quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

RIO: Batam receberá verbas do PAC 2

Comunidade pacificada terá investimentos em habitação, saneamento e lazer

O GLOBO

● O governador Sérgio Cabral e o vice Luiz Fernando Pezão anunciaram, durante a inauguração do Espaço Infantil Batam, em Realengo, investimentos de R$ 80 milhões do governo federal na favela, que está pacificada. A comunidade receberá os investimentos do PAC 2, no próximo ano. Segundo o governador, os investimentos serão fundamentais para a segunda fase da pacificação do Batam: — O Batam será uma das comunidades que receberão os investimentos em
habitação, esgoto e pavimentação, além de um ginásio poliesportivo.

A inauguração do Espaço Infantil Batam aconteceu em clima de festa infantil. Com sorvetes, pizza, algodão doce, música e muita diversão, as crianças conheceram o futuro espaço. Realização do Rio Solidário – Obra Social do Rio de Janeiro, que tem a primeira-dama do estado como presidente de honra, o evento contou, ainda, com a presença do secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e do comandante geral da PM, Mário Sérgio Duarte.

A creche atenderá 200 crianças, de quatro meses a quatro anos, e vai gerar 50 empregos diretos na comunidade da Zona Oeste. Moradora do Batam, a autônoma
Josefa Maria, de 33 anos, não escondeu a felicidade com a chegada da creche: — Antes eu carregava minha filha no sol de um lado para o outro. Agora, já sei que posso deixá-la em um lugar seguro e ficar mais tranquila — comentou a mãe, grávida de 8 meses do segundo filho.

Os alunos da escola de música do Dona Marta e do grupo de capoeira do Batam se apresentaram durante a cerimônia. O presidente da Loterj, Sérgio Ricardo,
também contribuiu para a obra. Ele anunciou a doação de R$ 280 mil para a manutenção da creche.

Durante o evento também foram comemorados os dois anos da UPP do Dona Marta, que serão completados no próximo dia 19. O governador chamou a comandante
daquela UPP, Pricila Oliveira, e juntos, todos cantaram parabéns.

Postado por Luis Favre
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Do Blog do Favre.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Presidente se despede dos movimentos sociais no Salão Nobre do Planalto


Nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu no Salão Nobre do Palácio do Planalto cerca de 500 líderes dos mais diversos segmentos da sociedade civil – entidades sindicais, do campo, das mulheres, dos negros, de juventude, de economia solidária e de reforma urbana, entre outros. Organizado pela Secretaria-Geral da Presidência da República, responsável por coordenar as relações do governo com a sociedade civil, o Encontro com os Movimentos Sociais marcou a consolidação de um método de governo, adotado desde 2003, que possibilitou a construção de uma nova relação do Estado com a sociedade.

O diálogo responsável e qualificado com os movimentos sociais permitiu que os cidadãos passassem a participar e a influenciar na construção das políticas públicas do país, dando consequência prática ao princípio da democracia participativa, prevista na Constituição Federal de 1988. Ações que estão mudando a vida de milhões de brasileiros foram concebidas e implementadas em parceria com as grandes organizações populares do país.

Tanto políticas estruturais, nas diversas áreas, quanto decisões conjunturais relevantes são submetidas à análise da sociedade civil por meio de canais de interlocução com o Estado – conferências, conselhos, mesas de diálogo e ouvidorias – que já constituem, na prática, um verdadeiro Sistema Nacional de Democracia Participativa .Correio do Brasil
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Do Blog O TERROR DO NORDESTE.

Brasil produz droga melhor contra colesterol

Cientistas sintetizam de forma mais eficaz e barata fármaco usado para limpar as artérias

Antônio Marinho – O Globo

● Os brasileiros que precisam tomar todos os dias comprimidos de estatinas para controlar o colesterol elevado terão uma opção de tratamento tão boa quanto um dos melhores fármacos do mercado e mais barata. Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), integrantes do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Fármacos e Medicamentos (INCT-Inofar), descobriram uma forma inédita de produzir a atorvastatina (o princípio ativo do Lípitor, da Pfizer), a mais vendida de sua classe no mundo. A descoberta permitirá que um maior número de pacientes se beneficie de uma droga considerada boa, porém, muito cara. A patente do Lípitor expira no fim deste mês.

Cientistas liderados pelo professor Luiz Carlos Dias, do Laboratório de Síntese Orgânica do Instituto de Química da Unicamp, desenvolveram uma maneira mais viável e eficiente de obter a atorvastatina — indicada para baixar o colesterol ruim, o LDL, associado a doenças cardiovasculares. Para produzir a nova atorvastatina, foi preciso investigar reação por reação descrita na patente original (depositada nos Estados Unidos em 1989). Os cientistas também usaram menos solventes e reagentes para obter a fórmula, o que melhora o rendimento para produção em grande quantidade.

Essa pesquisa abre caminho para a fabricação de outros medicamentos caros e de uso pelo resto da vida. — Preparamos o medicamento a partir de uma rota, um
caminho, de síntese inédita, antes não descrita. A nossa atorvastatina é igual a da Pfizer, mas a estratégia de produção agora ficou mais curta e eficiente. Nosso produto poderá ser preparado em maior quantidade, de forma mais rápida, prática e barata — explica Dias.

O desenvolvimento do princípio ativo no Brasil terá grande impacto econômico, inclusive no Sistema Único de Saúde, já que o preço da atovarstatina de marca varia de R$ 120 a R$ 200, a caixa de 30 comprimidos, dependendo da concentração e da região do país. Mesmo o genérico do laboratório EMS, já disponível aqui, é caro: cerca de R$ 80. — Com esses preços, menos de 5% da população brasileira têm acesso ao medicamento que oferece o melhor efeito terapêutico para baixar o colesterol — afirma Dias. — Agora há uma chance desse número aumentar.

Estima-se que, só em 2009, as vendas do Lípitor geraram uma receita de R$ 400 milhões para Pfizer. No mundo, as vendas atingiram US$ 13 bilhões.

Composto também poderá ser exportado

A próxima ação do INCTInofar é patentear a nova atorvastatina — se houver verba, inclusive no exterior — e buscar parceria com laboratórios brasileiros interessados em produzi-la em larga escala, com o mesmo grau de pureza do produto de marca, visando até a exportação da molécula.

Uma grande dificuldade para se obter uma droga genérica é que as indústrias se antecipam ao fim de uma patente, registrando possíveis rotas sintéticas. Como as empresas farmacêuticas brasileiras não têm tradição nesse tipo de pesquisas, terminam comprando insumos para remédios de países como Índia e China. — A pesquisa nessa área no Brasil pode nos ajudar a produzir compostos mais complexos, inclusive para o mercado externo — comenta Dias. — Depois da aprovação da substância na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não será necessário fazer testes em seres humanos porque a droga já existe, é a mesma do Lípitor.

A patente do Lípitor já deveria ter expirado há dois anos, mas a Pfizer conseguiu na Justiça prorrogá-la até o fim deste ano. O INCT-Inofar foi criado em 2009, no âmbito do Programa dos INCTs do Ministério da Ciência e Tecnologia e é administrado pelo CNPq, com apoio do Ministério da Saúde, MCT e da Faperj. ■

A ação das estatinas

● A maior parte do colesterol, cerca de 60%, é produzida no fígado pela enzima HMG. Ele participa de reações importante, como, por exemplo, manter a integridade
das membranas das células. Para cumprir sua missão, o colesterol pega carona em moléculas formadas por gorduras e proteínas. A de baixa densidade, LDL, é ruim
porque leva o colesterol do fígado para o sangue, entupindo as artérias. As estatinas impedem que a enzima HMG atue no fígado, e o órgão reage aumentando o número de receptores de LDL.

Com o maior número de receptores, o órgão captura mais LDL no sangue. Isso ajuda a eliminar a quantidade de gorduras nocivas nas paredes das artérias.

Postado por Luis Favre
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Do Blog do Favre.

PIG ENTERRA SERRA


Após fracasso, PiG (*)
começa a desconstrução de Cerra
Publicado em 13/12/2010 Compartilhe
Saiu no Blog do Nassif:

Velha mídia começa a desconstrução de Serra
Cantei esse movimento no ano passado. O governo Serra era amplamente vulnerável, sem noção de gestão, de planejamento, um grande ausente do dia a dia da administração, preocupado apenas em operar politicamente. Em suma, havia material amplo para uma reavaliação da velha mídia, sobre o “grande gestor” Serra.

Esse processo – alertava no ano passado – teria início passadas as eleições. Haveria, de um lado, o desencanto da velha mídia por ter apostado todas suas fichas, empenhado sua credibilidade em um cavalo manco. Depois, a necessidade de derrubar o empecilho para abrir espaço para os novos futuros candidatos.

É o que está ocorrendo a olhos vistos. A Folha traz a matéria da WikiLeaks sobre as conversas entre Serra e a Chevron.

Hoje, no Estadão, duas matérias fortes. A primeira, sobre os gastos de saúde de Serra no último ano, com as tais policlínicas alardeadas por ele nos debates políticos – comentei inúmeras vezes que, por seu custo, era experiência que não podia ser massificada e, portanto, se transformar em política de saúde.

A matéria do Estadão (de Julia Duailibi e Daniel Bramatt) é completa, um jornalismo que ficou ausente no período eleitoral. Fala dos aumentos desmedido dos gastos em saúde. Ora, mas aumentar gastos em saúde não é uma prática socialmente responsável? Não, foi politiqueiro. Segundo a matéria, o próprio Secretário de Saúde, Luiz Roberto Barradas (grande sanitarista) ameaçou pedir demissão, em razão da explosão de custos do setor.

Dado importante é que de outubro de 2009 a outubro de 2010 – em pleno período eleitoral – houve crescimento de 37% nos repasses para as organizações sociais que administram unidades de saúde do Estado.

Gastos na Saúde estouram e viram problema para novo governo paulista – brasil – Estadao.com.br
Gastos na Saúde estouram e viram problema para novo governo paulista
Se previsões orçamentárias para 2010 forem alcançadas, despesas com o setor da Saúde chegarão a R12,5 bilhões, provocando aumento real de 22%, recorde para a área durante as gestões dos governadores José Serra e Alberto Goldman
13 de dezembro de 2010 | 0h 00

*Julia Duailibi e Daniel Bramatti – O Estado de S.Paulo

O estouro dos gastos na área da saúde tornou-se a principal preocupação para a equipe de transição do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). A abertura de Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) e unidades da Rede Lucy Montoro, entre outras medidas que serviram de vitrine na campanha do ex-presidenciável José Serra, levaram a um salto nas despesas em 2010.

Neste ano eleitoral, se as previsões orçamentárias da Secretaria da Saúde forem atingidas, as despesas correntes – com pessoal, material de consumo e repasses para organizações sociais, entre outras – chegarão a quase R$ 12,5 bilhões. Em comparação ao que foi desembolsado em 2009, será um aumento real – já descontada a inflação – de 22%, a maior variação anual da gestão Serra-Alberto Goldman.

A fatia referente à Saúde no bolo das despesas totais do governo vem aumentando ano a ano – era de 11% em 2006, chegou a 11,8% em 2009 e caminha para um recorde em 2010.

Para arcar com o crescimento dos custos, o Tesouro estadual liberou neste ano mais de R$ 1 bilhão em créditos suplementares para a pasta. Pesquisa no Diário Oficial mostra que, somente no último mês, foram enviados R$ 369 milhões.

Parte dos gastos foi coberta pelo crescimento da receita acima do previsto, na proporção do peso orçamentário da Secretaria da Saúde. Ainda assim, o Tesouro teve de enviar recursos extras para cobrir as despesas de 2010, segundo informações obtidas pelo Estado.

Ao analisar o crescimento das despesas, a equipe de transição deu o aval para o projeto de lei enviado para a Assembleia pelo governador Alberto Goldman (PSDB), no começo do mês, segundo o qual até 25% das internações na rede pública do Estado serão destinadas a pacientes com planos de saúde, que terão de ressarcir os cofres públicos pelo atendimento. Para integrantes do novo governo, a medida ajudará a financiar o crescimento dos gastos com a máquina.

Uma iniciativa parecida foi vetada por Serra, enquanto governador, em 2009. Na época, entre outros pontos, alegou-se que já havia legislação estadual e federal prevendo a cobrança dos usuários com planos de saúde. Mas integrantes do governo achavam que a aprovação da medida poderia ser um tiro no pé do ponto de vista político. Potencial candidato à Presidência, Serra seria acusado de ter promovido a privatização da saúde durante a campanha, avaliaram aliados do ex-governador.

“Houve uma tentativa de fazer e inaugurar obras muito rápido e com claro viés eleitoral. O crescimento é desproporcional de um ano para outro”, diz o deputado estadual Fausto Figueira (PT), que atua na área da saúde. “Um projeto como esse já havia sido aprovado pela Assembleia a pedido do governo, mas acabou vetado porque seria um desastre do ponto de vista eleitoral.”

“São Paulo ampliou bem o atendimento, com AMEs e novos hospitais. Isso justifica o aumento dos gastos. E o projeto de lei faz justiça nesta área: o seguro saúde vai ressarcir as despesas de quem paga convênio e foi atendido na rede pública”, afirmou o líder do governo na Assembleia, Vaz de Lima (PSDB).

Integrantes do governo e parlamentares tucanos revelaram ao Estado que Luiz Roberto Barradas, ex-secretário de Saúde da gestão Serra, que morreu neste ano, ameaçou pedir demissão em razão do crescimento dos custos do setor.

Desafio. Neste ano foram inaugurados 15 AMEs e 4 unidades da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, carros-chefe da gestão social do PSDB no Estado e que constavam do programa de governo tucano na eleição presidencial. “O desafio para o ano que vem é continuar investindo e pagar a conta”, afirmou um integrante do governo.

Especialistas apontam que o custeio na área da saúde é um dos mais altos entre todos os órgãos públicos. Além da compra de medicamentos, há avanços tecnológicos que, diferentemente de outros setores, encarecem os produtos.

“A construção de um hospital, por exemplo, pode custar R$ 100 milhões. Em um ano de uso, serão gastos outros R$ 100 milhões só para o funcionamento e manutenção”, afirmou o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB). “Sempre vai faltar dinheiro na saúde. Essa é uma discussão feita no mundo inteiro. O caro é a manutenção. Mas temos que ficar atentos aos gastos altos. São Paulo não fabrica dinheiro.”

“Não percebemos nenhuma melhora na compra de medicamentos ou pagamento de salários nas unidades hospitalares que justifique esse crescimento dos gastos. O que houve foi o crescimento dos repasses para as organizações sociais e aumento do processo de terceirização”, afirmou Hélcio Marcelino, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo.

As Organizações Sociais de Saúde (OSS), que administram hospitais de São Paulo, recebem grande parte da verba do setor no Estado. Levantamento feito pela assessoria técnica do PT na Assembleia mostra que, entre outubro de 2009 e outubro de 2010 houve um crescimento de 37% nos repasses do Estado para as organizações sociais, chegando a R$ 2,1 bilhões.

Serra tem escolta 3 vezes maior que antecessor – politica – Estadao.com.br

Serra tem escolta 3 vezes maior que antecessor

Ex-governador Lembo diz que tucano dispõe de 30 homens para segurança, mais que ele e Alckmin; Casa Militar define número, diz ex-secretário

Marcelo Godoy, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – O ex-governador José Sera (PSDB) tem à disposição 30 homens da Casa Militar (CM) de São Paulo. O número é um pouco mais do que o triplo do contingente de policiais que servem os ex-governadores Geraldo Alckmin (PSDB) e Claudio Lembo (DEM). Quem conta essa história é Lembo. “Ele tem 30 homens. Esse é um número público”, disse.

O Estado procurou Serra por meio de sua assessoria, mas não obteve resposta. O senador eleito Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), que foi seu secretário-chefe da Casa Civil, afirmou que quem fixa os efetivos da escolta é a Casa Militar. “O governador não diz quantos soldados devem compor sua escolta.”

Segundo ele, o que define o número de PMs são critérios técnicos. “Não é o capricho do governador. Isso é definido segundo as características de cada governador. O chefe da Casa Militar fixa o efetivo necessário. Não sei quantos, e ela (CM) não divulga por razões de segurança.”

O aumento da escolta teria ocorrido enquanto Serra ainda era governador. Depois que deixou o Palácio dos Bandeirantes, ele manteve a segurança, a exemplo dos ex-governadores, com base no decreto 48.526, de 2004. Este define que ex-ocupantes do cargo têm direito a escolta no período do mandato subsequente ao seu, mas não diz o tamanho da proteção – ex-presidentes da República têm o mesmo direito.

Alckmin manteve à sua disposição quatro soldados e um capitão e Lembo, um oficial e oito soldados. Atual secretário de Negócios Jurídicos da Prefeitura de São Paulo, Lembo governou o Estado em 2006, quando assumiu o cargo em substituição a Alckmin, que se afastara para concorrer à Presidência da República.

Ele disse que sua escolta era franciscana mesmo enquanto era governador. “Eu só tinha motorista e um ajudante de ordens (um capitão da PM). E eu enfrentei os ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital). Um governador não pode ter medo.” O democrata se refere aos ataques, em maio de 2006, que deixaram 47 agentes públicos mortos.

Austero

Lembo afirmou que procurava “ser austero”. “O Geraldo (Alckmin) também tinha muita austeridade.” O ex-governador afirmou não se lembrar quanto gastava em média por mês no palácio, mas disse que só despendia o essencial. “Tinha um cuidado miserável.” E criticou Serra, seu sucessor, dizendo que os gastos cresceram depois que ele saiu. “No meu tempo tinha vinha de São Roque”, disse.

Lembo diz que não fez grandes gastos. Depois que deixou o cargo, afirmou que foram construídos um restaurante para os funcionários no palácio. Este teria passado ainda por outras mudanças, como a saída das instalações da CM do andar superior do prédio, perto da ala residencial.

“Até hoje os PMs estão tristes. Ele (Serra) os pôs no subsolo”, afirmou. Além disso, Lembo lembrou que seu sucessor criou um jardim de inverno na ala residencial do palácio, onde antes “não havia nada”. “O Geraldo deixava os cachorros dele lá”. Lembo disse não saber se o “jardim é bonito”, “Mas a vista é muito bonita.”

Aloysio Nunes afirmou que as obras no palácio foram necessárias. Havia infiltração no prédio e a reforma do restaurante, além da garantir mais conforto aos funcionários, serviu para proteger obras de arte dos Bandeirantes que eram afetadas pela fumaça da cozinha. “Estranho que ele (Lembo) tenha esperado Serra deixar o governo para fazer essas declarações”, afirmou.


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Dez anos depois, Petrobras reassume 100% da Refap em Canoas


Compra deve impulsionar investimentos de mais de R$ 1,5 bilhão na refinaria
A Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), de Canoas, vai voltar a ser 100% brasileira. A Petrobras comprou de volta 30% das ações, que haviam sido adquiridas pela espanhola Repsol durante o governo Fernando Henrique Cardoso. A direção da estatal relatou a aquisição, nesta segunda-feira, ao deputado estadual Raul Pont (PT), líder da Frente Parlamentar Refap 100% Petrobras, que defendia a retomada do controle da unidade canoense pela petrolífera brasileira.
A compra deve impulsionar investimentos de mais de R$ 1,5 bilhão na Refap através das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), entre elas, a construção uma unidade de hidrotratamento para retirar o enxofre do óleo diesel. De acordo com Pont, o aporte vai adequar a refinaria aos padrões internacioanis de controle ambiental e torná-la mais moderna e competitiva. A movimentação financeira também deve gerar entre dois e três mil empregos, só na fase de construção.
Entenda o caso
Ao comprar uma fatia de ações da Refap em 2000, a Repsol passou a ter participação nas instâncias deliberativas da refinaria. A espanhola usava o poder de veto no conselho da Refap para se posicionar contra os investimentos do PAC.
Procurado por sindicalistas, o deputado Raul Pont criou a Frente Parlamentar Refap 100% Petrobras na Assembleia Legislativa. Em 1º de dezembro, parlamentares foram até o Rio de Janeiro para conversar com os diretores da Petrobras sobre a possibilidade de a petrolífera compras as ações de volta.

Desgoverno Serra causa 49 pontos de alagamento: é o Programa “Alaga São Paulo”

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Temos repetido, até enjoar (clique aqui e enjoe), que à chuva compete chover.

Segundo a minha neta de quatro anos, para, entre outras coisas, molhar as plantinhas, verduras, legumes e árvores frutíferas.

A chuva não tem culpa se o Desgoverno Serra não investiu em macro-drenagem e o Kassab não investiu na limpeza da rede de drenagem.

Essa dupla demo-tucana é que, com o seu desgoverno, causou hoje – e causará até o final de janeiro – 49 pontos de alagamento.

É o Programa “Alaga São Paulo” em toda a sua pujança!

Quando, pelo amor de Deus, as Organizações Serra (Globo, Estadão e Veja, entre outros) informarão corretamente os seus cada vez menos leitores?

Até quando vão culpar Deus pelos constantes alagamentos em São Paulo?

Fonte: Folha.com

Do Blog Festival de Besteiras na Imprensa.

Cerra, o 2º maior dos entreguistas

Conversa Afiada - Publicado em 14/12/2010


Bessinha sabe bem como é a relação do PSDB com os EUA


Uma das notáveis vantagens do Wikileaks – que o Bonnner chamava de uaiquiliquis – é que ele confirma as suspeitas.

O Conversa Afiada sempre suspeitou que por tras da loucura do Padim Pade Cerra havia uma lógica.

A Bolívia é a responsável pelo consumo de cocaína nos Jardins, em São Paulo.

Fechar o Mercosul.

Colocar o ataque ao Irã no centro de uma “política” externa.

Qual a lógica desse bestialógico numa campanha eleitoral ?

A Bolívia enfrenta os Estados Unidos e não deixa instalar lá uma força tarefa “colombiana” de combate ao tráfico.

O Mercosul forte é a alternativa brasileira à Alca dos Estados Unidos.

O uaiquiliquis demonstrou que o Irã é o centro da política externa americana.

Ou seja, a lógica do Cerra na campanha era a lógica da política externa americana.

Não havia loucura nenhuma.

Como sempre houve lógica no entreguismo do Cerra.

Na defesa dos contratos de “concessão” do pré-sal, contra os de “partilha”.

É o que demonstra agora o uaiquiliquis, de forma lapidar (de “lápide”, “túmulo”):

“… novas rodadas (para explorar o pré-sal) não vão acontecer…

“… o modelo antigo (de “conceder”, “dar”) funcionava…”

” … mudamos de volta …

E diz a interlocutora, a funcionária da Chevron, membro do Instituto Brasileiro (?) de Petróleo:

” … as regras sempre podem mudar depois …”

A Dilma teve a percepção correta na campanha: essa eleição era sobre o pré-sal.

E a próxima eleição também, segundo a privilegiada funcionária da Chevron, que trata de graves assuntos, com tanta intimidade, com um candidato à Presidência do Brasil.

Como se isso aqui fosse um quintal.

Um Porto Rico – grande.

Para ela, a funcionária americana subalterna, depois a gente muda isso …

A gente: a Chevron e o PSDB do Davizinho e do Cerra.

O uiquiliques tem essa vantagem: confirma tudo.

Alguém tinha dúvida de que o Nelson Johnbim fosse um trêfego – como dá a entender o telegrama do embaixador americano ?

Ele, Nelson Johnbim que, no passado, já demonstrou não estar muito convencido de que o Brasil mereça ter 200 milhas territoriais – e, logo, direito ao pré-sal.

Alguém tinha alguma dúvida de que o Cerra é entreguista ?

O que será que eles dois discutiam – Cerra e Johnbim -, quando dividiam o apartamento funcional da Camara, em Brasilia ?

Como vender a Floresta Amazônica à L’Occitane ?

O Pão de Açucar ao Trump ?

Itaipu à Disney ?

Johnbim e Cerra fazem parte da mesma matriz ideológica do Farol de Alexandria, o pai da Teoria da Dependência: não adianta espernear porque seremos sempre dependentes.

Só que o Farol dá menos bandeira.
O Johnbim e o Cerra são mais “unusual”, como diria o Embaixador americano do Johnbim.

“Trêfegos”, pode ser a tradução.

O centro a questão brasileira é o pré-sal.

A indústria de equipamentos.

O domínio da tecnologia para fazer máquinas que explorem o petróleo em águas profundas.

Todo país que cresce é petroquímico-dependente, disse Dilma.

O ponto é: e de quem deve ser o pré-sal ?

Da Chevron ou do povo brasileiro ?

O resto é o luar de Paquetá, diria o Nelson Rodrigues.

E, como “depois a gente muda isso”, essa pergunta permanecerá por muitas eleições no centro da política brasileira: nós ou a Chevron ?

A Petrobras ou a Petrobrax ?

Só que o Padim Pade Cerra não é o maior dos entreguistas.

Como também não foi Roberto Marinho, que invariavelmente defendeu os interesses das chevrons, contra a Petrobras.

Como, hoje, os filhos do Roberto Marinho – eles não tem nome proprio – escondem – segundo o Stanley Burburinho – que o Cerra ia mudar o pré-sal para a Chevron.

Roberto Marinho, como os filhos, hoje, são sardinha nesse jogo de peixe grande.

O maior de todos os entreguistas foi o Carlos Lacerda.

Esse, sim, tinha talento e esteve muito perto de entregar o ouro aos bandidos.

Lacerda tinha consistência.

Não tinha escrúpulos – como o Cerra -, mas tinha Norte.

O Padim Pade Cerra, não.

Esse é um desnorteado.

Todavia, não é maluco.

A loucura dele tem lógica.

Mas, como diz o Brizola Neto, quem nasceu para Serra nao chega a Carlos Lacerda.

A Chevron acaba de descobrir isso.


Paulo Henrique Amorim
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Como o jovem Wikileaks provoca a ira de velhos gigantes



Americanos de olho no pré-sal. As duas caras de José Serra

“O cônsul confirma a percepção da executiva [da petrolífera americana Chevron] ao escrever que fontes do Congresso disseram que Serra recomendara ao PSDB e outros partidos da oposição que fizessem emendas aos projetos, mas não se opusessem a eles. Diante desse cenário, a estratégia das petrolíferas para barrar a aprovação do novo marco do pré-sal seria fazer lobby no Senado por meio do IBP e de outras entidades como Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Embora, na sua avaliação, Hearn tenha escrito que a mudança na Lei do Petróleo pode afetar o interesse das companhias americanas, em diversos outros telegramas as empresas reafirmam sua intenção de permanecer no Brasil, mesmo com a alteração nas regras”.

O GLOBO – Americanos de olho no pré-sal

“Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.

Folha SP – Petroleiras foram contra novas regras para pré-sal

Vemos que enquanto José Serra recomendava à oposição a não se opor ao projeto do governo e limitar-se a apresentar emendas, o mesmo Serra explicava para a mesma executiva de Chevron que reverteria a lei aprovada pelo governo Lula no pré-sal, caso fosse eleito.

Curiosamente O Globo omite que José Serra tinha afirmado que reverteria a decisão do novo marco regulatório e mesmo que tenha dito para Chevron que depois poderiam voltar. Ao contrário do Globo, a Folha traz esses trechos dos telegramas revelados pelo Wikileaks.

Relembremos que em consonância com os interesses das empresas americanas de petróleo, a oposição veiculou em 2009 as emendas redigidas pelo IBP e José Serra evitava tomar abertamente posição sobre o assunto.

Já em 2010, com a passagem de Serra ao segundo turno, David Zylbersteajn revelou que tinha proposto para José Serra reverter o sistema de partilha. O candidato tucano pretendeu que a posição de Zylberstajn não era representativa do seu pensamento, enquanto cogitava, caso eleito, implementar o projeto explicitado pelo próprio Zylberstajn.

De sorte que enquanto Serra publicamente evitava endossar a proposta de manter o sistema anterior no pré-sal, nos bastidores afirmava para a representante da petroleira norte-americana que procederia de acordo com o que elas defendiam.

Luis Favre

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Do Blog do Favre.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Entrevista do Presidente Lula ao Domingo Espetacular



A equipe do programa Domingo Espetacular (TV Record) viajou com o presidente Lula desde Georgetown, capital da Guiana, ao Brasil, em um dos últimos compromissos dele fora do país antes do fim do mandato.
A entrevista exclusiva concedida à repórter Adriana Araújo, que acompanhou o presidente de uma maneira inédita: foi a primeira vez que uma equipe de televisão viajou junto com a comitiva no avião presidencial.

Serra iria entregar pré-sal para petroleiras americanas

Cara do Serra quando ler a matéria da Folha, lá pelo meio-dia (hora em que ele acorda)

Agora fica mais claro o porque da baixaria da campanha Serra contra a Dilma.

Como foi várias vezes insinuado – e agora confirmado pelo WikiLeakes – o que estava em jogo era a maior riqueza comercial do Brasil: o petróleo do pré-sal.

E o Serra com aquela conversa mole de que iria estatizar a Petrobras!

O pior é que muita gente (boa?) acreditou no entreguista.

Triste final de carreira para um cara que foi líder estudantil, no início dos anos de chumbo.

O que dirá, com essa notícia, o Merval, a Míriam, o Sardenberg e o Augusto Nunes, entre outros?

Leiam ao texto de matéria do site Folha.com:

“As petroleiras americanas não queriam a mudança no marco de exploração de petróleo no pré-sal que o governo aprovou no Congresso, e uma delas ouviu do então pré-candidato favorito à Presidência, José Serra (PSDB), a promessa de que a regra seria alterada caso ele vencesse.

É isso que mostra telegrama diplomático dos EUA de dezembro de 2009 obtido pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch). A organização teve acesso a milhares de despachos. A Folha e outras seis publicações têm acesso antecipado à divulgação no site do WikiLeaks.

“Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.”

Do Blog Festival de Besteiras na Imprensa.

Salários sobem muito acima da inflação

Conjuntura: Reajustes totais obtidos por sindicatos com data-base no segundo semestre ficaram perto de 10%

Davilym Dourado/Valor
Torres, dos metalúrgicos de SP: “Os reajustes foram melhorando, culminando com este de 2010, o melhor da década”


João Villaverde | VALOR

O aumento da inflação não impediu que os acordos salariais firmados no quarto trimestre atingissem reajustes próximos à casa dos dois dígitos. De setembro a novembro, quando a maior parte dos sindicatos com data-base no segundo semestre negocia salários, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) saltou 1,1 ponto percentual, passando de 4,3% nos 12 meses acumulados até 1º de setembro para 5,4% nos 12 meses acumulados em novembro.

Ainda assim, os 270 mil metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, cuja data-base é em novembro, conquistaram os mesmos 9% que os 102 mil metalúrgicos do ABC atingiram em setembro. O aumento real, no entanto, foi diferente – enquanto no ABC os salários tiveram um salto de 4,7% acima da inflação, em São Paulo e Mogi esse reajuste foi de 3,6%.

Se no primeiro semestre do ano o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) levantou que o equivalente a 87% das categorias obtiveram reajustes salariais acima da inflação – o maior percentual da série histórica do Dieese -, o segundo semestre, avalia José Silvestre, coordenador de relações sindicais do Dieese, “foi, no mínimo, igual”. O Valor levantou dez categorias, em diferentes regiões do país, com data-base no segundo semestre e o “pior” aumento real que encontrou foi de 1,7%.

Para Vanderlei Sartori, diretor da Federação de Trabalhadores nas Indústrias de Alimentos do Paraná, o período entre julho e dezembro de 2010 pode ser chamado de “o melhor segundo semestre da história”. Os quase 80 mil operários representados pela entidade tiveram um reajuste de 8,7% nos salários, embutindo um aumento de 3,1% acima da inflação.

A euforia do sindicalista paranaense foi dividida por comerciários de São Paulo e Florianópolis, trabalhadores na indústria têxtil de Caxias do Sul (RS) e de Blumenau (SC), garçons e gerentes de restaurantes e hotéis cariocas e eletricitários do Sergipe, que não tiveram reajuste real, mas tiveram sua dívida com o plano de saúde cortada em 42 pontos percentuais por mês e um abono de R$ 1 mil.

Antes deles, no começo do semestre, metalúrgicos de Campinas e São José dos Campos, em São Paulo, e de Curitiba, no Paraná, também conquistaram reajustes recordes, com taxas próximas à casa dos dois dígitos. Situação semelhante à de petroleiros e bancários que, em setembro e outubro, respectivamente, garantiram aumentos salariais de 9% nominais.

“Tivemos ganhos reais acima das nossas demandas mais otimistas”, diz Sartori, para quem as empresas já se dispunham a conceder aumentos reais logo de partida, diferentemente das negociações tradicionais, em que oferecem apenas a reposição da inflação na primeira reunião. “Até nós ficamos surpresos”, diz.

Cerca de 510 mil comerciários paulistas tiveram, neste mês, o maior reajuste salarial da década, depois que os sindicatos dos comerciários de São Paulo (470 mil trabalhadores) e Campinas, Valinhos e região (40 mil comerciários) conquistaram uma alta nominal de 7,5% nos salários.

Os quase 300 mil trabalhadores de indústrias químicas de São Paulo tiveram reajuste real de 2,8%, em acordo fechado no início do mês. Os 50 mil funcionários das mais de 6 mil padarias da Grande São Paulo tiveram, no mês passado, reajuste de 8,7% nos salários, sendo 3,14% acima da inflação. Segundo Francisco Pereira, o Chiquinho, presidente do sindicato, o momento de entusiasmo econômico facilitou nas negociações.

“Quando sentamos para conversar, os patrões sempre surgem com dados negativos, parece que estão falidos”, diz Chiquinho, para quem “dá vontade de tirar as moedas do bolso e dar a eles”. Chiquinho afirma que os sindicatos precisam estar “muito bem informados sobre a economia” para dialogar.

Os reajustes salariais expressivos são resultado de dois fatores combinados – o bom momento vivido pela economia, cujo Produto Interno Bruto (PIB) pode registrar avanço superior a 7,5% pela primeira vez em 24 anos, e a forte geração de empregos – saldo de 2,4 milhões de vagas formais criadas entre janeiro e outubro e queda na taxa de desemprego. Com isso, o trabalhador passa a ser “disputado” pelas empresas. Esse processo, explica Silvestre, do Dieese, dá aos sindicatos maior poder de barganha no momento de negociar acordos mais relevantes – seja nos salários, seja nas condições trabalhistas (cestas básicas, redução de jornada e horas extras).

“Conseguimos, neste ano, realizar pequenas paralisações e greves em grandes empresas, expediente que não realizamos há muito tempo”, afirma Sartori, para quem as greves foram “decisivas” para os reajustes recordes.

“Nos últimos seis anos tivemos reajustes crescentes, culminando com este resultado de 2010, o melhor da década”, diz Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, que garantiu reajuste de 9% para os 270 mil trabalhadores no Estado, cuja data-base ocorre em novembro. “O forte crescimento do país, puxado, neste ano, pela retomada da indústria, que sofreu mais a crise em 2009, ajudou a mobilizar os trabalhadores, que passaram a ter várias empresas oferecendo empregos e aumentos salariais”, afirma o líder sindical. “Vimos placas de ‘precisa-se’ nas portas das fábricas, algo que estava extinto havia 20 anos”, diz Torres.

Mesmo quem não aproveitou a bonança, no segundo semestre, não ficou decepcionado. O Sindicato dos Eletricitários de Sergipe conquistou, com a Energisa, um acordo que apenas repõe a inflação. Mas Sergio Alves, presidente do sindicato, avalia que o acordo foi “dos melhores possíveis”, uma vez que a principal demanda dos cerca de 900 trabalhadores era reduzir o reajuste de 66% que as mensalidades do plano de saúde sofreriam a partir de janeiro. “Rebaixamos para 24%, além de um abono de R$ 1 mil”, diz Alves.

Acordos elevam custo da mão de obra

VALOR | De São Paulo

Os aumentos reais conquistados pelas diferentes categorias de trabalhadores da indústria refletem no custo da folha de pagamento real média por trabalhador do setor. O indicador, pesquisado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dentro da Pesquisa Mensal de Emprego na Indústria, mostrou que em outubro deste ano o salário médio real estava 5,5% maior que o valor pago em outubro do ano passado. Este foi o sexto ano seguido de aumentos reais no salário médio da indústria.

Na série do IBGE, que começa em 2001, o valor real da remuneração dos trabalhadores da indústria caiu nos anos de 2002 e 2003, começando a recuperação em 2004. Desde então – sempre considerando o valor pago nos meses de outubro – o salário real subiu 28,8% acima da inflação no setor de transformação e expressivos 68% na indústria extrativa. Nesse caso, o aumento médio real reflete, também, a composição do emprego no setor, que vem demandando cada vez mais profissionais qualificados.

Este processo, explica José Silvestre, coordenador de relações sindicais do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), é impulsionado pelo crescimento da economia. Especialmente, diz Silvestre, “se o crescimento for puxado pelo mercado interno, porque desta forma não é concentrado só na indústria exportadora, mas em todo o conjunto da economia”.

Na década, a economia passou de um crescimento médio de 2,3% entre 2000 e 2003 para 4,7% entre 2004 e 2007, e 4% nos últimos três anos, considerando a alta de 7,5% estimada pelo governo para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2010. Os sindicalistas afirmam que os elevados reajustes, no entanto, ainda são inferiores aos ganhos de produtividade. (JV)

O peso da inflação

Os sindicatos “rivais” dos metalúrgicos do ABC e de São Paulo, ligados, respectivamente, à CUT e à Força Sindical, obtiveram o mesmo reajuste nos salários: 9%. No entanto, o ganho real dos 60 mil metalúrgicos do ABC (sem contar as montadoras) foi de 4,7%, enquanto os 270 mil operários de São Paulo e Mogi das Cruzes embolsaram 3,6% além da inflação. Essa diferença é explicada pelo momento da data-base. Enquanto o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC negocia em setembro, quando a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulava 4,3% nos 12 meses terminados naquele momento, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes fecha seus acordos em novembro, quando os 12 meses acumulados do INPC já registravam 5,4%. O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Têxtil de Caxias têm duas datas-base: em outubro, com INPC a 4,7%, e em novembro, com inflação a 5,4%. Os acordos foram de 7% e 7,7%, respectivamente. Os ganhos reais foram, portanto, iguais para os cerca de seis mil trabalhadores de Caxias do Sul e outros 52 municípios representados pelo sindicato. Segundo Nurimar Vieira Valmini, diretor do sindicato, o “cenário perfeito” seria aquele que combinasse crescimento econômico, que dá poder de barganha aos sindicatos, com inflação baixa, que amplia o ganho real.

Postado por Luis Favre
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Do Blog do Favre.

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