficou apenas patente na criação de instrumentos financeiros – o Banco de Desenvolvimento e Arranjo Contingente de Reservas – mas, sobretudo, no nível de empenho dos líderes dos Brics – no auge da Guerra Fria 2.0, quando os norte-americanos tentam esmagar qualquer um que age à revelia das “recomendações” de Washington – em criarem o seu embrião “de um mundo não norte-americano”. No futuro, outros projetos poderão estar ligados ao desenvolvimento dos Brics, como a Organização de Cooperação de Xangai (RIC). O importante é que, de fato, existe a concepção “de um mundo não norte-americano” que se desenvolve ativamente e de forma concreta. Os Brics parecem prestes a se tornar o epicentro deste novo fenômeno. Não é preciso ser um político habilidoso para sentir que os povos e as civilizações dos países em vias de desenvolvimento estão cansados de “padrões norte-americanos” impostos. Aliás, padrões para tudo, economia, ideologia, forma de pensar, os “valores” propostos, vida interna e externa, etc. O mundo inteiro viu pela TV o aperto-de-mão dos cinco líderes dos Brics, ao qual, passado uns dias, se juntou praticamente toda a América Latina. É discutível se, neste impulso comum, existiu uma maior dose de contas pragmáticas ou de solidariedade emocional, mas, uma coisa é certa, nele não houve qualquer amor pela América do Norte. E isso ainda é uma forma polida de colocar as coisas.

– E quanto à adesão da Argentina, quem, no Sul, irá “apoiar” os EUA?

– Para a Índia os Brics são uma oportunidade de reforço na Ásia Austral e de desenvolvimento econômico fora da alçada da Ocidente. A motivação regional é conjugada com expectativas financeiras e tecnológicas que unem a África do Sul e o Brasil. No futuro, o “segmento” latino-americano poderá ser reforçado.

Muitos peritos esperam que o “quinteto” seja alargado através da adesão da Argentina ao projeto. Ultimamente tem existido um desenvolvimento fulgurante das relações bilaterais da Rússia e da República Popular da China com países da América Latina, em setores como o tecnológico-militar, comercial, de investimento e energético. Neste quadro, as visitas em Julho de Vladimir Putin e de Xi Jinping marcaram o tendencial círculo de potenciais aliados dos Brics, nomeadamente Cuba, Venezuela, Nicarágua, Argentina, entre outros. Como é sabido, geograficamente, a America Latina “apoia”, a partir do Sul, os EUA. O reforço dos Brics, nessa zona sensível para os norte-americanos, é um trunfo adicional para o mundo em vias de desenvolvimento.

– Relativamente à “descoberta” muçulmana dos BRICS. Como será a institucionalização?

– Também se estuda o prolongamento dos Brics da direção do Islã, onde também existe descontentamento face ao domínio norte-americano. Espera-se que, após a entrada da Argentina, a fila de adesão aos Brics seja engrossada pelo maior, em termos de população, país muçulmano do mundo (cerca de 250 milhões), ou seja, a Indonésia. Ela, seja pela sua ideologia, seja pela ambições, nasceu para aderir ao projeto e assim fechar a região do Sudeste Asiático. O novo governo indonésio confirma a sua intenção de desenvolver o relacionamento com os Brics. A entrada da Indonésia encerrará a “corrente regional” que englobará as principais regiões do mundo. Além disso, cada um dos países dos Brics irá representar a “sua” região, tornando-se no seu líder informal. Brasil a América Latina, RAS a África, Rússia a Eurásia, China o Nordeste da Ásia, Indonésia o sudeste asiático. Os futuros cenários de desenvolvimento do projeto poderão ser diversos. Mas um deles já é atualmente equacionado e de forma bastante concreta. Num futuro próximo, os líderes dos BRICS deverão trabalhar no sentido da institucionalização do projeto, nomeadamente através da criação de um fórum de membros permanentes (atualmente são cinco Estados), e um fórum de observadores e de parceiros de diálogo.

– Há alguma chance de os EUA dialogarem?

– É possível que, com tempo, os EUA sejam obrigados a dialogar com os Brics. Porém, não parece ser algo que venha a ter lugar num futuro próximo. Hoje o projeto está em ascensão. Ele combina, organicamente, as vantagens de diversas civilizações, economias e culturas políticas. Aqui não existem imposições nem domínios de um só país. É claro que existem incongruências, algumas “divergências e visões diferentes quanto à concretização de alguns projetos internacionais. Mas não são diferendos estratégicos. Trata-se de questões objectivas, que surgem, normalmente, nas relações internacionais do mundo político. Os Brics acabam por ser o reflexo bastante preciso do nosso mundo multifacetado e bastante complexo."

A tragédia palestina e a vitória dos “Anões Diplomáticos” sobre os israelenses na ONU


http://www.maurosantayana.com/2014/07/a-tragedia-palestina-e-vitoria-dos.html


O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, deve estar achando o máximo ter sido repentinamente elevado, pela rançosa e entreguista direita latino-americana — como o Sr. Andrés Oppenheimer — à condição de “superstar”, depois de ter chamado o Brasil de “anão diplomático” e de ter nos lembrado, com a autoridade moral de um lagarto, que “desproporcional é perder de 7 x 1”, referindo-se à Copa do Mundo, e não, matar e ferir mais de 3.000 pessoas e desalojar quase 200.000, para “vingar” um número de vítimas civis que não chegam a cinco.
Com acesso a drones e a sofisticados satélites de vigilância norte-americanos, e a compra de espiões em território “controlado” pelo Hamas — traidores e mercenários existem em todos os lugares - Israel poderia, se quisesse, capturar ou eliminar, com facilidade, em poucos meses, os responsáveis pelo lançamento de foguetes contra seu território, assim como alega contar com eficaz escudo que o protege da maioria deles.
O governo de Telaviv — e o Mossad — não o faz porque não quer. Prefere transformar sua resposta em expedições punitivas não contra os responsáveis pelos projéteis, mas contra todo o povo palestino, matando e mutilando — como fizeram os nazistas com os próprios judeus na Segunda Guerra Mundial- milhares de pessoas, apenas pelo fato de serem palestinos.
Essa atitude, no entanto, não impediria que surgissem novos militantes dispostos a encarar a morte, para continuar afirmando — pelo único meio que bélico lhes restou — que a resistência palestina continua viva.
Do meu ponto de vista, nesse contexto de cruel surrealismo e interminável violência do confronto, para chamar a atenção do mundo, os palestinos, principalmente os que não estão ligados a grupos de inspiração islâmica, deveriam não comprar mais pólvora, mas tecido.
Milhares e milhares de metros de pano listrado, como aqueles que eram fabricados por ordem do Konzentrationslager Inspetorate, e das SS, na Alemanha Nazista, para vestir entre outros, os prisioneiros judeus dos campos de extermínio.
Os milhões de palestinos que vivem na Cisjordânia e na Faixa de Gaza poderiam — como fez Ghandi na Índia — adotar a não violência, raspar as suas cabeças, as de suas mulheres e filhos, como raspadas foram as cabeças dos milhões de judeus que pereceram na Segunda Guerra Mundial, tatuar em seus braços, com números e caracteres hebraicos, a sua condição de prisioneiros do Estado de Israel, costurar, no peito de seus uniformes, o triângulo vermelho e as três faixas da bandeira palestina, para ser bombardeados ou morrer envoltos na mesma indumentária das milhões de vítimas que pereceram em lugares como Auschwitz, Treblinka e Birkenau.
Quem sabe, assim, eles poderiam assumir sua real condição de prisioneiros, que vivem cercados dentro de campos e de guetos, por tropas de um governo que não é o seu, e que, em última instância, controla totalmente o seu destino.
Quem sabe, despindo-se de suas vestimentas árabes, das barbas e bigodes de seus homens, dos véus e longos cabelos de suas mulheres, despersonalizando-se, como os nazistas faziam com seus prisioneiros, anulando os últimos resquícios de sua individualidade, os palestinos não poderiam se aproximar mais dos judeus, mostrando-lhes, aos que estão do outro lado do muro e aos povos do resto do mundo — com imagens semelhantes às do holocausto — que pertencem à mesma humanidade, que são, da mesma forma, tão vulneráveis à doença, aos cassetetes, às balas, ao desespero, à tristeza e à fome, quanto aqueles que agora os estão bombardeando.
As razões da repentina e grosseira resposta israelense contra o Brasil — que ressaltou, desde o início, o direito de Israel a defender-se — devem ser buscadas não no “nanismo” diplomático brasileiro, mas no do próprio governo sionista.
É óbvio, como disse Yigal Palmor, que no esporte bretão 7 a 1 é um número desproporcional e acachapante.
Já no seu campo de trabalho — a diplomacia — como mostrou o resultado da votação do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que aprovou, há três dias, a investigação das ações israelenses em Gaza, os “anões” diplomáticos — entre eles o Brasil, que também votou contra a posição israelense — ganharam por 29 a 1, com maioria de países do BRICS e latino-americanos. Só houve um voto a favor de Telaviv, justamente o dos EUA.
Concluindo, se Palmor — que parece falar em nome do governo israelense, já que até agora sequer foi admoestado — quiser exemplo matemático ainda mais contundente, bastaria lembrar-lhe que, no covarde “esporte” de matar seres humanos indefesos — entre eles velhos, mulheres e crianças — disputado pelo Hamas e a direita sionista israelense, seu governo está ganhando de goleada, desde o início da crise, pelo brutal — e desproporcional placar — de quase 300 vítimas palestinas para cada civil israelense.

FIFA envia carta de agradecimento ao governo brasileiro pela realização da Copa

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, e o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, enviaram carta de agradecimento ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo, pela parceria na realização da Copa do Mundo de 2014. A carta menciona o alto nível técnico dos jogos e reforça a “qualidade excepcional de organização e de hospitalidade”.
Confira a íntegra do texto:

Honorável Sr. Ministro, Querido amigo,

De volta em Zurique, queremos agradecer o seu apoio e compromisso em fazer da Copa do Mundo FIFA 2014 a Copa das Copas.

Assim foi: durante 32 dias assistimos a uma Copa extraordinária que não apenas reafirmou a paixão do país pelo futebol, mas também a sua capacidade para acolher eventos desta magnitude. Dentro do campo vivemos um futebol espetacular graças ao jogo positivo das equipes participantes, enquanto que fora experimentamos uma qualidade excepcional de organização e de hospitalidade.

A encantadora combinação entre a Copa e a possibilidade de conhecer as doze cidades-sede e a riqueza da cultura brasileira atraiu centenas de milhares de visitantes do mundo inteiro ao seu país, que junto com os estádios de ponta e a nova infraestrutura apresenta um legado duradouro e palpável para o Brasil e seu povo.

Agradecendo mais uma vez o respaldo recebido pelo governo brasileiro e por você, aguardamos ansiosamente a oportunidade de repetirmos a experiência nos Torneios Olímpicos masculinos e femininos do Rio de Janeiro em 2016.

Atenciosamente,

Joseph S. Blatter
Jérôme Valcke