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| A subserviência dos bobos da corte a serviço dos interesses estrangeiros |
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O Wikileaks revelou esta semana que William Waack e Fernando Rodrigues,
colunista do UOL, do grupo Folha de São Paulo, teriam mantido encontros
secretos com altos funcionários da Casa Branca para passar informações
ao governo norte americano.
O fato em si não causa nenhum espanto, nem no mundo mineral, devido ao
conhecimento geral, naturalizado e implícito, que estes personagens da
imprensa conservadora brasileira e as empresas de que são empregados,
comportam-se como prepostos de interesses externos, tentam fazer crer
para a opinião pública que, pela nossa incapacidade, deveríamos nos
alinhar com os poderosos da América.
Nenhum estupefato...
E quando houver revelações idênticas sobre Alexandre Garcia, Miriam
Leitão, Ali Kamel, Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor e outros tantos?
Também não será surpresa alguma.
A imprensa brasileira trava uma batalha insana contra a realidade e, em
geral, salvo algumas exceções, se organizam partidariamente para demolir
a estrutura de um Brasil que se constrói para todos e desqualificar
todos os movimentos de soberania nacional.
Onde há disputa no exterior em favor de interesses nacionais, está a
imprensa conservadora brasileira para desmontar esta postura e condenar
políticas que privilegiem o que nos identifica como nação e aquilo que
representamos, dentro e fora de nossos limites geográficos, pela nossa
grandeza.
Apesar de nos últimos 9 anos o Brasil ter vivido o maior período
consecutivo de crescimento econômico agregado a inclusão social de
dezenas de milhões de pessoas, a grande imprensa brasileira dedicou-se,
durante este mesmo período radicalmente, em seus noticiários a afirmar
que o país vive uma crise, que não se sente, e que suas previsões traçam
um destino, em curto prazo, nefasto para nós. Ano após ano tais
afirmações e previsões foram superadas pela vida real, pelo que se pode
nomear de Novo Brasil.
Mas o fôlego dessa gente que defende, com tintas e telas generosas,
interesses de nações estrangeiras não se esgotou, muito pelo contrário,
agora alimentam preconceitos e ódio, como o comentário infeliz do
infeliz Arnaldo Jabor sobre Orlando Silva, ao afirmar que finalmente o
ex-ministro "caiu do galho..."
Quanto mais avança-se para incluir todos os brasileiros ao Brasil, mais
conservadora e agressiva a reação destes grupos se torna.
De fora para dentro
Lá fora o que se percebe é uma idéia bem construída de que o Brasil hoje
é outro e o é desta maneira, somente, porque Lula mudou a trajetória de
uma nação de quase 200 milhões habitantes, de maneira democrática e
pacífica, estabelecendo prioritariamente a busca pela justiça social e
um papel preponderante nos organismos multilaterais, a altura dos
desafios de transformar-nos em liderança regional e global dos países em
desenvolvimento e fazer com que ouçam uma agenda por tempo demais
ignorada pelos mais ricos, do mundo e daqui.
O momento atual é de tensão no mercado internacional, graves crises
afetam as economias dos países mais ricos do planeta. A Europa
presencia, dramaticamente, o fracasso da zona do euro e os Estados
Unidos um colapso de seu sistema financeiro, desregulado e
demasiadamente injusto, produzindo milhões de desempregados onde antes
sonhava-se uma prosperidade contínua e quando seus jovens conseguiriam
juntar o primeiro milhão.
Onde situa-se o Brasil neste contexto?
Equilibrado, com sua situação fiscal elogiada interna e externamente, por especialistas e organismos respeitados.
Não há desemprego que gere convulsões sociais, como na Grécia, Estados
Unidos e Espanha, que superou os 21% de desocupação estes dias, muito
pelo contrário nossos índices estão situados entre os melhores da
comunidade internacional, muito próximos de configurarem um estado de
pleno emprego.
Mas o que se lê na imprensa daqui é um desestimulo ao investimento e ao
planejamento de médio/longo prazo do setor produtivo e conselhos, mal
disfarçados, para que as famílias parem de consumir como fazem até o
momento.
Por que?
Porque Waack e Fernando Rodrigues estão a serviço da inteligência norte
americana e a desserviço da soberania nacional. Não somente eles, mas
um conjunto de jornalistas, analistas políticos e econômicos, somados a
algumas empresas de comunicação que desprezam a realidade e apostam (e
até estimulam) na piora dos cenários que sustentam a estabilidade
econômica e social brasileiras, para poderem, enfim, gabarem-se de suas
certezas ultrapassadas.
Estas pessoas simbolizam a traição e o golpe contra o orgulho de sermos
brasileiros, representam a terrível sensação de que não podemos caminhar
nossos próprios rumos, com nossos próprios pés, que precisamos tirar os
sapatos para entrar nos países ricos e abaixar a cabeça para os
poderosos, sem emitir qualquer opinião ou discordância, a espera de
agrados que se sirvam a poucos, mas afortunados subservientes bobos da
corte infiltrados.
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