segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Dilma cancela publicidade na Veja. É pouco!

Sem o BB, a Caixa e a Petrobrás por 4 anos, a Globo quebra!


O Conversa Afiada pode informar que a Presidenta Dilma suspendeu a publicidade governamental no detrito sólido de maré baixa, que elegeu o Juiz Moro Barbosa como o vaso-de-guerra do Golpe.

Dizia-se que ela tinha feito o mesmo com a Época, do Globo: não é verdade.

Ficou na Veja.

É pouco.

Se o motivo da decisão sobre a Veja é o Golpe que surrupiou oito pontos dela, em São Paulo, tinha que levar a decisão aos “órgãos de imprensa” que fizeram o mesmo: o Globo, a Globo, o Estado comatoso e a Fel-lha.

Todos esses jogaram a cartada do Golpe com a fraude da Veja.

Transformar a Veja em bode expiatório só reforça a ânsia golpista dos outros.

Não há nenhuma razão ética, política ou sequer de marketing que justifique dinheiro público e de empresas estatais bancar o Gilberto Freire com “i” e a Urubulóga, cuja atividade dita profissional é detonar Governos trabalhistas.

Por quê?

Por que bancar o Ataulfo, pergunta o Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo.
No CAf


Caro FHC: o senhor poderia dizer quais foram as mentiras ditas sobre Aécio?

FHC
Fernando Henrique Cardoso disputou com Lobão o papel de figura mais ridícula deste último final de semana.


Na minha opinião, ganhou.


Num artigo, FHC recorreu a um lugar-comum que vem sendo utilizado pela oposição, incapaz de analisar os reais motivos que a levaram a mais uma derrota nas urnas.


FHC falou nas “mentiras” da campanha petista. Na “descontrução” de Aécio.


Quais serão as mentiras?


Olhemos para trás.


O aeroporto de Cláudio, por exemplo. É mentira? É invenção?


Acabaram as eleições, mas espera-se que o caso não seja esquecido. Aécio tem que ser devidamente cobrado por ter torrado 14 milhões de reais de dinheiro público num aeroporto privado.


Que o novo governo de Minas tire do armário todos os esqueletos da era Aécio, a começar pelo aeroporto.


Era mentira que Aécio colocou dinheiro público, na forma de propaganda, em rádios suas? Aliás: essas rádios são uma mentira?


Como um político pode ter rádios – escondido dos olhares públicos, aliás – e ao mesmo tempo falar em decência e ética?


Era mentira o nepotismo desenfreado de Aécio, simbolizado em Andrea Neves?


Agora: mentira, neste capítulo, foi o uso por Aécio, num debate, do irmão de Dilma, o modesto, o discreto Igor.


Só depois das eleições, aliás, o Estadão mostrou quem é Igor. É uma espécie de Mujica, até no carrinho velho.


Era mentira que Aécio, aos 17 anos, ganhou do pai deputado um emprego que deveria levá-lo a Brasília ao mesmo tempo em que estudava no Rio?


Era mentira que aos 25 anos ele foi nomeado diretor da Caixa por um primo que era ministro? Justo Aécio, que não cansou de falar em meritocracia e aparelhamento.


Vamos ao próprio FHC.


Era mentira que houve compra de votos no Congresso para a aprovação da emenda que permitiu sua reeleição?


Mentira é mentira. Não adianta FHC tentar chamar verdades de mentiras.


Mentira mesmo é dizer, como Aécio fez, que pesquisas mostravam que ele estava dando uma surra em Dilma em Minas com base em números que ele sabia serem enganosos. O dono do instituto revelou que avisou. O estatístico também.


Mentira também foi a tentativa canhestra de usurpação de programas sociais como o Bolsa Família.


O PSDB tem um problema dramático. Não tem causa. Virou um grande conglomerado de direita.


Mesmo com o apoio de todo mundo – mídia, Marina, Eduardo Jorge etc etc – apanhou.


É um partido que tem muito mais passado que futuro.


Os tucanos teriam que se reinventar, mas quem poderia fazer isso?


Aécio? Pausa para gargalhada.


Alckmin? Pausa para mais gargalhada.


E então, na falta de ideias novas e líderes novos, aparece a desculpa da mentira.


Duvido, sinceramente duvido, que FHC, afinal um homem inteligente, acredita de fato que sejam mentiras as verdades que ele diz serem mentiras.


A isso – tratar verdades como mentiras sabendo que são verdades —  se dá o nome de cinismo. Ou, em política, demagogia.

Paulo Nogueira
No DCM


'Estamos perplexos'

Os aspectos obscuros — e, enquanto o forem, também suspeitos — em torno das alegadas acusações do doleiro Alberto Youssef a Lula e a Dilma Rousseff, publicadas por "Veja", aumentaram em número, em gravidade e no emaranhado.
O advogado de Youssef, Antonio Figueiredo Basto, negou a notícia de "O Globo", comentada em artigo aqui, segundo a qual as acusações foram feitas como "retificação" a depoimento anterior, respectivamente, nos dias 22 e 21 últimos.

O jornal atribuíra o pedido de "retificação" a "um dos advogados" de Youssef, o que Antonio Basto também nega.

Ao fazer a retificação da "retificação", "O Globo" continuou sem identificar o tal advogado e sem informar a procedência da notícia contestada. O que não é incomum nem lhe acrescenta qualquer responsabilidade. Mas obscurece um pouco mais o caso. Porque na origem da informação incomprovada havia o óbvio propósito de complicar mais o episódio, dificultar sua elucidação.

Não foi a primeira intervenção negadora de Antonio Basto, nem a mais importante. E não muda em nada os aspectos que a Polícia Federal considera necessários investigar em inquérito. Por suspeitar de indução para que Youssef, preso e dependente de benefícios prometidos, mas ainda não formalizados, fizesse as acusações para influírem no eleitorado. Possível crime não incluído na atual delação premiada.

"O Globo" foi também o primeiro jornal a noticiar as acusações publicadas por "Veja" a 48 horas da eleição presidencial. No seu texto, dia 24, à pag. 5: "O advogado de Youssef, Antonio Figueiredo Basto (...) disse não ter conhecimento da informação citada pela revista". E dá a palavra ao advogado: "Eu nunca ouvi falar nada que confirmasse isso (que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras). Não conheço esse depoimento, não conheço o teor dele. Estou surpreso - afirmou Basto". Os parênteses nesse trecho são do jornal.

Mais: "Ele disse que Youssef prestou muitos depoimentos no mesmo dia [21] e que o doleiro estava acompanhado de advogados de sua equipe". Palavras de Antonio Basto: "Conversei com todos da minha equipe e nenhum fala isso [a acusação]. Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo. É preciso ter cuidado porque está havendo muita especulação".

Antonio Basto "nunca ouviu falar" nas acusações atribuídas a seu cliente. Entre "todos na sua equipe", "nenhum fala isso" (ter havido acusação). E, no entanto, como o advogado quis esclarecer ao negar a notícia posterior de "retificação" acusatória, "participam dos depoimentos a Procuradoria-Geral da República, delegados da Polícia Federal e agentes, além de um advogado de defesa".

O que essa explicação transmite é a confirmação da presença, sempre, do próprio Basto ou de advogado de sua equipe, portanto não se explicando que houvesse a acusação e nenhum deles soubesse dela. Tanto mais sendo acusação tão grave, em momento tão sensível. E, Basto esclarece ainda, cada advogado da sua equipe, nas audiências e depoimentos, "confere os documentos produzidos [o que implica leitura das declarações] e as assinaturas".

A retificação do dia 22, para incluir as acusações a Lula e a Dilma, não houve. E essas mesmas acusações no depoimento do dia 21, das quais a defesa "não ouviu nada" e "nunca ouviu falar" antes de servidas ao país pela imprensa?

A resposta profissional de Antonio Figueiredo Basto, como apareceu também na Folha da véspera da eleição, é que "não desmente nem confirma". Explica-se: mesmo o advogado, se disser mais do que "não ouviu falar", e fórmulas assim, estará violando o sigilo exigido para a delação premiada do cliente e anulando-a, não importa se confirma ou se nega o que quer que seja.

O noticiário político da Folha foi cobrado, internamente, para informar sobre a retificação do depoimento — a tal que não houve. Na verdade, procurou fazê-lo, mas, como respondido à cobrança, a retificação foi negada por dois agentes e por um dos advogados do caso. E é verdade que fui avisado disso, mas já perto das 8 da noite. Não houve como localizar em tempo o advogado, nem desejei sustar o comentário sobre a notícia de "O Globo" por entender que todo este assunto das acusações, e das circunstâncias em que apareceram, precisaria ser mexido até se conhecer o seu avesso.

Janio de Freitas
No fAlha


ONG norte-americana convocou protestos contra Dilma


03/11/2014
Intervencao_Militar06_ONG_USA
Via Blog do Luiz Muller
Foi uma ONG norte-americana que convocou atos que pedem “intervenção militar”, a derrubada da presidenta Dilma e questionam a legitimidade das eleições no Brasil. A mídia lhes faz coro. A revista Veja, contumaz mentirosa e golpista, largou mais uma de suas falcatruas e a revista IstoÉ não ficou atrás. E, em seguida, na mesma toada, Globo, Folha, Estadão e toda máfia midiática repercutirá a mesma ladainha.
Repetem constantemente a mentira até que ela vire verdade no senso comum. O Brasil está passando de novo pelo que já passou em outros momentos. A orquestração de um golpe está em marcha no Brasil. E não é contra a corrupção, como alguns desavisados pensam. É pelo petróleo e pelas nossas riquezas que eles querem o golpe. Getulio Vargas as chamava de “forças ocultas”. Mas elas estão aí, bem visíveis e se expressam e vendem suas mentiras contra o Brasil e o governo por meio de emissoras de tevê e rádio, utilizando-se de concessões públicas sem o menor pudor. Não respeitam o resultado das urnas. Não tem nada de democráticos. Abaixo a matéria publicada no Blog do Esmael, mostrando o site da ONG norte-americana.
Cerca de 300 golpistas se concentram no sábado, dia 1º11, na Praça Santos Andrade (UFPR), em Curitiba, de onde pretendem sair às 15h30 em passeata até a Boca Maldita.
O movimento convocado pelo Facebook (clique aqui) reivindica o impeachment da presidenta reeleita Dilma Rousseff (PT) e advoga a tese de que Elvis não morreu.
A bronca também chega à Justiça Eleitoral, pois, segundo o manifesto da ONG norte-americana Ong Brazil No Corrup, que organiza os protestos desta tarde em todo o país, A fraude é extremamente clara. Aécio Neves vencia com larga vantagem em inúmeras regiões.
O protesto da Ong Brazil No Corrup faz coro com o PSDB que pede 3º turno da eleição presidencial ao questionar a legitimidade de Dilma (clique aqui).

Cid Gomes articula frente de esquerda pró-Dilma

Brasil 247 - 2 de Novembro de 2014 às 18:42

 

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Depois de contribuir de forma decisiva na reeleição da presidente Dilma Rousseff, o governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), já está em franca articulação para criar uma ampla frente de esquerda para dar sustentação ao segundo mandato da presidente; Cid trabalha para juntar o Pros, o PDT, a ala do PSB mais alinhada a Dilma para criar uma legenda de esquerda; novo partido, ou a nova frente de partidos, pretende ocupar o espaço pró-Dilma aberto pelos peemedebistas insurretos; Gomes pretende encontrar-se nesta semana em Brasília com o presidente do PDT, Carlos Lupi, com o ex do PSB Roberto Amaral, integrantes do PCdoB e dilmistas desamparados em outras agremiações; Cid Gomes vai se destacando entre os principais apoiadores da presidente
Com o PMDB, aliado principal do PT, em rebelião, Cid trabalha para juntar o Pros, o PDT, a ala do PSB mais alinhada a Dilma para criar uma legenda de esquerda. O novo partido, ou pode uma frente de partidos, pretende ocupar o espaço pró-Dilma aberto pelos peemedebistas insurretos.

Segundo o jornalista Felipe Patury, Cid Gomes pretende encontrar-se nesta semana em Brasília com o presidente do PDT, Carlos Lupi, com o ex do PSB Roberto Amaral, integrantes do PCdoB e dilmistas desamparados em outras agremiações.

Entre os aliados do PT na campanha presidencial, os irmãos Cid e Ciro Gomes estão entre os grandes vitoriosos nos bastidores da eleição. Cid cumpriu papel estratégico ao longo da campanha, cujos efeitos contribuíram de maneira decisiva para o resultado final. O movimento pela criação do Pros impediu o PSB, que na época era articulado por Eduardo Campos, de ser dominante no Nordeste.

Na campanha, Cid Gomes e Ciro apoiaram o candidato do PT ao governo do Estado. Camilo Santana venceu Eunício Oliveira, do PMDB, no segundo turno, o que ressaltou a importância do trabalho dos Gomes para ele.
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Luciano Martins Costa: PSDB combinou com Estadão pedido ao TSE

viomundo - 2/11/2014
Estadão 1


Uma bizarra simbiose


por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa

O pedido de auditoria na eleição presidencial, de iniciativa do PSDB, divide o alto da primeira página do jornal O Estado de S. Paulo, nesta sexta-feira, (31) com a principal notícia de economia.

Globo registra o assunto também na primeira página, mas em uma nota sem grande destaque, e a Folha de S. Paulo deixa o tema sem menção na primeira página e o coloca em posição secundária na editoria Poder.

O fato, incomum na rotina de manchetes compartilhadas pelos jornais que dominam a cena da mídia nacional, chama atenção.

A razão é explicada por um vazamento da redação do Estado: um dirigente do PSDB teria sondado editores sobre qual seria a receptividade do jornal  àquela notícia.

Com a garantia de que a iniciativa poderia sair em manchete, os autores da medida resolveram se arriscar à aventura de questionar o resultado das urnas, sem o risco de serem execrados pela imprensa por sua atitude vexaminosa.

Agora, imagine-se o contrário: se, derrotado na disputa presidencial, o Partido dos Trabalhadores resolvesse pedir uma investigação sobre a lisura do processo eleitoral.

Evidentemente, não apenas as manchetes, mas os editoriais, os colunistas, os analistas econômicos, os filósofos, os psicólogos e outros “especialistas” hospedados na mídia tradicional, e até os astrólogos, estariam mobilizados para condenar a insinuação de que o partido governista colocava em dúvida a justeza da decisão popular.

No mínimo, os descontentes seriam considerados maus perdedores, mas o tom geral seria de condenação a uma suposta tentativa de golpe de Estado.

E tudo motivado por análises técnicas? Não. O que move os reclamantes é uma série de manifestações de correligionários nas redes sociais.

O episódio coloca esta sexta-feira no calendário de horrores criado pela simbiose bizarra entre a imprensa hegemônica e a oposição ao Executivo federal.

Numa escala imaginária de despautérios, fica apenas alguns graus abaixo da manobra consumada no último fim de semana, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, por um panfleto de campanha distribuído sob o logotipo da revista Veja.

Não por acaso, o assunto é explorado pelo carro-chefe da Editora Abril (leia aqui) e justificado por um de seus mais dedicados pitbulls.

A nau dos insensatos

A iniciativa do PSDB poderia ser considerada uma tolice, não fosse a revelação de que se trata de operação combinada com pelo menos um dos principais jornais do País.

Qual seria o efeito de tal notícia no ambiente das redes sociais digitais?

Evidentemente, essa manobra tende a acirrar o radicalismo na parcela mais aloprada do eleitorado, aquela que prega diariamente o golpe militar e até o assassinato de adversários como ação política legítima.

Sua escalada pode gerar uma crise de governabilidade.

O fato de um dos principais partidos do País buscar apoio nesse substrato da cidadania, onde se aglomeram os mais insensatos entre os analfabetos políticos, demonstra a falta de espírito democrático de seus dirigentes, entre os quais já se alinharam alguns intelectuais respeitados.

O fato de um jornal de influência nacional embarcar na aventura golpista revela o baixio a que se dispõe a mídia tradicional.

Mas a adesão de Veja não surpreende: a revista simboliza há muito tempo a destruição do legado de Victor Civita, processo que pode ser mais bem  analisado à luz da psicologia freudiana do que sob as muitas teorias da comunicação.

Quanto aos observadores da mídia, desponta aqui um tema interessante para ser considerado: carece de fundamento a suposição, bastante difundida a partir da distribuição dos votos na última eleição, de que os mais educados entre os eleitores tendem a votar com mais racionalidade.

A se julgar pelas manifestações de energúmenos que pregam medidas antidemocráticas como reação à decisão soberana das urnas, pode-se afirmar que é nos estratos com mais anos de escolaridade que se expressam a insensatez, o desatino e a irresponsabilidade.

Estudo do instituto americano Pew Research Center sobre a polarização política nos Estados Unidos (ler aqui, em inglês), mostra que conservadores se informam por fontes menos diversificadas – por exemplo, 88% deles confiam na reacionária Fox News - enquanto os cidadãos mais liberais usam uma variedade maior de fontes de informação e opinião.

Aplicada ao Brasil, a pesquisa provavelmente mostraria como a mídia partidarizada contribui para acirrar os ânimos e coloca em risco a própria democracia.


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Gilmar Mendes é o maior exemplo de que o STF tem que mudar

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Gilmar Mendes com o presidente da Globo: um deveria fiscalizar o outro
Gilmar Mendes com o presidente da Globo: um deveria fiscalizar o outro
Paulo NogueiraSou obrigado a lembrar, aqui, de uma frase de Wellington.

Quem acredita nos bons propósitos do ministro do STF Gilmar Mendes acredita em tudo.

Wellington me ocorreu depois de ler a entrevista que Mendes concedeu à Folha. Nela, ele chama a atenção dos brasileiros para o risco de um STF “bolivariano”, que faça o que o Executivo quer.

Que é necessário rever os critérios de nomeação para o STF, não está em discussão.

Mas Gilmar é a prova viva desse drama nacional.

Ele foi nomeado por FHC por suas afinidades extraordinárias com o PSDB, comprovadas ao longo de todos estes anos.

Tivesse FHC, ou algum sucessor tucano, a oportunidade e o tempo de nomear todos os juízes do STF, teríamos 11 Gilmares.

E agora, só agora, ele se dá conta de que é preciso desatrelar os juízes do Executivo?
Isso é demagogia. Isso é cinismo.

Num mundo menos imperfeito, a Folha, na entrevista, teria questionado Gilmar sobre sua própria indicação por FHC.

Mas este mundo, e a nossa mídia, é pleno de imperfeições.

Num antigo e altamente elogioso perfil para uma revista da Folha feito por Eliane Cantanhede, as simpatias de Gilmar pelo PSDB eram destacadas, e num tom triunfal, positivo, meritório.

Dou um passo adiante em relação ao STF.

Os juízes não podem ter a relação cúmplice que ao longo destes anos todos mantiveram com a imprensa.

Gilmar se deixou fotografar, feliz, ao lado de jornalistas como Merval Pereira e Reinaldo Azevedo em lançamentos de livros claramente partidários.

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Numa democracia, a Justiça fiscaliza a imprensa e a imprensa fiscaliza a Justiça.

No Brasil destes últimos anos, a Justiça e a imprensa viveram num ambiente de absoluta, vexatória, despudorada cumplicidade.

O juiz Ayres de Britto, hoje aposentado, chegou ao cúmulo de prefaciar um livro de Merval sobre o Mensalão.

Isso conta muito sobre o caráter de ambos.

Em algum momento em que a sanidade se restabelecer sobre a República, se entenderá a gravidade da parceria Merval-Ayres Britto.

Nestas eleições, Gilmar foi o Gilmar velho de guerra.

Rejeitou, com um argumento risível, uma decisão do TSE de conceder direito de resposta à campanha de Dilma depois de uma daquelas já clássicas denúncias sem provas da Veja.

Seu argumento, essencialmente, era que o acusado teria que provar a inocência para merecer retratação.

Atendeu a um telefonema de FHC em favor de um candidato ficha-suja ao governo do Distrito Federal, ele que se dissera escandalizado quando alegadamente foi procurado por Lula em 2012 sobre os prazos de julgamento do Mensalão.

Alguma coisa séria tem que ser feita na composição do STF.

O Supremo tem que estar acima de partidos.

Gilmar é o maior exemplo disso.


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Paulo Nogueira. Jornalista, fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo
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Gilmar Mendes recebeu propina do mensalão tucano, segundo revista

 Planilhas obtidas pela revista CartaCapital trazem pagamentos feitos a políticos, membros do Judiciário e empresas de comunicação

  Gilmar Mendes

Gilmar Mendes
São Paulo – Reportagem da revista CartaCapital faz uma denúncia gravíssima, aonde traz documentos inéditos sobre a contabilidade do chamado “valerioduto tucano”, que ocorreu durante a campanha de reeleição do então governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998. A matéria, assinada pelo repórter Leandro Fortes, mostra que receberam volumosas quantias do esquema, supostamente ilegal, personalidades do mundo político e do judiciário, além de empresas de comunicação, como a Editora Abril, que edita a Revista Veja.

Estão na lista o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), os ex-senadores Artur Virgílio (PSDB-AM), Jorge Bornhausen (DEM-SC), Heráclito Fortes (DEM-PI) e Antero Paes de Barros (PSDB-MT), e José Agripino Maia (DEM-RN), o governador Marconi Perillo (PSDB-GO) e os ex-governadores Joaquim Roriz (PMDB) e José Roberto Arruda (ex-DEM), ambos do Distrito Federal, entre outros. Também aparecem figuras de ponta do processo de privatização dos anos FHC, como Elena Landau, Luiz Carlos Mendonça de Barros e José Pimenta da Veiga.

Os documentos, com declarações, planilhas de pagamento e recibos comprobatórios, foram entregues à Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. Estão todos com assinatura reconhecida em cartório do empresário Marcos Valério de Souza – que anos mais tarde apareceria como operador de esquema parecido envolvendo o PT, o suposto “mensalão”.

A papelada chegou às mãos da PF por meio do criminalista Dino Miraglia Filho – advogado da família da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, que seria ligada ao esquema e foi assassinada em um flat de Belo Horizonte em agosto de 2000. Segundo a revista, Gilmar Mendes teria recebido R$ 185 mil do esquema. Fernando Henrique Cardoso, em parceria com o filho Paulo Henrique Cardoso, R$ 573 mil. A Editora Abril, quase R$ 50 mil.

Gilmar Ferreira Mendes (Diamantino, 30 de dezembro de 1955) é um ex-advogado, professor, magistrado e jurista brasileiro.

Foi Advogado-Geral da União no Governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), sendo empossado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em 20 de junho de 2002, por indicação do então Presidente da República do Brasil. Foi presidente do STF de 2008 a 2010. Em 2015 ele se aposenta, e termina sua carreira de forma melancólica, e cercado por denúncias de corrupção, veiculados por diversos meios de comunicação do país.

Em matéria de 2012, Carta Capital veiculou diversas denúncias contra Gilmar Mendes. Nela, Mendes é acusado de sonegação fiscal, de ter viajado em aviões cedidos pelo ex-senador Demóstenes Torres, de intervir em julgamentos em favor de José Serra, de nepotismo, e testemunho falso ao relatar uma chantagem do ex-presidente Lula para que adiasse o processo do Mensalão para depois das eleições municipais de 2012. A revista repercute acusações de certos movimentos sociais[quem?] dele ser o "líder da oposição", de estar destruindo o judiciário e de servir a interesses de grandes proprietários. Mendes porém volta a afirmar não ser o líder da oposição.

No dia 31 de maio de 2012, o PSOL protocolou uma representação na Procuradoria Geral da República contra o ministro Gilmar Mendes questionando a conduta do magistrado em relação às denúncias de que teria sofrido pressão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para adiar o julgamento do mensalão. A representação se encontra em curso.

Em setembro de 2010, a reportagem da Folha de S. Paulo presenciou uma ligação de José Serra para Gilmar Mendes. Segundo o jornal, José Serra teria ligado para Gilmar Mendes para pedir o adiamento de uma votação sobre a obrigatoriedade de dois documentos para votar (julgamento de ADI pedida pelo Partido dos Trabalhadores). Gilmar Mendes foi acusado de nepotismo por[quem?]. Em março de 2012, a Folha de S. Paulo revelou que a enteada do ministro Gilmar Mendes é assessora do senador Demóstenes Torres. Segundo a Folha, especialistas afirmaram que o caso poderia ser discutido no âmbito da regra antinepotismo porque súmula do STF impede a nomeação para cargos de confiança de parentes de autoridades dentro da "mesma pessoa jurídica".

Em uma conversa entre o senador Demóstenes Torres e o bicheiro Carlinhos Cachoeira, gravada pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo, o parlamentar afirma a Cachoeira ter obtido favores junto ao ministro Gilmar Mendes para levar ao STF uma ação envolvendo a Companhia Energética de Goiás (Celg). Considerada a "caixa preta" do governo de Goiás, a Celg estava imersa em dívidas que somavam cerca de R$ 6 bilhões. Segundo reportagem do Estadão, Demóstenes disse a Cachoeira que Gilmar Mendes conseguiria abater cerca de metade do valor com uma decisão judicial, tendo "trabalhado ao lado do ministro para consegui-lo". O ministro Gilmar Mendes também foi acusado por Carta Maior - O portal da esquerda de ter relações com o contraventor Carlinhos Cachoeira e seu amigo Demóstenes Torres. O ministro porém negou ter viajado em avião de Cachoeira e apresentou documentos que, segundo ele mesmo, desmentem tais acusações.

O ministro foi acusado em abril de 2011 pelo seu ex-sócio e ex-procurador-geral da República Inocêncio Mártires Coelho por desfalque e sonegação fiscal. Mendes recebeu, a seu favor, um parecer assinado pelo advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams, o qual valida o despejo de Mártires Coelho do cargo de gestor do IDP. O denunciante deu o processo por encerrado em troca da quantia de R$ 8 milhões.

Paulo Lacerda, ex-diretor da Policia Federal e da Abin, envolvido no escândalo dos grampos da Operação Satiagraha, foi acusado por Gilmar Mendes de estar "assessorando" o ex-presidente Lula. Lacerda afirmou que se Mendes de fato disse isso, esta seria uma informação "leviana, irresponsável e mentirosa". A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) manifestou solidariedade a Paulo Lacerda. Nem o grampo, nem o áudio do alegado grampo, jamais foram encontrados pela Polícia Federal, que arquivou o inquérito que apurava referidas alegações.

Em 2012 o Estado de São Paulo veiculou a informação de que Gilmar Mendes representou à Polícia Federal para "abertura de investigação contra a Wikipédia" no Brasil, por considerar que o verbete estaria "distorcido", acreditando que não deve haver referência à matéria de Carta Capital. Segundo o Ministro "o verbete deve ser estritamente informativo sobre o biografado, sem absorver avaliações de terceiros ou denúncias jornalísticas".

Em 2010 o Ministro Gilmar Mendes, representado por advogados do IDP, teve o seu pedido de indenização por danos morais contra a revista Carta Capital negado pela juíza Adriana Sachsida Garcia, da 34ª Vara Cível de São Paulo. Segundo a juíza "se os fatos não são mentirosos, não vejo fundamento jurídico para coibir o livre exercício do questionamento e da crítica pela imprensa. Ainda que daí possa decorrer 'efeito colateral' em desfavor do autor."

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domingo, 2 de novembro de 2014

E aí, Sheherazade? Seus “justiceiros” eram traficantes. É compreensível?


Fernando Brit0, Tijolaço  

"Vocês lembram, certamente, do caso do adolescente negro, espancado e acorrentado a um poste no Flamengo, não é?

E lembram também quando Rachel Sheherazade, disse que era “compreensível”  que rapazes de bem, ameaçados violência, reagissem assim, não é?

E ontem veio a notícia.

Os “bons rapazes” eram…traficantes de drogas!

Nos seus apartamentos, em  Laranjeiras, Catete e Flamengo, na Zona Sul do Rio, foram apreendidos, segundo a polícia, além de R$ 27 mil em dinheiro, vários tipos de drogas, material para endolação, balança de precisão, armas e…máscaras de “Anonymous”.

É “compreensível”, Dona Sheherazade?

Mesmo que não seja, ninguém aqui quer amarrá-los no poste. colocar uma corrente em seus pescoços, chutá-los e  humilhá-los.

Têm direito a defesa, a julgamento, a respeito em sua condição de – apesar do que fazem – pertencerem à espécie humana.

Tanto quanto o rapaz negro do poste, que nunca teve 1% do que estes rapazes tiveram.

Leia a matéria de O Dia:

Jovens de classe média são presos acusados de fazer justiça com as próprias mãos

Grupo agia nos bairros do Flamengo, Catete e Laranjeiras. Dos 15 mandados de prisão, oito já foram cumpridos

Rio – A prisão de oito jovens de classe média da Zona Sul na manhã desta quinta-feira — acusados de integrar quadrilha de traficantes de drogas que agia nos arredores da Praça São Salvador, em Laranjeiras — colocou atrás das grades, segundo a Polícia Civil, autores de outros crimes. Entre os detidos em flagrante durante o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão, está um acusado de agredir um adolescente e amarrá-lo nu a um poste, em fevereiro, e ‘black blocs’ que respondem por dano ao patrimônio público em atos violentos no ano passado. 

A imagem do menor preso por uma trava de bicicleta, feita pela socióloga Yvone Bezzerra de Melo, coordenadora do Projeto Urerê, correu o mundo e foi motivo de discussões acaloradas em redes sociais na internet. O crime aconteceu na esquina das ruas Oswaldo Cruz e Rui Barbosa. Três motoqueiros mascarados, intitulados ‘Os justiceiros’, seriam os responsáveis pela agressão.

De acordo com o delegado Roberto Gomes Nunes, da 9ª DP (Catete), o grupo foi delatado, inicialmente, por telefonema ao Disque-Denúncia (2253-1177). As ligações apontavam a venda de drogas pela internet e telefone. Porém, o inquérito revela a estreita ligação dos presos com traficantes de morros próximos. “Ao todo, são 44 pessoas citadas. Havia um serviço de disque-drogas, além do comércio por meio de ‘atravessadores’, para entrega de LSD, haxixe e maconha na Praça São Salvador, aos finais de semana.

Analisaremos os computadores e smartphones apreendidos para localizar os ‘clientes’ da quadrilha através do histórico deles nas redes sociais”, disse o delegado. Os agentes apreenderam na operação pistolas de diferentes calibres, R$ 28 mil em espécie, joias e eletrônicos importado, além de máscaras, gás paralisante, caderno de contabilidade do tráfico. Ainda segundo a polícia, a movimentação financeira do bando, no entanto, ainda não pode ser estimada. Entre os presos também há acusados de roubos de carros e estupros. “Os materiais apreendidos com eles reforçam as provas que reunimos”, garantiu o delegado Nunes.

Reuniões para definir estratégias de ataque a policiais

De acordo com o delegado Roberto Gomes Nunes, cada um dos presos será indiciado por crimes diferentes. Coquetéis molotov e máscaras usadas por ‘black blocs’ durante manifestações, que foram encontrados na casa de alguns dos acusados, deram para a polícia a certeza de que eles, anteriormente presos por atos de destruição, ainda continuavam adeptos da tática utilizada durante os protestos.

“Em depoimento, eles confirmaram que se reuniam e discutiam estratégias de ataque à polícia na Praça São Salvador”, garantiu o delegado.


(Continua em O Dia)

Tapetão: a ideia de “jênio” do PSDB

1 de novembro de 2014 | 08:28 Autor: Miguel do Rosário
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O assunto talvez seja um pouco repetitivo, mas eu ainda não tive a oportunidade de abordá-lo, e queria um pretexto para publicar a charge do Aroeira, presente no jornal O Dia deste sábado.
Além disso, é preciso sim ridicularizar ao máximo esse tipo de postura.
Eu acho, nós achamos, todos acham, que o TSE deveria investir em maior segurança nas urnas. Mas para as próximas eleições.
Um derrotado reclamar de eleição perdida é apenas patético. Quem entra num pleito eleitoral, tem de dar um voto de confiança ao juiz.
Essa é a regra democrática, tanto que ambos os partidos monitoram todos os processos tecnológicos do TSE, os métodos e a apuração.
Perdeu, perdeu, playboy.
E se a única razão alegada for a presença de “comentários em redes sociais”, torna-se, além de patético, grotesco.
Ora, os tucanos de redes sociais também pedem intervenção militar. Aliás, não só em redes sociais. Na TV Folha, vimos uma eleitora de Aécio afirmar com todas as letras que o seu desejo mesmo era uma intervenção militar, e que, na impossibilidade desta, votaria no tucano.
O PSDB vai pedir ao Supremo Tribunal Federal analisar a constitucionalidade de uma intervenção militar, com base em “comentários em redes sociais”?
Felizmente, os ministros do TSE estão revelando lucidez para tratar o caso como deve ser tratado, com firme indignação contra a tentativa de manchar a reputação da nossa democracia, gerando prejuízos a nossa imagem no exterior.
Segundo relatos repassados à imprensa, os ministros têm se referido à iniciativa tucana simplesmente como “antidemocrática”.
PS: Depois dêem uma espiada nesse post do blog E-Farsas. Ele mostra que muitas das “fraudes” mostradas por tucanos são, na verdade, falsas fraudes.

Do Blog TIJOLAÇO.

PSB sai das urnas menor do que entrou

 Se o PSB esperava sair dessas eleições maior do que entrou, em razão da forte participação na
disputa presidencial no primeiro turno, quando a ex-senadora Marina Silva obteve 21,32% dos votos, o resultado não correspondeu às expectativas. O cenário desenhado depois da abertura das urnas, tanto na estrutura interna quanto na densidade política da legenda, coloca o partido entre os perdedores. Embora dirigentes neguem, os socialistas perderam o norte e sua unidade com a morte do seu maior líder, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, e viram diminuir sua participação à frente dos governos estaduais.

O esfacelamento começou com a chegada de Marina, que acabou se tornando candidata a vice de Eduardo Campos a contragosto de parte do partido. Ela entrou no PSB, avisando que seria de passagem, ao ter negado pela Justiça Eleitoral o direito de registrar sua própria legenda, a Rede Sustentabilidade. Com a morte trágica de Campos em um acidente aéreo em 13 de agosto, Marina se tornou a candidata rachando mais uma vez o PSB. Divergências com a ex-senadora levaram o então secretário-geral do partido, Carlos Siqueira, a deixar o posto de coordenador da campanha, no gesto mais visível das diferenças internas geradas com a presença dos marineiros.

Fim do primeiro turno e os abismos aparecem mais uma vez. Marina decidiu apoiar o senador Aécio Neves (PSDB) na disputa contra a presidente Dilma Rousseff (PT), levando à troca da direção partidária. Por defender o apoio a Dilma, o presidente interino Roberto Amaral, que participou do governo Lula, deixou a função, e foi eleito Carlos Siqueira, o desafeto de Marina. Nem mesmo o apoio da candidata, que se apresentava como um contraponto à polarização entre PT e PSDB antes de se juntar a Aécio, pode ser considerado vitorioso. Dilma comemorou vitória na maioria das cidades em que Marina venceu no primeiro turno.

BANCADAS

 Os números do partido no Legislativo também não são animadores. Na Câmara dos Deputados, onde esperava ampliar a bancada para 40 cadeiras, o PSB manteve as 34 feitas em 2010. No Senado, a legenda cresceu de quatro para sete cadeiras, mas nos estados o partido fez apenas três governadores: no Distrito Federal, Paraíba e Pernambuco. Há quatro anos, a legenda elegeu o dobro, governando seis estados até que um deles, o do Ceará, Cid Gomes, se mudasse para o recém-criado Pros.

Para o novo presidente do PSB, Carlos Siqueira, porém, o saldo da eleição é muito positivo, já que a legenda ficou entre as que alcançaram a cláusula de barreira e fez um número de governadores dentro do planejamento. "Em 2010 foi que surpreendeu, ficou bem acima do que esperávamos", afirmou. Para Siqueira, o resultado coloca o partido em uma situação confortável pelo "protagonismo" que teve no primeiro turno do pleito. O dirigente nega que a legenda esteja rachada. Segundo ele, uma minoria foi contra a aliança com os tucanos, mas pedindo neutralidade, e só um integrante quis o apoio a Dilma. "O PSB segue a princípio na oposição, mas com ideais programáticos de esquerda", afirmou Siqueira.

IMPACTO Quanto à Marina, o presidente do PSB disse que a briga do passado foi superada. "Ela é de outro partido, mas está acolhida no PSB enquanto desejar", afirmou, se referindo à possibilidade de ela fundar e migrar para sua Rede. Siqueira disse que a avaliação do impacto de Marina a favor de Aécio no segundo turno deve ser feito pelo partido dela. "O que sei é que foi como todos mundo está vendo", disse.

O presidente do PSB de Belo Horizonte, João Marcos Lobo, contestou o fracasso do apoio de Marina a Aécio, argumentando que, com ela, o tucano ganhou no Acre, por exemplo. Ele também ressaltou a participação do prefeito de Marcio Lacerda na campanha do tucano no segundo turno como fator que ajudou no bom desempenho de Aécio em Belo Horizonte. O tucano passou de 771.692 votos para 937.428, mas, mesmo assim, o número de votos que ele e Dilma conseguiram somar na última etapa do pleito foi semelhante. Ainda que negue problemas, Lobo defende que o PSB passe por uma reavaliação e comece a se estruturar para se manter em 2016 à frente das prefeituras que conquistou em 2012 e iniciar já um planejamento para a corrida presidencial de 2018.

O futuro de Marina

Derrotada no primeiro turno das eleições presidenciais, a ex-senadora Marina Silva (PSB) pretende agora conquistar o registro da Rede Sustentabilidade no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até março de 2015. Um dia depois da decisão nas urnas pelo Palácio do Planalto, o grupo político da Marina  se reuniu para discutir como será a busca pelas 32 mil assinaturas que faltam para legalizar o partido. Assim que estiver tudo pronto, Marina e seus seguidores devem deixar o PSB. O porta-voz da Rede, Walter Feldman, alegou que o projeto do novo partido só ficou parado quando Marina assumiu a cabeça da chapa no lugar de ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em 13 de agosto. "O combinado é que ficaríamos até as eleições. Agora, a luta continua", disse.
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Do Blog Os Amigos do Presidente Lula.

Os filhos da mídia foram protestar na Paulista

Diário do Centro do Mundo - Postado em 01 nov 2014
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Louca cavalgada
Louca cavalgada
Paulo NogueiraOs filhos da mídia foram neste sábado para as ruas protestar contra, bem, contra sei lá o quê.

Contra terem perdido nas urnas e, portanto, contra a democracia.

Disse “filhos”, mas poderia ter dito “vítimas”.

Porque em sua louca cavalgada antidemocrática eles foram intoxicados mentalmente pelo que a mídia deu nestas últimas semanas.

Eles pareciam saídos das páginas da Veja e dos comentários de gente como Jabor.

Pediam o impeachment de Dilma pelo caso Petrobras.

São os efeitos colaterais da capa criminosa que a Veja deu às vésperas das eleições.

Os manifestantes da Paulista tomaram aquilo como uma verdade indiscutível.

Isso mostra que é necessário aplicar uma punição exemplar à Veja. É uma tentativa de golpe branco fazer o que a revista fez – sem uma única prova – em cima de uma eleição tão disputada.

A Veja tem que enfrentar – rapidamente — as consequências do que fez. Ou vamos esperar que um lunático, inspirado pela revista, comece a matar petistas?

A mídia está também por trás do disparatado pedido de auditoria de votos feito pelo PSDB.

Os tucanos só fizeram isso por saberem que têm as costas quentes com a imprensa. Ou então se refreariam antes de atentar contra as instituições com um pedido tão esdrúxulo.

As dúvidas não resistem a um minuto de reflexão. Considere. O Datafolha deu, na véspera, 52% a 48% para Dilma. A diferença ficou nos decimais: 51,64% versus 48,36%.

A desconfiança nasce também, assinale-se, de trapaças do PSDB não devidamente cobradas pela mídia.

Aécio usou dados enganosos de uma pesquisa do instituto Veritás que lhe dava ampla vantagem em Minas, onde perdera no primeiro turno.

O dono do Veritás avisou que era um erro, ou crime, utilizar os números que Aécio brandiu publicamente, nos debates, contra Dilma. O estatístico também.

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E mesmo assim Aécio não se deteve.

O que pensa um fanático antipetista quando vê uma coisa dessas? Num dia, numa pesquisa, seu candidato está ganhando amplamente em Minas. No dia seguinte, no mundo real, o candidato perde.

Farsa, é a conclusão.

E a frustração se converte em raiva depois que analistas afirmam que Aécio perdeu a presidência por causa dos votos que não teve em Minas.

Manifestações como a de hoje mostram como a sociedade está sendo agredida por uma mídia interessada apenas na manutenção de seus formidáveis privilégios.

Pensava-se que o ataque da mídia à democracia cessaria com as eleições.

Não cessou.

É hora de o Estado proteger a democracia, antes que seja tarde demais.

Leia também: “Se eu fosse você, temeria pela sua integridade física”: nosso repórter na manifestação pelo impeachment em SP

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Paulo Nogueira. Jornalista, fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
 
 
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PITACO DO ContrapontoPIG
 
Rebanho globovino faz espuma de raiva.
 
É visível a ação deletéria da mídia golpista na mente das pessoas.

"COM O TEMPO, UMA IMPRENSA CÍNICA, MERCENÁRIA, DEMAGÓGICA E CORRUPTA FORMARÁ UM PÚBLICO TÃO VIL COMO ELA MESMA". Joseph Pulitzer

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Jornalista britânico escancara incompetência do governo de FHC -VÍDEO

Entrevista com o ex-presidente do Brasil (e conselheiro do candidato do PSDB, Aécio Neves), Fernando Henrique Cardoso, concedida ao programa Hardtalk da BBC em 2007. O jornalista britânico confrontou os argumentos de FHC e mostrou que o Brasil só começou a avançar com a eleição de Lula em 2002. Uma conversa reveladora sobre o modo tucano de governar, e uma verdadeira aula de jornalismo.
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http://www.vermelho.org.br/noticia/251742-29
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