quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Roze, outra pra você. Bom dia!


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Fracasso do impeachment faz tucanos atacarem Temer e o PMDB

Fracasso do impeachment faz tucanos atacarem Temer e o PMDB

Fernando Brito, Tijolaço 

O PSDB aposta na sua nova vocação de, sem maiores frescuras “social-democratas” como antes, firmar-se como face da direita “orgânica” no Brasil.

Por natureza, sim, mas também em busca de sua identidade após o golpismo inviabilizar-se pela via política, embora ainda nutram esperanças de fazê-lo – ou ameaçar fazer, até que o STF desmonte a patranha – pela via jurídica, onde trabalha a todo vapor a dupla Gilmar Mendes e Dias Tóffoli.

A entrevista do líder do PSDB no Senado – que é o Aécio sem se expor -, Cássio Cunha Lima (PB) ao Fato Online deixa isso bem claro.


Cunha parte para pancadas duras em Michel Temer:

Cremos que o foco principal continua sendo o impeachment. Afinal, foi praticado crime de responsabilidade. O Orçamento da União é uma lei, votada pelo Congresso. A presidente Dilma Rousseff desrespeitou essa lei, editando decretos de suplementação orçamentária sem autorização do Congresso. Um decreto não pode anular uma lei. Isso é crime. E foi cometido tanto pela Dilma como pelo Michel Temer, que também assinou decretos suplementares, modificando a Lei Orçamentária.

Assumir um discurso público pelo afastamento, também, do peemedebista que ocupa a vice-presidência da República é, claramente, não fazer a menor força para reunir os votos necessários ao impedimento. O que só se faria no caso de sabê-lo impossível e optar por marcar posição.

Embora sinalize “esperanças” com o golpe judicial – ” o TSE decidiu que as contas da campanha eleitoral de Dilma têm que ser reexaminadas, acrescidas, inclusive, das informações da Operação Lava-Jato. Isso aponta para que deve haver uma punição”- não parece provável que, se lhe sobrar juízo, o tucanato possa acreditar que o Judiciário vá aasumir o juízo político que pertence ao Congresso, de cassar, na prática, não uma chapa de candidatos, quase dois anos depois da eleição, mas os próprios governantes.

Parece que o PSDB vai seguindo a sua sina de UDN 2.0,  transitando de um discurso falso de preocupação social para outra falsidade, a da histeria hipócrita da “anticorrupção”, como a sua velha matrona lacerdista.

O PMDB desnorteado  como nunca e como sempre faminto de  espaços de poder fica espremido entre as oportunidades do presente e a falta de perspectivas de futuro. O fato é que não tem candidato minimamente viável hoje e aparentemente também amanhã e está vendo por-se fim nas esperanças de que os tucanos se contentariam com uma parte do governo, não com o seu controle.
E Michel Temer, a esta hora, deve estar maldizendo o fato de que “scripta manent”  e não ter usado, simples mente as “verba volant”.

R$300 mil: Nota de rodapé da Folha sobre Aécio já diz tudo

R$300 mil: Nota de rodapé da Folha sobre Aécio já diz tudo

31 de dezembro de 2015
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Via Brasil 247 em 30/12/2015
Na quarta-feira, dia 30/12, às vésperas do fim do ano, a Folha de S.Paulo trouxe um furo de reportagem do jornalista Rubens Valente. Segundo um dos delatores da Operação Lava-Jato, o senador Aécio Neves (PSDB/MG), presidente nacional do principal partido de oposição e candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais, recebeu uma propina de R$300 mil da empreiteira UTC.
Em condições naturais de temperatura e pressão, a notícia teria sido estampada na manchete principal do maior jornal do Brasil. No entanto, mereceu apenas uma nota de rodapé na primeira página da publicação, confirmando a tese do colunista André Singer de que a mídia faz de tudo para abafar a corrupção tucana.
“Enquanto o PT aparece, diuturnamente, como o mais corrupto da história nacional, o PSDB, quando apanhado, merece manchetes, chamadas e registros relativamente discretos. O primeiro transita na área do megaescândalo, ao passo que o segundo ocupa a dimensão da notícia comum”, disse Singer. “A salvaguarda do PSDB pelos meios de comunicação reforça a tese de que o objetivo é destruir a real opção popular e não regenerar a República.”
O caso de Aécio mereceria ainda mais destaque, quando se leva em conta o fato de que, há um ano, o senador tucano, em aliança com o deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), vem liderando uma cruzada moralista para derrubar a presidente Dilma Rousseff, num terceiro turno sem fim que tem causado sérios danos à economia. No entanto, como disse Singer, a denúncia contra o tucano “ocupa a dimensão da notícia comum”.
Vale-tudo contra Lula
A Folha, naturalmente, poderá argumentar que, no caso de Aécio, a denúncia de um delator carece de comprovação. Mas não foi esse o comportamento do jornal quando se tratava do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No dia 16 de outubro de 2014, a Folha cravou em sua manchete a seguinte notícia: “Delator diz ter repassado R$2 mi para nora de Lula”. Era mentira. A Folha havia apenas embarcado numa “barriga” (jargão jornalístico para as notícias falsas) do colunista Lauro Jardim, de O Globo, o que mereceu reparos da ombudsman da publicação (leia aqui).
Mais recentemente, a Folha deu outras demonstrações de sua perseguição a Lula. Ao noticiar uma denúncia contra o senador Delcídio Amaral, a Folha estampou na manchete a foto do ex-presidente. Quando o pecuarista José Carlos Bumlai foi denunciado, ele também perdeu o direito ao nome e foi retratado como “amigo de Lula”.
Nas pesquisas recentes do Datafolha, Aécio e Lula têm sido pesquisados como os dois principais nomes da disputa presidencial de 2018 e não faz sentido que os critérios de avaliação dos dois sejam distintos. Se a Folha avança o sinal em relação a Lula, deveria, por coerência, adotar o mesmo padrão com Aécio. Se é cautelosa com o tucano, deveria agir de modo semelhante em relação ao ex-presidente.
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sábado, 24 de outubro de 2015

Filho de Lula processa Globo e Jardim: mentiram

"A defesa do filho do ex-presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, protocolou nesta sexta (23) na Justiça do Rio de Janeiro uma ação cível de reparação por danos morais e de imagem decorrentes de notícias falsas publicadas pelo jornal O Globo e pelo jornalista Lauro Jardim; "Fábio jamais recebeu, direta ou indiretamente, qualquer dinheiro ou favor do réu Fernando Soares, que tampouco fez referência a seu nome em delação no âmbito da Operação Lava Jato. Nosso cliente não é investigado na Operação, como atestou o ministro Teori Zavascki em decisão proferida ontem. A divulgação do inteiro teor do depoimento pela mídia comprovou que o jornalista mentiu, ao associar o nome de Fábio à delação, e persistiu no erro, mesmo tendo sido alertado para corrigi-lo", afirmou o advogado Cristiano Zanin Martins

Brasil 247

A defesa do filho do ex-presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, protocolou nesta sexta-feira (23) na Justiça do Rio de Janeiro uma ação cível de reparação por danos morais e de imagem decorrentes de notícias falsas publicadas pelo jornal O Globo e pelo jornalista Lauro Jardim.

"Fábio jamais recebeu, direta ou indiretamente, qualquer dinheiro ou favor do réu Fernando Soares, que tampouco fez referência a seu nome em delação no âmbito da Operação Lava Jato. Nosso cliente não é investigado na Operação, como atestou o Ministro Teori Zavascki em decisão proferida na data de ontem (22.10.2015). A divulgação do inteiro teor do depoimento pela mídia comprovou que o jornalista mentiu, ao associar o nome de Fábio à delação, e persistiu no erro, mesmo tendo sido alertado para corrigi-lo", afirmou o advogado Cristiano Zanin Martins.

Em sua estreia (veja aqui) no jornal O Globo, no último dia 11, Lauro Jardim noticiou que Fernando Baiano teria citado o filho de Lula, o que nunca aconteceu."

PEDIDO DE IMPEACHMENT DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF - OPOSIÇÃO "RECORTA E COLA" PARA TENTAR LUDIBRIAR DECISÃO DO STF

ESTÃO QUERENDO DAR UMA RASTEIRA NO STF


A OPOSIÇÃO, ALGUNS NOMES ENGAJADOS NO GOLPISMO, E O (AINDA) PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, EDUARDO CUNHA, NÃO PARECEM MUITO INCLINADOS EM ACATAR A DECISÃO DO STF SOBRE RECEBIMENTOS, ANDAMENTOS E RITOS DE PROCESSO DE IMPEACHMENT, QUE INSISTEM EM PROPOR CONTRA A PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF. 

NÃO PODENDO SER A PEÇA ANTERIORMENTE APRESENTADA POR ELES, ANALISADA, FIZERAM UM "COLAGEM", UMA CÓPIA GROSSEIRA DO DOCUMENTO ANTERIOR.

INFELIZMENTE, PARA A OPOSIÇÃO, UM DOS "AUTORES" DO "NOVO" PEDIDO, O SR MIGUEL REALE JR, ACABOU NUM ATO DE "SINCERICÍDIO", ADMITINDO QUE TUDO NÃO PASSA DE UMA MANOBRA - COLAR E COPIAR - PARA VER SE OS MINISTROS DO SUPREMO ENGOLEM A "COLAGEM".

BONDEBLOG

Autor de impeachment diz que pedido é "recorta e cola" do anterior
Autor, ao lado do jurista Hélio Bicudo, do novo pedido de impeachment protocolado nesta quarta-feira (21) na Câmara dos Deputados, o jurista Miguel Reale Júnior admitiu que não há novidades no documento em relação ao que foi apresentado anteriormente. 

Segundo o jornal "Folha de S.Paulo", Reale afirmou que o pedido é um "recorta e cola" do primeiro processo que ainda será avaliado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
A declaração, porém, não foi bem recebida pela oposição que pede a interrupção do mandato da presidente Dilma Rousseff. 

Como o novo pedido é uma tentativa de superar as liminares dos ministros do STF Rosa Weber e Teori Zavascki, que impediram que se abra processo de impeachment sem provas contra a chefe do Executivo, o receio é que outros ministros do Supremo possam ver o novo documento como uma tentativa de driblar as decisões de Zavascki e Weber.
22/10/15 13:56
Fuso horário de verão de Brasília

O rebaixamento do QI



"Além de política, econômica e social, a crise é a da inteligência
Mino Carta, CartaCapital

Proclama a manchete da Folha de S.Paulo de sexta-feira 16: “Delator diz ter repassado R$ 2 mi para nora de Lula”. Texto a justificar o título, retumbante na primeira página, relata que, segundo o lobista Fernando Soares, o Baiano, o dinheiro foi entregue por ele a um amigo de Lula para ser levado à mulher de um dos filhos do ex-presidente, de fato dotado de quatro noras. O tal amigo, apontado como intermediário da operação, nega.

Alto e bom som, como não poderia deixar de ser, o Estadão também na sexta trombeteia: “Baiano diz que amigo de Lula acertou propina de US$ 5 mi”. De novo em cena aquele prestativo amigo, esclarece o texto, capaz de precipitar a manchete, para entregar a grana ao já ilustre Nestor Cerveró e mais dois funcionários da Petrobras.

Nem o Washington Post  manifestou tamanha empolgação ao colher as provas do envolvimento de Nixon no Watergate. Pergunto aos meus estupefactos botões em que país dito democrático e civilizado confusas delações premiadas de um lobista, obviamente a carecerem de prova, seriam apresentadas pelos principais jornais com o destaque que lhes foi conferido pelos jornalões paulistas? Respondem em uníssono: Brazil, zil, zil. Algo me preocupa, nesta e outras situações similares, a saber a imediata credulidade de quem lê, pronto a repetir quanto leu qual fosse a sacrossanta verdade.

Há quem observe: contássemos com outra mídia, a opinião pública brasileira seria bem menos enganável. À parte o fato de que tenho dúvidas em relação à expressão opinião pública, em um país de 204 milhões de habitantes onde a Folha de S.Paulo se orgulha de alcançar 20 milhões, graças a cálculos baseados no fator multiplicador. Mas, no fundo, não é este o motivo da minha preocupação. A atual diz respeito, de fato, ao quociente de inteligência (nem ouso falar no espírito crítico) do leitor.

O momento do Brasil dos graúdos, devastado pela insensatez e movido a ódio de classe, favorece o triunfo da sandice e a impossibilidade de um debate justo, honesto, equilibrado. Inteligente. Por exemplo. Em um rompante de coerência, o PT se manifesta contra a política econômica do ministro Levy, e a mídia nativa, como sempre fiel do pensamento único, clama contra o engodo. 

Ou, por outra, avisa: não se deixem enganar, isto é jogo de cena. Pelo comedido emprego de neurônios, não seria difícil entender que a sinceridade petista, no caso, bate de frente com os propósitos da presidenta. Não há, é solar, o  estratagema das cartas marcadas. 

Na moldura, se estabelece uma preciosa informação prestada por Fernando Henrique Cardoso em seu livro de memórias. Mereceria, esta sim, muito mais destaque do que lhe foi oferecido pelos jornalões de quarta 21: em 1996, quando presidente, o príncipe dos sociólogos teve sua atenção chamada para a corrupção reinante na Petrobras e deixou de intervir. Invoco a ajuda dos meus perplexos botões: “Mas a Petrobras não era governo também na época de FHC? Ou muito me engano?”

Esta, sim, é incoerência, dizem. Como assim? Recorrem a Justiniano: quem cala consente. Donde, concluo, seria o caso de dar à confissão do presidente tucano o peso devido, do tamanho de um deslize gravíssimo, de uma indiferença criminosa. Seria, retrucam, mas FHC tem poltrona cativa, adamascada, na casa-grande, e a reverência inoxidável da mídia nativa. Sei, sei, resmungo, mas ele também, ao confessar, não nos brinda com uma prova de esperteza. Pode tudo, no entanto.

Susto enorme levei, na manhã da quarta 21, ao tropeçar na manchete do Estadão. Ao vê-la de longe imaginei a eclosão da guerra mundial. Em toda a largura da primeira página, e em duas linhas. Ao lê-la, respirei aliviado, falava de uma das habituais delações destinadas a incentivar a crença no envolvimento de Lula em algum, qualquer, negócio escuso. Tentativa patética, se não estivéssemos no Brazil, zil, zil, ambiente cada vez mais propício ao rebaixamento progressivo do QI.

Nos últimos dias, me peguei diante de duas plateias bastante distintas. Em um debate sobre o excelente livro de Paulo Henrique Amorim, O Quarto Poder, Uma Outra História, em companhia de Laura Capriglione e do próprio autor. 

Outra oportunidade tive ao receber o Prêmio Especial Vlado Herzog, que me honra e me comove, mesmo porque aquele assassínio cometido na masmorra do DOI-Codi é perfeito símbolo da violência de uma ditadura feroz e insana, ditadura antes civil que militar, porque nascida nas dependências da casa-grande, de onde saiu a convocação da caserna para a execução do serviço sujo.

Na primeira plateia, falava-se em democratização da mídia. Na outra, em liberdade de imprensa ameaçada. Pontos de vista opostos, ambos equivocados, conforme meus botões, embora o segundo seja ou hipócrita ou francamente néscio. Aqui a plateia acredita que liberdade se completa por si só, sem o corolário da igualdade, de sorte a se tornar, graças a tal ausência, na liberdade dos senhores de contar a história a seu talante. 

Quanto à democratização da mídia, não sei o que exatamente significa. Bastaria aplicar por meio de leis específicas o que a Constituição determina com toda clareza contra o monopólio e o oligopólio. Sosseguem, leões: nosso Congresso nunca dará qualquer passo neste rumo. A democracia implica naturalmente uma mídia democrática. Precisaríamos é democratizar o Brasil. "
 

terça-feira, 20 de outubro de 2015

O Brasil perdeu o senso

O "revoltado on-line" Marcelo Reis e Hélio Bicudo, autor do processo de impeachment
"O mundo preocupa-se com a sua paz, enquanto o País aposenta a Razão e move-se a ódio de classe 

Mino Carta, CartaCapital

Volto depois de duas semanas de férias na Itália, as primeiras tiradas neste ano inquieto. Lá fora vivem-se também dias tensos por motivos que ameaçam a paz do mundo. Por aqui reencontro o mesmo deplorável debate em torno da trama golpista pelo impeachment de Dilma Rousseff, assunto tão exaustivo quanto, a seu modo, insuportavelmente enfadonho.

O planeta teme as consequências da enésima crise no Oriente Médio, com epicentro na Síria, enquanto o EI avança, mata e destrói monumentos ilustres, com o envolvimento militar, para enfrentá-lo, de vários países, a começar por EUA e Rússia. Obama e Putin divergem em relação ao objetivo da operação bélica. O russo quer salvar Assad, o americano pretende riscá-lo do mapa, e a divergência assume tons ásperos e ameaça azedar mais e mais. 

O quadro, de todo modo, é mais amplo. A terceira Intifada parece dar seus primeiros passos nas ações terroristas palestinas contra Israel, que prepara represálias, enquanto o Hamas avisa: é guerra. E neste tabuleiro sombrio cabe ainda a crise na Turquia de Erdogan, participante do ataque ao EI e deflagrador da guerra interna contra a resistência curda. O Ocidente paga pelo acúmulo de erros cometidos no Oriente Médio, a começar, para não buscarmos razões mais antigas, pelo fim do Império Otomano, quando Grã-Bretanha e França deram para redesenhar a seu talante o mapa da região.

Entende-se que o mundo se preocupe com o futuro, mas nós aqui estamos a discutir o impeachment como se fosse possível rasgar a Constituição em nome, apenas e tão somente, do que nos proporciona, diária e inexoravelmente, a mídia nativa, ou seja, o verdadeiro partido de oposição a representar, ao mesmo tempo, os interesses da casa-grande e o atual estágio da sociedade brasileira.

A gravidade do momento brasileiro compõe um fenômeno único, peculiar e desolador, sem parentesco com as atuais inquietações do mundo, a não ser na desigualdade social, matéria em que somos campeões. Vale saber, porém, que inúmeras nações, embora apartadas pelos editos neoliberais, vivem bem melhor do que a nossa, mesmo porque aqueles milhões de cidadãos tirados da miséria absoluta no tempo de Lula estão a regressar à condição anterior.
 
O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) discursa em ato pelo impeachment de Dilma Rousseff
Por onde tenha andado durante as férias, sempre fui alcançado pela pergunta: que aconteceu com o País ainda recentemente cotado para o progresso rápido? Que involução foi essa? Difícil explicar, mesmo porque casa-grande e senzala são conceitos inconcebíveis para europeus, assim como o interlocutor me teria como mentiroso se lhe contasse dos mais de 60 mil assassinatos anualmente entre o Oiapoque e o Chuí.

Complicadíssimo também esclarecer que o Brasil é um país que literalmente perdeu o senso. Além da ridícula ostentação da minoria rica, hipocrisia, arrogância, prepotência, intolerância, ódio de classe grassam impetuosos no nosso desmesurado rincão. E ignorância, primarismo, parvoíce. Se algum dia nos habilitamos à cultura da Razão, esta soçobrou como um barco furado. Está ausente nas frases feitas emboloradas de tanto uso, na ladainha dos editoriais, colunas, artigos, nas diatribes dos tribunos de uma pretensa aristocracia, nas demandas de alegados juristas que ignoram a lei, ou a desrespeitam, nas invectivas dos políticos açodados, entre eles um príncipe dos sociólogos que ninguém leu.

A quem me pedia explicações enquanto eu me informava no La Repubblica, gostaria de ter mostrado as edições do mesmo dia do Estadão, da Folha, de O Globo, sem acrescentar verbo, em perfeito silêncio. Seria o bastante para o bom entendimento do Brasil de hoje. Excelente exemplo dos comportamentos da mídia nativa o recente seminário sobre jornalismo promovido pela revista Piauí. Convidado especial do evento, Daniel Dantas, o banqueiro do Opportunity. Condenado em Nova York, Londres e Cayman, não pode sair do Brasil sem correr o risco de ser preso, como, mais cedo ou mais tarde, se dará, por exemplo, com Marco Polo Del Nero e os senhores da Globo. Ao cabo de sua palestra em São Paulo, Dantas foi aplaudido de pé."
 

Dica para o ENEM: professores recomendam estudar Cunha porque vai cair com certeza

Na reta final para o Exame Nacional do Ensino Médio, que acontece no próximo fim de semana, professores dão dicas do que vai cair. “Cunha vai cair com certeza”, declarou um professor de geografia. “Dilma e Vasco ainda são dúvidas, mas devem cair”, disse outro professor. Já o dólar é um consenso entre os professores: “não precisa estudar porque não cai de jeito nenhum”.

Os temas de redação também vêm sendo especulados por mestres e alunos. Um dos assuntos com maior chance de virar tema este ano é “manda nudes”, segundo pesquisa feita com estudantes do ensino médio.

No Sensacionalista


Eduardo Cunha atrasou novo código de ética da Câmara

Citado na Lava Jato no início do ano, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), orientou aliados na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) a segurar há quase dois meses um projeto de reformulação do Código de Ética da Casa.

O texto que reformula o código está na pauta da CCJ desde o início de setembro. Em agosto, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereceu denúncia contra Cunha ao Supremo.

Na última terça (13), PSOL e Rede apresentaram o pedido para que Cunha perca o mandato. O caso será analisado pelo Conselho.

Rito de cassação

A proposta de reformulação do código, entre outras coisas, acelera o rito de cassação de mandato de deputados no Conselho de Ética.

Revisado pelo deputado federal Marcos Rogério (PSD-RO), o texto prevê a diminuição do tempo para a apresentação da chamada defesa prévia, sem deixar, no entanto, de garanti-la ao longo do processo.

Nesse ponto começam as polêmicas do novo Código de Ética. O trecho mais contestado da reforma por alguns deputados está no artigo 14.

A regra atual estabelece que, se o relator decidir dar prosseguimento ao caso, o acusado terá dez dias para apresentar sua defesa, indicar provas e arrolar testemunhas. Isso está mantido.

Rogério, contudo, acrescentou ao texto o prazo de dois dias para que, assim que notificado, o deputado acusado ofereça suas razões para que o processo não tenha seguimento. Depois desse período, o relator também teria dois dias para dizer se acolhe ou não a justificativa.

Outra mudança acrescida pelo deputado diz respeito ao parecer do relator nessa fase inicial, quando ele decide se considera válido ou não o processo de cassação.

Depois que um membro do Conselho é escolhido para relatar o processo, o primeiro passo é decidir se o caso é admissível ou deve ser considerado inepto.

Na norma que está em vigor, se o deputado que relata o caso considerar sem justa causa o pedido de cassação, a não ser que haja recurso para votação no plenário, o caso é arquivado.

Na proposta do deputado, se a representação for considerada inepta, o voto do relator deve ser submetido automaticamente a votação pelos membros do Conselho.

Débora Álvares | Ranier Bragon
No fAlha


LAVA JATO DEVE SER ANULADA. TODAS AS DELAÇÕES PREMIADAS VIOLAM CÓDIGOS, LEIS OU A PRÓPRIA CONSTITUIÇÃO




Numa sociedade democrática, ninguém está acima das Leis, dos Códigos e da Constituição do país. Nem o juiz Moro. Portanto, mesmo ele deve se submeter a essas regras.

No entanto, levantamento feito pela revista Consultor Jurídico mostra que nenhuma das delações premiadas ao juiz Moro escapa de alguma ilegalidade.

Todos os acordos de delação premiada firmados na operação “lava jato”, que investiga esquemas de corrupção na Petrobras, possuem cláusulas que violam dispositivos da Constituição — incluindo direitos e garantias fundamentais —, do Código Penal, do Código de Processo Penal e da Lei de Execução Penal (Lei 7.210/1984). Isto é o que aponta levantamento inédito feito pela revista Consultor Jurídico. A pesquisa analisou os compromissos que 23 delatores celebraram com o Ministério Público Federal ou com a Procuradoria-Geral da República, desde o primeiro, firmado em 27 de agosto de 2014 pelo ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, até o do lobista Fernando Moura, formalizado em 28 de agosto de 2015. 
O ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki e o juiz federal Sergio Moro já homologaram os documentos. Mas, se os compromissos forem contestados judicialmente, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (PR, SC e RS), o Superior Tribunal de Justiça ou o próprio STF podem anular partes ou a íntegra deles. Neste caso, as provas e condenações decorrentes dos depoimentos podem ser derrubadas, colocando todo o caso em risco.[Fonte: Consultor Jurídico]

Resumindo, depois de montado todo esse circo, que se arrasta e arrasta o país há meses, recolhem-se os malabaristas, as trapezistas tiram os maiôs e colocam roupas sociais, o elefante balança a tromba e o rabinho, o palhaço limpa o rosto, desmonta-se o circo para remontá-lo mais adiante, em busca de uma nova forma de fustigar o governo.

Porque não é outro o objetivo da Lava Jato. Como o mágico que distrai a plateia dizendo combater a corrupção, quando seu objetivo é outro. A Lava Jato serve apenas de combustível para tentar derrubar um governo democraticamente eleito pela maioria dos brasileiros, em dois turnos, numa eleição reconhecidamente legal, conforme reconhece o TSE e agora até o partido derrotado, PSDB.


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Madame Flaubert, de Antonio Mello