quarta-feira, 2 de março de 2011

Dissidência sobre mínimo leva Dilma a excluir PDT de reunião


Brasília - Após a confirmação do PDT como o partido da base governista que mais apresentou dissidências na votação do novo valor do salário mínimo, a presidente Dilma Rousseff determinou que os pedetistas não fossem convidados para a primeira reunião com líderes da base aliada desde que a sucessora de Lula tomou posse, em 1º de janeiro. A determinação de limar o PDT, que teve no deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (SP), o principal articulador para a definição de um salário mínimo maior que os R$ 545 defendidos pelo Planalto, é uma demonstração de força da chefe do Executivo, que também já frustrou deputados e senadores ao cortar R$ 18,5 bilhões dos R$ 21 bilhões das emendas parlamentares no anunciado contingenciamento de R$ 50 bilhões.

"A ideia do governo era reunir os líderes que estão 100% afinados com o discurso. É o conjunto dos que se colocam 100% na linha política que estamos defendendo. Eu assumo integralmente a responsabilidade pelos convites, mas eu só faço o que a presidente manda", disse o líder do governo na Câmara, Candido Vaccarezza (PT-SP). "A decisão é do governo, mas num regime presidencialista a decisão é sempre da presidente", completou.

Coalizão

O ministro de Relações Institucionais, Luiz Sergio, negou que a ausência do PDT represente uma "retaliação" à legenda, mas disse ter havido a decisão de convocar apenas os "líderes que estão 100% com o governo". Para garantir uma interlocução mais frequente com os parlamentares, informou o coordenador político do Planalto, será ainda restaurado o Conselho Político da Coalizão, instância que reúne líderes aliados e presidente dos partidos da base de sustentação. A primeira reunião do colegiado deverá ser em 23 de março e, em princípio, os pedetistas serão convidados.

Também presente à primeira reunião de líderes com a presidente Dilma, o líder do PR na Câmara, Lincoln Portella (PR-MG), afirmou que, independentemente da exclusão, "o PDT não está fora da base". "A base vai continuar votando unida, mas não estamos fazendo a unidade burra. Vamos negociar em torno de um denominador comum", explicou.

Incômodo

Incomodado com a exclusão, o PDT, que tem o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, como representante no primeiro escalão na Esplanada, disse por meio do líder do partido na Câmara, Giovanni Queiroz (PA), que, mesmo se tivesse sido convidado, não iria se sentar à mesa com a presidente e ignorar o embate ocorrido por conta do reajuste do mínimo.

"Ela está fazendo uma opção de isolar o partido. Foi para evitar constrangimentos, já que eu como líder encaminhei a votação do salário mínimo pelos R$ 560. Mesmo se convidado, eu não iria", disse o parlamentar ao Terra. Ainda sob o efeito de ter batido de frente com o Palácio do Planalto na disputa pelo reajuste, Queiroz acusa o governo Dilma de ter "imposto" o valor de R$ 545 para o salário mínimo. "Não quiseram conversar. Impuseram de cima para baixo. O governo tem caixa, poderia ajudar e conceder um reajuste maior. Não temos nenhum constrangimento de não termos sido convidados. Foi melhor assim", observou ele, que defendeu ainda o deputado Paulinho da Força. "Paulinho fez o papel dele de líder sindical", resumiu.

Ao longo das negociações sobre o salário mínimo, o Palácio do Planalto mobilizou ministros - Guido Mantega, da Fazenda, e Carlos Lupi buscaram "convencer" os deputados a manter os R$ 545 - e líderes governistas para garantir que não haveria risco de derrota no primeiro embate do governo Dilma. Do JB
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Do Blog O TERROR DO NORDESTE.

”Não queremos ser vendidos. Temos um nome a zelar”

Dida Sampaio/AE
Dida Sampaio/AE
Diálogo. Chalita (dir) ao lado de Antonio Reguffe (PDT-DF)


Eugênia Lopes – O Estado de S.Paulo

Gabriel Chalita, DEPUTADO FEDERAL (PSB-SP)

Insatisfeito com os rumos do PSB, o deputado Gabriel Chalita (SP) estuda deixar o partido e fundar uma legenda. Um de seus alvos é o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), e seu irmão, o ex-deputado Ciro Gomes. Assim como Chalita, os Gomes estão descontentes com o comportamento do governador de Pernambuco e presidente da legenda, Eduardo Campos, e estariam propensos a sair do PSB.

As conversas começam a ser travadas. Anteontem Chalita telefonou para Cid Gomes e os dois ficaram de se encontrar nos próximos dias. A principal crítica de Chalita a Eduardo Campos é a forma como ele vem articulando a entrada no PSB do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Já os Gomes não “engolem” até hoje o veto de Eduardo Campos à candidatura de Ciro na disputa pela Presidência, no ano passado.

Em entrevista ao Estado, Chalita afirmou que as negociações para o novo partido ainda estão incipientes. As conversas, por enquanto, se limitam à ex-prefeita Luiza Erundina, que se diz desconfortável com a eventual ida de Kassab para o partido. O deputado José Antonio Reguffe (PDT-DF) é outro que estuda entrar na nova agremiação.

O senhor está insatisfeito no PSB e vai criar um partido?

Eu estou conversando. Não conversei ainda com o Eduardo Campos sobre o que vai acontecer. Eu tenho conversado com a Erundina. Nós dois fomos os deputados mais votados do partido em São Paulo.

O senhor convidou o governador Cid Gomes para esse partido?

Falei com ele ontem (anteontem) por telefone. Ficamos de nos encontrar. Mas não o convidei para o novo partido até porque não sabemos se vamos montar um.

O prefeito Gilberto Kassab também pretende criar um partido.

O Kassab tem o direito de montar um partido. Agora, ele criar esse partido para fundir com o PSB… Se o que a imprensa está dizendo é verdade, é lamentável. Não se entrega um partido.

Eduardo Campos o procurou para conversar sobre o ingresso do Kassab no PSB?

Liguei para ele (Campos) na semana passada. Espero que sente e converse com os deputados do PSB por São Paulo. É estranho o presidente de um partido ir a São Paulo conversar com Kassab e, em nenhum momento, nós do partido sabermos disso. A gente não quer ser vendido. Nós temos um nome a zelar.

O senhor é candidato a prefeito de São Paulo no ano que vem?

A eleição ainda está longe, mas não descarto essa hipótese. Mas não quero montar um partido só por causa da eleição. Quero um partido com uma bandeira, com projeto na área de educação. Ser candidato é consequência. Saí do PSDB porque me senti sem espaço com o Serra. Vendi a alma para o PSB.

Postado por Luis Favre
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Do Blog do Favre.

Lula recebe cachê 2x o do FHC. Agora que o FHC corta os pulsos

    Publicado em 02/03/2011

Saiu na Folha, página A8:

“Lula estreia em palestras com maior cachê do país”.

Ex-presidente receberá R$ 200 mil por participação em eventos.

O Nunca Dantes foi contratado pela coreana LG.

Navalha

O cachê atribuído ao Farol de Alexandria é, segundo a cotação corrente no “mercado”, é de R$ 80 mil, correspondente a US$ 50 mil.

Até nisso o Nunca Dantes dá nele de 10 x 0.

Agora, aqui pra nós, amigo navegante, quem paga US$ 50 mil para ouvir que quanto pior, é melhor ?

E quem, e por quanto, contratará o Padim Pade Cerra ?



Paulo Henrique Amorim

Do Blog CONVERSA AFIADA.

Charge Online do Bessinha

Dilma politizou mulheres que não gostam de política, no programa da Ana Maria Braga

Antonietta era uma dona de casa de classe média (não era classe média alta) na Itália de 1938, antes da II Guerra Mundial, casada com um marido integrante das milícias de camisa preta de Mussolini, o que ela julgava ser motivo de certo orgulho, pela aceitação social em seu meio.

No dia em que Hitler foi recebido por Mussolini, em visita a Itália, marido, filhos e toda a vizinhança de Antonietta vestiram as camisas pretas, e todos se dirigiram para saudar o "Duce" e o "Fuher".

Ela e poucos vizinhos ficaram em casa. No prédio, decorado com bandeiras fascistas e nazistas, os rádios tocavam hinos e marchas triunfais e transmitiam o encontro dos chefes de estado.

Uma série de acontecimentos em seu cotidiano leva Antonietta a ter contato com outra visão do mundo que a cerca, descobrindo novos horizontes em sua vida.

A Antonietta acima é a atriz Sofia Loren na obra-prima do cinema italiano "Um Dia Muito Especial".

No Brasil da vida real também existem Antoniettas, cujos maridos vestem camisas de candidatos demo-tucanos na família, e entregaram "santinhos" para elas votarem em José Serra (PSDB/SP) nas últimas eleições.

Algumas ou muitas dessas Antoniettas assistem Ana Maria Braga na TV, todas manhãs, e a entrevista com a presidenta Dilma foi um acontecimento que levou Antoniettas a terem contato com outra visão da vida, do mundo que as cercam, abrindo-lhes novos horizontes.

Que mãe de uma menina não fica tocada ao ver uma mulher na presidência da República com a postura que Dilma teve no programa, honrando o cargo, a nação e todas as mulheres? Uma presidenta que não era nada daquilo que os "camisas pretas" demo-tucanos disseram dela?

Dilma, quando foi na Ana Maria Braga, não se limitou a falar amenidades, nem fazer mero populismo.

Fez um discurso e tomou atitudes bastantes politizadas, falando de diversos desafios das mulheres, de micro-empreendedorismo feminino, com leveza para um público que, regra geral, não é muito politizado, como a Sofia Loren no filme.

O ponto alto da entrevista foi quando ela falou da igualdade entre as pessoas, e aí está a grande politização. Ela tratou a si mesma de igual para igual com a telespectadora. Eis alguns trechos:

... o que eu sinto do povo brasileiro, nas pessoas que se aproximam de mim? Uma relação de igualdade, não é? Eles me tratam intimamente, conversam comigo como conversavam antes e falam coisas muito importantes, porque falam com sinceridade, falam sem querer te agradar. Então, isso é que eu acho a coisa melhor que me aconteceu na campanha, mas ainda é essa absoluta familiaridade que o povo tem com a gente. E reclamam, fazem sugestões, elogiam, contam histórias pessoais, porque de uma certa forma, você tem um papel de... você é uma espécie, uma mistura de parente, conselheiro, amigo, ... a relação de igualdade sempre está presente. Não é uma relação de desigualdade.

[Comentando sobre depoimentos de populares:]
Agora, o que eu gostei mais é dessa percepção que eu te disse que o povo tem: que a gente é igual a eles.

Isso é muito bom, que um povo pense assim do seu governante. Ele não pode achar que a gente é diferente dele porque, senão, como é que pode governá-lo, não é?

eu acho que a parte ruim de ser presidente é ... eu não posso mais andar na rua como eu andava antes. Que é uma coisa muito boa você andar na rua, não é? Você andar na rua, você ver as pessoas, você compartilhar do mundo que as pessoas desfrutam quando elas vão para a rua, até para caminhar na calçada.

A parte mais criticada, vista como populismo por uns, e que muitas feministas torceram o nariz, foi a mais politizada depois do que foi dito na entrevista, considerando o perfil da audiência do programa: fazer a omelete.

Ali a presidenta saiu de vez do palácio e entrou na casa da telespectadora, passando a mensagem de que tanto a presidenta pode fazer uma omelete e não há nenhum demérito na mulher que cuida e prepara o alimento para seus filhos e sua família, como qualquer mulher que faça omelete pode ocupar os mais altos cargos. Até de Presidenta da República.

Aliás, esta é a mesma mensagem que o presidente Lula sempre passou a todos que tem origem mais humilde, como ele teve.

Dilma foi na Globo, foi no programa da musa do CANSEI, mas indo ali, libertou muitas Antoniettas, abrindo novos horizontes para elas.

A blogosfera ficou chateada. Muitos não viram e não gostaram. Muitos não entenderam a mensagem de Dilma justamente porque são politizados, não são como Antonietta. Mas não há sentido em disputar as atenções da Presidenta com as Antoniettas que precisam dela, para serem libertas da intoxicação fascista feita durante a campanha eleitoral, mesmo que seja através de um programa na TV Globo.

O que a blogosfera precisa é disputar a notícia, pelo direito a informação correta e plural para o cidadão. E quem é fonte da noticia é quem pode democratizar sua disseminação, sem depender de esperar pela lei dos médios, uma vez que a blogosfera está fora do escopo dessa lei, porque não é concessão pública.

A blogosfera precisa é de ser tratada como veículo de notícias que somos, para evitar a hegemonia do noticiário deturpado do PIG, como no caso dos cortes do orçamento, onde o noticiário do PIG fez terrorismo, falando, por exemplo, em cortes de R$ 3 bilhões no Ministério da Educação, mas escondendo que o orçamento teve um aumento de R$ 62 para R$ 69 bilhões, mesmo após os cortes.

terça-feira, 1 de março de 2011

Charge Online do Bessinha


Bolsa família tem reajuste médio de 19,4%. Para as crianças, reajuste é de 45,5%


A presidenta Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira (1º), em Irecê (Bahia), o aumento do Bolsa-família. Os números são:

- reajuste médio dos benefícios: 19,4% (de R$ 96 para R$ 115)
- aumento real (acima da inflação) médio: 8,7%
- bolsa para criança até 15 anos (limite de 3 bolsas): 45,5% (de R$ 22 para R$ 32)
- bolsa para jovem entre 16 e 17 anos (limite de 2 bolsas): 15,2% (de R$ 33 para R$ 38)
- benefício básico (para famílias como renda por pessoa de até R$ 70 por mês): 2,9% (de R$ 68 para R$ 70)
- benefício máximo por família subiu de R$ 200 para R$ 242
- benefício mínimo por família subiu de R$ 22 para R$ 32
- aumento no orçamento da união: R$ 2,1 bilhões
- investimento no Bolsa Família é cerca de 0,4% do PIB
- famílias atendidas: 12,9 milhões
- pessoas atendidas: cerca de 50 milhões com renda por pessoa de até R$ 140 por mês

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, explica:

“Não se trata de um simples reajuste. O aumento significativo dos benefícios variáveis é exatamente o de maior impacto sobre a extrema pobreza”

Impactos positivos do Bolsa Família:

- Índice de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos fora escola diminui em 36%, na comparação entre beneficiários (5,4%) e não beneficiários (8,4%)
- A evasão de adolescentes no ensino médio reduz à metade, comparado os índices de jovens beneficiários (7,2%) e não beneficiários (14,2%)
- A desnutrição infantil caiu de 12,5% para 4,8% de 2003 a 2008, entre crianças menores de 5 anos;
- Bolsa Família foi o responsável pela saída de 3 milhões de pessoas da extrema pobreza (Ipea/Pnad 2009);
- Distribui renda, desenvolve a economia e reduz as desigualdades sociais e regionais do país com impacto direto sobre um quarto da população brasileira
- De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cada R$ 1,00 investido no Bolsa Família aumenta em R$ 1,44 o PIB brasileiro.

Primeiras ações de Dilma parecem governo "Lula 3"

MINISTRO DA FAZENDA DIZ QUE CORTE DE GASTOS DÁ CONTINUIDADE À POLÍTICA ECONÔMICA, VÊ INFLAÇÃO SOB CONTROLE E ADMITE QUE ESTADO PRECISA RECUAR

Sergio Lima/Folhapress



Ministro da Fazenda, Guido Mantega, em seu gabinete, em Brasília

ELEONORA DE LUCENA
ENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIA

Cortes, aumento de juros, reajuste contido do salário mínimo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, diz que esses primeiros movimentos do novo governo não significam virada na economia, nem choque ortodoxo.
Para ele, há apenas continuidade: "O governo Dilma não é parecido nem com Lula 1 nem com Lula 2. É parecido com Lula 3".
Mantega declara, porém, que é hora de um recuo do Estado. Os juros do BNDES vão subir e o ministro espera que as empresas busquem financiamento privado. O titular da Fazenda afirma que não está puxando o freio de mão da economia, mas acrescenta que o Brasil ainda não tem condições de crescer 7,5% ao ano por conta dos gargalos estruturais.




Folha - Quais as diferenças entre as gestões Dilma e Lula?
Guido Mantega -
Tem muito mais semelhanças que diferenças, porque é um governo de continuidade. É a mesma estratégia, mas aplicada a um momento diferente.

E o que está diferente? Muitos relacionam o salário mínimo, o aumento de juros e o corte no Orçamento a uma virada para um aperto na economia.
Não tem virada nenhuma. Passamos por dois anos de recuperação da crise. Implantamos estímulos à economia que implicaram gastos, subsídios, desonerações.
Como a economia já adquiriu o seu dinamismo próprio, o Estado pode recuar. Estamos acabando de eliminar estímulos, o que significa diminuir o gasto público.
O BNDES vai subir as taxas de juros, que tinham baixado para estimular a economia. Estamos recuando nisso. O banco continuará tendo papel fundamental, mas não o mesmo que teve na crise. O Tesouro não continuará colocando o mesmo aporte. Criamos mecanismos para que o empresariado possa captar recurso mais barato, diretamente do setor privado.

A presidente tem enfatizado o combate à miséria. A decisão de arrochar o salário mínimo, pois ele praticamente não teve ganho real, contraria esse objetivo?
Não tem arrocho. O que tem é uma regra que foi estabelecida. O salário de R$ 545 é resultado dessa regra, mantendo o poder aquisitivo.

Mas os trabalhadores reivindicavam um reajuste maior. O salário mínimo hoje é metade do que era em 1940.
Acho que é função dos trabalhadores reivindicar. Até a oposição começou a reivindicar algo que nunca deu quando teve a oportunidade de dar. Nós não podemos trabalhar com a despesa ao sabor de pressões.

Os cortes também não vão de encontro a essa política de desenvolvimento? Eles vão atingir os investimentos?
Achamos que a demanda do setor privado é suficiente para manter a economia num ritmo de crescimento satisfatório, em torno de 5%. Estamos tirando o impulso adicional, mantendo os investimentos e o estímulo a investimento privado.

Mas o sr. não disse que vai aumentar as taxas do BNDES?
Mas acabamos de fazer medidas desonerando debêntures do setor privado. O Brasil é hoje um país de 4,5%, 5% de crescimento -7,5% [em 2010] foi um crescimento excepcional que sucedeu um ano com zero. O Brasil ainda não tem condições de crescer a 7,5%, ele terá. Porque você pode ter pontos de estrangulamento. Se continuar crescendo exageradamente, tem falta de mão de obra, de infraestrutura.

A inflação não é um temor nesse quadro?
A política anti-inflacionária desse governo é exatamente igual à do anterior: não vamos descuidar da inflação. Ela é ruim porque prejudica principalmente os trabalhadores e o governo procurou beneficiar fundamentalmente os trabalhadores.

Embora outros setores tenham se beneficiado. Acabaram de sair os dados sobre os lucros dos bancos.
Esse é o sucesso do nosso governo. Conseguimos beneficiar a população como um todo. Mais os pobres e menos os banqueiros. Mas nós beneficiamos pobres e banqueiros. Não é uma beleza?

O início de governo está mais parecido com o Lula 1, que foi de aperto? Isso tudo não é, de alguma forma, uma transferência dos mais pobres para os mais ricos, já que o superavit é para pagar juros?
O governo Dilma não é parecido nem com Lula 1 nem com Lula 2. É parecido com Lula 3. É um governo que tem condições totalmente diferentes do Lula 1, porque naquele momento pegamos o país em condições complicadas. Se quiser um paralelo, é mais parecido com Lula 2, porque já tínhamos resolvido esses problemas.

Mas esse freio de mão que está sendo puxado...
Dilma 1 é parecido com Lula 2 porque não está sendo puxado o freio de mão. Nós estamos trabalhando para um crescimento de 4,5%, 5% neste ano, o que será historicamente ímpar.

A inflação está preocupando?
A inflação é uma preocupação permanente, mas está sob controle. No final do ano, o BC pôs em prática as chamadas medidas prudenciais, que subiram as taxas de juros. A economia já está se ajustando para um ritmo menor, que é o que nós queríamos. Além disso, o BC subiu os juros também.

O Brasil não tem juros absurdamente altos?
Quando é necessário, tem que elevar os juros. Eu sou contra manter juros artificialmente altos. E sou a favor de que subam os juros quando há problema de inflação. Não que esses juros aí tenham ajudado a diminuir. Acho que as medidas prudenciais e o aumento do compulsório, que são na veia, são mais efetivos. Os juros são muito altos no Brasil? É verdade. Só que já foram mais altos.

O objetivo das medidas é sinalizar que o governo é simpático aos mercados, ortodoxo?
Não. Eu como ministro da Fazenda jamais praticarei um receituário ortodoxo. Continuo um desenvolvimentista. Isso não significa que eu não seja responsável do ponto de vista fiscal.

Contas externas. É problema de fundo na economia?
As contas externas têm que ser também uma preocupação permanente. Não vamos permitir uma deteriorização do deficit das transações correntes.

E o que será feito? Com juros subindo, invasão de dólares...
Mas o câmbio está estável. Temos feito estímulos à exportação, colocado taxas no excesso de capitais. Conseguimos controlar. Mas é inevitável que entre investimento, porque o Brasil hoje é um país sólido e muito atraente.

Claro, com essa taxa de juros...
Não é por causa da taxa de juros, é porque o país é rentável. O Brasil é um país onde as empresas têm lucro. Não são só os bancos. Espera para ver o balanço das empresas.

E as remessas de lucros? As montadoras, por exemplo, remeteram dez vezes mais do que investiram, pegando dinheiro do BNDES.
É um setor muito bem-sucedido. O Brasil passou pela crise mantendo uma indústria automobilística sólida. Eles fizeram investimentos.

Mas remeteram muito mais.
Porque as empresas aqui dentro foram lucrativas. Lá fora deram prejuízos e as matrizes pediram para remeter para preencher os buracos. Esse é o preço do sucesso. Ficou um desequilíbrio no balanço de transações correntes. Exportações subiram 30%, importações, 40%.

Mas as exportações foram mais de matéria-prima.
Não importa. É aquilo que no momento deu lucro. Apostamos na recuperação dos manufaturados. A defesa comercial vai ter atenção especial e haverá estímulo à exportação.

Cadeias produtivas não estão começando a ficar esburacadas pela importação?
Algumas importações de fato causam algum estrago. Não podemos ignorar o fato de que vivemos numa economia de concorrência. Estamos apoiando a indústria para que não haja desindustrialização. Perigo existe no mundo todo.

O que vai mudar nos impostos nesse governo?
A filosofia é diminuir impostos dentro do equilíbrio fiscal. Não há intenção de criar nenhum imposto novo.

Cristo ganha nova iluminação na festa do Rio

Monitor Mercantil

“Nesta terça-feira, 1º de março, a cidade do Rio de Janeiro festeja 446 de fundação. E um dos presentes estará visível para grande parte de seus moradores, no céu da cidade, por volta das 19h30: um Cristo Redentor com nova iluminação, aceso agora com tecnologia de ponta.


Durante cerimônia que começa às 18h, no Palácio Laranjeiras, o arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, acionará, por meio de um celular, as novas luzes do monumento. E, na mesma ocasião, vai anunciar o cronograma das comemorações pelos 80 anos do símbolo, uma das sete maravilhas do mundo moderno.

Para as comemorações do aniversário da cidade, além da Rua da Carioca, entre a Rua Uruguaiana e a Avenida República do Paraguai, trechos de outras duas vias próximas, no Centro serão interditados até 16h: Rua da Assembleia e Avenida Nilo Peçanha, entre a Avenida Rio Branco e a Rua da Carioca.”

Lula em vídeo argentino: mãe protege o mais fraco. Ele também


    Do Conversa Afiada - Publicado em 28/02/2011


O Conversa Afiada recomenda assistir a um documentário – muito bem feito – sobre Lula.

O documentário da TV Pública argentina sobre Lula está em http://www.youtube.com/watch?v=SnpIuZ5ISlo : “El ciclo ‘Presidentes de Latinoamérica debutó en la Televisión Pública de Argentina (http://www.tvpublica.com.ar/tvpublica/) de la mano de Luiz Inacio “Lula” Da Silva, primer mandatario de la República Federativa del Brasil.”

É um longo depoimento do Nunca Dantes sobre ele mesmo e seu Governo.

Diz ele: o melhor exemplo de governança você não aprende em livro nenhum.

Aprende com a mãe.

Ela gosta de todos os filhos, mas protege o mais debilitado.

Se precisa dar um pedaço a mais de carne para o mais debilitado, ela dá.

E ainda querem elogiar a Dilma para falar mal dele.

Engraçado !


Paulo Henrique Amorim


Clique aqui para assistir ao vídeo.

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Tietê transborda pela 3ª vez no ano, SP tem dia de caos e solução só em 40 anos

Rio invade a Marginal em 6 pontos e tumultua a vida de milhares de pessoas; só um terço dos piscinões previstos em 1998 saiu do papel

Bruno Paes Manso, Diego Zanchetta, Eduardo reina, Paulo Saldana, Renato Machado, Rodrigo Brancatelli, Valéria França e Flávia Tavares – O Estado de S.Paulo

Ruas travadas, Marginal interditada, carros boiando, pessoas ilhadas. O drama paulistano das enchentes, que já atingiu a zona oeste da cidade no domingo, ganhou mais força ontem em outras regiões, principalmente norte e leste. O Rio Tietê, que ficou quatro anos sem alagamentos (entre 2005 e 2009), transbordou pela terceira vez em 50 dias. E, caso o prazo de investimentos governamentais seja mantido, São Paulo só vai livrar-se das enchentes em 40 anos.

Além do Tietê – que saiu do leito perto das Pontes das Bandeiras, Vila Maria, Aricanduva, Tatuapé e Limão – transbordaram o Córrego Aricanduva e o Rio Tamanduateí. A cidade registrou 49 pontos de alagamentos e os bombeiros receberam 136 chamados relacionados à chuva – dezenas na região do Aricanduva. Na zona norte, uma pessoa ficou ferida após a queda de um muro de supermercado. O rodízio de veículos foi suspenso à noite. Houve queda de energia no centro e 88 semáforos apagaram,

Também choveu forte em Guarulhos, Osasco, ABC, Jundiaí, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista e Santos – onde a Defesa Civil municipal registrou 15 deslizamentos em morros, mas sem vítimas.

Em Santo André, a Avenida dos Estados ficou interditada próximo do centro da cidade, por causa do transbordamento do Tamanduateí. Em Guarulhos, uma cratera com 5 metros de comprimento foi aberta na Avenida Paulo Freire, ao lado do Córrego Boituva. Na capital, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou o segundo pior congestionamento do ano: 150 km, às 19h42. Alagamentos interromperam a circulação de duas linhas da CPTM – a 7-Rubi e a 10-Turquesa.

Futuro. A solução para São Paulo ficar livre das enchentes só deve vir em 2050. Atualmente, 45 piscinões – ou um terço do previsto em 1998 pelo Plano de Macrodrenagem do Alto Tietê – foi finalizado, o suficiente para armazenar 9 milhões de m³. Pelo projeto, para resolver o drama paulistano seria preciso fazer mais 91 reservatórios, com capacidade para 26,6 milhões de m³ (ou 9.500 piscinas olímpicas). Eles comportam temporais de até 80 mm – ontem na foz do Aricanduva caíram 82,5 mm, segundo o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee).

O superintendente do Daee, Amauri Pastorello, diz que há problemas para construir reservatórios na Região Metropolitana, que segue em ritmo lento. “Faltam terrenos para ampliar piscinões.”

Para Pastorello, a chuva de ontem, que começou na zona leste, foi de grande intensidade, o que diminuiu a velocidade no escoamento do Tietê.

A vazão ficou reduzida a partir do entroncamento com o Tamanduateí e o Aricanduva. O contrato com a empresa que faz desassoreamento do Tietê acaba em abril. O Daee quer concluir nova licitação até essa data. O objetivo é retirar neste ano 2,1 milhões de m³ de sujeira do rio.

Postado por Luis Favre
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Do Blog do Favre.

Malafaia diz em culto que quem não desse oferta ficaria sem bençãos



O pastor Silas Malafaia (foto), 52, durante um culto em Araruama (RJ) no dia 16 de fevereiro, lembrou que no templo em que estavam tinha custado R$ 600 mil e em seguida disse: “Quem não der oferta, tudo bem. Mas não sairá daqui abençoado”.
Malafaia é da Igreja Assembleia de Deus, da subdenominação Vitória em Cristo, criada por ele.
Araruama é uma cidade de 112 mil habitantes do litoral fluminense a 108 km do Rio. Com 450 cadeiras, a igreja ali da Vitória em Cristo foi inaugurada no dia 18 dezembro de 2010. Ela é mais uma das 1.000 que o pastor planejou inaugurar nos próximos anos.
Malafaia faz parte de uma minoria entre os evangélicos que possui curso superior. Ele se formou em psicologia, mas se distingue por um estilo direto e ríspido, com casca de abacaxi. Ou "franco", como afirmam seus admiradores.
É um estilo bem diferente, por exemplo, do apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial, que, tendo estudado até o quinto ano do ensino fundamental, tem sido sutil e criativo na abordagem aos fiéis, como no caso da invenção do trízimo – 10% a Deus, 10% para Jesus e 10% para o Espírito Santo.
Em Araruama, quando Malafaia disse que quem não desse dinheiro ficaria sem benções, uma parte dos fiéis desistiu do culto.

FHC costeia o alambrado...

Agora que a oposição está esfarelando, FHC anda costeando o alambrado (*), desde que pediu uma audiência à Presidenta. Só falta ingressar no partido do Kassab.

Na segunda-feira, o jornal "O Globo" disse que quando FHC foi perguntado pela imprensa se concordava com as críticas de seu pupilo José Serra, que chamou o governo Dilma de "estelionato eleitoral", o ex-presidente desconversou, em tom de discordância de Serra:

- As eleições já passaram...

O ex-presidente demo-tucano fugiu de criticar até cortes no orçamento, uma pauta da oposição:

- Você quer que eu diga o que? Se não tivesse havido um gasto a mais do que era conveniente, não seria necessário o corte. Qual a extensão? Não sei. Não estou criticando ninguém. Governar é assim mesmo, tem que fazer corte em certos momentos, é difícil. Tem de explicar para a população porque. Nem sempre vão entender. É da vida política, é normal - observou.

Os demo-tucanos vão ter um troço, se FHC consumar sua adesão ao "lulo-petismo".

(*) Costeando o alambrado era uma expressão usada por Leonel Brizola quando um político estava virando a casaca, mudando de lado, em analogia a um torcedor de futebol que pula o alambrado, passando de uma torcida para outra.