quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Na primeira “crise”, os primeiros sinais do governo Dilma
A agenda de um governo muitas vezes se define pelos seus primeiros sinais. Eles, em geral, não são muito diretos e até por isso são comumente ignorados pelo jornalismo tradicional, que vive de futricas.
No meio da campanha, os analistas dos veículos tradicionais insistiram na tese de que o dono do governo Dilma seria o PMDB.
Que o partido de Temer teria uma participação muito maior na era Dilma do que na de Lula. E que o PT teria de se contentar com um naco muito menor de poder.
Na formação inicial do governo, essa tese não se confirmou. Muito pelo contrário.
O PMDB perdeu duas pastas importantes, Saúde e Comunicação, “trocadas” por Assuntos Estratégicos e Turismo, bem menores e menos influentes.
Comunicação e Saúde passaram exatamente para as mãos do PT. E para gente da estrita confiança da presidenta eleita, Alexandre Padilha e Paulo Bernardo.
O que está por trás dessa decisão de Dilma? Ela está querendo apenas mostrar quem manda no governo para o partido de Temer? Por que ela decidiu mexer no vespeiro da aliança política que a levou ao Palácio cutucando exatamente seu aliado preferencial?
De fato, há um sinal claro de que Dilma dá um recado geral: “o governo é de todos nós, mas a última palavra é minha”.
Mas isso não explica o risco que a operação política de tirar o PMDB do controle da Saúde e da Comunicação implica. Há um algo mais aí.
Dilma escolheu, entre outras, as áreas de Saúde e de Comunicação como estratégicas do seu governo. E por isso resolveu enfrentar as feras logo de cara para controlar esses setores.
Na Comunicação, a presidenta não deve deixar a regulação da mídia de lado, mas a menina dos olhos vai ser a Banda Larga.
Ao escolher Paulo Bernardo, Dilma aponta que essa será uma de suas prioridades, pois quando estava no Planejamento o ministro realizava o plano estratégico deste setor.
A Banda Larga com preço acessível para a classe C parece ter sido um dos programas eleitos por Dilma para ser uma das marcas do seu mandato. Não vai ser o seu Bolsa Família, mas tem potencial para ser algo como o Luz para Todos da era virtual.
Outra ação que Dilma quer tornar marca deste seu mandato é a melhoria no atendimento à saúde. Ou seja, acabar com as filas no SUS e dar padrão de qualidade no setor público à média do setor privado.
A intenção da presidenta parece ser a de levar à Saúde procedimentos semelhantes aos que foram implementados na Educação no que diz respeito ao gerenciamento estratégico da área e à construção de indicadores.
Dilma quer uma gestão inteligente no ministério e tinha convicção de que isso só poderia ser realizado por alguém com tino político, mas sem compromissos de compadrio. Por isso, escolheu Padilha.
A ele vai caber a missão de trabalhar com senso de prioridade para mudar a realidade do setor sem fazer alarde, mas possibilitando que ao fim de quatro anos a presidenta possa falar da área com orgulho, o que não foi possível ao final dos oito anos de governo Lula.
A presidenta parece também estar convencida que a Saúde é fundamental para a ação de segurança pública ter eficiência no combate à proliferação do uso de drogas, especialemente o crack.
Furtos e pequenos crimes nas grandes cidades guardam relação com eessa droga e Dilma já tratou da questão em vários dos seus pronunciamentos, incluindo o discurso da posse no Congresso.
Ainda é cedo para fazer prognósticos sobre o governo que se inicia. Mas as primeiras cartas lançadas parecem mostrar que Comunicação e Saúde não serão patinhos feios deste governo.
Quanto ao PMDB, o partido vai ser compensado pelas perdas que teve nessas áreas. Isso já estava no cálculo.
Mas quanto mais chiar, menos vai levar. Na lógica de Dilma, não funciona a intimidação e a pressão. É bom o PMDB levar em conta que a nova presidenta não abriu o bico nem sob tortura. E na época era só uma jovem.
PS: Esta é a primeira nota de 2011. Agradeço a todos que contribuiram com este blog no ano passado e pretendo torná-lo, aos poucos, ainda mais atraente neste ano.
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Creches: promessa de Dilma começa a se efetivar em 223 cidades
O Ministério da Educação (MEC) já selecionou os primeiros municípios que receberão recursos para construção de creches e quadras poliesportivas por meio da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Nesse primeiro grupo, 223 municípios receberão verba para construção de 520 creches e 98 para 213 quadras.
A construção de 1,5 mil centros de educação infantil ao ano foi uma das plataformas de campanha da presidenta Dilma Roussef. Atualmente, apenas 20% das crianças de 0 a 3 anos têm acesso a creches no país. Essa primeira lista de contemplados inclui municípios com mais de 50 mil habitantes e localizados em regiões metropolitanas. São Paulo é o estado com o maior número de projetos atendidos: 103 creches. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro (59), Rio Grande do Sul (55) e Minas Gerais (51).
O Rio de Janeiro foi o município com mais projetos selecionados: receberá verba para construir 30 creches. De acordo com o coordenador-geral de Infraestrutura Educacional do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Tiago Radunz, a seleção é feita com base no número de projetos inscritos e na demanda por vagas em creches que há naquela região.
“O Sul e o Sudeste concentram os municípios de maior porte. Por isso, tiveram mais projetos selecionados. Mas no grupo 3 do PAC [formado por cidades de menor porte], que está sendo analisado, há uma quantidade muito grande de municípios inscritos”, explica Radunz. Segundo ele, há previsão de que mais duas listas sejam divulgadas até o final de abril. A meta é fechar 2011 com 1,5 mil creches.
De acordo Radunz , a inclusão das creches e quadras esportivas no PAC 2 facilitou a liberação dos recursos do governo federal para as prefeituras. Antes, esse repasse era feito pelo Programa Nacional de Reestruturação e Aparelhagem da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância) por meio convênios. Havia uma queixa por parte dos prefeitos da quantidade de documentos e pré-requisitos que precisavam ser atendidos para receber a verba. Nessa nova etapa, os projetos são viabilizados a partir de termos de compromisso.
“É menos burocracia [pelo PAC 2]. Na modalidade de convênio pode haver contingenciamento orçamentário. Os prazos para que as prefeituras regularizem a documentação é dado ao longo do processo [pelo PAC 2 ]. Mas alguns critérios técnicos e de segurança precisam ser seguidos”, explica Radunz.
A partir da divulgação da lista dos contemplados, começa o processo de assinatura dos termos de compromisso e posterior repasse. O MEC disponibiliza para as prefeituras dois tipos de projeto de creche formulados a partir de critérios técnicos necessários para atender o público de 0 a 3 anos. Segundo Radunz, o total de recursos ainda que será liberado ainda está sendo definido com o Ministério do Planejamento.
Fonte: Agência Brasil
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Do Blog ContrapontoPIG.
UPP avança pela Zona Norte do Rio
Bope começa hoje a ocupar quatro favelas vizinhas ao Morro dos Macacos

Ana Cláudia Costa – O GLOBO
O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) vai dar, na manhã de hoje, o pontapé inicial para a implantação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) nos morros do Quieto, do Sampaio, da Matriz e São João, que ficam nos bairros de Engenho Novo, Sampaio e Riachuelo. As favelas ficam juntas ao Morro
dos Macacos, que antes da pacificação era dominado por uma facção rival. O anúncio foi feito ontem pelo governador Sérgio Cabral durante a inauguração da primeira agência bancária na Cidade de Deus. Consolidada a UPP nessas comunidades, a previsão é de que, ainda neste semestre, os morros do Encontro e da
Cachoeirinha, no Lins de Vasconcellos, ao longo da Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, sejam pacificados. Hoje há 13 UPPs inauguradas.
— É uma alegria para mim ver a UPP chegar a essa região. Viraremos para o lado do Engenho de Dentro. Eu nasci no Engenho Novo, ali perto. É bom saber que o povo daquela região começa, a partir de amanhã, a ter sua UPP instalada. Começamos com Macacos e viramos para o Engenho Novo. Vamos virar para o outro lado, mas não posso falar tanto porque o artilheiro é o Beltrame — disse o governador.
Projeto começou pela Zona Sul
● A instalação da 14a- UPP no Rio segue o cronograma da Secretaria de Segurança. Após livrar do tráfico a maioria das favelas da Zona Sul, a pacificação seguiu rumo ao Centro (Morro da Providência) e, depois, chegou às comunidades da Tijuca e arredores. Ainda faltam, no cronograma do governo, instalar unidades nos morros da Mangueira e do São Carlos, no Estácio. Em direção ao Engenho de Dentro, onde fica o Engenhão, estão favelas como Cachoeira,
Encontro, do Amor e Camarista Méier. No eixo entre a Zona Sul e os complexos do Alemão e da Penha — que foram retomados no fim do ano passado, antes do previsto no planejamento da Secretaria de Segurança — ainda há favelas importantes sob o domínio do tráfico como a do Jacarezinho, de Manguinhos e até mesmo o Complexo da Maré.
A partir de hoje as equipes do Bope circularão nesses morros, que ficam às margens da Avenida Marechal Rondon e da Rua Barão de Bom Retiro, principais acessos da Zona Norte ao Centro. Um ônibus munido com câmeras capazes de captar imagens a uma distância de três quilômetros ficará nas favelas para fazer
o mapeamento da região. A presença do Bope vai preceder a inauguração da UPP, que ainda não tem data ou mesmo sede definida. Apesar do aparato, o comandante do Bope, tenente-coronel René Alonso, disse que não espera enfrentamento com o tráfico quando as patrulhas chegarem. O comandante explicou
que, quando a polícia ocupou o Morro dos Macacos para a implantação da UPP, o Bope fez diversas operações nos morros da Matriz e São João, que ficam do outro lado do maciço, apreendendo drogas. — Já fizemos várias incursões nessa região e acredito que não haverá confrontos ou resistência. Apesar de tudo vamos preparados porque uma operação de ocupação é sempre uma operação de ocupação — disse o tenente-coronel.
Foi do alto do Morro São João, que traficantes da maior facção criminosa do Rio de Janeiro derrubaram o helicóptero Fênix 3 da Polícia Militar em outubro de 2009, durante uma guerra com traficantes rivais do Morro dos Macacos. Na ocasião, dois cabos e um soldado da PM que estavam a bordo da aeronave morreram. O piloto e o co-piloto ficaram feridos. Após derrubarem o helicóptero, traficantes atearam fogo em vários ônibus para dar fuga ao traficante Fabiano
Atanázio, o FB, que chefiou a invasão ao Morro dos Macacos. Em outubro do ano passado, um ano após a queda da aeronave, o governo do estado iniciou o processo de pacificação na região. O primeiro morro a ser contemplado foi o Morro dos Macacos, em Vila Isabel, alvo da cobiça de traficantes da maior facção criminosa do Rio. A UPP do Morro dos Macacos foi inaugurada no final de novembro do ano passado, em meio à ocupação dos complexos da Penha e Alemão pelas forças de segurança. Nessas favelas se escondiam traficantes que lideraram a invasão o Morro dos Macacos e atiraram no helicóptero da PM.
Em sua posse, no primeiro dia do mês, o governador Sérgio Cabral anunciou que, até 2014, todas as favelas serão pacificadas. Dados da Secretaria de Segurança apontam que 140 comunidades receberão UPPs no estado. Até o momento, já foram instaladas UPPs nos morros Santa Marta, Batan, Cidade de Deus, Tabajaras, Pavão/Pavãozinho e Cantagalo, Chapéu Mangueira e Babilônia, Providência, Borel, Salgueiro, Formiga, Andaraí, Turano e Morro dos Macacos. No Macacos, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, foi pessoalmente hastear a bandeira do Brasil e do Bope quando o morro foi totalmente tomado dos traficantes.
Complexo do Alemão e Vila Cruzeiro terão colônia de férias
Oficinas de cultura e esportes vão beneficiar três mil crianças e jovens
● Moradores das comunidades do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro vão poder desfrutar de uma colônia de férias organizada pela prefeitura. O evento vai reunir três mil crianças e jovens com idades entre 7 e 17 anos. As oficinas começam no próximo dia 10 e se estendem até 30 de janeiro. Atividades esportivas
e culturais serão realizadas em quatro pontos: na Vila Olímpica Carlos Castilho, no Parque Ary Barroso, na sede do Instituto Brasileiro de Inovação em Saúde Social (IBISSRio) e no Clube Paranhos. Além da colônia de férias, a região que abriga as duas favelas recém ocupadas pela Força de Pacificação vão fazer parte, pela primeira vez, do roteiro de peregrinação da imagem de São Sebastião, padroeiro da cidade, durante os festejos de aniversário do Rio. A Arquidiocese do Rio informou que, este ano, a imagem de São Sebastião percorrerá a cidade por 13 dias. ■
Comentários Tags: BOPE, criminalidade, governo RJ, Polícia, UPP, violência
Do Blog do Favre.
Decisão soberana
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Do Blog O Esquerdopata.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
O PIG até agora tá com diarréia...




Do Blog DESABAFO BRASIL.
Despenca audiência do jornal dos tucanos:"JN" perde um de cada quatro espectadores
Uma ntinha publicado na coluna Outro Canal, deve deixar os tucanos preocupados. Afinal, JN sempre foi a bancada de propaganda do PSDB n TV. O "Jornal Nacional" (Globo) fechou 2010 com a pior audiência de sua história.Segundo pesquisa do Ibope, o noticiário registrou em 2000 média de 39,2 pontos, com 56% de share (participação entre TVs ligadas). (Cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande SP). Enviar por email
Por: Helena™ 3 Comentários Link para esta postagem
Do Blog Os Amigos do Presidente Lula.
Governo pede investigação de ameaças contra Dilma por usuários do Twitter
Publicado em 04/01/2011, 17:00
Última atualização às 19:07
São Paulo - As ameaças de morte feitas por usuários do Twitter contra a presidente Dilma Rousseff, durante a cerimônia de posse no sábado (1º), serão investigadas pelo Ministério Público Federal. O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) em entrevista à Rede Brasil Atual afirmou que enviou ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pedido de abertura de investigação para que a denúncia seja apurada.
Segundo o deputado, as informações foram passadas também ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que se prontificou em levar o caso adiante e confirmou a abertura da investigação. "Se o Ministério Público julgar necessário, a Polícia Federal também ajudará nas investigações", afirmou o deputado. Segundo a constituição brasileira, incitação à violência é considerada crime.
Em trocas de mensagens no Twitter, alguns usuários pediam que um atirador de elite se prontificasse para "atirar" e "matar a presidente" durante o desfile em carro aberto até o Palácio do Planalto, durante a posse.
Alguns do usuários do microblogue ao fazer a "sugestão" comparavam o fato ao atentado em que o ex-presidente dos Estados Unidos John Kennedy foi assassinado em 1963, durante o desfile, com um tiro na cabeça.
Ameaça virtual
Durante a transmissão da posse da presidente Dilma Roussef, alguns usuários do Twitter incitavam o crime com afirmações como: "Algum atirador de elite está on-line?? Só avisando que daqui a pouco a Dilma vai desfilar em carro aberto... só um aviso... nada de mais...". E "Tem algum atirador disposto a dar um tiro na cabeça de Dilma quando ela estiver subindo a rampa do planalto?".
Polêmicas no Twitter
No dia 31 de outubro de 2010, no dia do segundo turno das eleições, a estudante Mayara Petruso publicou, em seu perfil no Twitter e no Facebook, declarações preconceituosas contra nordestinos. A frase foi apontada como pivô de uma série de manifestações semelhantes, produzidas por diversos outros usuários dessas redes, causando polêmicas e motivando processos judiciais em alguns dos casos.
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Do Blog ContrapontoPIG.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Bernardo enquadra teles: quer banda larga a R$ 30
Do Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ao Valor, pág. A7:
“ Acredito que as empresas (teles) tenham a decisão estratégica no Brasil de fornecer serviços caros para pouca gente … é uma visão curta. Posso vender mais barato e ganhar na escala.”
“Este ano foram vendidos 13 milhões de computadores no Brasil.”
“A Telebrás é um instrumento que reativamos com a visão de que vamos fazer uma estrutura de rede e nos associar com o setor privado, que pode ser as teles ou simplesmente os provedores e conteúdo.”
“Queremos que a banda larga seja popularizada. Fala-se em R$ 30, R$ 35. Acho que é razoável. Com isso, podemos massificar.”
Eis aí uma bela diferença da Dilma para o Lula.
Os ministros das Comunicações do Lula mantinham com a Globo relações de cordial camaradagem.
O Senador Evandro Guimarães, diretor da Globo em Brasília, tratava os ministros pelo primeiro nome, numa nice, como diria o Padim Pade Cerra.
O Helio Costa, então, era a sopa no mel.
Além de ser muito simpático à Globo, ele era também extremamente simpático às teles.
Uma questão de estilo.
Ser simpático.
O Paulo Bernardo mudou o jogo.
Na primeira entrevista de Ministro, chama as teles às falas:
1) O Brasil não é mais o Brasil do Faoro: um Brasil de 20 milhões de pessoas.
Onde se ganhava na margem e não no volume.
Agora, o Alemão também conta.
2) Bernardo fez a conta de traz pra frente.
Primeiro, diz quanto quer cobrar: R$ 30, R$ 35.
Depois, chama as teles.
Se houver alguma dúvida, a Telebrás está atrás da porta e, como diz ele, “leva o serviço aos rincões”.
Ao Alemão.
Em tempo: Bernardo também fala da próxima entrada das teles na tevê por assinatura.
As teles faturam 13, 14 vezes mais que as tevês. Se ficarem sozinhas, engoliriam as tevês.
Mas, elas vão poder prover conteúdo, segundo a PL 116 que está no Senado.
A banda larga a R$ 30 e tevê por assinatura sem o monopólio da Globo são novidades que explicam por que os filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio - não foram à posse da Dilma
Paulo Henrique Amorim
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Do Blog ContrapontoPIG.
Serra talvez tenha que fazer suas palestras na cadeia ou no exterior
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Do Blog O Esquerdopata.
Ministra dos Direitos Humanos promete lutar pelo fim da miséria
“Maria do Rosário elege como prioridade a meta central do mandato de Dilma Rousseff, mas quer lutar também pelo resgate dos crimes da ditadura
João Peres, Rede Brasil Atual
A nova titular da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, somou-se aos esforços da presidente Dilma Rousseff na erradicação da miséria. Meta principal do novo governo, a extinção do problema é vista pela ex-deputada do PT do Rio Grande do Sul como uma questão de direitos humanos.
Em rápida entrevista à Rede Brasil Atual após a cerimônia de posse de Dilma, no sábado (1º), a ministra lembrou ainda que o direito ao resgate dos fatos envolvendo os crimes cometidos pela ditadura militar (1964-85) segue como ponto fundamental para a secretaria que até a última semana de dezembro foi comandada por Paulo Vannuchi. Maria do Rosário cobra que o Congresso aprove o projeto que cria a Comissão da Verdade.
Ao mesmo tempo, evita polêmica sobre a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que no mês passado condenou o Estado brasileiro por não haver punido os responsáveis pelas violações aos direitos humanos ocorridas no regime militar.
Confira a seguir a conversa com a reportagem.
Qual sua expectativa para este primeiro ano de governo e, agora, no governo?
A partir do trabalho desenvolvido ao longo do presidente Lula, começarmos com fôlego a cumprir a meta principal da presidente, que é trabalhar pela erradicação da pobreza absoluta. Isso significa atenção muito especial às crianças brasileiras. Muitas questões relacionadas à interface social passam pelos direitos humanos. Além da agenda histórica do Brasil, que é o direito à verdade e à memória.
A presidente fez uma menção a isso, agradecendo os que caíram na luta contra a ditadura. É uma sinalização positiva de que ela quer avançar nesse tema?
É positivo, certamente, porque aqueles que lutaram pela democracia no Brasil têm todos os motivos para se orgulhar disso (Dilma como presidente). E o direito à memória e à verdade é a melhor forma de superarmos um período difícil para o Brasil, que foi a ditadura militar. Então, o Congresso tem a oportunidade de, aprovando o projeto de lei que tramita naquela casa, constituir um trabalho ao Poder Executivo para que o Brasil supere aquele período e nunca mais tenhamos o rompimento do estado democrático de direito. Esse é o lema desse período democrático que nós temos que afirmar, passando a uma nova etapa com a afirmação plena da verdade e da memória.
O Brasil tem de colocar em andamento as medidas impostas pela Corte Interamericana, o que deve ser um ponto de atrito com as Forças Armadas. Como conduzir isso?
As Forças Armadas, nos dias atuais, são parceiras deste estado democrático de direito, são forças da democracia. Portanto, mantermos o diálogo, aprofundarmos e trabalharmos com um governo uno, que tem um projeto comum para o Brasil, para os direitos humanos e para a democracia é a missão que todos nós, os chamados pela presidente Dilma, devemos exercer.
Do ponto de vista da definição que a Corte Interamericana nos solicita, há medidas a serem tomadas pelo Executivo, mas há medidas também a serem tomadas no âmbito do Legislativo e do Judiciário. Essas questões devem ser compartilhadas no âmbito do Estado brasileiro e trabalhada por todos nós, já que o Estado participa de um sistema internacional de direitos humanos.
Em que a eleição de uma mulher pode contribuir para a evolução de direitos humanos no que se refere à luta pelo respeito aos direitos das mulheres e pelo fim das discriminações?
As mulheres brasileiras olham hoje para o poder da República, para o mais alto cargo, e olham a si próprias. Veem o cuidado que têm com seus filhos no início de uma manhã, ou a preocupação com um jovem que sai e não se sabe se vai voltar para casa. Veem o enfrentamento da violência no cotidiano, a dificuldade de se colocar o pão na mesa e o conhecimento na cabeça e no coração das novas gerações.
A presidente Dilma alia em sua pessoa o sentimento de mulher e a capacidade da mulher de levar as coisas adiante. Rompe estereótipos e isso faz toda a diferença para que tenhamos um Brasil sem preconceitos.”
Enviada por: Nogueira Jr. / 20:00 0 Comentários
* Direitos Humanos, Entrevista
Também do Blog BRASIL! BRASIL!
Brasil supera China na preferência de investidores do setor imobiliário
“O Brasil superou a China na preferência dos investidores estrangeiros no setor imobiliário. A conclusão é da Associação de Investidores Estrangeiros em Mercado Imobiliário (Afire, na sigla em inglês) – que é a entidade internacional do setor, com sede em Washington. Na pesquisa, o Brasil apareceu como o mercado emergente mais promissor de 2011, e o quarto lugar no ranking geral dos países com mais chances de valorização.
As cidades norte-americanas de Nova York e Washington apareceram como os dois alvos prediletos dos investimentos estrangeiros, seguidas por Londres, Paris e Xangai. Os participantes da pesquisa controlam mais de US$ 627 bilhões (valor equivalente a mais de R$ 1 bilhão) em ativos imobiliários em todo o mundo – cerca de 40% desse valor dentro dos Estados Unidos.
Os EUA, país onde os preços dos imóveis desabaram com a crise econômica, lideraram a lista, com mais de 65% das opiniões dos investidores – seis vezes mais do que a China.
– À medida que os temores de uma recessão dupla são afastados, os investidores se revelam mais e mais entusiasmados com os prospectos para a economia norte-americana. Mas eles não estão diversificando os seus investimentos em todo o país, e sim focando em cidades como Nova York e Washington, ainda mais do que nos anos anteriores – disse o diretor-executivo da Afire, James Fetgatter.
O presidente da associação, Ian Hawksworth, disse que para 2011 os investidores se mostraram muito mais dispostos a diversificar seus investimentos, o que beneficiou os mercados emergentes.
O Brasil foi citado pela primeira vez na pesquisa em 2009. No ano passado, o mercado brasileiro ficou atrás do chinês entre os mercados emergentes, empatado com a Índia. Da lista constam ainda o Vietnã e o México.”
Enviada por: Nogueira Jr. / 02:29 0 Comentários
* Economia
Do Blog BRASIL! BRASIL!
O lulismo e Lula - o legado

O Globo
Os mandatos de Lula terminaram, resta saber se a Era Lula terá se encerrado com eles. Para responder é necessária uma avaliação do que o lulismo deixou de mais substantivo e duradouro, ou seja, o seu legado.
Trata-se de difícil questão, impossível encontrar um consenso. Basta ver os diversos balanços realizados. Com os mesmos dados houve hipóteses e conclusões diferentes, quando não antagônicas. Um fato inegável e teimoso é a aprovação de Lula ao fim de oito anos de governo. Uma das últimas pesquisas cravou uma popularidade de 87%, maior que os índices de Michelle Bachelet, no Chile (84%), e de Nelson Mandela, na África do Sul (82%), um recorde mundial.
Qual o significado histórico da façanha?
Desprezada a rabugenta e antidemocrática ideia, encontradiça em arraiais de direita e de esquerda, de que isso se deve à capacidade de manipulação do líder e à idiotice das pessoas comuns, cabe tentar compreender o fenômeno.
A reflexão sobre vultos da História nacional, como Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek, pode ser uma via para exercícios de comparação.
Getúlio Vargas liderou um processo que fez do Estado, sintonizado com as aspirações das classes mais dinâmicas do país, um fator maior de desenvolvimento e de reforma da sociedade. Arbitrava os conflitos e conciliava os interesses, o que pode ser feito pela força - inclusive recorrendo-se à tortura como política de Estado, como na ditadura do Estado Novo, entre 1937 e 1945 - ou pelo voto, quando Getúlio, em 1950, voltou ao poder "nos braços do povo".
Quando as contradições políticas e sociais se acirraram e não foi mais possível agradar a gregos e troianos, Getúlio, ameaçado em 1954, saiu da vida e entrou na História.
Mas seu legado, o nacional-estatismo, ficou, embalando os sonhos das principais vertentes das esquerdas (o trabalhismo e o comunismo) e inquietando as elites. Permanece até hoje: basta conferir a Constituição de 1988 e a campanha presidencial de 2010.
Já a reconstrução do período juscelinista tem percorrido caminhos sinuosos. Os contemporâneos tiveram dele uma visão crítica: o sucessor, Jânio Quadros, sufragado com votação consagradora, tinha como símbolo uma vassoura: era preciso varrer a sujeira - da inflação e dos escândalos - deixada pelo governo anterior.
Entretanto, a memória social reconstruiu JK com a marca do desenvolvimento a todo custo, traduzida no slogan de fazer o país crescer cinquenta anos em cinco. A construção de Brasília, uma cultura produtivista, a primeira Copa do Mundo, o sorriso otimista, a superação do "complexo de vira-latas", um país que acreditava em si mesmo.
Este é o legado de JK. Presente nos ímpetos desenvolvimentistas posteriores: dos anos de chumbo e de ouro da ditadura civil-militar ao PAC de Lula-Dilma - um país para a frente, deixando para trás o atraso, fazendo explodir os índices de crescimento. O resto que se danasse, ver-se-ia depois, quando baixasse a poeira das obras.
Nessa perspectiva de análise, qual terá sido o legado do lulismo?
Lula manteve o nacional-estatismo e a conciliação de interesses. Como Vargas, foi "pai dos pobres e mãe dos ricos". Também conservou a ânsia desenvolvimentista de JK.
Mas o que distingue o lulismo é a construção de uma sociedade inclusiva, a realização de melhorias graduais no quadro de uma cultura de diálogo, de debate, de barganhas. A negação simultânea da catástrofe revolucionária e do conservadorismo reacionário. Um reformismo moderado que opera mudanças por acúmulos sucessivos e progressivos.
Trata-se de uma outra cultura política. Sem descartar as anteriores, superpondo-se a elas, define uma configuração inovadora.
Embora possa se iludir a respeito, exercitando a elevada autoestima, Lula é mais criatura do que criador desta cultura. A rigor, ela foi forjada ao longo de décadas por uma pressão silenciosa e anônima por cidadania.
Quando se terá iniciado esta tendência longa e profunda? Difícil determinar um marco preciso, num percurso tortuoso e ziguezagueante. As origens mais remotas estão nas grandes lutas travadas no âmbito da república inaugurada com a deposição de Vargas, em 1945, e que conheceram momentos de radicalização entre 1961 e 1964. Abafadas pela ditadura, tais demandas renasceram em 1967-1968 para serem novamente derrotadas, mas não vencidas. Depois do namoro de grande parte da sociedade com a ditadura, reconstruíram-se no apagar das luzes desta, contribuindo para o seu fim, entre 1979 e 1981. E continuaram sendo nutridas pelos sucessivos governos democráticos até desabrocharem com grande vigor nos dois governos Lula que, nessa linha interpretativa, são muito mais expressão do que causa de todo o processo.
Eis o legado construtivo e positivo do lulismo: diálogo, inclusão, cidadania, ingredientes essenciais da democracia.
O paradoxal nisso tudo é que a maior ameaça a essa cultura pode vir do próprio Lula, porque ele não desapareceu. Sua sombra e o ativismo compulsivo podem se tornar pesados, uma vez que a líderes poderosos costumam corresponder sociedades obedientes e acríticas, ou seja, nada democráticas. Enquanto as figuras de Vargas e Juscelino podiam se avantajar sem questionar o legado das culturas políticas associadas a suas lideranças, o mesmo não ocorre com Lula e o lulismo.
De fato, a afirmação e a consolidação do que há de mais promissor no legado de Lula passa pelo enfraquecimento de sua avassaladora presença política, algo difícil de se imaginar, considerando-se as características, a trajetória e o vigor remanescente do Cara.
Caberá à sociedade brasileira lidar com a questão. Se conseguir bem fazê-lo, a democracia agradecerá. Se não conseguir, o melhor do legado lulista poderá se perder.
DANIEL AARÃO REIS é professor de História Contemporânea da UFF
Também do Blog O TERROR DO NORDESTE.
Ana de Hollanda: “Acabar com a fome de cultura”

A nova ministra da Cultura, Ana de Hollanda, assumiu nesta segunda-feira (3) a pasta, na cerimônia de posse mais animada da Esplanada dos Ministérios. Recebida por grupos de cultura popular, na entrada do Museu da República, Ana arriscou passos de samba de roda e coco, dança típica do Maranhão.
Dentro do auditório, com quase mil pessoas, mais música, tocada por uma bateria de escola de samba.
Ana disse que sua gestão será de “continuidade e avanços” e se comprometeu a manter programas criados nos últimos anos, como os Pontos de Cultura e os projetos do Mais Cultura. “A minha gestão jamais será sinônimo de abandono do que foi ou do que está sendo feito. Não quero a casa arrumada pela metade, as coisas se desfazendo pelo caminho, a pintura deixada no cavalete por falta de tinta”.
A nova ministra disse que a ascensão social conquistada durante o governo do ex-presidente Lula tem que ser complementada pelo acesso à cultura e informação, na gestão da presidenta Dilma Rousseff. “ É preciso ampliar a capacidade de consumo cultural dessa multidão de brasileiros que está ascendendo. Até aqui, essas pessoas têm consumido mais eletrodomésticos que cultura”, avaliou.
Ana aproveitou a presença de parlamentares na cerimônia de posse e pediu apoio do Congresso Nacional para aprovar, ainda no primeiro semestre, o projeto de lei que cria o Vale Cultura. “Temos que incrementar a cesta do trabalhador com a inclusão da cultura. Fazer o casamento da ascensão cultural e social, para acabar com a fome de cultura que ainda reina no nosso país”.
A nova ministra destacou que o ministério ganhou importância política nos últimos anos e disse que, nos próximos quatro anos, a pasta vai estar integrada às demais áreas do governo. “O Ministério da Cultura na gestão Dilma Rousseff não será uma senhora excêntrica nem um estranho no ninho”.
Paulistana, irmã do cantor Chico Buarque, a nova ministra da Cultura é cantora, compositora, já foi secretária de Cultura da cidade de São Paulo e de Osasco, além de gestora da Funarte e do Museu da Imagem e do Som.
No discurso de transmissão do cargo, o ex-ministro Juca Ferreira listou programas e iniciativas do ministério, se emocionou ao se despedir dos colegas de governo e foi aplaudido de pé.
Com informações da Agência Brasil
Do Blog O TERROR DO NORDESTE.



