terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Cortar BV da Globo é 1º passo da reforma da mídia

 

Brasil 247 - 26 de Janeiro de 2015 às 09:56

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O BV (bonificação de volume), criado e sustentado pela Globo, é hoje, na prática, o lucro das agências de publicidade e significa "uma prova cabal da dependência de todo um setor de apenas um veículo", explica o jornalista Ricardo Ebling, em artigo para o 247; "Em vista do quadro sumariamente descrito, a grande mídia brasileira é uma aliança entre empresas quase quebradas e uma gigante que controla todo o fluxo de todas as verbas publicitárias", escreve ele; "Mas este conjunto heterogêneo é unificado em torno de um discurso tão pobre quanto falso: o controle editorial ou censura da mídia"; Ebling acredita que esse "desequilíbrio comercial" deveria estar sendo tratado "há muito tempo" pelo Cade, mas afirma que "a briga pela regulação é levada pelos interessados para outras arenas, como o Congresso e o Ministério das Comunicações, onde a derrota é certa"
  Ele descreve o setor como "uma aliança entre empresas quase quebradas e uma gigante que controla todo o fluxo de todas as verbas publicitárias", em referência à Globo. Mas o debate em torno do tema, completa Ebling, leva "um discurso tão pobre quanto falso: o controle editorial ou censura da mídia". "É uma suruba política entre seis ou sete envolvidos onde, no recinto, só um é ativo", ressalta. Leia abaixo seu texto:

Uma suruba conveniente


Ricardo Ebling, especial para o 247 - Pretendo colocar aqui um outro ângulo nesse tema árido e momentoso que é a regulação da mídia no Brasil e que esta voltando agora com nova força.
Acho que a principal questão, o que desequilibra mesmo o jogo concorrencial entre os veículos, é uma sequência interligada de fatores:


1 - A venda casada de comerciais pela Globo e RBS, através de um jogo de pressão entre os veículos da "casa". Esta chantagem junto aos anunciantes, públicos e privados, prejudica diretamente a todos, concentrando o bolo num só grupo.

2 - O "suborno virtuoso" chamado BV (bonificação de volume), criado e sustentado pela Globo. O BV é hoje, na prática, o lucro das agências de publicidade. Quem atrasa as faturas para a Globo, fica fora do BV. Tem agência que não recebe do cliente e se endivida na rede bancária para garantir ficha limpa na Globo. É uma prova cabal da dependência de todo um setor de apenas um veículo.

3 - A proibição da existência no Brasil (e só aqui) dos Birôs de Mídia, que criariam maior equilíbrio na compra e venda de espaços comerciais. Os birôs foram proibidos ainda no governo Fernando Henrique, quando estava se abrindo toda a economia para o mundo. Na ocasião, ao contrário do movimento geral, e da pregação em todos os veículos a favor do liberalismo, a mídia trafegou em sentido contrário, fechando o seu mercado para o mundo. Em síntese: os birôs compram a mídia no atacado e a revendem no varejo. Quebrariam na prática com o sistema de BV.

4 - Os descontos nas tabelas de preços praticados só pelos veículos mais necessitados e desesperados. A Globo não dá desconto. O restante, que reparte as migalhas, chega a praticar uma tabela desesperada de menos 80% dos valores de face.


Em vista do quadro sumariamente descrito, a grande mídia brasileira é uma aliança entre empresas quase quebradas e uma gigante que controla todo o fluxo de todas as verbas publicitárias. Mas este conjunto heterogêneo é unificado em torno de um discurso tão pobre quanto falso: o controle editorial ou censura da mídia.

Este notório desequilíbrio comercial deveria estar sendo tratado há muito tempo pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e pela SDE (Secretaria de Direito Econômico), da esfera do Ministério da Justiça. Trata-se de um escândalo de concorrência desleal, que leva à concentração monopolística. O CADE já atuou duro em outros setores, como cerveja, frango e creme dental.

Mas a briga pela regulação é levada pelos interessados para outras arenas, como o Congresso e o Ministério das Comunicações, onde a derrota é certa.

Há um grande veículo matando economicamente a concorrência, ao mesmo tempo em que enquadra todos na linha do ataque às ameaças de "censura à imprensa". Abril, Diários Associados e o Estadão, por exemplo, estão morrendo mas defendem inflexíveis a "honra" do parceiro predador.

Na prática, o que ocorre no Brasil é uma outra jabuticaba, como em outros casos, sem precedentes nem similitudes internacionais. A concentração de propriedade horizontal e vertical e a papagaiada anti toda e qualquer organização mais ou menos esquerdizante é muito pouco perante o que acontece de fato no controle da distribuição das verbas publicitárias, públicas e privadas: 60% na mão de um só grupo, proporção impensável em qualquer país capitalista do mundo.

Uma linha de trabalho político a ser feito seria a de, pelo menos, atrapalhar a aliança mal sustentada dos adversários, que defendem teses abstratas e se deixam destruir no essencial do negócio: o econômico.

É uma suruba política entre seis ou sete envolvidos onde, no recinto, só um é ativo.

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MPF desmente 'Folha' e 'O Globo', mas não afasta ideia de que crime pode compensar

Na mesma nota em que contesta notícias dos jornais de que doleiro poderia ganhar de R$ 10 milhões a R$ 20 milhões de comissão, Ministério Público dá pistas de que familiares do doleiro podem terminar premiados por suas delações
por Helena Sthephanowitz publicado 26/01/2015 17:24, última modificação 26/01/2015 17:32
Sérgio Lima/Folhapress
alberto youssef
Com as condições do acordo, pelo menos para a ex-mulher de Youssef, o crime dele compensou financeiramente
O Ministério Público Federal (MPF), muitas vezes acostumado a abrir investigações a partir de "reporcagens", sentiu na própria pele o efeito das mentiras dos jornais Folha de S. Paulo e O Globo. Que publicaram em manchetes que Alberto Youssef poderia ganhar "comissão" de R$ 10 milhões (na manchete da Folha) a R$ 20 milhões (segundo O Globo). Os jornais afirmaram que o MPF daria ao doleiro 2% de comissão sobre o dinheiro sujo que ele ajudasse a recuperar. A sensação de quem leu foi de que o crime compensa para inescrupulosos e o desfecho penal, em vez de dissuadir o cometimento desse tipo de crime, serviria para incentivar.
Em nota à imprensa, o MPF correu atrás do prejuízo afirmando que os jornais publicaram uma mentira. O doleiro perderá todos os bens adquiridos após 2003, na forma de multa e ressarcimento, e não ganhará dinheiro nenhum dos cofres públicos, segundo a nota. O prêmio de 2% sobre dinheiro que vier a ser reavido por causa da delação é abatimento sobre a multa revertido para as filhas do doleiro, e limitado ao valor de um imóvel no bairro de São Cristóvão, Rio de Janeiro.
Se os jornais mentiram, a nota emitida pelo MPF também está mal explicada.
Primeiro diz que todos os bens comprados após 2003 serão tomados a título de multa e ressarcimento. Mas o texto oficial divulgado do acordo da delação premiada não é bem assim. Está escrito com todas as letras na página 8 que um apartamento de luxo em São Paulo, hoje avaliado em R$ 4 milhões, será liberado para a ex-esposa do doleiro, independentemente de qualquer recuperação de dinheiro. Denúncia do próprio MPF apresentada contra Youssef em dezembro de 2014 confirma que este apartamento foi adquirido em 2009 (página 97), portanto após 2003, contradizendo a nota. Para piorar, afirma que foi "adquirido com o produto de delitos previamente perpetrados por Youssef", nas palavras do MPF.
Ora, se o imóvel foi adquirido com dinheiro de delitos, o doleiro teria de perdê-lo para ressarcimento, e não deixá-lo "de herança" para a ex-mulher.
E, mais grave, nos termos do acordo, a condição para a ex-mulher ficar dona do apartamento milionário é renunciar a reclamar qualquer bem de Youssef tomado pelo poder Judiciário. Ora, fica parecendo mais o que se chama "dar um cala a boca", quando o Ministério Público precisa que as pessoas envolvidas falem. Não há o menor sentido em negociar um "cala-boca" que só favorece Youssef, colocando-o no controle do que e quem delatar, sem risco de cair em contradições, ao silenciar a ex-mulher.
A única justificativa para a ex-mulher receber alguma recompensa seria pelo menos ela própria delatar informações escondidas que fossem úteis, valiosas e importantes para as investigações. Os próprios autos de uma disputa patrimonial de divórcio litigioso reclamando bens adquiridos de forma ilícita trariam muito mais informações úteis às investigações.
Desse jeito, pelo menos para ela, o crime dele compensou financeiramente.
Outro imóvel em Londrina (PR), onde residia oficialmente Youssef, também de alto padrão, será liberado para as filhas nos termos do acordo. Até a conclusão deste texto não conseguimos apurar data e circunstâncias da compra.
O terceiro imóvel, ou melhor, imóveis, já que se trata de sobrados e um terreno, todos com numeração diferente, no Campo de São Cristóvão, Rio de Janeiro, é que causaram a balbúrdia nos jornalões.
A princípio, os imóveis serão tomados pelo Judiciário como multa e irão a leilão ao fim do processo. Mas, pelos termos do acordo, Youssef poderá retomar parte ou todo o valor arrecadado no leilão para suas filhas, através da "comissão" de 2% sobre os valores que forem recuperados em decorrência da delação, até atingir, no máximo, o valor da venda do imóvel.
Nesse caso, os jornalões, apesar de apurar mal os fatos e omitirem os limites do acordo, não estão de todo errados no conceito de que há recompensa, sim, e ela será de no mínimo R$ 4 milhões, considerando o "cala-boca" para a ex-mulher, podendo chegar a mais de R$ 7 milhões. Afinal, segundo a denúncia de 2014 do MPF (páginas 137 e 138), tais imóveis no Rio de Janeiro foram comprados por R$ 3 milhões em 2011 pela empresa GFD Investimentos, que nem sequer estava em nome de Youssef, mas era dele de fato, e era usada para lavar dinheiro, segundo o MPF.
Criminosos pegos com a boca na botija ficarem com bens milionários frutos dos delitos, com a benção do Judiciário, mesmo em um processo de colaboração para recuperar valores maiores, é algo perigoso, pois pode funcionar como mau exemplo para a sociedade. Em vez de desestimular pessoas inescrupulosas a cometer crimes, pode estimular o aumento da corrupção, ao verem consequências brandas e até um pote de ouro bem real no fim do arco-íris do processo.

Da Rede Brasil Atual.

Rede Globo em decadência. Notícia maravilhosa



Criado: Segunda, 26 Janeiro 2015 21:22
Notícia maravilhosa: A Rede Globo que apoiou a Ditadura Militar, e cresceu as custas do Governo Federal, vem caindo pelas tabelas em termos de audiência. É o preço da manipulação, da mentira jornalítica, que o povo já cansou, e percebeu mudando de canal. Arriégua macho!
A TV Globo perdeu 5% de audiência em 2014, caindo de 14,3 pontos, em 2013, para 13,5 pontos, no ano passado, entre 7h e meia-noite. Os dados do Ibope são da medição na Grande São Paulo. É o pior desempenho anual, desde que virou líder de audiência, há 45 anos.
Na contramão, cresceu a participação da TV paga e dos pequenos canais regionais, que cresceram de 6,7 pontos em 2013 para 8,6 em 2014.
Os números repetem a tendência dos últimos dez anos. Enquanto, de 2004 para cá, a Globo registrou uma queda de 38% na audiência, caindo de 21,7 para 13,5, a TV paga e os canais regionais cresceram 260%, saltando de 2,4 pontos para 8,6 na Grande São Paulo.
Em 2014, o crescimento da Record foi tímido, subindo de 6,1 para 6,2, número que a emissora tinha em 2012. O SBT fechou o ano com 5,6, frente a 5,3 em 2013. Já a Band caiu de 2,5 pontos em 2014 para 2,4 pontos em 2013.
A Record teve crescimento de 50% de 2004 para cá, saindo de 4,2 para 6,2. O pico da emissora do bispo Edir Macedo foi em 2008, com 8,3 pontos.
Nesses dez anos, o SBT perdeu 33% de sua audiência, numa queda de 8,4 para 5,6 pontos.

Por Lauro Jardim

Vi no Facebook... E gostei!!

Deus??
Descobri que a Dilma e Deus são a mesma pessoa. Se não vejamos: ela é responsável pela crise da água em São Paulo, no Rio de Janeiro, no diabo a quatro. Ela está nos 4 cantos do Brasil simultaneamente. Ela tem funções de vereador, deputado estadual, federal, senador, prefeito e governador. E também é técnica da Seleção. Dilma é fiscal e engenheira de todas as obras em andamento. Dilma é responsável pela chuva em excesso, e pela falta dela, o que demanda falta de água, ou transbordamentos, conforme o caso. Dilma é responsável pelo calor e pelo frio excessivos, que causam danos à agricultura e, consequentemente, aumentam o preço dos alimentos. Dilma é responsável pela Pena de Morte na Indonésia e pelo terrorismo na França. Dilma é responsável pelo que o Congresso vota ou deixa de votar. Dilma é responsável pela crise mundial, pelo preço internacional do petróleo, pela guerra na Bessarábia, no Cazaquistão, ou raios que os partam...

No dia 26 de outubro, eu REELEGI DEUS!

Autor desconhecido.

INVERSÃO DE VALORES

Dilma Rousseff carregou um novo vídeo: INVERSÃO DE VALORES.
Na reportagem "Em 4 anos de Dilma, MEC teve a pior execução do orçamento, desde 2001", o jornal O Estado de São Paulo esconde informações importantes para o leitor, as deixando para o pé da página: a presidenta Dilma foi responsável por um aumento nominal de 93% nos investimentos na educação.
Com o crescimento, o primeiro mandato de Dilma totalizou um orçamento de cerca de R$ 265 bilhões para a educação. Somente no penúltimo parágrafo a reportagem reconhece: "Mesmo com execução orçamentária abaixo da média, os gastos com educação tiveram forte ampliação no governo Dilma".
E a boa notícia escondida no início continua: "No governo Dilma, foi a primeira vez que a proporção da educação passou a representar mais de 5% do orçamento previsto e também do gasto".

Eu sou o cara dessa foto. E este é o meu relato




"O estudante Pablo Cavichini participou do último protesto do MPL em São Paulo. Ele teve uma experiência desagradável com a polícia, e postou seu relato no Facebook. Reproduzimos abaixo.

Um efetivo de dezenas de policias para prender/espancar uma única pessoa, essa pessoa deve ser muito perigosa não?

Não, não é, essa pessoa no chão sou eu, apenas um manifestante. Serão os manifestantes os maiores criminosos do estado e do Estado? É o que parece, então aqui vai um relato de ontem, um relato de uma tentativa de usufruir da minha liberdade de expressão e do direito à livre manifestação.

Peço que antes de comentarem leiam com atenção e descubram quem são os verdadeiros vândalos.

Ontem à tarde fui participar da manifestação contra a tarifa, organizada pelo MPL. Depois de 3 horas de caminhada e quase chegando ao fim do trajeto a polícia interveio. Segundo a PM um rojão foi atirado de um prédio (deve ser mentira) e eles começaram atacar o protesto por este motivo. Ué, uma pessoa que não está participando da manifestação atira um rojão de um prédio e o protesto com mais de 10 mil manifestante é quem paga? Enfim, pagou. Daí pra frente foram as cenas de sempre, bombas pra todo lado, balas de borracha e etc. Começou uma correria e um policial pegou um companheiro, o Rudha Punx, e logo em seguida me apanharam.

Quando fui para o 2.o DP(Bom Retiro) os PMs abriram um processo contra mim, tendo nele acusações de resistência à prisão e luta corporal. Também disseram que atirei pedras, paus e rojões contra os soldados. Gostaria que vissem este vídeo pois imagens valem mais que mil palavras. Agora me digam: onde teve luta corporal aí? Quem em plena consciência sairia na mão com 8 ou 10 PMs?

Fui imobilizado no chão com um mata-leão que quase me deixou inconsciente e fiquei atordoado. Senti uma pessoa me puxando e gritando “vem vem vem” sem sucesso na tentativa de me resgatar. Já estava imobilizado no chão e chegaram mais policiais, e então aconteceu a cena do vídeo, eu caído sendo agredido por uns 8 policiais. Diversas porradas de cassetetes na perna e na cabeça, uma bica nas costas. Um PM pega um skate e bate no meu rosto. Olho pro lado e vejo a cena de outro grupo de PM’s batendo a cabeça do Rudha no chão diversas vezes até abrir o supercílio dele e melar o asfalto de sangue, ele já imobilizado.

Tudo isso aconteceu antes de qualquer vidraça ser destruída, sem motivo nenhum. Se quebraram algo dali pra frente eu não vi.

Já com o meu rosto sangrando eles me algemam e me levam pra calçada, e lá um PM diz: “Agora que você tá sozinho você não aguenta,né?” Com as minhas mãos algemadas pra trás ele me dá dois murros na boca enquanto um segundo PM bate com o cassetete na minha costela e sim, eu que não aguento sozinho. No total, foi um “saldo” de 2 hematomas nas pernas, 1 na costela, 1 em cada braço, tudo a golpe de cassetetes, 1 nas costas que foi resultado de 1 chute, 1 atrás da orelha e a minha cabeça aberta. Tive que raspar parte do cabelo e tomar 4 pontos na cabeça. Meu cotovelo quase foi quebrado e está inchado até agora, se mexer causa muita dor. Se isso foi uma luta corporal eu não sei lutar.

O meu rosto e o do Rudha estavam cobertos de sangue e antes que qualquer mídia pudesse nos fotografar eles limparam o sangue com uma blusa e nos “apresentaram” para os jornalistas. Fizeram isso de uma forma que parecíamos ilesos. Usaram de uma violência totalmente gratuita.

Assim que apareceu uma câmera gritei para que me revistassem e revistassem minha mochila (que possuía dentro apenas minha carteira e meu celular). Não o fizeram e o resultado foi o esperado: cheguei ao 2.o DP e revistaram minha mochila. A mágica acontece: aparecem pedras e garrafas na minha mochila. Forjaram.

Enfim, o vídeo prova que não houve luta corporal e as outras duas acusações do processo foram porque forjaram objetos na minha mochila.

Fui para o 2.o DP e lá me encaminharam para o Pronto Socorro Servidor para cuidar dos ferimentos. Chegando lá havia um manifestante com uma bala alojada na perna. O PM que me escoltava olhou pra ele e disse: “Tomara que você se foda, vai tomar no seu cu, espero que você perca essa perna.”

Fui atendido, tirei raio x e fizeram os pontos na minha cabeça. A parte boa foi que me deram a vacina de proteção contra o tétano que estava atrasada. Depois voltamos para o 2.o DP e de lá me encaminharam pra uma espécie de sede da Fundação Casa, onde colheram minha digitais para verificar se eu tinha passagens, processos e etc. Era um procedimento pra criminosos.

Depois de algumas horas lá fomos para o 2.o DP e nos encaminharam para o IML. Lá um PM ficou xingando a gente quase o tempo todo. Na volta do IML pro 2.o DP (acho que andamos de viatura por SP toda) um policial ficou nos ameaçando, dizendo que ele era vingativo, pra gente tomar muito cuidado.

Gostaria de perguntar pra vocês: isso foi uma abordagem? Uma imobilização?

Isso é um exemplo do ótimo trabalho da Polícia Militar do Estado de São Paulo, com um belíssimo preparo, os mesmos que dizem que estão lá para servir e proteger, garantir a segurança dos manifestantes. Quem são vândalos?

Tire sua conclusão."

Globo e Sportv mudam nome e brasão do Red Bull e são detonadas por torcedores


Do UOL

"Uma das expectativas geradas pelo acesso do Red Bull Brasil à elite do futebol paulista, em 2015, foi em torno da postura da Rede Globo com o time.

A emissora costuma alterar o nome de equipes apoiadas ou geridas por empresa – a própria escuderia Red Bull, na Fórmula 1, é muitas vezes chamada por locutores e comentaristas de RBR, sigla para Red Bull Racing.

Isso também acontece com equipes de vôlei que têm empresas em seus nomes oficiais, mas Globo e Sportv só identificam os times pelos nomes dos clubes, ou das cidades.

A dúvida quanto ao Red Bull Brasil começou a ser tirada neste domingo (25), no amistoso da equipe contra o Palmeiras no Allianz Parque. O Sportv, que transmite o jogo ao vivo, adotou o nome “RB Brasil” e apagou a inscrição “Red Bull Brasil” do escudo da equipe.

Em abril do ano passado, o próprio clube demonstrava preocupação com eventuais problemas de identificação.

“O clube foi fundado em 2007 com o nome do Red Bull Brasil futebol e esse é o nome do clube, é o que vai no escudo, na tabela das competições, regulamentos, é uma coisa simples.  O clube só precisa ser visto com o nome de batismo”, disse Thiago Scuro, diretor de futebol do clube, em entrevista ao UOL Esporte, sem citar diretamente a Globo.

“Isso [não chamarem pelo nome] de certa forma incomoda atletas e comissão técnica, porque é o trabalho deles não está sendo divulgado da forma que deveria, isso deixa eles de desapontados. Eles jogam no Red Bull Brasil e qualquer alternativa denominada ao nosso nome é injusto. É uma questão de autoestima”, completou, na época."
Matéria Completa, ::AQUI::

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

36º Noite da Beleza Negra, a mais importante festa realizada pelo Bloco Afro Ilê Aiyê


Senzala do Barro Preto, no Curuzu, foi o palco para mais uma edição da Noite da Beleza Negra, a mais importante e disputada festa realizada pelo Bloco Afro Ilê Aiyê. O evento celebra o tradicional concurso Deusa do Ébano, que escolhe a nova rainha do bloco para desfilar com o Ilê no Carnaval.



#WebFor2014, em Fortaleza, dias 23 e 24 de maio

Venha debater a democratização da mídia e outros temas no ‪#‎WebFor2014‬, em Fortaleza, dias 23 e 24 de maio(sábado e domingo), inscrição gratuita pelo e-mail: webfor2015@gmail.com. Convide e compartilhe entre seus amigos: https://www.facebook.com/events/820806711315267/?fref=ts

Reflexões sobre os “privilégios” do juiz


Reflexões sobre os “privilégios” do juiz
23/01/2015 | Categoria: Artigos, Destaques
Jorge Alberto Araujo.

Quando fiz meu master na Espanha (tudo por minha conta, utilizando meu período de férias, mas com o intuito de melhorar a minha atividade jurisdicional), o Professor Josep Aguillo, catedrático em Filosofia do Direito na Universidade de Alicante, lecionava: “Ninguém invoca princípio para deixar de cumprir lei para si, mas não tem receio de fazer em relação ao direito alheio”.
E com efeito.
Eu, pessoalmente, nunca vi a imprensa escrita, em nenhum momento alertar que o papel que imprime o seu jornal ou revista (mesmo a pornográfica) é inteiramente imune de tributos ou quantas casas populares seria possível construir caso fossem pagos impostos sobre este tipo de comercialização.
E alguém já viu em algum lugar a imprensa reclamando das verbas publicitárias das estatais? Alguém sabe quanto as empresas públicas com clientes cativos e sem necessidade alguma de investir em publicidade gasta para “divulgar a sua marca”? Pois é, a Caixa Econômica Federal, que tem o grosso de sua clientela no público que recebe através dela benefício sociais como bolsa-família, FGTS, PIS, etc. ou os Correios, que atua em regime de monopólio, certamente distribuem mais dinheiro para as redes de televisão aberta do que todos os demais bancos privados juntos.
Alguém já viu jornalista reclamando da jornada especial de 5 horas ou do regime de acumulação (para cada tarefa a mais o radialista tem direito a um acréscimo salarial, ainda que não implique em mais tempo na sua execução)? Médicos se queixando que a sua jornada é de apenas quatro horas (após isso eles têm direito a horas extraordinárias…)?
E empresário reclamando de incentivos fiscais?
No entanto reclamar de auxílio-moradia é muito cômodo.
Já cansei de assegurar direitos absurdos a trabalhadores de estatais porque a lei lhes beneficiava.
Agora que finalmente reconheceram a mim um direito que eu tinha desde a década de 80 parece que o mundo vai cair… Sou lembrado até em protesto de pelados em Porto Alegre.
E, salvo se alguém for realmente analfabeto, não é difícil perceber que é óbvio que o que a lei assegura, é, em primeiro lugar, o direito a receber moradia do Estado, assim como o recebem os membros dos poderes executivo federal, estadual e municipal e parlamentares.
É um tipo de remuneração indireta que é assegurado para gerente de nível médio de muitas empresas, privadas ou estatais e que, normalmente, é preferido pelos empregadores ao pagamento de salário direto, uma vez que com menos repercussões tributárias e fiscais.
E, neste caso, o fato de possuir residência própria não afeta o direito, simplesmente porque o objetivo do legislador foi, exatamente, deixar de pagar um valor maior de remuneração, assegurando ao magistrado um bem com o qual ele fatalmente teria despesas, ou um salário indireto, perfeitamente legítimo quer para diretores de empresa, governadores de Estados ou zeladores de prédios de condomínios residenciais, mas supreendentemente escandalizante para juízes.
É importante ressaltar que para ser magistrado é necessário que o cidadão tenha um diploma universitário e que pene muito para obter, por concurso, uma vaga em que há, não raro, mais de mil candidatos concorrendo. A partir daí o magistrado passa a decidir casos muitas vezes extremamente complexos, com valores materiais e imateriais gigantescos envolvidos, como a liberdade, vida, família, falências, etc. Assuntos que, certamente, ninguém gostaria de ser apreciado por alguém que está preocupado demais com o seu orçamento para poder se debruçar sobre “problemas alheios”.
Defender moralidade contra o direito dos outros é muito fácil.
Será que é assim que querem que eu julgue? Avaliando a lei conforme uma moralidade média? E se a minha moral for Talibã, neoliberal ou socialista, tudo bem?
Ou é melhor aplicar a lei mesmo?

Jorge Alberto Araujo é Juiz do Trabalho desde 1997 e atualmente Titular da 1ª Vara e Diretor do Foro de São Leopoldo RS.

Os textos divulgados pela ANAMAGES de autoria de articulistas são de responsabilidade de seus autores.

Os flagelados de São Paulo



A manipulação de fatos e indicadores entrou tão fundamente no processo de produção da mídia tradicional no Brasil que mesmo o leitor crítico, que pela experiência sai vasculhando contradições e inconsistências, tem dificuldade para encontrar o viés que os editores querem impor ao público. Não basta analisar as manchetes e avaliar as escolhas de destaques entre as principais notícias; também não é suficiente ler nas entrelinhas o que a narrativa jornalística tenta esconder: é preciso adivinhar a malícia e seguir suas pegadas.


Vejamos, por exemplo, o que acontece com o noticiário sobre a crise de abastecimento de água na região metropolitana de São Paulo: a estratégia de comunicação do governo paulista consiste em desviar a atenção para a questão da energia, e com isso colocar na perspectiva do público a parte de responsabilidade que cabe ao governo federal.


Como se faz isso? Com parcelas da verdade, cuidadosamente articuladas para que pareçam compor a verdade inteira. Por exemplo, ao afirmar que 1,2 milhão de moradores da região Oeste de São Paulo ficaram sem água na quarta-feira (21/1), porque faltou energia numa estação de bombeamento, a Sabesp não está mentindo. Está apenas colocando um fato menor como tapume para esconder a causa principal da crise hídrica: a falta de investimento na melhoria de sua rede. Mas essa vertente cria uma chance para a imprensa fazer a perigosa mistura de água e eletricidade e criticar o governo federal.


Essa estratégia é referendada pelo próprio Palácio dos Bandeirantes e realizada pelos principais veículos de comunicação, que gostosamente embarcam na ficção criada para esconder a irresponsabilidade dos que governam o mais rico estado da Federação desde antes da virada do século.


Mas a mentira dissimulada em meias-verdades tem pernas curtas: uma pesquisa realizada pelo Ibope entre os dias 24 de novembro e 8 de dezembro de 2014 e publicada na sexta-feira (23/1) revela que 68% dos paulistanos — ou alguém da família — tinham sofrido problemas de falta de água já nos últimos meses do ano passado, ou seja, antes da onda de calor que inaugurou o verão. E a maioria deles afirma que a crise hídrica foi provocada por “falta de planejamento do governo estadual”.


Pau-de-arara de paulista


A consulta faz parte do estudo conhecido como Irbem – Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município —, encomendado pela ONG Rede Nossa São Paulo e pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo. Os dados apontam, segundo o Globo, que 91% dos paulistanos puseram a culpa do problema no governo do estado e na Companhia de Saneamento Básico (Sabesp). Sobre as perspectivas diante da crise de abastecimento, há um evidente pessimismo: 82% acreditavam, em dezembro, que é grande o risco de a água acabar completamente.


O estudo inclui 25 temas na percepção dos moradores da capital paulista sobre suas condições de vida, entre eles saúde, educação, habitação, lazer, trabalho, sexualidade e consumo. Além de mostrar que o noticiário não consegue esconder completamente a verdade da população, o estudo revela que, no quadro geral, o paulistano ainda considera que a crise não afetou severamente sua percepção de bem estar: mesmo com a falta de água e apesar do intenso noticiário falando em crise econômica, metade dos entrevistados diz que a qualidade de vida ficou estável no ano passado e 37% afirmam que até melhorou.


Considerando-se os dois grupos, pode-se concluir que a grande maioria tem uma visão muito mais otimista da realidade do que a imprensa. No entanto, a pesquisa mostra uma evidência clara da deterioração das condições gerais de vida na maior cidade do país: 57% dos entrevistados afirmaram que, se tivessem a oportunidade, se mudariam para outra cidade.


Os jornais escondem essa realidade, porque a constatação de que a maioria dos paulistanos pensa em inverter o fluxo migratório os obrigaria a criticar as políticas públicas adotadas em território paulista nos últimos anos.


A imagem de uma enorme fila de orgulhosos paulistanos engarrafando as estradas rumo ao Nordeste, numa inversão do processo migratório clássico, é uma ideia que a imprensa não pode assimilar.


Mas é isso que os indicadores do estudo apontam: se pudessem, muitos daqueles que reelegeram Geraldo Alckmin embarcariam aliviados num pau-de-arara (com ar condicionado, claro), em busca de uma vida melhor.
Luciano Martins Costa



O que significa para o mundo a vitória do Syriza

Tsipras quer taxar os ricos e punir sonegação
Paulo Nogueira, DCM

"A vitória da esquerda na Grécia pode ser uma das duas seguintes alternativas.
  • Apenas isso, uma vitória da esquerda na Grécia.
  • A primeira manifestação de exaustão, no mundo, do receituário conservador para combater a crise econômica.
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Em breve se saberá qual das duas sentenças prevalecerá. Seja como for, todos os olhos convergem, a partir de agora, para a Grécia, em busca dos desdobramentos da vitória do Syriza e de seu jovem e carismático líder Alexis Tsipras.

No Brasil, particularmente, o triunfo da esquerda grega coincide com a adoção, por Dilma, de um programa econômico que coincide, em muitos pontos, com aquilo que está sendo repudiado pelos gregos.

Para simplificar, Joaquim Levy é o anti-Syriza por excelência.

Na esquerda brasileira, o PT incluído, provavelmente serão inflamados os debates nos próximos tempos.

Embora tenha um retrato de Che Guevara em seu gabinete e tenha dado o nome de Ernesto a um filho, Tsipras não é um incendiário.

Ele não prega a saída da Grécia da União Europeia, por exemplo. Mas não quer que a permanência nela do país tenha o brutal custo social que vem tendo.

Será complicada a vida da Grécia longe da zona do euro. O primeiro e imenso desafio seria a criação de uma nova moeda, e outros obstáculos complexos apareceriam rapidamente no caminho.

Mas também é difícil para a União Europeia a saída da Grécia, porque poderia ter um efeito dominó que colocaria em risco o euro.

Por isso, o realismo sugere que as partes encontrarão uma solução conciliadora.

As ideias defendidas por Tsipras não são incompatíveis com a presença da Grécia na União Europeia.

Ele tem falado em coisas que estão no discurso de muitos líderes de países desenvolvidos ocidentais: taxar mais fortemente os mais ricos e combater severamente a evasão fiscal.

Obama tem dito coisas parecidas.

Nestes dois campos – taxar os ricos e cercar a sonegação – é o Brasil, e não a Grécia, que parece perdido no tempo.

Em nenhum momento em sua campanha Dilma tocou em tais temas.

Dias depois de vir à luz uma manobra do Bradesco num paraíso fiscal para fugir de impostos, Dilma bateu no banco duas vezes em busca de um ministro da Economia.

Acabou acertando na segunda tentativa, com Levy. É aquele tipo de pragmatismo que resultou no abraço de Lula em Maluf, ou na longa aliança com Sarney.

E embora até os bilionários brasileiros admitam secretamente que pagam muito pouco em impostos, ninguém no governo fala em aumentar, ainda que modicamente, sua contribuição.

A chegada do Syriza ao poder na Grécia lembra a chegada do PT ao poder no Brasil, há doze anos.

Inclui-se nas semelhanças o terrorismo retórico das forças conservadoras.
Se olhar para o caso brasileiro, Tsipras vai entender com clareza que será um erro repetir qualquer coisa parecida com a “Carta aos Brasileiros” – com a qual Lula acalmou o “mercado” e abdicou de fazer um governo verdadeiramente renovador.

Em todas as partes do mundo, a esquerda espera que o Syriza não sucumba à tentação de uma acomodação que, como ocorreu com o PT, o impeça de ser o Syriza.