sexta-feira, 1 de abril de 2011

Dilma mantém popularidade de Lula



Os oráculos do desastre não contavam com essa.

Completados três meses do Governo Dilma Rousseff, a Presidenta que seria “um poste” mantém inalterados os índices de popularidade que o Governo Lula ostentava.

A pesquisa CNI-Ibope divulgada hoje mostra que a grande maioria acha que Dilma está sendo tão boa governante quanto Lula, por enquanto.

56% da população brasileira considera ogoverno “ótimo” ou “bom” e 27% “regular”. Os cinco por cento do serrismo remói-se no “ruim”.

Em abril de 2007, no início de seu segundo mandato, Lula tinha 49% de “ótimo/bom” e 33% de “regular”. Os picolés de chuchu eram 13%.

O otimismo com relação ao governo Dilma aumentou em relação à expectativa antes da posse. Em dezembro de 2010 o percentual de “ótimo” e “bom” era 62%. Agora, 68% governo será “ótimo” ou “bom”.

Daqui a pouco trago mais dados sobre a pesquisa Shareaholic for Firefoxul.shr-socials li.shareaholic { background-image: url("http://www.tijolaco.com/wp-content/plugins/sexybookmarks/spritegen/api/sprite.png") ! important; }

Postado por Brizola Neto

Do Blog TIJOLAÇO.COM

De Fidel para Jimmy Carter


Do Tijolaço - 31/03/2011

Jimmy Carter, a mulher Rosalyn e Fidel Castro, hoje, em Havana

Brizola Neto

O líder cubano Fidel castro distribuiu um comunicado sobre a visita que recebeu hoje do ex-presidente americano Jimmy Carter. Publico-a, como homenagem ao bom entendimento e á paz entre pessoas e nações que podem ser diferentes sem guerrear.

“Hoje eu tive o prazer de receber Jimmy Carter, que foi presidente dos EUA entre 1977 e 1981 e o único que teve, na minha opinião, serenidade e coragem suficiente para resolver a questão das relações dos EUA com Cuba.

Carter fez o que pôde para reduzir tensões internacionais e promover a criação dos gabinetes de interesse para Cuba e os Estados Unidos. Sua administração foi a única que tomou medidas para atenuar o criminoso bloqueio imposto ao nosso povo.
A Revolução sempre apreciou o seu gesto corajoso. Em 2002, recebi-o calorosamente. Agora, lhe reitero meu respeito e apreço.

Será que realmente a oligarquia que rege a superpotência poderá renunciar ao seu insaciável desejo de impor sua vontade sobre o resto do mundo? Pode fazer isso um sistema que gera cada vez mais presidentes, como Nixon, Reagan e George W. Bush, cada vez com mais poder destrutivo e menos respeito pela soberania das nações?”

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A nossa suja história

Rui Martins, Direto da Redação

Foi minha filha Julie quem me deu o tema para esta coluna, logo depois do almôço, quando falávamos das mentiras da Tepco no Japão, das tantas mortes na Líbia e do futuro de Kadhafi. Ela ainda está traumatizada por ter ouvido de um primo, numa reunião familiar na última viagem ao Brasil, que a ditadura militar tinha sido uma boa coisa para o País.

Terminando o curso colegial, tem estudado a História recente e me surpreendeu, pois, enquanto tomávamos o café preto sem açúcar, fez um simples mas profundo comentário:

Veja só papai: na França, existem ruas, placas comemorativas com o nome de Jean Moulin, herói da resistência à ocupação nazista. Quando estive em Barcelona, vi que o povo espanhol não esquece dos que lutaram contra o ditador Franco. Mas, no Brasil, ninguém fala nos anos da ditadura, minhas primas nem sabem disso, é como se nunca tivesse acontecido. Mas foram vinte anos !

Coincidentemente, tinha lido ontem, uma entrevista da jovem e brilhante jornalista Ana Helena Tavares com um dos nossos heróis da resistência à ditadura militar, Carlos Eugênio Paz, na qual ele fala nessa falha histórica, pela qual nossos cinco ditadores são chamados de presidentes e seus nomes são imortalizados em obras públicas.

É verdade, o Brasil está empurrando para debaixo do tapete sua suja História, talvez por vergonha mas principalmente porque muitos de seus atores, que participaram do golpe e justificaram a ditadura, estão vivos e têm força suficiente, até no STF, para tentar apagar da memória da jovem geração nossas páginas vergonhosas.

E minha filha citou como exemplo a experiência suíça. Durante anos, os manuais escolares, os jornais, os políticos suíços esconderam o papel da Suíça durante a Segunda Guerra, disfarçado sob o manto de uma pretensa neutralidade. Porém, pressionado pelo peso da verdade, o governo foi obrigado a criar uma Comissão histórica independente, composta também de historiadores estrangeiros, presidida pelo suíço Jean François Bergier, para se revelar os anos ocultos.

E muita coisa dolorosa se soube, desde os judeus entregues aos nazistas nas fronteiras, ficando seus bens retidos nos bancos suíços, à lavagem do ouro roubado dos bancos centrais dos países ocupados pelos nazistas. Com esse ouro lavado e trocado em dinheiro, os nazistas podiam importar tungstênio e matérias primas da Espanha e Portugal para fabricar suas armas de guerra. E, enfim, foi o próprio presidente suíço quem fez solenemente sua mea culpa.

Argentinos e espanhóis desenterram suas vergonhas e estremecem diante das revelações de adoções por famílias de militares dos filhos das jovens opositoras mortas sob a tortura. O exercício da memória é a única maneira de se restabelecer a honra de um país. O Chile teve também seu momento de penitência, ao se revelarem oficialmente os crimes de Pinochet, velho decadente fingindo-se de gagá, com seu passado de traição e assassinatos.

É verdade minha filha, o Brasil nunca poderá ser um país de respeito enquanto não lavar a sujeira dos seus vinte anos de ditadura, enquanto não soubermos os nomes dos torturadores e assassinos, alguns dos quais sobreviveram ao retorno da democracia como políticos e parlamentares.

Enquanto os livros escolares não falarem de resistentes como Marighella, Lamarca e de tantos outros que tornaram possível a democracia de hoje. Será também preciso se retirar dos ditadores, desde Castelo Branco a Figueiredo, passando por Médici, Costa e Silva e Geisel, a citação e referência de terem sido nossos presidentes.

É preciso se contar a verdade para as novas gerações estudiosas, que terão vergonha se o Brasil for o único país do mundo a acobertar a vergonha dos seus anos sujos de ditadura, de falta de liberdade, de torturas e assassinatos. E nesse quadro, é muito normal surgirem declarações abjetas como essas do deputado Bolsonaro, apoiadas pelo pessoal dos anos sujos. Declarações que nunca serão punidas.

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Leia mais em: Esquerdop̶a̶t̶a̶
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Do Blog O Esquerdopata.

Bolsonaro e clubes militares são faces da mesma moeda

Os clubes militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica divulgaram, na tarde da última segunda-feira, nota conjunta para lembrar os 47 anos do movimento ilegal que derrubou do poder o presidente João Goulart por meio de golpe de Estado e que deu início ao regime militar, que durou até 1985, portanto mais de 20 anos.

A nota em questão foi mais uma da série de atos iguais que esbofeteiam a nação periodicamente ao exaltarem o regime criminoso que afundou o país, matou, torturou e roubou desbragadamente sem que ninguém pudesse dizer uma vírgula. Leiam essa peça patética, abaixo, que, em seguida, sigo comentando:

Há quarenta e sete anos, nesta data, respondendo aos reclamos da opinião pública nacional, as Forças Armadas Brasileiras insurgiram-se contra um estado de coisas patrocinado e incentivado pelo Governo, no qual se identificava o inequívoco propósito de estabelecer no País um regime ditatorial comunista, atrelado a ideologias antagônicas ao modo de ser do brasileiro.

À baderna, espraiada por todo o território nacional, associavam-se autoridades governamentais entre as quais Comandantes Militares que procuravam conduzir seus subordinados à indisciplina e ao desrespeito aos mínimos padrões da hierarquia.

A história, registrada na imprensa escrita e falada da época, é implacável em relatar os fatos, todos inadmissíveis em um País democraticamente organizado, regido por Leis e entregue a Poderes escolhidos livremente pelo seu povo.

Por maiores que sejam alguns esforços para “criar” uma história diferente da real, os acontecimentos registrados na memória dos cidadãos de bem e transmitidos aos seus sucessores são indeléveis, até porque são mera repetição de acontecimentos similares registrado pela história em outros países.

Relembrá-los, sem ódio ou rancor, é, no mínimo, uma obrigação em honra daqueles que, sem visar qualquer benefício em favor próprio, expuseram suas carreiras militares e até mesmo suas próprias vidas em defesa da democracia que hoje desfrutamos.

Os Clubes Militares, parte integrante da reação demandada pelo povo brasileiro em 1964, homenageiam, nesta data os integrantes das Forças Armadas da época que, com sua pronta ação, impediram a tomada do poder e sua entrega a um regime ditatorial indesejado pela Nação Brasileira.

Novamente, um ato de insubordinação de militares contra um presidente apesar de que, nas democracias, presidentes são os comandantes-em-chefe das Forças Armadas. Os militares que divulgaram nota exaltando a ditadura militar deveriam ser presos por insubordinação, se a lei fosse cumprida em relação a esses que chantageiam a nação com ameaça de romperem de novo a ordem institucional se forem disciplinados.

A nota dos militares mente desbragadamente. Afirma que o golpe foi dado devido à vontade do povo, o que é uma mentira facilmente identificável porque, se o povo não apoiava mais o governo que elegera – do qual Jango Goulart era o representante –, bastava esperar a eleição seguinte.

A nota ainda diz que Jango pretendia instalar uma ditadura comunista. Outra mentira. Não havia nenhum exército sendo formado para isso. Não havia como enfrentar as Forças Armadas para romper a ordem constitucional. Só havia planos de uma reforma agrária ainda mais tímida do que a de hoje e a legítima ideologia de Jango.

Aliás, surgiu fortuitamente o melhor exemplo de quão energúmenos são esses fantasmas da ditadura que vivem assombrando o país: as declarações racistas, homofóbicas e criminosas que o deputado fascista Jair Bolsonaro, do PP fluminense, proferiu na TV no mesmo dia da nota insubordinada dos clubes militares, usando a imunidade parlamentar para delinqüir.

Entre outras barbaridades, Bolsonaro disse estas:

Que se “pegasse” um filho fumando maconha, o torturaria. E que nem lhe passa pela cabeça a hipótese de ter um filho gay porque deu aos seus filhos “uma boa educação”, dizendo-se um pai “presente”;

Questionado sobre cotas raciais, disse: “Eu não entraria em um avião pilotado por um cotista nem aceitaria ser operado por um médico cotista”;

Insultou a cantora Preta Gil, filha de Gilberto Gil, quando ela lhe perguntou o que faria se o filho se apaixonasse por uma negra. As palavras de Bolsonaro “Ô Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como, lamentavelmente, é o teu”.

A conclusão que se tira de tudo isso é a de que oficiais militares acham que podem cometer crime de racismo, insubordinarem-se contra a presidenta da República, enfim, violarem as leis e afrontarem a sociedade sob proteção de ameaças veladas que fazem de nova ruptura institucional. Essa é a leitura que salta aos olhos, nesses episódios.

Bolsonaro e a verborragia espúria desses clubes militares constituem o melhor símbolo do regime criminoso de 1964. Quando militares dizem que estão preocupados com a nova novela do SBT, que versará sobre a ditadura militar, porque a obra os difamaria, deveriam refletir que ninguém consegue difamá-los mais do que eles mesmos.

Abaixo, o vídeo dos crimes de Bolsonaro


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Do Blog da Cidadania.

ContextoLivre Sob Censura


Através de Notificação recebida nesta manhã, o ContextoLivre está "sob censura".
Diante do peso da determinação - (a multa diária imposta a este blog, em caso de descumprimento, é de R$ 545,00), - já estão sendo retirados todos os artigos que mencionam um determinado partido político e um ex-parlamentar não reeleito em 2010.
Já estou tomando todas as medidas cabíveis para reverter essa decisão, que atinge um dos valores mais prestigiados pela nossa Constituição, a liberdade de expressão.
Enquanto esta iniquidade for preservada, este blog, em protesto, assinalará o fato em todas as suas postagens.
ContextoLivre

Lula participará de fórum de tecnologia em Washington

O ex-presidente Lula participará, na próxima quarta-feira (7), de um fórum sobre o uso de novas tecnologias na política que será realizado em Washington, informaram nesta quarta seus organizadores.

Lula será um dos convidados especiais do Fórum de Líderes Públicos da América Latina, evento organizado anualmente pela Microsoft desde 1998, informou uma porta-voz.

Este ano, o fórum, que deve reunir dezenas de líderes e analistas da região entre terça e quarta-feira, estará focado na utilização das novas tecnologias pelos líderes no contato com a população.

Em edições passadas, o evento teve a participação dos presidentes Felipe Calderón, do México, Alvaro Uribe, da Colômbia, e do ex-mandatário americano Bill Clinton.

Globo brinda leitores com palavrão


O jornal "O Globo" brindou seus leitores com um palavrão, ao omitir a letra "V" do sobrenome Carvalho, no dia 24 de março de 2011.

É claro que a gente não perde a oportunidade de zoar o jornalão, mas os piores erros não são os de digitação ou ortografia, são outros casos de "reporcagens", deturpação e mentiras que costumam ser publicados.

O jornalão acusou o erro:

O ESQUIZOFRÊNICO

Bolsonaro não é só um abestalhado mau caráter. É principalmente um esquizofrênico, sofre de um transtorno psíquico severo que se caracteriza pelos seguintes sintomas: alterações do pensamento, alucinações visuais, delírios e alterações no contato com a realidade, pobreza de pensamento. Há vários tipos de esquizofrenia, e a que está acometendo esse deputado é a esquizofrenia desorganizada, em que predominam os sintomas afetivos e as alterações do pensamento. As ideias delirantes, embora presentes, não são organizadas. Alguns doentes podem apresentar grande irritabilidade associada a comportamentos agressivos, e é o caso do Bolsonaro. Ele deveria estar internado em hospital psiquiátrico, recebendo o tratamento adequado, pois é uma pessoa que oferece risco para a sociedade devido ao comportamento agressivo. Os antipsicóticos são eficazes no alívio dos sintomas da esquizofrenia em 70% dos casos, e os mais usuais nestes casos são o haloperidol e a clorpromazina, mas a risperidona e a olanzapina também podem ser usadas como primeira escolha em pacientes psicóticos. Não tenho dúvidas de que ele é um doente mental, um esquizofrênico psicótico: persegue grupos de pessoas, é violento, ataca sem motivo. Bolsonaro jamais deveria estar no Congresso Nacional representando o povo, ele é uma ameaça à sociedade.

Jussara Seixas

Agência da ONU pede apuração de denúncias contra Bolsonaro

Entidade postou no Twitter mensagem comentando polêmica com frases de deputado

Do R7 / AE

As declarações do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), que nos últimos dias esteve no centro de uma polêmica por comentários ofensivos contra homossexuais e negros, repercutiram de tal forma que geraram a reação de um braço da ONU (Organização das Nações Unidas).

Em sua conta no Twitter, o escritório brasileiro da Unesco, a agência das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, pediu a apuração de denúncias envolvendo as afirmações de Bolsonaro.

- Unesco no Brasil defende apuração de denúncia de homofobia e racismo por parte de parlamentar.

A informação foi parar também no site da ONU no Brasil.

A polêmica com Bolsonaro teve início na última segunda-feira (28), quando foi ao ar o programa CQC, da TV Bandeirantes. Em um dos quadros da atração, Bolsonaro foi questionado pela cantora Preta Gil sobre o que faria se seu filho se apaixonasse por uma mulher negra. O deputado, então, respondeu com um comentário ofensivo.”
Matéria Completa, ::Aqui::

Para lembrar o golpe

Luciano Martins Costa, Observatório da Imprensa

“Não poderia haver manifestação mais representativa para marcar os 47 anos do golpe de 31 de março de 1964 do que a mais recente performance pública do deputado-capitão Jair Bolsonaro (PP-RJ). Ao dar ampla publicidade aos destemperos preconceituosos do parlamentar, a imprensa ajuda os mais jovens, que não viveram o período da ditadura, a entender a mentalidade que os militares tentaram impor à sociedade brasileira durante os vinte anos do regime.

Jair Bolsonaro é um representante típico daquele período, embora, para seu desgosto, não tivesse idade para assumir postos de poder. Nascido em Campinas, em 1955, ele era criança quando ocorreu o golpe, mas teve sua formação militar durante o regime autoritário. Suas referências são, portanto, de ouvir falar e das ordens do dia que recebia no quartel.

Liberdade desprezada

Ele parece não ter aprendido mais nada de1984 para cá, quando o Brasil iniciou seu processo de redemocratização. A oportunidade para mais uma de suas manifestações obscurantistas foi criada pelo programa CQC, transmitido na segunda-feira (28/3) pela Rede Bandeirantes.

Respondendo perguntas gravadas pela cantora Preta Gil, ele deu vazão a seus preconceitos contra homossexuais e negros.

Posteriormente, ameaçado de processo por quebra de decoro, acovardou-se e tentou se justificar, dizendo que se confundiu com uma pergunta, embora ainda mantendo o tom agressivo que o caracteriza.

Ele escolheu um momento emblemático para tentar se explicar: o velório de outra personalidade pública, o ex-vice-presidente José Alencar Gomes da Silva. "Estou me lixando para gays", esbravejou o parlamentar.

No noticiário de quinta-feira (31/3), não há como escapar à comparação entre sua personalidade e a de Alencar, que recebe justificadas homenagens através da imprensa.

O episódio envolvendo Bolsonaro é um desses casos em que a liberdade de imprensa ajuda a entender o que são as demais liberdades. Ao exercer a liberdade de expressão que, como defensor das ditaduras, sempre desprezou, o deputado inspira um debate interessante sobre os limites da tolerância democrática.”
Artigo Completo, ::Aqui::

Mino Carta: como os jornais imploraram pelo golpe militar de 64

O jornalista Mino Carta afirmou em entrevista ao programa Provocações, da TV Cultura, que os donos de veículo de comunicação do país apoiaram o golpe militar de 1964. Em conversa com o apresentador Antônio Abujamra, na atração que foi exibida na noite desta terça-feira (29/3), o criador e diretor de redação da revista CartaCapital afirmou que a mídia imprensa apoiou o golpe militar de 1964.


“A imprensa nativa no fim de 1963 implorando pelo golpe de 64, que é uma das grandes desgraças brasileiras. Acho que a maior desgraça é a escravidão, três séculos de escravidão, mas essa é uma desgraça muito grande. Eles (donos dos veículos de comunicação) queriam que os ‘milicos’ chegassem e assumissem o poder, em nome deles”, disse Mino.

Ao ser questionado por Abujamra que, depois de implantada a ditadura militar no Brasil, a “censura entrou” na imprensa, o diretor da CartaCapital declarou que “todos os jornais queriam o golpe e conseguiram”. Mino ainda comentou que o único veículo impresso que chegou a ser censurado foi O Estado de S. Paulo, mas de forma “branda”.

“O Estadão passou a sofrer censura, mas uma censura muito branda. Uma censura que autorizava o Estadão a publicar versos de Camões (…) ou então, as receitas de bolo no Jornal da Tarde. Os demais jornais não foram censurados”, declarou o fundador da revista CartaCapital. Para Mino, dizer que os jornais brasileiros foram censurados durante o período de ditadura militar “é uma piada, uma mentira — uma mentira grossa”.

Da Redação, com informações do Comunique-se
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Do Blog O TERROR DO NORDESTE.

Charge Online do Bessinha

No Brasil, Dia da Mentira não é 1º de abril, é 31 de março de 1964

Título do Mello, charge do Latuff