sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Privataria: livraria do Rio expõe criador e criatura em inevitável associação de ideia

A arrumação temática desta livraria não poderia ter sido mais feliz, afinal quem vê a imagem de um título logo associa ao outro
A foto acima, apesar de resolução baixa, por ter sido tirada de um celular do colaborador deste blog, Júlio Cardoso, em uma livraria do centro do Rio de Janeiro, revela em sua iconografia irônica, a grande felicidade da pessoa encarregada de organizar os livros a venda.

O leitor poderá, desta maneira, ter ao seu alcance, apesar de títulos com propostas tão distintas, uma correlação entre criador e criatura, ou mentor e ideia final.

A História do Brasil está posicionada neste arranjo intelectual, sua parte mais negativa pelo menos, dos últimos anos.

Não mereceria um reconhecimento este funcionário, por linkar fatos e personagens em uma simples arrumação de livros?

O Júlio me enviou por celular esta foto, mas não me disse de qual livraria pertence este arranjo sutilmente inteligente.

1 comentários:

Carlos F. N. Garcia disse...
"Deixa a vida me levar, vida leva eu..."

Tucanos de SP reconhecem que concessão não é privatização





É surpreendente que a concessão pelo governo federal de três aeroportos à iniciativa privada tenha gerado “acusações” ao PT de que este “finalmente” teria se rendido à ideologia privatizante do PSDB. E o que mais surpreende é que o mesmo PSDB e a imprensa sua aliada tenham sido os autores dessa premissa.
Durante a semana que finda, causou surpresa ver “comentaristas” de Estadão, Globo, Folha e Veja e tucanos de frondosa plumagem se deliciando com o suposto ingresso do PT no clube dos privatistas porque tal “acusação” pode ser facilmente desmontada.
Imaginava-se que outros aspectos da concessão, como o financiamento dos concessionários dos aeroportos pelo Estado brasileiro, seriam alvo de ataque, ainda que até nesse ponto a diferença seja enorme, pois além de não terem sido aceitas “moedas podres” nesse negócio, o BNDES irá financiar os investimentos, não o valor da concessão, ao passo que durante a privataria tucana foi o contrário.
Todavia, parece que tanto imprensa quanto oposição apostaram na escandalosa incompetência da área de comunicação do governo Dilma Rousseff e ganharam a aposta, pois desde o anúncio do negócio bilionário tem prevalecido uma premissa absolutamente ridícula, de que a concessão dos aeroportos por excelente preço tenha algo que ver com o saque ao patrimônio público que o governo Fernando Henrique Cardoso perpetrou nos anos 1990 e que ficou conhecido como privataria devido à dimensão das negociatas.
Em defesa do direito da sociedade de receber informações fidedignas e honestas, portanto, o governo federal poderia ter feito uma campanha publicitária antes de materializar a concessão dos aeroportos, de forma a explicar diferenças que são tão incontestáveis que até o próprio PSDB já as apontou em governos que comanda.
Em um momento em que o ex-presidente FHC difunde desinformação ao dizer que o PT se rendeu ao estilo de negociatas que fez durante o governo tucano, em um momento em que um assessor de imprensa tucano como o blogueiro da Globo Ricardo Noblat diz que petistas estariam fazendo “ginástica verbal” para explicarem o inexplicável (a suposta adesão deles às privatizações), que tal dar uma olhada no que o governo tucano de SP diz sobre a diferença entre concessão e privatização?

Clique na imagem para ir à matéria na página da Secretária de Transportes de SP

Será que o site da Secretaria Estadual de Transportes de São Paulo, administrada pelo PSDB de FHC e Noblat, também faz “ginástica verbal” para diferenciar concessão de privatização? Bem, é assim que a imprensa tucana, os próprios tucanos e seus teleguiados na internet chamam o que você acaba de ler e que é exatamente o que o PT vem explicando sobre a CONCESSÃO dos aeroportos.
Mas o caso não termina por aí. Por enquanto, é possível dizer que até a concessão tucana é pior, pois todos sabem o quanto os concessionários das estradas paulistas conseguiram aumentar as tarifas (pedágios) graças ao modelo do negócio imposto pelo governo tucano, coisa que o governo Dilma afirma que não acontecerá nos aeroportos. A ver.


Do Blog da Cidadania.

O fascismo dos "meninos do Rio"

DEBATE ABERTO

O fascismo dos "meninos do Rio"

Vítor Suarez da Cunha, o jovem de 21 anos, que teve 63 pinos implantados no rosto, deu uma magnífica lição de vida, de solidariedade humana. Muitos escreverão sobre sua atitude, mas nenhum texto será capaz de traduzir sua coragem, seu amor ao próximo, sua consciência de cidadania.

O que há em comum entre uma moradora de rua agredida a socos e pontapés no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro, por três homens de classe média que a acusam de quebrar o retrovisor do carro e Vítor Suarez da Cunha, jovem estudante brutalmente espancado ao tentar proteger um mendigo que apanhava de cinco delinquentes no bairro Jardim Guanabara, na Ilha do Governador? Ambos foram vítimas de um estrato social que tem como traço ideológico funesto a recusa da cidadania.

Em menos de uma semana, a violência de um segmento incapaz de distinguir o público e o privado, que tem na venalidade uma de suas marcas, que trata a rua como prolongamento da casa e do quintal, desconhece direitos sociais e políticos, menospreza a condição humana dos que não pertencem à sua geografia social, reiterou, em pontos do estado do Rio de Janeiro, o caráter fascista que lhe é inerente.

Para eles, a liberdade se reduz ao ato de escolher entre várias marcas do mesmo produto e a felicidade é o fim de semana em família esvaziando shopping centers, o consumo do Natal e o réveillon em uma boate "superluxo". A protegê-los, vigias, olhos eletrônicos, cães de guarda, grupos de extermínio e a polícia violenta que conhecemos, protetora de “gente de bem”. Quando se lançam em busca das ilusões perdidas, dão início a uma busca feroz, mostrando uma força ideológica assustadora.

Num tempo em que pessoas têm sua condição humana aviltada, morrendo como moscas, fatos como estes não podem, após algum tempo de exposição midiática, provocar, no máximo, bocejos. É preciso deixar de contentarmo-nos em sobreviver, de acreditar que "com a gente não acontece" ou, o que é pior, fazer da vítima o culpado. Recusar a indiferença, persistindo em chamar de acidente uma rotina de mortes e de mutilações, conhecida, anunciada e burocraticamente executada cotidianamente. Nas ruas do Leblon e do Jardim Guanabara, o que aconteceu foi um fato político. E como tal precisa ser combatido.

Como classificar o comportamento dos fascistas de "boa aparência”? Perversão? É pouco. Isto é sordidez, abjeção, cegueira de valores. Mais ainda: é sintoma de uma cultura que faz da sarjeta sua medida moral e que, pouco a pouco, destrói um legado histórico, construído com sacrifício de homens, de povos e de nações. O que está em jogo é a consciência de que a vida é um bem, cuja posse não temos o direito de negar a quem quer que seja. O que estamos esperando? Que a lei da oferta e da procura regule o mercado de massacres e extermínios?

A punição exemplar dos agressores, "gente de boa cepa", é fundamental para que não continuemos a ser uma sociedade moralmente idiotizada. A barbárie não pode continuar satisfazendo o apetite de quem faz do riso cínico a única saída para a impotência e a covardia. Os fascistas têm que saber que já não contam com o "jeitinho brasileiro" de lidar com o direito à vida e a dignidade física e moral de cada um. Do contrário, a certeza da impunidade continuará ampliando a lista de vítimas. Em um país democrático, não se confunde desejo de justiça com direito de vingança.

Vítor Suarez da Cunha, o jovem de 21 anos, que teve 63 pinos implantados no rosto, deu uma magnífica lição de vida, de solidariedade humana. Muitos escreverão sobre sua atitude, mas nenhum texto será capaz de traduzir sua coragem, seu amor ao próximo, sua consciência de cidadania. Ao afirmar que "faria tudo de novo se preciso fosse", torna-se um símbolo de que a luta política não só é possível como conta com bons combatentes.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

Deputada do PSOL confirma que recomendou alastrar greve de PM's


 
A deputada estadual do Rio de Janeiro Janira Rocha (Psol) confirmou que é dela a voz feminina presente na gravação telefônica autorizada pela Justiça, em que ela travou o seguinte diálogo com o cabo do corpo de Bombeiros Benevenuto Daciolo:
Janira Rocha: Daciolo, Daciolo, presta atenção. Está errado fechar a negociação antes da greve do Rio.
Daciolo: Tudo bem, tudo bem. Sabe o que vou fazer agora? Avise para ele que eu vou embora daqui, não vou ficar mais aqui.
Janira Rocha: Eles estão querendo que você avalize um acordo antes da greve do Rio. Depois da greve do Rio, muda tudo. Sabe como você vai ajudar eles? Voltando para o Rio, garantindo aqui. O governo vai fazer uma propostinha rebaixada para vocês, vai melhorar um pouquinho esse negócio que eles colocaram. E acho, se vocês garantirem a greve aqui, a mobilização aqui, vocês vão ajudar a Bahia a liberar o Prisco, a ter uma negociação.
Daciolo está preso no presídio de segurança máxima de Bangu I, para onde foi transferido após ser preso no aeroporto do Galeão, após retornar de Salvador.

A deputada do PSOL disse:
"A voz é minha e não cometi nenhuma irregularidade. Esta Casa contém deputados que representam banqueiros, empresários, mas eu represento o trabalhador. Eu também tenho esse direito...
... Eu não estou nesse movimento para ganhar voto. A questão da segurança pública é muito importante. Não incitei greve alguma, o que eu discuti foram as tratativas da mobilização, para que não houvesse uma greve armada e que eles garantisse o mínimo de 30% de efetivo que a lei exige...
...Eu cumpri um papel para que não houvesse radicalização, a emissora que levou ao ar esta gravação editada, tem coisas que eu falei que não foram ao ar...
...Do jeito que a imprensa colocou as coisas, parece que ele (Daciolo) saiu para incitar uma greve. Ele foi acompanhado de um juiz federal, temos como provar isso. Ele tem esse direito de ir e vir".
A deputada pode dizer o que quiser, e é possível que haja atenuantes no diálogo completo, mas não há como negar que ela propôs uma estratégia de nacionalizar a greve, alastrando para o Rio de Janeiro, ao mesmo tempo em que ocorre na Bahia.

Os policiais, como trabalhadores que são, tem todo o direito a reivindicarem melhores salários por quaisquer outros meios, mas sequestrar a segurança pública e usar a população como refém é que não dá. Isso nunca acaba bem.

“Massa cheirosa” vaia PSDB

Os partidários do secretário estadual de Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo, candidato do PSDB à prefeitura da capital paulista, vaiaram os outros três pré-candidatos do partido na abertura do terceiro debate das prévias tucanas, na noite de ontem, que ocorreu em um buffet na Zona Leste da cidade.

A situação constrangeu os adversários e a direção do partido, que tentava - sem sucesso - impedir as vaias e acalmar a plateia, que conversava, em vez de prestar atenção aos discursos.

O grupo, chegou a vaiar até o presidente municipal da sigla, Julio Semeghini, que é secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional do governo paulista. A maioria deles frequenta as Fábricas de Cultura, programa da secretaria controlada por Matarazzo que dá cursos gratuitos em regiões com alto "índice de vulnerabilidade juvenil", segundo levantamento do governo estadual.

Os partidários de Matarazzo, que esvaziaram o auditório logo no começo dos primeiros discursos, eram orientados a gritar ou fazer silêncio por jovens de cerca de 20 anos, que se identificavam como representantes da juventude do PSDB na Zona Leste. Eles foram ao debate em três ônibus fretados.

Matarazzo disse que não sabe quem os levou e que o evento era aberto ao público. Este não é o primeiro caso que envolve militantes de um dos pré-candidatos, embora a direção do partido os tenha orientado a deixar a "claque" de fora dos eventos. O secretário estadual de Meio Ambiente, Bruno Covas, foi criticado, nos bastidores, por levar grupos de militantes para aplaudi-lo nos dois primeiros debates. Também concorrem nas prévias o deputado federal Ricardo Tripoli e o secretário estadual de Energia, José Aníbal.

Durante o debate, houve outra polêmica. O deputado estadual e presidente do PSDB de São Paulo, Pedro Tobias, reagiu aos ataques do ex-presidente da legenda na capital paulista, José Reis Lobo, e disse que o tucano não pode criticar a atual direção porque, supostamente, ele não trabalhava. "Ele foi secretário [estadual de Relações Institucionais] por quatro anos e chegava todos os dias às 18h, com o cabelo ainda molhado", acusou.

José Reis Lobo escreveu um artigo, publicado ontem no jornal "Folha de S. Paulo", em que criticou a realização de prévias e disse que o partido, construído "de cima para baixo", deveria deixar a cúpula escolher o candidato. "Não se pode correr o risco de perder de véspera simplesmente para cortejar as "bases" do partido, como se a vontade dessas representasse a da população", afirmou.

Tobias criticou o posicionamento de Lobo e ressaltou que o candidato do partido será escolhido por prévias. "Isso era no tempo em que ele era presidente. Agora as coisas mudaram e quem vai escolher o candidato é a militância", disse.

Petistas comemoram 32 anos do Partido dos Trabalhadores


 
Por ocasião do aniversário do PT, lideranças do partido no Congresso Nacional falam sobre as conquistas na última década, e também
dos avanços conquistados desde o governo Lula e as mudanças nas políticas públicas levadas a diante pelo atual governo de Dilma Rousseff. 
 

PT: parabéns pelos 32 anos de luta e de conquistas - 10 fevereiro



Sou suspeito para falar bem do PT porque sou fundador.
Sou suspeito para falar bem do PT porque ajudei a eleger o Lula duas vezes e a Dilma em 2010.
Sou suspeito para falar bem do PT porque conheço o monte de conquistas do PT governando o Brasil, alguns estados e várias prefeituras.
Sou suspeito porque sou comunista-cristão.
Sou suspeito porque moro em Brasília e acompanho o governo Dilma muito de perto.
Mas, ainda assim, tenho muito orgulho de colocar a estrela no peito e comemorar os 32 anos de fundação do PT, amanhã, dia 10/2/2012, no Centro de Convenções 21, aqui em Brasília.
Convido vc a participar dessa festa; vamos lá?
 
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Requião:"a revista mais canalha do Brasil, sem a menor sombra de dúvida, é a revista Veja"

Requião pede apoio dos senadores para regular direito de resposta
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) defendeu nesta quinta-feira (9) a aprovação de projeto de sua autoria que regula o direito de resposta de pessoas ofendidas por matérias jornalísticas. O PLS 141/2011 tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde aguarda parecer do relator, senador Pedro Taques (PDT-MT). A manifestação do senador foi motivada por matéria publicada pela revista Veja desta semana, que, segundo ele, "tortura a verdade".
(...)
O senador se disse "castigado pela mídia" por não ter feito tanta propaganda quanto seu antecessor e insinuou que a boa vontade dos veículos com Lerner se deve aos gastos do seu governo com publicidade. Ao concluir o discurso, Requião afirmou que "a revista mais canalha do Brasil, sem a menor sombra de dúvida, é a revista Veja".

Maior autoridade do PT é sua militância - 32 anos

No aniversário do partido, André Vargas diz que maior autoridade do PT é sua militância
Brasília - Nesta sexta-feira, 10 de fevereiro, o Partido dos Trabalhadores celebra 32 anos de sua fundação. Para marcar a data, o Diretório Nacional do partido reúne suas principais lideranças e a militância para um encontro em Brasília. O secretário nacional de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), ressalta a participação da militância nestes 32 anos de história.
“Toda vez que nós falamos do PT é normal nós citarmos o presidente Lula, agora a presidenta Dilma, os nossos grandes dirigentes, como José Dirceu, Genoíno, que foram os presidentes nacionais do Partido, Rui Falcão, Berzoini. Mas a maior das autoridades do PT é a sua militância. São mais de 1,3 milhão de filiados, que diariamente levantam, respiram política, fazem política, defendem os princípios do partido e construíram no Brasil uma nova cultura política”, avalia Vargas.
Mais:

PT 32 anos: Credenciamento da imprensa e programação do ato comemorativo no dia 10


O Partido dos Trabalhadores realiza na sexta-feira (10), em Brasília, ato em comemoração aos seus 32 anos de fundação, que contará com a participação de lideranças nacionais, dirigentes e militantes.


Credenciamento para o Ato Público
O evento ocorrerá no Centro de Eventos Brasil 21 (SHS Quadra 06, Lote 01, Conjunto A, Setor Hoteleiro Sul, Plano Piloto, em Brasília).
A Secretaria Nacional de Comunicação do PT (SNC-PT) informa que a solicitação de credenciamento dos profissionais de imprensa para a cobertura do ato público poderá ser feito via internet, pelo e-mail adriano.lozado@pt.org.br ou snc@pt.org.br
Na solicitação deverão constar o nome, função e o respectivo veículo de comunicação. Solicita-se também que sejam informados o telefone e o e-mail de contato para atualização do cadastro da SNC-PT.
As credenciais poderão ser retiradas a partir das 14 horas no local de realização do ato.
Mais informações: (61) 3213-1309
Assessorias de Comunicação
Os profissionais que atuam nas assessorias de comunicação dos governos municipais, estaduais, mandatos parlamentares e nos diretórios petistas receberão uma credencial de “Convidado”, que será fornecida pela organização do Encontro Nacional de Prefeitos/as e Deputados/as Estaduais do PT. O Encontro terá início às 9 horas do dia 10 de fevereiro no mesmo local.

PROGRAMAÇÃO OFICIAL
Dia 10 de fevereiro de 2012 (sexta feira)
MANHà
9h às 12h - Reuniões Regionais de prefeitos/as.
● NORTE;
● NORDESTE;
● CENTRO-OESTE;
● SUL;
● MG & ES;
● SP & RJ.
9h às 12h - Encontro nacional de deputados/as estaduais.
12h - Inicio do check in nos hotéis
12h30min às 14h – ALMOÇO
TARDE
14h30min às 17h30min – Grande plenária com prefeitos/as, deputados/as e convidados.
MESA: Eleições 2012
Composição da mesa:
● Luiz Inácio Lula da Silva ex-presidente da República Federativa do Brasil (a confirmar);
● Ideli Salvatti - Ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da
República (a confirmar);
● Marco Maia - Deputado Federal - Presidente da Câmara (a confirmar);
● Rui Falcão - Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores;
● Geraldo Magela - Secretário Nacional de Assuntos Institucionais do PT;
18h30minh - Ato Público em comemoração ao aniversário do PT
Presença de:
● Dilma Rousseff – Presidenta da República Federativa do Brasil;
● Luis Inácio Lula da Silva ex-presidente da República Federativa do Brasil (a confirmar);
● Ministros e Ministras de Estado;
● Rui Falcão - Presidente nacional do Partido dos Trabalhadores;
● Senadores e senadoras do PT
● Prefeitos e prefeitas do PT;
● Deputados e deputadas do PT;
● Demais convidados do Diretório Nacional.

LOCAL: CENTRO DE CONVENÇÕES BRASIL 21
SHS Quadra 06, Lote 01, Conjunto A, Setor Hoteleiro Sul
Brasília, DF | CEP 70316 000
+55 61 3039 8880.
http://convencoesbrasil21.com.br/

Do Site Oficial do PT-Partido dos Trabalhadores: 32 anos.

32 anos do PT - Partido dos Trabalhadores

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Arquivo do blog


FALA LULA !

"Sei que tenho apenas o diploma primário e o curso do Senai, mas, ao analisar os conhecimentos dos últimos presidentes, sinto-me superior a eles, porque tenho um diploma que eles não têm: o da compreensão dos problemas sociais"
"A vitória dos Silvas no Brasil vai criar um processo semelhante ao que ocorreu na África do Sul, onde a maioria da população é negra e elegeu o Mandela."
Em 2002, então candidato do PT/PL à Presidência.
"Cheguei à Presidência para fazer as coisas que precisavam ser feitas e que muitos presidentes antes de mim foram covardes e não tiveram coragem de fazer." Eleito presidente em 2002.

"O Brasil vai precisar de uma pessoa que não tem diploma para consertar a universidade brasileira."

Em agosto de 2002
"Com ódio ou sem ódio, eles vão ter que me engolir outra vez, porque o povo vai querer." Sobre a possibilidade de se candidatar à reeleição para um segundo mandato.
"Queria dizer ao presidente Wade e ao povo do Senegal e da África que não tenho nenhuma responsabilidade com o que aconteceu no século 18, nos séculos 16 e 17. Mas penso que é uma boa política dizer ao povo do Senegal e ao povo da África: perdão pelo que fizemos aos negros." Em 2005, durante discurso na Casa dos Escravos, em Dacar, capital do Senegal.
"Na hora em que o pobre conquista um milímetro de espaço, ele incomoda, mesmo que não tenha tirado um milímetro de espaço dos ricos, mas eles ficam incomodados." Em 2005, em cerimônia de sanção do Prouni (Programa Universidade para Todos) no Palácio do Planalto.

Do PT Blog.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

De greves e golpismos


Maurício Caleiro,  Cinema & Outras Artes
“O direito à greve é uma conquista dos trabalhadores que levou séculos para ser obtido e que demandou muitos embates ideológicos e físicos, muito sangue derramado, para se concretizar, no início exclusivamente – porém de modo não universal – em setores em que as relações de produção dependiam muito de mão-de-obra, notadamente o industrial.

Ainda assim, nessa trajetória marcada por variadas táticas de persuasão e pressão, de lado a lado, entre trabalho e capital, e por calorosos debates – como o que opôs Marx e o anarquista Bakunin, defensor da greve geral -, é só na segunda metade do século XX, no bojo da instauração dos Direitos Humanos universais, que o direito à greve se consolida e se difunde para além do mundo ocidental desenvolvido.

Tal histórico ajuda a entender tanto porque o poder de pressão das greves quanto o protagonismo público dos sindicatos – uma força política central, em boa parte do mundo, durante a maior parte do século XX – entram, de maneira geral, em crise a partir do final dos anos 80, quando coincidem a instauração do neoliberalismo e o salto qualitativo da revolução da tecnologia digital e da robótica, fazendo com que, respectivamente, os universos financeiros e midiáticos passassem a dominar a arena pública e centenas de milhões de empregos fossem substituídos pela automação.

No Brasil, houve, desde as primeiras greves do início do século XX, comandadas por imigrantes italianos anarquistas, uma forte confluência entre sindicalismo e política, exemplificada particularmente por dois momentos históricos distintos: o primeiro no hiato 1931-1964, em que, após tomar corpo sob auspícios estatais (sindicatos oficiais, criação do imposto sindical) na era getulista, enfrenta altos e baixos, se amplia, diversifica e intensifica sua ação nas décadas seguintes, até ser brutalmente reprimida pela ditadura – que, já em 1964, teve os líderes sindicais entre seus primeiros alvos.

Já a insurgência dos metalúrgicos de São Bernardo dos Campos nos anos 1970 vai demarcar justamente a confluência entre a luta trabalhista e o combate à ditadura. Seguida pela greve na Companhia Siderúrgica Nacional, na década seguinte, viria a exercer profunda influência na vida política do país, estando na raiz tanto da fundação do PT – partido que surge da aliança entre classe trabalhadora e intelectualidade, como o demonstram o fato de que sua primeira ficha de inscrição foi assinada pelo crítico de arte Mário Pedrosa  e que contava com o apoio de luminares uspianos, como Antonio Cândido – quanto do surgimento de Luiz Inácio Lula da Silva como figura nacional, que logo se tornaria emblemática da “nova esquerda” (dentro de uma perspectiva que compreende uma figura como Leonel Brizola como pertencente à “velha esquerda” que fora derrotada pela ditadura).

Essa confluência entre luta antiditadorial e movimentos grevistas talvez ajude a explicar porque consolidou-se, nos meios progressistas, uma certa tolerância ao recurso à greve mesmo por categorias profissionais que a Constituição vigente considera impedidas de exercê-lo, como é o caso dos policiais militares.

O movimento protagonizado pela PM baiana nos últimos dias, no entanto, extrapola os limites do tolerável por caracterizar-se não como uma paralisação legítima, mas por atentar contra o próprio instituto da greve, extrapolando-o a favor um verdadeiro banditismo praticado com fardas e armas oficiais, “tocando o terror” contra os cidadãos. Parafraseando Chico Buarque, “chama o ladrão, chama o ladrão”.
Artigo Completo, ::Aqui::

Greve vai muito além da Bahia


Mair Pena Neto, Direto da Redação
“A situação da greve da Polícia Militar da Bahia é extremamente complexa e não permite juízos definitivos. Por um lado, não se pode aceitar que policiais ajam como bando armado, demonstrando seu poder de fogo, nem que usem crianças como escudos humanos para se precaver contra uma possível invasão da Assembleia Legislativa, onde se concentram. Por outro, não se pode ignorar suas reivindicações, seus baixos soldos, e cercá-los como sequestradores, negando qualquer tipo de diálogo ou futura anistia, parte de qualquer negociação razoável.
Nós já vimos esse filme aqui no Rio de Janeiro. Bombeiros em greve tomaram um quartel da corporação, atitude também equivocada, e o governador os chamou de bandidos. Depois, com o nível de organização dos grevistas e com o apoio popular que conquistaram, o governador não só fez passar uma anistia na assembleia estadual, como também a Câmara Federal a aprovou.
Movimentos reivindicatórios levam a extremismos, e cabe às partes mais sensatas, especialmente os governantes, isolá-los em busca de uma situação pacífica. Assim como Cabral, o governador da Bahia, Jaques Wagner, não se mostrou muito hábil no espocar da crise e reagiu com o radicalismo oposto ao dos grevistas. Enviou tropas do Exército para cercar a assembleia legislativa e fez discurso duro contra os policiais, responsabilizando-os até por algumas mortes que vinham ocorrendo em Salvador.
Tanto o governo baiano quanto o federal mencionaram a existência de um modus operandi no movimento dos policiais no país, que incluiria atentados e até assassinatos para atemorizar a população. Nenhuma cartilha ou prova foi apresentada, o que se serviu para aumentar a tensão. Pelo lado dos policiais, um ex-soldado, que atua em Brasília pela votação da proposta de emenda constitucional que criaria um piso nacional para a classe, também ajudou a botar lenha na fogueira, dizendo que policiais não são trabalhadores quaisquer, pois portam armas.”
Artigo Completo, ::Aqui::