sábado, 2 de fevereiro de 2013

Charge do Bessinha

É cor-de-rosa choque


Na falta de uma “crise no setor elétrico”, a oposição brasileira decidiu enveredar por uma nova vertente: a crítica de moda. Os estilistas do PSDB gastaram horas para decidir se era ou não vermelho o terno que a presidenta Dilma Rousseff usou durante o pronunciamento em cadeia de rádio e televisão no qual anunciou o corte nas tarifas de luz.
A representação do PSDB faz alusão aos tons da campanha presidencial de 2010, mas erra: o terno usado na tevê não era rubro. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
A representação do PSDB faz alusão aos tons da campanha presidencial de 2010,
mas erra: o terno usado na tevê não era rubro.  
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Até o meio da semana, os tucanos tinham certeza de que Dilma usara vermelho. Em consequência, protocolaram uma representação na Procuradoria-Geral da República sob o argumento de que o objetivo subliminar seria promover o partido da mandatária do País, o PT. “A presidenta Dilma usou roupas vermelhas no pronunciamento oficial em uma clara referência às roupas vermelhas utilizadas na campanha de 2010 e nos programas partidários, fazendo alusão à cor do seu partido”, acusa o documento.
Já seria risível, mas ficou pior. A roupa não era vermelha, mas cor-de-rosa. “Inclusive combinava perfeitamente com o batom, da mesma cor”, disse uma fonte do Palácio, tão interessada nas últimas tendências do mundo fashion quanto o tucanato. O cabeleireiro da presidenta, Celso Kamura, foi taxativo. “Sem dúvida, rosa chiclete Ping-Pong.” Um conhecedor profundo de paletas de cores talvez batesse o martelo sobre a nuance exata do terninho: goiaba. Uma cor em voga neste verão. Dilma, pelo visto, está por dentro.
Petistas? Na internet, a pergunta: o PSDB também vai interferir nos figurinos de Michelle Obama e Angela Merkel? Fotos: Maria Tama/ Getty Images/ AFP e Bertrand Langlois/ AFP
Petistas? Na internet, a pergunta: o PSDB também vai interferir
nos figurinos de Michelle Obama e Angela Merkel?
Fotos: Maria Tama/ Getty Images/ AFP e Bertrand Langlois/ AFP

Coube ao novo líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio, a incômoda tarefa de ir à Procuradoria, na terça-feira 29, entregar a representação contra as roupas de Dilma. “Entendemos ser vermelho, mas é um detalhe pequeno que faz parte de um contexto. Ela pode usar a cor que bem entender, só quisemos mostrar a mudança no comportamento dela. É a primeira vez que aparece nessa cor, porque em pronunciamentos anteriores, como no último, ela vestiu preto com uma renda branca por cima”, disse o deputado, aparentemente um conhecedor do guarda-roupa presidencial.
Além do terno de Dilma, o PSDB protestou contra as letras utilizadas no programa, “parecido”, segundo o partido, com a tipologia usada na campanha presidencial de 2010. A oposição cita em particular a “grafia do sobrenome” Rousseff. E contra o que viu como abuso na utilização da rede nacional de rádio e tevê. “A convocação de redes obrigatórias de rádio e de televisão somente pode ser realizada quando necessária para preservação da ordem pública, da segurança nacional ou no interesse da Administração”, diz a representação, amparada no Regulamento dos Serviços de Radiodifusão.
Para Sampaio, houve “mudança de padrão” no pronunciamento em relação às falas anteriores. “A presidenta Dilma fez clara antecipação da campanha eleitoral. Agiu de maneira a condenar a existência da oposição e tratou a oposição como sendo pessoas que não amam o País”, queixou-se o deputado. “O conceito de República foi abandonado”, bradou o presidente do PSDB, Sérgio Guerra.
Não bastasse o daltonismo, a amnésia dos tucanos é flagrante: o apelo ao “republicanismo” é discurso fácil, mas em junho de 2002, em pleno ano eleitoral, o então presidente Fernando Henrique Cardoso convocou rede nacional para anunciar o pagamento da reposição das perdas que os trabalhadores brasileiros tiveram no FGTS em razão dos planos Verão e Collor, o que beneficiou 35 milhões de cidadãos.
“Assim como o Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, os avanços na saúde e na educação, a reposição do Fundo de Garantia é mais uma realização que outros governos não conseguiram e este governo conseguiu”, vangloriou-se FHC, a cinco meses da eleição presidencial, aquela que levou Lula à Presidência.
Exaltar as virtudes do Plano Real era frequente nos pronunciamentos de FHC em cadeia nacional durante seu governo. “Nós cuidamos primeiro do real, para que agora o real possa cuidar das pessoas”, afirmou, em 1997. Por causa desse pronunciamento, a oposição, representada pelo PT, PDT, PSB e PCdoB, recorreu à época ao Tribunal Superior Eleitoral. A alegação era idêntica: finalidade “eleitoreira”. A diferença, como de costume, está no posicionamento da mídia. À época de FHC, ninguém via desvios ou intenções ocultas em seu comportamento. Já hoje… A representação do PSDB ancora-se em editoriais e textos da Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e Veja com críticas ao pronunciamento “eleitoreiro” e “partidário” de Dilma Rousseff.
Os tucanos, ecoados pela mídia e vice-versa, criticaram o fato de Dilma se “vangloriar” da redução na conta de luz e, ao mesmo tempo, “atacar” os que fizeram previsões sem fundamento. Vale ainda a comparação: em seu primeiro pronunciamento em cadeia de rádio e tevê, em 1995, FHC fez o quê? Vangloriou-se do sucesso do Plano Real e atacou os “pessimistas”. “Muitos apostaram que o real iria desmoronar”, disse FHC. “Pois se enganaram.”
A queixa à Justiça parece uma tentativa de minimizar os efeitos (esses ainda não mensuráveis) do corte nas tarifas de energia sobre a escassa simpatia popular ao partido. Antecipada pelo governo para 24 de janeiro e fixada em 18% no caso das residências e 32%, no da indústria e comércio, o corte nas tarifas foi uma boa notícia da qual o PSDB não só não participou como tentou sabotar. Três estados governados pelo partido – Paraná, Minas Gerais e São Paulo – decidiram não aderir à Medida Provisória que reviu os contratos das concessionárias, mesmo sob as críticas dos industriais, os maiores beneficiados. Mas a redução na conta de luz também ocorrerá nessas áreas.
No Palácio do Planalto, a notícia de que os tucanos tinham entrado com a representação virou motivo de comemoração. A avaliação geral era de que a oposição vestiu a carapuça ao se identificar como alvo das críticas veladas da presidenta, que em nenhum momento citou nomes ou legendas. E deu a chance de o PT criticar diretamente o principal rival em seu programa eleitoral na televisão, em maio. Uma possibilidade é apresentar o PSDB como o partido “a favor da conta de luz cara”.
Nas redes sociais, a chacota era mesmo sobre a tentativa de “proibir” Dilma de usar vermelho. A cada aparição de uma celebridade em cores rubras, como a primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, no baile da posse, estonteante num longo vermelho, ou a bem menos vistosa chanceler alemã Angela Merkel, repetia-se a piada: “O PSDB vai proibir também?”
Cynara Menezes
No CartaCapital

Ator José de Abreu se filia ao PT e pensa em lançar candidatura como deputado

Mônica Bergamo

O ator José de Abreu, 68, saiu do armário político: depois de anos defendendo o PT em público, resolveu se filiar ao partido. Foi pedir conselhos ao ex-presidente Lula e ao amigo José Dirceu sobre uma possível candidatura para deputado federal em 2014.


*
Ele conta que Lula achou a "ideia sensacional". O ator agora o espera no Rio, para uma sessão da peça "Bonifácio Bilhões" ("que inclusive discute ética"), na qual atua. "Lula abonaria minha ficha e lançaria uma campanha maciça de filiação ao PT do Rio."

*
Jantou com José Dirceu, condenado pelo mensalão, nesta semana. O ator Paulo Betti também foi. Segundo Zé, o Abreu, conversaram sobre sua candidatura. Evanise Santos, mulher de Dirceu, tirava fotos no celular.

*
Abreu sairá em caravana com o senador Lindberg Farias (PT) pelo interior do Rio. Preocupa-se com o contrato na Globo, que vai até 2014, caso dispute a eleição. "Ganho muito mais na Globo. Como deputado, terei que baixar meu padrão de vida."

*
O casamento gay é uma bandeira. Sobre ter se declarado bissexual no Twitter, explica: "Nunca tive caso homossexual. Não posso dizer que sou preto nem índio nem mulher nem pobre. Assumi posição de minoria. Quero ser vítima de preconceito".


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Leia mais em: Blog Sujo
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Do Blog O Esquerdopata.

Renan Calheiros, Uma Sinuca de Bico e Suas Consequências

Eu quero ver sangue!!!!!

Renan Calheiros foi eleito Presidente do Senado! Pei! Não tem ai, ai, ai... Nem chororô... É ele e acabou... Mesmo com denúncia do PGR a dois dias da eleição - um sábado! Mesmo com o vazamento da denúncia para a Revista Época na manhã de hoje... Quem vazou, Sr. PGR????
E as consequências disso... O PGR Roberto Gurgel partiu para o "All In" e perdeu todas as fichas... E virou o pior inimigo do Renan Calheiros... Virou a caça!
Jeito para evitar isso??? Tem! Artilharia pesada da imprensa e da antiga situação (não tem competência nem para ser oposição) contra o Renan... Admitindo sua queda, assume o Vice-presidente do Senado. Quem?? Que?? Quem??? O Senador Jorge Viana do PT... Ou seja, o Triunvirato do Mal PSDB/PGR/STF caiu em uma sinuca de bico com 4 bolas cercando... Eu eu estou morrendo de rir.... Afinal, morrendo afogado, qualquer um se agarra ao primeiro jacaré que passar boiando... Um jacaré chamado Renan... TIC TAC TIC TAC...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Empossado, Renan pode dar o troco em Gurgel



:
Depois de o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresentar denúncia ao STF contra o peemedebista a uma semana de sua eleição para a presidência do Senado, Renan Calheiros tem a chance de dar o troco: como presidente do Senado, ele tem em mãos uma representação feita pelo senador Fernando Collor (PTB-AL) que pede a abertura de processo de impeachment contra Gurgel no caso do bicheiro Carlinhos Cachoeira
A denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) não chegou a impedir a eleição do peemedebista à presidência do Senado nesta sexta-feira, mas foi motivo de grande constrangimento. Antes mesmo de assumir oficialmente sua candidatura, nesta quinta-feira, o senador teve de se explicar sobre um caso que estava há dois anos nas mãos do procurador-geral e foi encaminhado por ele a apenas uma semana da eleição. Pois, se Renan guarda algum rancor, tem uma boa oportunidade de dar o troco.
Enquanto novo presidente do Senado, o peemedebista terá a atribuição de colocar sob apreciação do Senado uma representação contra Gurgel. A representação foi apresentada pelo senador Fernando Collor (PTB-AL) e pede a abertura de impeachment contra o procurador-geral no caso do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
O pedido de impeachment foi apresentado no ano passado, durante a CPI do Cachoeira, e se baseia na recusa do procurador-geral em comparecer ao Senado para explicar por que não encaminhou a denúncia da organização criminosa, apesar das provas colhidas pela Polícia Federal nas operações Vegas e Monte Carlo. Nesta sexta-feira, Collor voltou a fazer duras críticas ao trabalho de Gurgel à frente da Procuradoria Geral da República.

Collor acusa Gurgel, de novo

O fosso que se abre entre opinião pública e opinião publicada

Do Viomundo - publicado em 1 de fevereiro de 2013 às 8:44

A velha mídia, fora da realidade

por MARCELO ZERO e DOUTOR ROSINHA, especial para o Viomundo

Chávez não era Chávez. A foto exibida no último dia 24 de janeiro pelo “El País”, jornal conservador espanhol, havia sido retirada de um vídeo médico de 2008, que mostrava um homem anônimo em coma.

Uma rápida e simples checagem teria revelado o erro grotesco e primário. No entanto, o “El País”, espécie de sucursal ibérica do antichavismo, resolveu arriscar para ver se “colava”. Não colou. Um internauta percebeu logo o erro e o jornal teve de retirar a foto e pedir desculpas. Tirou a foto e imediatamente colocou em si mesmo uma grande e vergonhosa “barriga”, nome que se dá, no jargão jornalístico, a erros desse tipo.

O episódio não é um fato isolado, um simples erro ocasional. Ao contrário. É emblemático de um tipo de jornalismo que se tornou bastante comum, especialmente na América do Sul.
Na Venezuela, na Argentina, no Equador, no Brasil e em outros países do subcontinente pratica-se, com inquietante desenvoltura, um tipo de jornalismo que tem por hábito diário distorcer ou mesmo falsear a realidade.

Os retratos pintados diuturnamente pela mídia tradicional sobre a situação atual desses países apontam para um quadro de caos, desagregação social e política e falta de rumo que encontram pouca ou nenhuma correspondência com a realidade objetiva. Parecem “fotos” grosseiramente retocadas por um photoshop concebido para enfear, ou mesmo simples falsificações, tal como a imagem do suposto Chávez hospitalizado.

No Brasil, por exemplo, há uma década que boa parte da mídia tradicional e oligopolizada divulga “fotos” e “retratos” das supostas mazelas dos governos do PT, apresentados, quase que invariavelmente, como absolutamente incompetentes, irremediavelmente corruptos, solertemente antidemocráticos e francamente desastrosos.

Por aqui, a velha mídia também não se cansa de lançar mão de barrigas homéricas. Basta lembrar a ficha falsa da presidenta Dilma Rousseff, publicada pela “Folha de S.Paulo” em sua capa. Ou então as inúmeras falsas denúncias veiculadas pela revista “Veja” ao longo dos últimos anos, jamais comprovadas, entre elas a suposta conta de Lula no exterior ou o dinheiro que teria sido remetido pelas Farc ao Partido dos Trabalhadores.

Pelo que se divulga em boa parte dessa mesma mídia, o país vive um processo acelerado de decadência desde 2003, quando o governo liderado pelo PT substituiu o “competente”, “limpo” e “democrático” governo de tintas paleoliberais, que havia colocado a nação no rumo “correto” da “modernidade”.

Bem, seria fastidioso enumerar aqui os claros êxitos dos recentes governos brasileiros. Basta fazer análise objetiva dos principais indicadores socioeconômicos para se chegar à inevitável conclusão de que o Brasil, nos últimos dez anos, mudou substancialmente para melhor.

Estudo mundial do Boston Consulting Group, divulgado há poucos meses e solenemente ignorado, coloca o Brasil como o país que mais se destacou na qualidade recente de seu desenvolvimento.
Assim, se alguém quiser entender o que aconteceu no Brasil na última década, não encontrará respostas fidedignas na cobertura da imprensa conservadora. Terá de recorrer a blogs e sites alternativos e a fontes estrangeiras, ou então fazer suas próprias pesquisas.
A imagem do Brasil recente construída por parte expressiva da grande mídia tradicional está tão longe da realidade quanto a foto do homem hospitalizado dista do autêntico Chávez. Na tentativa incansável de “furar” os governos progressistas recentes, produz-se uma pletora de “barrigas”, numa espécie de vale-tudo midiático.

Trata-se, portanto, de uma mídia-barriga, que fábrica notícias distorcidas, enviesadas, exageradas e até mesmo falsas, de forma sistemática. Uma mídia que convive melhor com figuras do submundo do que com a verdade.

Esse distanciamento da realidade, que beira a esquizofrenia, é preocupante. Porém, não é o único. Há também o claro descolamento entre a opinião publicada e a opinião pública. A primeira dedica ódio profundo ao PT e seus governos. Já a segunda consagra Lula e Dilma com recordes de popularidade.

Não por acaso a mídia tradicional passou, nos últimos anos, a questionar a legitimidade do voto popular. Com a candura que lhe é peculiar, ressuscitou a “tese Pelé”, construída na ditadura, segundo a qual o “povo não sabe votar”. Aqueles que votam com a situação o fazem por que são manipulados e desinformados, escravos do Bolsa Família que não têm o hábito de ler Veja e outros modernos bastões do Iluminismo. É um voto que, no fundo, segundo essa concepção, não conta, ou não deveria contar.

Isso nos leva ao terceiro e mais preocupante distanciamento ou descolamento. O distanciamento entre parte da mídia conservadora e a democracia. Em tempos recentes, segmentos da nossa mídia tradicional, honrando uma notável tradição, não se acanharam em aplaudir e defender golpes militares ou “brancos” contra governos progressistas da América Latina, como aconteceu na Venezuela, em Honduras e no Paraguai.

Autoridades eleitas e reeleitas, em pleitos livres e lisos, são tratadas caricatamente como “ditadores”, “caudilhos” e “populistas”, gentalha que ameaça a “democracia”. 

Provavelmente uma “democracia” sem povo e sem voto, que assegura a independência das instituições, desde que elas sejam conservadoras, e a alternância de poder, desde que entre forças políticas da direita, como no pacto político de Punto Fijo, que dominava, com o aplauso da mídia, a Venezuela pré-Chávez.

Obviamente, nada disso é novidade. A velha mídia do Brasil e de outros países do subcontinente sempre foi muito conservadora. No passado, apoiou ditaduras e esmerou-se na crítica a partidos de esquerda e a movimentos sindicais e sociais a eles associados.

A novidade está em que parte dos países da América do Sul é governada hoje por forças políticas que romperam, até certo ponto, em maior ou menor grau, com a agenda neoliberal que levou os partidos de direita e centro-direita da região à ruína política.

Surgiram ou chegaram ao poder novas forças políticas. De repente, essa mídia, acostumada com o oligopólio político de uma pequena elite, secundada pelos setores conservadores da classe média, viu seu poder de influência decrescer consideravelmente.

Nessa nova conjuntura, a velha mídia revela a sua verdadeira e feroz face: a de um partido de oposição que não mede esforços para recuperar a sua antiga hegemonia e que não tem pudor em atropelar a verdade e as normas básicas do bom jornalismo, colocando em risco a democracia que diz tanto defender.

Entretanto, essa mídia ainda detém firme monopólio da produção e difusão da informação. A internet, por certo, cria circuitos alternativos de debate democrático. Porém, é ilusão pensar que ela, por si só, é capaz de quebrar o monopólio da informação. Na realidade, esse monopólio é também reproduzido no mundo online. A informação destoante ainda é francamente minoritária e escassa.

O Brasil precisa de uma mídia mais aberta, profissional, democrática e, sobretudo, plural, como recomenda, aliás, o relatório intitulado “Uma mídia livre e pluralista para sustentar a democracia europeia”, elaborado recentemente, no âmbito da União Europeia. E seu governo precisa, sim, de críticas consistentes e fundamentadas, e não da atual cachoeira de panfletos histéricos, denúncias vazias, textos mal apurados e mal escritos.

Isso demandaria, obviamente, que se iniciasse um debate amplo, franco e livre sobre a extrema concentração da propriedade dos meios de informação no país. Mas esse é, ao menos por enquanto, um tema tabu, interditado pela mídia conservadora, que alega que tal debate representaria uma ameaça à liberdade de expressão e à democracia.

Uma alegação tão falsa quanto a foto do Chávez no “El País”.


Dr. Rosinha, médico com especialização em Pediatria, Saúde Pública e Medicina do Trabalho, é deputado federal (PT-PR). No Twitter: @DrRosinha; Marcelo Zero, assessor técnico da Liderança do PT no Senado Federal.
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Cynara Menezes: o “vermelho” de Dilma e como a oposição virou piada nas redes sociais

É Cor-De-Rosa Choque
A oposição “acusa” Dilma Rousseff de usar vermelho com objetivos eleitorais e vira piada nas redes sociais
Cynara Menezes, na Carta Capital
Na falta de um “crise no setor elétrico”, a oposição brasileira decidiu enveredar por uma nova vertente: a crítica de moda. Os estilistas do PSDB gastaram horas para decidir se era ou não vermelho o terno que a presidenta Dilma Rousseff usou durante o pronunciamento em cadeia de rádio e tv no qual anunciou o corte nas tarifas de luz.
Até o meio da semana, os tucanos tinham certeza de que Dilma usara vermelho. Em consequência, protocolaram uma representação na Procuradoria-Geral da República sob o argumento de que o objetivo subliminar seria promover o partido da mandatária do País, o PT. “A presidenta Dilma usou roupas vermelhas no pronunciamento oficial em uma clara referência às roupas vermelhas utilizadas na campanha de 2010 e nos programas partidários, fazendo alusão à cor de seu partido”, acusa o documento.
Já seria risível, mas ficou pior. A roupa não era vermelha, mas cor-de-rosa. “Inclusive combinava perfeitamente com o batom, da mesma cor”, disse uma fonte do Palácio, tão interessada nas últimas tendências do mundo fashion quanto o tucanato. O cabeleireiro da presidenta, Celso Kamura, foi taxativo. “Sem dúvida, rosa chiclete Ping-Pong”. Um conhecedor profundo de paletas de cores talvez batesse o martelo sobre a nuance exata do terninho: goiaba. Uma cor em voga neste verão. Dilma, pelo visto, está por dentro. Coube ao novo líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio, a incômoda tarefa de ir à Procuradoria, na terça-feira 29, entregar a representação contra as roupas de Dilma. “Entendemos ser vermelho, mas é um detalhe pequeno que faz parte de um contexto. Ela pode usar a cor que bem entender, só quisemos mostrar a mudança no comportamento dela. É a primeira vez que aparece nessa cor, porque em pronunciamentos anteriores, como no último, ela vestia preto com uma renda branca por cima”, disse o deputado, aparentemente um conhecedor do guarda-roupa presidencial.
Além do terno de Dilma, o PSDB protestou contra as letras utilizadas no programa, “parecido”, segundo o partido, com a tipologia usada na campanha presidencial de 2010. A oposição cita em particular a “grafia do sobrenome”Rousseff. E contra o que viu como abuso na utilização da rede naciona de rádio e tv. “A convocação de redes obrigatórias de rádio e de televisão somente pode ser realizada quando necessária para preservação da ordem pública, da segurança nacional ou no interesse da Administração”, diz a representação, amparada no Regulamento dos Serviços de Radiodifusão.
Para Sampaio, houve “mudança de padrão” no pronunciamento em relação às falas anteriores. “A presidenta Dilma fez clara antecipação da campanha eleitoral. Agiu de maneira a condenar a existência da oposição e tratou a oposição como sendo pessoas que não amam o País”, queixou-se o deputado. “O conceito de República foi abandonado”, bradou o presidente do PSDB, Sérgio Guerra.
Não bastasse o daltonismo, a amnésia dos tucanos é flagrante: o apelo ao “republicanismo” é discurso fácil, mas em junho de 2002, em pleno ano eleitoral, o então presidente Fernando Henrique Cardoso convocou rede nacional para anunciar o pagamento da reposição das perdas que os trabalhadores brasileiros tiveram no FGTS em razão dos planos Verão e Collor, o que beneficiou 35 milhões de cidadãos.
“Assim como o Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, os avanços na saúde e na educação, a reposição do Fundo de Garantia é mais uma realização que outros governos não conseguiram e este governo conseguiu”, vangloriou-se FHC, a 5 meses da eleição presidencial, aquela que levou Lula à Presidência.
Exaltar as virtudes do Plano Real era frequente nos pronunciamentos de FHC em cadeia nacional durante seu governo. “Nós cuidamos primeiro do real, para que agora o real possa cuidar das pessoas”, afirmou em 1997. Por causa desse pronunciamento, a oposição, representada pelo PT, PDT, PSB e PcdoB, recorreu à época ao Tribunal Superior Eleitoral. A alegação era idêntica: finalidade “eleitoreira”. A diferença, como de costume, está no posicionamento da mídia. À época de FHC, ninguém via desvios ou intenções coulatas em seu comportamento. Já hoje… A representação do PSDB ancora-se em editoriais e textos da Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo e Veja com críticas ao pronunciamento “eleitoreiro” e “partidário” de Dilma Rousseff. Os tucanos, ecoados pela mídia e vice-versa, criticaram o fato de Dilma se “vangloriar” da redução na conta de luz e, ao mesmo tempo, “atacar” os que fizeram previsões sem fundamento. Vale ainda a comparação: em seu primeiro pronunciamento em cadeia de rádio e tv, em 1995, FHC fez o quê? Vangloriou-se do sucesso do Plano Real e atacou os “pessimistas”. “Muitos apostaram que o real iria desmoronar”, disse FHC. “Pois se enganaram”.
A queixa à Justiça parece uma tentativa de minimizar os efeitos (esses ainda não mensuráveis) dos corte nas tarifas de energia sobre a escassa simpatia popular ao partido. Antecipada pelo governo para 24 de janeiro e fixada em 18% no caso das residências e 32%, no da indústria e comércio, o corte nas tarifas foi uma boa notícia da qual o PSDB não só não participou como tentou sabotar. Três estado governados pelo partido – Paraná, Minas Gerais e São Paulo – decidiram não aderir à Medida Provisória que reviu os contratos das concessionárias, mesmo sob as críticas dos industriais, os maiores beneficiados. Mas a redução na conta de luz também ocorrerá nessas áreas.
No Palácio do Planalto, a notícia de que os tucanos tinham entrado com a representação virou motivo de comemoração. A avaliação geral era de que a oposição vestiu a carapuça ao se identificar como alvo das críticas veladas da presidenta, que em nenhum momento citou nomes ou legendas. E deu a chance de o PT criticar diretamente o principal rival em seu programa eleitoral na televisão, em maio. Uma possibilidade é apresentar o PSDB como o partido “a favor da conta de luz cara”.
Nas redes sociais, a chacota era mesmo sobre a tentativa de “proibir” Dilma de usar vermelho. A cada aparição de uma celebridade em cores rubras, como a primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, no baile da posse, estonteante num longo vermelho, ou a bem menos vistosa chanceler alemã Angela Merkel, repetia-se a piada: “O PSDB vai proibir também?”

Do Blog Maria Frô.

Gurgel ataca Lula em SP


Até onde Gurgel quer ir ?

Saiu em O Globo:

Depoimento de Marcos Valério sobre Lula será enviado à PGR-SP


BRASÍLIA – O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse que vai enviar até segunda-feira à Procuradoria da República em São Paulo o depoimento no qual Marcos Valério acusa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter recebido dinheiro do mensalão. Como Lula não tem direito a foro especial, os procuradores devem enviar o caso para a primeira instância da Justiça. Segundo o procurador, o documento tem três ou quatro páginas.

O depoimento de Valério foi dado em setembro do ano passado. Como o julgamento do processo do mensalão já estava em curso, não foi possível inserir o novo fato à investigação. Gurgel disse que não fez nenhuma recomendação aos procuradores de São Paulo. Ele explicou que, normalmente, o Ministério Público faz uma análise preliminar sobre o caso antes de mandar para a Justiça:

- Normalmente feita análise preliminar, mas depende de cada colega.

Navalha
Teoricamente, Gurgel conta com mais apoio no MPF de São Paulo do que no de Brasiíia, que seria a opção.

PHA
Também do Blog CONVERSA AFIADA.

Tucanos perseguem a Dilma por causa da cor


Os tucanos preferem o verde do dolar, o roxo do velório ou os blue eyes ?


A propósito da representação do PSDB junto ao brindeiro Gurgel contra a Dilma – http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/01/29/depois-do-lula-gurgel-processa-dilma/ – o amigo navegante Menezes enviou a integra da histórica manifestação oposicionista.

Ela demonstra, outra vez, que os tucanos aumentam a tarifa de energia e, ao mesmo tempo, vão buscar no Supremo – onde tem maioria – o que não conseguem no voto.

Depois, não se queixem de estar em extinção, na nobre companhia de uma oposição que já se extinguiu por si mesma.

O Conversa Afiada publica comentário do amigo nevegante Menezes:
Menezes

Enviado em 30/01/2013

Partido dos shit rolls.
R E P R E S E N T A Ç Ã O http://www.psdb.org.br/wp-content/uploads/2013/01/representacao_290113.pdf


E, aí, o espantoso: os tucanos tem raiva da cor vermelha:


4 – USO DE ROUPAS VERMELHAS FAZENDO ALUSÃO A COR DO PARTIDO
A presidente Dilma usou roupas vermelhas no pronunciamento oficial em uma clara referência ás roupas vermelhas utilizadas na campanha de 2010 e nos programas partidários, fazendo alusão a cor do seu partido.

Pronunciamento 23 de janeiro de 2013 http://www.youtube.com/watch
?v=vab0_LlItD8&feature=share&list=UUjj YaSHsZSUNTSwUV8OfOrA

Inserção partidária nacional 2011 – http://youtu.be/qjwP9T4BKuo
Navalha
Qual a cor preferida dos tucanos ?
Verde de dólar ou roxo de velório ?
Ou os blue eyes ?
Paulo Henrique Amorim



O Gurgel saberá encontrar um crime nessa imagem de flagrante ilegalidade. Ele herdou o Big Ben de Propriá !

Comentários

Do Blog CONVERSA AFIADA.

 

Gurgel é “chantagista e prevaricador”, diz Collor



“Senador do PTB não mediu palavras no discurso de cinco minutos feito durante a eleição que escolhe o presidente da Casa, nesta manhã; "Ele não tem moral para mover qualquer ação contra alguém", atacou, em referência à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República a duas semanas da votação contra o candidato favorito, Renan Calheiros
"Chantagista", "prevaricador" e "sem moral". Esses foram alguns termos usados pelo senador Fernando Collor (PTB-AL) para definir o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, durante seu discurso na eleição que escolhe o presidente do Senado. A fala de no máximo cinco minutos foi tomada de ataques ferozes a Gurgel. "O procurador é um chantagista, um prevaricador", criticou Collor, na manhã desta sexta-feira. "Ele não tem moral para mover qualquer ação contra alguém", acrescentou. 
O senador do PTB defendeu a candidatura do peemedebista à presidência da Casa. "A eleição de Renan Calheiros será uma afirmação do que é o Senado Federal". Em sua fala, ele se referiu à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o favorito ao cargo a apenas duas semanas das eleições no Senado. A ação, que acusa Renan de cometer os crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso, estava nas mãos de Gurgel há cerca de dois anos.
O procurador nega que haja motivações políticas em apresentar a peça agora, próximo da eleição. Para deixar a ação ainda mais suspeita, porém, o documento com a denúncia foi vazado na íntegra para a revista Época nesta manhã, poucas horas antes da eleição no Senado. Para Renan Calheiros, a atitude do procurador é "completamente estranha".

Charge do Bessinha : Ramerrão



Veja agora: a república dos bankeiros contra a energia barata



E ontem no Jornal da Globo, esse dois patetas tentando me convencer que a energia mais barata é ruim para o povo brasileiro.
Senta lá Globo...