terça-feira, 8 de setembro de 2015

Não é só a TV; circulação dos jornais do grupo Globo também cai sem parar

vadabordo
Para quem acredita na “sabedoria do mercado” aí está um bom argumento: o “mercado de leitores” dos jornais das Organizações Globo – mesmo detendo, aqui no Rio de Janeiro, um quase-monopólio – não para de encolher.

E que não se culpe a crise,  até porque o Grupo Globo é o maior pregoeiro do “baixo-astral” econômico não é de hoje.

O coleguinha Ivson Alves, um herói que mantém há quase 20 na rede o site Coleguinhas, apurou os dados de circulação das publicações do Infoglobo e da Época (que é da Editora Globo) e o resultado está a seguir.

Resultado que, como diz o Ivson, não precisa de muitas considerações, porque se autoexplica e explica – embora não justifique – as demissões em massa feitas com aquele critério estranho – mas não raro entre os gestores “modernos” de empresas e governos – segundo o qual diante de lucros menores barateia-se o produto perdendo em qualidade.

Com isso, claro, vende-se (ou arrecada-se) cada vez menos.

Mas isso não vem ao caso, não é?

Os números do Infoglobo

Ivson Alves
Circulação O Globo (agosto/2012 - julho/2015)Minhas fontes também devem andar um tanto injuriadas com os passaralhos.

Só encontro essa explicação para a rapidez com que responderam ao pedido de informações sobre como anda a circulação dos principais veículos do Infoglobo e da Editora Globo (para efeito de comparação), elas que são sempre tão reservas e lentas.

Aqui estão eles e, logo abaixo de cada, uma análise – rápida porque não precisa ser analista de cenário para ler os gráficos e tabelas, cujos números e curvas são quase autoexplicativos.

1. Nos últimos 36 meses (agosto/2012 a julho/2015), a circulação somada dos dois principais jornais do Infoglobo caiu 25% (perda de 1 a cada 4 leitores em três anos), de 438.423 para 328.576, com viés de queda constante, especialmente no caso do Globo. Esse quadro explicaria a decisão de Frederic Kachar de fazer com Ascânio Seleme (O Globo) e Octávio Guedes (Extra) reportem-se diretamente a ele, o que, certamente, limitará a autonomia de ambos, se não de imediato, no médio prazo.Circulação Extra (agosto/2012 - julho/2015)

2. O caso mais grave é do Extra, com redução de 32% (menos 1 a cada 3 leitores), de 199.993 (agosto/2012) para 135.815 (julho/2015). Essa forte queda talvez explique a ordem para que Octávio Guedes dedique-se exclusivamente ao jornal, deixando sua função na CBN.

3. Embora melhor, a situação do Globo não se mostra nada confortável. Houve uma queda de 21,6% ( defecção de 1 a cada 5 leitores), de 248.430 para 194.761 (menos do que o Extra há três anos), no período enfocado. Outro fator a considerar: olhando a curva, observa-se que a queda do Globo é mais constante do que a do Extra, que ainda comporta alguns picos, embora não cheguem a alterar significativamente a trajetória de queda.

(Observação do Tijolaço: não se pode usar apenas a internet como explicação para o decréscimo da circulação: O próprio O Globo comemorava, em novembro de 2011, a marca recorde de 264.382 jornais vendidos por dia no primeiro semestre daquele ano. Comparada à média do 1º semestre deste ano (198.413), Circulação Época (julho/2012 - junho/2015)a queda foi de 25%, ou um de cada quatro leitores) 4. Dentro deste quadro, a Época pode ser considerada um caso de sucesso – talvez por isso, Frederic Kachar tenha sido transferido da EdGlobo para a Infoglobo: a queda foi de apenas 2,5%, de 389.698 para 380.018 exemplares, tomando-se por base o período de 36 meses entre julho de 2012 e junho de 2015. No entanto, há que se observar dois pontos:

a. A resiliência dos leitores de revista é maior em comparação com os de jornal no momento de abandonar a publicação – traduzindo: quem compra revista demorar mais a deixar de lê-la do que os de jornal, especialmente quando se trata de cancelar assinaturas.
b. Olhando-se a tabela e a curva mais de perto, observa-se que entre o pico de novembro de 2013 (412.265 exemplares) e o fina do período (junho/2015) a queda de circulação acentuou-se, chegando a 7,8% .

Do Blog TIJOLAÇO.

domingo, 6 de setembro de 2015

TUCANO QUE FEZ AMEAÇAS À VIDA DA PRESIDENTE DILMA É PROIBIDO DE ASSISTIR A PARADA DE 7 DE SETEMBRO


O juiz Marcus Vinicius Bastos da Justiça Federal do Distrito Federal, proibiu através de sentença proferida na sexta-feira - 04/09/2015 - que o sujeito M.S.G., compareça ao desfile do DIA DA INDEPENDÊNCIA, que ocorrerá nesta segunda-feira, 07/09/2015 em Brasília. O sujeito está proibido de se aproximar da Praça dos Três Poderes e da Esplanada dos Ministérios, onde haverá as festividades, devendo ficar a uma distância de no mínimo 1 quilômetro do local.
M.S.G., que segundo a própria família apresenta distúrbios "psicológicos", ameaçou de morte a Presidente Dilma Rousseff, e publicou vídeos nas redes sociais em que prometeu "arrancar a cabeça" de Dilma, caso ela não renunciasse ou se suicidasse até o dia de hoje.
O advogado tucano está ainda proibido de sair da capital e terá que usar uma tornozeleira eletrônica que identificará sua localização, que estará sendo MONITORADA pela Polícia Federal.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

A prima de Aécio, Anastasia e o próprio Aécio

A prima Tânia com o marido
Paulo Nogueira, DCM

"De uma coisa Aécio não pode ser acusado: de não dar empregos públicos para a família.

ADVERTISEMENT
Ele passou a campanha toda falando em meritocracia, que é a negação, exatamente, da prática de nomear a parentada.

E é uma prima sua, Tânia Campos, que trabalhou com ele no governo de Minas que irrompe, agora, no caso Anastasia, que a PF quer reabrir depois de Janot mandar arquivar.

O fato novo que justifica a reabertura, segundo a PF, é um email que afirma que dinheiro de propina foi entregue na casa de Tânia para a campanha de Anastasia para o Senado.

É revelador do mundo estranho em que vivemos que, mesmo com tamanha dor de cabeça por causa de dinheiro para campanha, Anastasia tenha votado dias atrás a favor da manutenção das doações de empresas para partidos e candidatos.

Ele e Aécio, e mais todo o PSDB.

Anastasia postou um vídeo-desabafo no YouTube no qual diz estar vivendo um “verdadeiro calvário” com esta história.

Há um ponto que merece consideração nas lamúrias de Anastasia.

Pertencer ao PSDB tem garantido imunidade contra aborrecimentos e investigações. A mídia amiga e a Justiça amiga cuidam de tudo.

E a regra é rompida logo comigo? É do parece se queixar, não sem alguma razão, Anastasia.

Considere seu mentor, Aécio.

Desde que se tornou uma figura nacional, ao disputar a presidência, emergiu nas sombras um Aécio bem diferente do Catão das Minas.

Ninguém investigou com seriedade, por exemplo, o aeroporto mandado construir em terras que eram da família, usado, aparentemente, para facilitar as idas de Aécio à sua fazenda nas redondezas, a “Versalhes” particular, como ele descreveu à revista Piauí.

Nem a Folha, que trouxe o assunto, fez um trabalho decente. Largou a história mal a iniciara, num coitus interruptus jornalístico.

Mais anedótica ainda foi a atitude do Jornal Nacional.

O aeroporto foi desprezado no noticiário como se não valesse nada. Só que na entrevista que o JN fez com Aécio o aeroporto recebeu tratamento de gala.

Aécio poderia ter respondido a Bonner, se estivesse preparado para a pergunta: “Mas, meu querido, se era uma coisa importante, e não uma armação dos meus inimigos, por que vocês não deram?”

O Outro Aécio surge de algo que nem as grandes empresas de mídia e nem a Justiça controlam: a internet. O jornalismo independente que se pratica longe das corporações.

É este jornalismo independente que cobra vigorosamente que as mesmas regras jurídicas e legais aplicadas contra o PT valham também para o PSDB.

O símbolo máximo da blindagem era FHC, cuja emenda de reeleição foi comprada com dinheiro vivo no Congresso, conforme documentou anos atrás a Folha em mais um coitus interruptus investigativo.

Agora FHC foi substituído, como ícone da blindagem total, por Aécio, o cínico que prega a meritocracia mas emprega a parentada como a prima Tânia, agora metida nas investigações da Lava Jato."

Risco de “apagão” cai a zero. Miriam Leitão, se quiser que fale da água de São Paulo…



Você se recorda das previsões catastróficas de “apagão elétrico”?
Pois acaba de dar no Valor: “O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico informou nesta quarta-­feira que o risco de déficit (desabastecimento) de energia no sistema elétrico brasileiro em 2015 é zero, segundo análises realizadas pelo comitê no início deste mês.”
Verdade que a estagnação da economia ajudou mas isso não é tanto assim, porque o consumo de energia segue quase no mesmo nível de 2014, com pouquíssima redução.
Ontem, por exemplo, a carga no Sistema Integrado Nacional foi de 63 mil megawatts médios, mais que os 61,4 mwmed de 1º de setembro de 2014, uma segunda-feira, e pouco menos que os 64 mil mwmed registrados no dia 2, uma terça-feira como a de ontem.
Apesar das chuvas mais fracas em agosto, o nível dos reservatórios, ontem, encontrava-se em 34,1%, quatro pontos percentuais acima dos 30% registrados na mesma data há um ano.
Situação longe de ser confortável, mas longe também de apresentar riscos.
“O sistema elétrico apresenta­-se estruturalmente equilibrado, devido à capacidade de geração e transmissão instalada no país, que continua sendo ampliada com a entrada em operação de usinas, linhas e subestações”, diz a nota do Conselho, informando haver uma folga de 9,3 mil mwmed para atender a eventual aumento de consumo.
Como esta madrugada  ainda, mostrou-se aqui  que, ao contrário, a situação dos reservatórios que abastecem São Paulo (inclusive, claro, sua indústria e serviços econômicos) está significativamente pior que na mesma época de 2014, espera-se que a catastrófica Miriam Leitão se digne a fazer alguns comentários, chamar os seus “especialistas” para falar da imprevidência, da incapacidade, da imobilidade do governo paulista diante do caos que já obrigou hoje diversos municípios do interior a decretarem o racionamento de água.
Do contrário, vamos ficar imaginando que ela acabe dizendo que São Pedro é “bolivariano” e está boicotando o Alckmin.
Ou que, pelo desejo de derrotar o Governo Federal, advogou por um racionamento de energia que ajudasse a aprofundar as dificuldades econômicas do país.

Do Blog TIJOLAÇO.