quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Manifestação tucana: “Minhas filhas são loiras. Elas não votam na Dilma”



No dia 22 de outubro de 2010, em São Paulo, no Largo da Batata, a campanha de Aécio Neves promoveu uma manifestação de apoio à sua candidatura presidencial.
Leitor que prefere não se identificar passou pelo local e assistiu a uma cena triste, mas indicativa do clima de ódio e preconceito que tomou parcela do povo paulistano.
O senhor “distinto”, cabelos brancos, meia idade, para seu carrão importado junto aos manifestantes que já vinham chegando. Junto com ele, descem três moças muito brancas e loiras.
Segundo relato do leitor, as pessoas que ali estavam pareciam conhecer o homem e as moças loiras. Em meio aos cumprimentos, o homem deu uma declaração patética e revoltante:
“Olhem minhas filhas. São lindas e loiras. Vocês acham que elas votam na Dilma”?
O vídeo abaixo é resposta de uma filha linda e loira ao eleitor de Aécio. Trata-se da filha deste blogueiro, Gabriela. À diferença daquelas moças, não foi criada por um idiota.


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Também do Blog da Cidadania

Aécio repete Marina e chora no horário eleitoral




O programa eleitoral do PSDB de quarta-feira 22 ocorria ao mesmo tempo que manifestações que o partido promoveu em várias capitais do país e que não ganharam o menor destaque na mídia devido ao que, com exceção de São Paulo, foram aglomerações mirradas.



Não foi de espantar que no programa noturno de Aécio ele tenha aparecido com expressão grave. Começou reclamando de campanha “suja” contra si “assim como contra Marina” e, a certa altura, repetiu estratégia da nova aliada no primeiro turno cujos resultados todos sabem: chorou.
Apesar da reclamação do tucano, matéria da Folha de São Paulo de quarta-feira 22 mostra que a população pensa diferente sobre quem tem sido mais agressivo


PS: FHC acabou aparecendo na manifestação de SP.
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Do Blog da Cidadania

Atriz Tássia Camargo encontra o BO do assassinato em Cláudio-MG

Direito de resposta

Apesar de ir ainda mais longe nas suas novas restrições à liberdade de informação, na propaganda eleitoral gratuita, por outra via o Tribunal Superior Eleitoral afinal voltou-se para um problema presente em todas as eleições pós-ditadura. Um quarto de século para chegar-se a tal atenção.

Na disputa federal como nas estaduais, por muitas vezes os últimos programas de propaganda lançaram inverdades e insultos que os atingidos não puderam responder, porque os pedidos de resposta só viriam a ser julgados depois das eleições. Os tribunais encerravam sua sessões ao menos um dia antes do fim das campanhas. Duas medidas foram agora propostas por Dias Toffoli, presidente do TSE, para evitar tal perda de direitos de muitos candidatos, da qual resultaram favorecimentos a métodos desonestos.

Bem simples: a Justiça Eleitoral recebe e julga pedidos de direito de resposta também depois de encerrada a propaganda na sexta-feira (24), com o complemento lógico: aos concedidos, permite a transmissão até a noite de sábado.

Em paralelo a essa atenção, um momento comum de propaganda mostrou a precipitação do TSE em avançar, sem critérios definidos e convincentes, contra a criação da propaganda eleitoral. O tribunal dividiu-se entre proibir ou não a retransmissão, pela campanha de Aécio Neves, de elogios a ele feitos, quando governador, por Dilma Rousseff. O impasse entre os ministros suspendeu o julgamento, com pedido de vistas por Dias Toffoli.

Ao tempo em que os ministros se desentendiam, já estava na campanha de Dilma Rousseff a resposta neutralizadora: a retransmissão de elogios de Aécio Neves a ela, inclusive considerando a possibilidade de que saísse candidata à Presidência.

Dois recursos de disputa eleitoral sem agressividade, sem falsificação, mas ainda assim capazes de ocupar o tribunal que quer compensar, pelo rigor excessivo nas horas finais, o rigor justo que lhe faltou na extensa campanha.

O Esclarecimento

Em cartas à Folha e a "O Globo", Fernando Henrique Cardoso propôs-se a esclarecer aspectos de escândalos no seu governo, mencionados nos dois jornais. Começa a esclarecer: "Quanto ao caso Sivam, não só que a contratação da Raytheon se deu no governo Itamar, como que ao governo nunca foi atribuído haver participado de malfeitos."

A Raytheon foi contratada em julho de 1997. Já terceiro ano do governo de Fernando Henrique Cardoso. Assinado o contrato, sob muita contestação, Fernando Henrique telefonou ao então presidente Clinton, como contou, para comunicar que estava feita a contratação do seu interesse, para ser a empresa americana a fornecedora principal e construtora do Sistema de Vigilância da Amazônia, Sivam.

Durante o governo Itamar Franco houve, em 1993, a contratação da empresa brasileira Esca, indicada pelo Ministério da Aeronáutica e pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, para gerenciar o processo de criação do Sivam. Em maio de 1994, das 12 candidatas, ficam a Raytheon e a francesa Thomson, cujo escritório no Rio é misteriosamente assaltado e dele retirados estudos e documentos do projeto, enquanto a CIA denuncia nos Estados Unidos a existência de corrupção no pessoal brasileiro ligado à concorrência. Logo em seguida, em junho, a Thomson é excluída da disputa.

Em abril de 1995, já governo Fernando Henrique, o deputado Arlindo Chinaglia revela estar a Esca envolvida em fraudes contra a Previdência. A partir daí, descobre-se que nove dos seus integrantes são também da Comissão de Implantação do Sistema de Controle Aeronáutico, pessoal da Aeronáutica no lado contratante e no lado contratado.

Em novembro, o chefe do Cerimonial da Presidência, diplomata Júlio César Gomes dos Santos, é surpreendido e gravado pelo secretário da Presidência, Xico Graziano, em telefonema no qual combina com o representante da Raytheon, José Afonso Assunção, o modo financeiro de assegurar parecer favorável, no Senado, à contratação da empresa americana. O relator era o então senador Gilberto Miranda, personagem de vários assuntos discutíveis. Graziano é afastado da Presidência e, mais tarde, Júlio César dos Santos ganha uma embaixada na Itália, na FAO. Obtida a aprovação no Senado, o contrato foi assinado, afinal.

Depois, o governo e seus parlamentares tiveram apenas que inviabilizar a CPI da Raytheon. Não é preciso dizer o que significa, ainda, a construção do sistema de controle aéreo e físico da Amazônia por uma costumeira contratada do governo dos Estados Unidos.

Janio de Freitas
No fAlha
Do Blog CONTEXTO LIVRE.

PSDB lança “Meu Banho, Minha Vida”!


Altamiro Borges, Blog do Miro

"O irreverente José Simão, um dos poucos colunistas que ainda merece ser lido na Folha tucana, publicou mais uma pérola nesta quarta-feira (22). Segundo ironiza, o governo deverá lançar em breve o programa “Meu Banho, Minha Vida!” para enfrentar a grave crise de água que tortura os paulistas em decorrência do “choque de indigestão” do PSDB. Outro programa que está em discussão é o “Balde Família”, que visa armazenar este líquido precioso para os dias piores que virão. “O Alckmin vai lançar o Balde Família: toda família terá direito a um balde vazio! Rarará!”.

Deixando de lado as piadas, o cenário em São Paulo é cada dia mais dramático. Segundo pesquisa Datafolha, os cortes de água se generalizaram pela capital paulista: 60% dos entrevistados relataram ter sofrido ao menos um caso nos últimos 30 dias. Nas pesquisas anteriores, em junho e agosto, os índices foram de 35% e 46%. “O levantamento mostra também que os paulistanos estão pessimistas em relação ao futuro: 88% deles creem que a metrópole corre grande risco de ficar longos períodos sem água nos próximos meses”, relata o editorial da Folha desta quarta-feira.

O temor é tão real que 66% dos entrevistados já cogitam recorrer à estocagem da água. “Essa iniciativa traz alguns perigos. O armazenamento inadequado – por exemplo, em recipientes não esterilizados –, pode levar à contaminação da água por bactérias, ocasionando prejuízo à saúde dos que vierem a consumi-la. Mais grave, com a proximidade do verão, estação em que costuma se verificar aumento do número de casos de dengue, os reservatórios em casas e apartamentos podem servir de nascedouro para o mosquito transmissor da doença”, alerta o jornal.

Mas o governador Geraldo Alckmin, que foi reeleito graças também à cumplicidade da mídia tucana – que escondeu a grave crise da água –, ainda permanece inerte. Ele “tem sido evasivo em relação à segurança hídrica”, segundo a Folha, que adora “tucanar” a desgraceira. Na verdade, Alckmin protela o enfrentamento do problema para beneficiar Aécio Neves, o cambaleante presidenciável do PSDB. Tudo é feito com base em cálculos eleitoreiros! Passado o segundo turno, os programas “Balde Família” e “Meu Banho, Minha Vida” até poderão ser implantados!

Este estelionato eleitoral, porém, parece que não está dando resultado. Ainda segundo uma notinha na Folha tucana, “a cúpula da campanha de Aécio Neves culpa a falta de água em São Paulo pela recuperação de Dilma Rousseff na reta final da eleição. A crise, explorada pela propaganda petista, seria o principal motivo da redução da vantagem do tucano no Sudeste. Os aecistas temem que o problema continue a drenar votos até domingo”. A crise no setor atiça as bicadas entre os aspones de Aécio e Alckmin, dois grão-tucanos que nunca conviveram bem no ninho.'

Atriz Letícia Sabatella pede que Facebook retire do ar vídeo sugerindo que ela votaria em Aécio Neves

Leticia Sabatella em sessão do Congresso que promulgou emenda constitucional que tratava da desapropriação de imóveis quando configurado trabalho escravo - Ailton de Freitas/Arquivo
O Globo 

"A atriz Letícia Sabatella pediu ao Facebook a retirada de um vídeo sugerindo que ela votaria no candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves. Segundo ela, foram utilizadas, sem autorização, imagens de vários atores gravadas originalmente para o Movimento Gota D’Água, contra a construção da Usina de Belo Monte, no Pará. Num desabafo publicado por Letícia na rede social, ela ressalta não votar no tucano.

Acabo de assistir, com muita indignação, um vídeo de propaganda política pró-candidato Aécio Neves, utilizando imagens de vários atores que haviam sido feitas pra campanha do Gota D’Água, contra a realização da Usina de Belo Monte, em defesa das populações e das áreas atingidas naquela região. Eu quero deixar bem claro que isto é um roubo, um desrespeito. Eu não vou votar em Aécio Neves! Nenhum daqueles atores deu sua autorização para constar suas imagens e depoimentos, descontextualizados, naquele vídeo de propaganda pró-PSDB! Trata-se de uma enorme mentira”, escreveu a atriz em seu perfil no Facebook."
Matéria Completa,
::AQUI::

Aécio,desesperado, parte para a agressão. E tucanos de SP repetem o “vai tomar no…”


Fernando Brito, Tijolaço  

Assisti, impressionado, o programa de televisão de Aécio na televisão, agora à noite.

Apelação e terrorismo puros.

Classifica tudo o que se diz dele, independentemente de existirem fatos, documentos, provas, ata “mentiras” e “ataques ao meu nome honrado”.


Foram longos cinco minutos de fala, onde ele se desenha como vítima – curioso, tendo o mesmo tempo de televisão e toda a imprensa do seu lado – e, ao final, chama, figurativamente (ainda bem) sua adversária para a briga.

Entendo que sejam os sinais de desespero, com o nítido isolamento em que sua candidatura entrou, murchando a olhos vistos.

Os atos convocados pelo alto comando tucano para hoje foram pífios: reuniram mil pessoas, segundo estimativa da PM e gritavam, alucinados “ei, Dilma, vai tomar no c…”. Os jornais, em geral, abafaram isso, pelo desastre eleitoral que é… Mas o video  está lá, no UOL.

Nos outros estados, fracasso igual. Mesmo no comício em Belo Horizonte, sua grande batalha, não conseguiu passar de 10 mil pessoas, também na estimativa da polícia mineira.

O comando tucano está tonto com a queda de Aécio em São Paulo, que vai apagando a esperança de fazerem uma vantagem gigante no Estado e com o crescimento de Dilma no Rio de Janeiro, extremamente forte. Não posso falar de Minas, pois não tenho informações, mas não acredito que a coisa esteja bem para ele, por lá.

Ele está completamente atônito, tanto que aceitou fazer, hoje, o que nenhum candidato minimamente lúcido faz, se espera vencer: posar de vítima.

Mas Aécio faz pior: é a vítima raivosa, de olhos injetados e feições duras, parecendo pronto para saltar ao pescoço.

Não dá para falar, por isso e infelizmente, no sucesso dos atos de Dilma em Uberaba, Duque de Caxias (RJ) e na multidão que, mesmo sem ela, lotou a Cinelândia, no Centro do Rio.

Aliás, em Caxias, ela carregava uma faixa que parece bem adequada: “diga não à violência contra as mulheres”.

É mais importante que isso advertir que, do jeito que a coisa está, é preciso precaução com o debate da Globo.

Aécio não irá para lá em seu equilíbrio normal.

Vai para o confronto, batendo na monocórdia tecla de que criticá-lo é agressão e ofensa à sua honra e à dos mineiros.

E ditadura.

Porque democracia, ficou provado, para Aécio é não ser questionado e falar sozinho.

Algo me diz que ele termina esta eleição assim, falando sozinho.

E deixando um rastro de ódio e de selvageria numa parte da sociedade.

PS. Mais tarde, em São Paulo, houve um comício com FHC e Aécio. O tom foi o mesmo."

Desemprego tem a menor taxa para o mês de setembro desde 2002

Diogo Martins, Valor
"O desemprego atingiu 4,9% da População Economicamente Ativa (PEA) de seis grandes regiões metropolitanas do país em setembro, de acordo com dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a menor taxa para meses de setembro desde início da série histórica, em 2002.

A taxa ficou abaixo da estimativa média de 5,1% apurada pelo Valor Data junto a 20 instituições financeiras e consultorias. O intervalo das projeções variou de 4,9% a 5,3%.

O desemprego em setembro foi menor que o de 5% apurado em agosto, e ficou abaixo dos 5,4% registrados em setembro de 2013. A PME mostra que em setembro o desemprego caiu porque mais pessoas saíram do mercado de trabalho e não porque foram geradas vagas. Ou seja, houve um recuo da PEA – de 0,3% ante agosto e de 1% ante setembro de 2013.

No mês passado, havia 1,2 milhão de pessoas desempregadas nas seis regiões, queda de 3,1% ante agosto e de 10,9% na comparação com setembro de 2013. Já o número de empregados somou 23,1 milhões de pessoas, queda de 0,2% ante agosto e recuo de 0,4% ante setembro do ano passado.

O rendimento médio real habitual do trabalhador ficou em R$ 2.067,10 em setembro, o que representou avanço de 0,1% sobre agosto, e alta de 1,5% na comparação com setembro de 2013.

A massa de rendimento real habitual alcançou R$ 48,4 bilhões, valor estável ante agosto, e foi 0,9% maior que a verificado em setembro do ano passado. A PME abrange as regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre."

Imprensa estimulou pancadaria ao privilegiar pauta moral


Marcelo Semer, Blog do Marcelo Semer
"Nos anos 80, Pelé foi severamente criticado por dizer que o brasileiro não sabia votar.
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Fernando Henrique Cardoso foi um pouco menos sutil, quando disse que só os votos dos adversários é que vinham dos menos informados. .
A incapacidade de tolerar a diferença começa na convicção de que quem pensa de outro modo está errado. O que não decide como eu, não faz certo –não sabe pensar ou tem uma influência de maus estímulos. .
O candidato do PSDB nunca esteve tão próximo em uma disputa presidencial depois que Lula chegou ao poder. Mas ao sinal da primeira pesquisa negativa, ainda no empate técnico, o jornalista Josias de Souza sentenciou que a “ultrapassagem de Dilma potencializa supremacia do marketing”. Se a virada aconteceu, por certo, algo de malévolo deve existir para justificá-la.
Não pode ser simplesmente o fato de que eleitores tenham outras prioridades; se meu candidato não ganha, há alguma maldade submersa, explicação deletéria, algo que faça compreender o que a (minha) razão não consegue alcançar. .
Daí para o preconceito é um passo curto: os votos dos beneficiários do Bolsa Família são de cabresto, os grotões dão a vitória pela desinformação, o Nordeste que atrasa o país etc. .
Bom, dizer que a elite entreguista só pensa em Miami, a propósito, não é lá muito diferente. .
Nos últimos dias criou-se certo consenso de que a campanha baixou níveis de educação e urbanidade nos debates por ausência de jornalistas. As propostas teriam se perdido pela falta de intermediação. .
Mas a grande imprensa não tem como sair de fininho dessa barafunda.
O estímulo à agressividade também é seu, quando instaurou a pauta moral como o destaque da eleição. .
A bolsa de escândalos que se sucedem nas manchetes e a supervalorização das intrigas supera, em muito, nas páginas e telas dos principais noticiários, a comparação de projetos e governos. .
Nem se trata de jornalismo investigativo, mas de um jornalismo “divulgativo”, que já não mais se preocupa com qualquer protocolo para dar destaque a acusações. Quanto mais graves, menos cautelas. O negócio é produzir manchetes. .
A ideia de que a eleição pode ser decidida entre o bem e o mal, entre o justo e o desonesto, entre o capaz e o incompetente, estimula o jogo do tudo ou nada, da guerra contra o inimigo. Mas esconde o mais importante, as visões de mundo que distinguem de forma consistente as duas candidaturas. 
A política é lançada diuturnamente como a arte da mentira, mas a eleição nos apresenta, de fato, duas verdades. .
É sobre elas que devemos nos debruçar. .
Uma não é mais certa do que outra, apenas mais próxima da nossa concepção. .
Uns são conservadores, outros progressistas. Uns desenvolvimentistas, outros liberais. Uns moralistas, outros libertários. Pensamos em controlar a inflação ou impedir o desemprego, em subsídios ou isenções, na intervenção do Estado ou no poder ao mercado. .
Não há porque considerar que uma ou outra concepção do Estado esteja errada; são pensamentos, posições, vertentes que optamos, de acordo com nossas ideologias, preocupações ou até mesmo interesses. .
Existem bons e maus gerentes em ambos os partidos, honestos e corruptos, leais ou vendilhões. .
Mas a tentativa de fazer uma escolha segura por este critério é quase sempre inglória e reduz, eleição após eleição, a pauta política a um embate tão virulento quanto imoral: a caça ao vício do inimigo se imbrica com a conivência com o erro do parceiro. .
Ao fim de cada combate, a corrupção mais se aprofunda do que se esvai nessa toada –pois as faltas de lado a lado acabam sendo louvadas pelos partidários.
É preciso entender que a eleição presidencial é, sobretudo, um confronto de projetos nacionais. Não pode ser resumida a uma narrativa de heróis ou vilões. .
Ninguém é dono da pátria contra traidores. Ninguém é mais ou menos brasileiro por fazer uma ou outra opção. .
Quem quer te convencer disso, não desrespeita apenas ao país. Desrespeita a todos os seus cidadãos. .
Até porque o ódio é uma péssima herança eleitoral."

Choque de lodo: o mar de lama do PSDB


"Não deixa de ser potencialmente devastador que quem acusa o PT de jogar o país num mar de lama, agora só tenha 200 bilhões de litros de lodo a oferecer ao povo
Saul Leblon, Carta Maior
O depoimento do diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, nesta 3ª feira, na Assembleia Legislativa de São Paulo, caiu como uma bomba na reta final da campanha presidencial de 2014.

Ele disse aquilo que o PSDB se recusa a admitir: restam apenas 200 bilhões de litros do volume morto do sistema Cantareira, que provê boa parte da água consumida na cidade.

Outros 300 bilhões/l de um total de 500 bi/l já foram acionados.

Mas o pior de tudo: a derradeira reserva de água da cidade encontra-se disponível na forma de lodo.

Dele terá que ser separada para acudir a sede paulistana caso não chova o suficiente no próximo verão.

Bolsa desaba com DataCaf: 49 a 40 !

"Faz outra manifestação, FHC, faz !

Paulo Henrique Amorim, Conversa Afiada

 A boca do jacaré se abre !

A Bolsa caía, às 11h28, 2,13% e a Petrobras PN 3,73%

O dólar vai a R$ 2,50.

Coitado do menino do Rio.

PT enxerga vitória mas recomenda salto baixo


'Segundo sondagens do partido, Dilma já teria seis pontos de vantagem sobre Aécio

Tereza Cruvinel, Blog: Tereza Cruvinel

No primeiro turno, faltava uma semana para a eleição quando apontamos, na coluna do dia 27, que “o jacaré abriu a boca”. Acabava o empate técnico e começava o declínio acentuado de Marina Silva e o Ascenso de Dilma. Segundo as pesquisas, nesta reta final do segundo turno o empate técnico entre Dilma e Aécio persiste, com vantagem numérica para Dilma: 52 x a 48.  No tracking da campanha petista, entretanto, ela  já teria 47% e ele 41% dos votos totais. Em votos válidos, isso significaria 53% para Dilma e 47%.  A conferir com os números e as curvas das próximas pesquisas. “Com uma diferença de seis pontos já podemos pensar na vitória. Mas a recomendação do partido é evitar salto alto e foguetório antes de domingo e não aceitar provocações”, diz um alto dirigente petista.

Trackings são ferramentas para orientar as campanhas. Não têm o rigor metodológico das pesquisas mas costumam não discrepar muito delas, até porque perderiam a utilidade. As duas sondagens desta natureza com que o PT trabalha apontaram resultados quase idênticos entre terça e quarta-feira e captaram outras tendências positivas para Dilma:
  1. Pela primeira vez, a rejeição a Aécio teria sido maior que a de Dilma: 39% a dele, 38% a dela.
  2. Em São Paulo, a vantagem de Aécio teria se reduzido de 35 pontos percentuais para 19 pontos percentuais.
  3. Em Pernambuco, apesar do apoio da família Campos, e da vitória dos candidatos a governador e senador pelo PSB no primeiro turno, Dilma estaria liderando com 63% contra 24% de preferência pelo adversário tucano.
  4. Em Minas, ela estaria mantendo a dianteira com 48% contra 39% de Aécio.
  5. No Rio e no Distrito Federal ela estaria também se recuperando bem.
Se as sondagens da campanha de Aécio estiverem captando estes mesmos sinais, é compreensível o esforço que o PSDB e seus aliados fizeram nas últimas horas: a fala contundente dele no horário eleitoral contra “a campanha da infâmia e da calúnia”, sob a forma de ataques anônimos nas redes sociais, postagem de vídeos adulterados e boatos infundados. Na mesma hora, acontecia o “ato pela mudança”, que reuniu 10 mil pessoas no Largo do Batata em São Paulo, e repetiu-se, com menor grandeza, em outras sete capitais.

Nas redes sociais, a campanha tucana fez um bombardeio de mensagens contra a “a campanha da mentira e da calúnia” promovida pelo PT contra Aécio. Em Belo Horizonte, ele fez uma temerária convocação a seus eleitores para que vistam verde e amarelo no sábado, véspera do pleito. Na manifestação de São Paulo, a palavra de ordem mais brandida foi o “Fora PT”, seguido do refrão “nossa bandeira, jamais será vermelha”.

A mídia estragou a oposição


Luciano Martins Costa, Observatório da Imprensa 

"Os jornais de quarta-feira (22/10) fazem uma série de digressões na cobertura da disputa eleitoral, levando seus leitores a passear por temas paralelos, como se os editores estivessem saturados com o bate-boca que eles mesmos estimularam. 

O Estado de S.Paulo aposta em manchete sobre a crise de abastecimento de água em São Paulo, o Globo destaca entrevista do ministro José Antônio Dias Toffoli, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, e a Folha de S.Paulo apresenta explicações para a virada nas intenções de voto, favorável à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Como pano de fundo, os jornais registram reclamações do candidato do PSDB, o senador Aécio Neves, contra os números do Datafolha. Citando a incongruência das pesquisas realizadas na véspera do primeiro turno, que se mostraram distantes da realidade das urnas, o ex-governador de Minas Gerais fez blague da suposta vantagem de sua oponente.