sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Em Londres, Lula cobra G-20 e pede nova governança

"Não dá para os países tomarem decisões unilateralmente", disse o ex-presidente
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que é preciso criar uma nova governança global para encarar a crise. Ele avalia que o G-20 precisa aproveitar a próxima reunião, em novembro, para se consolidar como o fórum de tomada de resoluções. "Não dá para os países tomarem decisões unilateralmente", afirmou hoje, durante palestra em evento organizado pela revista britânica The Economist, em Londres.
Lula avalia que o G-8 perdeu importância, diante da entrada de novos atores no cenário mundial. Ele também disse que o G-20 não cumpriu as promessas feitas na reunião de 2009, em Londres, de democratizar o grupo, regular o sistema financeiro e acabar com os paraísos fiscais. "Para os Estados Unidos e a Europa, a crise já estava resolvida, mas não estava."
O ex-presidente disse que, nas reuniões do G-20, "parece que não existe problema". "Só percebemos que existem problemas pela imprensa", afirmou.

Alarme dispara no PSDB

Tucanos estão assustados com a força do PSD e com o crescente protagonismo do PSB; presidente do partido, Sérgio Guerra, fala em impedir candidatura paulista em 2014, isolando Alckmin, Serra e FHC; Aécio, que restou, não inspira confiança
Uma nota publicada na coluna Painel, da Folha de S. Paulo, desta sexta-feira, informa que o lançamento prematuro da candidatura do senador mineiro Aécio Neves à presidência em 2014 é apenas uma tentativa de demarcar território, diante do crescente esvaziamento do PSDB como alternativa real de poder. Diz o texto: “O gesto de Aécio Neves, que saiu da hibernação para anunciar à bancada do PSDB a disposição de concorrer à Presidência contra Lula ou Dilma, foi interpretado em Brasília como resposta ao protagonismo crescente de Eduardo Campos (PSB), que fez da eleição da mãe ao TCU uma exibição de força, e Gilberto Kassab, que, de posse do registro definitivo de seu PSD, vai contabilizando adesões em número capaz de fazer a sigla eventualmente superar a bancada tucana na Câmara. Não por acaso, as especulações para 2014 passaram a incluir, entre as chapas possíveis, uma com Aécio e Eduardo – mas com o pernambucano na cabeça.”
É, de fato, delicada a situação do PSDB. Uma pesquisa interna do partido, encomendada pelo cientista político Antônio Lavareda, revela que as chances de José Serra numa eventual terceira tentativa de disputa da presidência seriam remotas. Por isso mesmo, o presidente do partido, Sérgio Guerra, tem dito que é preciso colocar rapidamente o bloco na rua, removendo antes “um obstáculo”. Por obstáculo, leia-se Serra.
Além disso, o partido sofre com o esvaziamento de sua bancada e a força crescente de dois partidos: o PSB, do governador pernambucano Eduardo Campos, e o PSD, do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Dois partidos que, por sinal, podem atuar juntos em 2012 e 2014, com peso semelhante ao de gigantes como PT e PMDB.
Alternativa presidencial
Não por acaso, Eduardo Campos tem sido visto, crescentemente, como alternativa presidencial até por tucanos, como o próprio presidente do partido, Sérgio Guerra – em Pernambuco, ambos são aliados. Recentemente, Campos foi também convidado para palestrar na Casa das Garças, no Rio de Janeiro, onde foi sabatinado por intelectuais tucanos, como Edmar Bacha, André Lara Resende, Persio Arida e Elena Landau. Este grupo já enxerga em Eduardo Campos uma alternativa de poder mais forte do que em Aécio Neves, cujo modus vivendi talvez seja incompatível com uma disputa presidencial. Daí a possível chapa tendo Campos na cabeça e Aécio na vice. Os dois, por sinal, estão trabalhando juntos em algumas disputas municipais, como Belo Horizonte e Curitiba, onde dois candidatos do PSB – Márcio Lacerda e Luciano Ducci – terão apoio do PSDB.

Dilma viaja amanhã para a Bélgica, onde participa de discussões políticas, econômicas e culturais

Agência Brasil
Yara Aquino e Renata Giraldi
A presidenta Dilma Rousseff viaja no sábado (1º) à noite para a Bélgica, de onde retorna no dia 8. Pela primeira vez, ela participa da 5ª Cúpula Brasil-União Europeia, em Bruxelas, e abre o 23º Europalia – o maior festival de cultura da Europa, no qual o Brasil será o homenageado este ano. Em seguida, ela vai à Bulgária, onde reencontra parte da família paterna, e à Turquia para acordos políticos e econômicos.
Nos próximos dias 3 e 4, Dilma participa de debates sobre os impactos da crise econômica mundial nas relações entre a União Europeia e o Mercosul. O porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena, disse que as discussões na cúpula dão “segmento à parceria estratégica”. Segundo ele, o Brasil é o quarto maior investidor na União Europeia.
Baena disse ainda que devem ser assinados acordos entre a Bélgica e o Brasil nos setores de transportes, aéreo, cultural e turístico, além de um documento com o objetivo de facilitar a obtenção de bolsas por estudantes brasileiros em universidades belgas.

A presidenta aproveita ainda o fato de estar em Bruxelas, na Bélgica, para abrir o Europalia, que põe em destaque a produção cultural brasileira. Por mais de cem dias, a cultura do Brasil estará na Bélgica, em Luxemburgo, na França, na Alemanha e na Holanda com 130 shows, 60 apresentações de dança e 40 de teatro, 20 exposições de artes visuais e 80 conferências literárias.
Da Bélgica, a presidenta seguirá para a Bulgária. Dilma irá à capital Sofia, em visita oficial, e depois visitará a cidade de Gabrovo, onde nasceu o pai dela, Pedro Rousseff. A visita é tida como um dos momentos mais emocionantes da viagem. Dilma é considerada pelos búlgaros um deles por causa de suas origens. Parte da família paterna dela ainda vive na Bulgária.
“Será uma visita com forte componente emocional”, sintetizou o porta-voz Baena. A cidade do pai da presidenta é considerada um museu a céu aberto. Em homenagem a Dilma, está sendo organizada uma exposição e um almoço com comidas típicas.
O porta-voz acrescentou também que Brasil e Bulgária têm “grande espaço para aumentar o comércio entre os dois países”. Durante a visita, serão assinados acordos de cooperação econômica e educacional. Em 2010, o intercâmbio comercial com o país chegou a US$ 147 milhões e, de janeiro a julho deste ano, a US$ 73,7 milhões, com potencial de crescimento nos dois sentidos, segundo o governo
No próximo dia 7, a presidenta parte para a última etapa de viagens, ao desembarcar na Turquia. Em Istambul, Dilma tem encontros com o presidente e o primeiro-ministro turcos. No cenário político internacional, a Turquia hoje representa um dos principais interlocutores nas negociações para o fim dos impasses no Oriente Médio e no Norte da África. No dia 8, a presidenta deverá estar de volta ao Brasil.
Dilma viajará acompanhada dos ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota; da Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercandante; das Comunicações, Paulo Bernardo; da Cultura, Ana de Hollanda, e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas.

CNI/Ibope: popularidade de Dilma supera as de Lula e FHC

Daniela Martins Em Brasília\Valor
- A avaliação positiva da presidente Dilma Rousseff é maior do que as dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) nas terceiras pesquisas de popularidade CNI/Ibope das suas gestões. Enquanto 71% aprovaram Dilma Rousseff à frente do governo neste mês, 69% aprovaram a maneira de governar de Lula na terceira pesquisa do seu primeiro mandato. Em relação a FHC, 57% o aprovaram como presidente em setembro de 1995. A avaliação do governo Dilma também supera a das gestões dos ex-presidentes. Enquanto a governo da presidente Dilma foi avaliado como ótimo ou bom por 51% dos entrevistados em setembro, em setembro do primeiro ano do governo Lula, o percentual foi de 43%. No mesmo período do primeiro ano de FHC, sua gestão recebeu aprovação de 40%.
O gerente-executivo de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, Renato da Fonseca, destacou que a presidente Dilma herdou a popularidade de Lula. Na última pesquisa de popularidade do seu governo, em dezembro de 2010, Lula atingiu 87% de aprovação pessoal.

PESQUISA IBOPE: Aprovação de Dilma aumenta 4 pontos e chega a 71%

Você quer jogar fora o que tem?
A aprovação da presidente Dilma Rousseff chegou a 71%, quatro pontos percentuais acima do último levantamento, datado de julho, segundo pesquisa do Instituto Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta sexta-feira (30).


O índice de desaprovação da chefe do Executivo caiu também quatro pontos, alcançando o patamar de 21%.

Quando questionados sobre o desempenho do governo federal, 51% dos entrevistados consideraram que a atual gestão é ótima ou boa, enquanto outros 34% a consideram regular. A avaliação do governo é considerada negativa por 11%.

Ainda que a avaliação governamental tenha oscilado três pontos percentuais desde a pesquisa CNI/Ibope de julho, a expectativa com relação ao restante do governo da presidente Dilma Rousseff ficou praticamente estável, variando de 55% em julho para 56% em setembro.

A estabilidade também foi verificada entre aqueles que tem expectativa de que o governo irá ser "regular" – 25% em julho e 26% em setembro – e entre os eleitores que estimam que a gestão será negativa - 13% em julho e 11% em setembro.

A margem de erro da pesquisa CNI/Ibope é de dois pontos percentuais. O levantamento foi realizado dos dias 16 a 20 de setembro com 2002 pessoas em 141 municípios.



Do BLOG DO ONI PRESENTE.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Visita de Dilma desperta atenção na Bulgária

Dilma

Cidade de Gabrovo, na Bulgária, onde nasceu pai de Dilma, se prepara para a chegada da presidenta

A uma semana da chegada da presidenta Dilma Rousseff à Bulgária, a viagem dela desperta a atenção da imprensa e dos búlgaros. A cidade de Gabrovo, onde nasceu Pedro Rousseff, pai de Dilma, prepara-se para a visita. A principal referência a Dilma é que ela é descendente de búlgaros. Um dos principais mistérios é guardado pelo prefeito de Gabrovo, Nikolay Sirakov, que não revela o presente escolhido para dar à presidenta.

No noticiário búlgaro, Dilma é lembrada como uma das mulheres mais influentes do mundo e primeira presidenta na história do Brasil. Um resumo da vida e da trajetória política da presidenta também costuma ser repetido com referências ao pai búlgaro, que morreu quando ela tinha 15 anos.

Nos próximos dias 5 e 6, Dilma estará em Sofia e Gabrovo. A cidade do pai da presidenta é considerada um museu a céu aberto. Em homenagem a Dilma, estão sendo organizados uma exposição e um almoço com comidas típicas. Os detalhes ainda estão sendo fechados.

Assessores de Dilma disseram que ela demonstrou o desejo de se encontrar com parentes que ainda vivem em Gabrovo e Sofia. Mas não há nada confirmado.

Em Sofia, a capital búlgara, a presidenta terá uma agenda de trabalho intensa. Dilma se reúne com o presidente da Bulgária, Georgi Parvanov, e com o primeiro-ministro, Boyko Borisov. No começo deste mês, os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e dos Negócios Estrangeiros da Bulgária, Nikolay Mladenov, se encontraram. Ambos prepararam a visita de Dilma.

Após a negociação, Patriota disse que há interesses do Brasil em aumentar o comércio com os búlgaros. Em 2010, o intercâmbio comercial com o país chegou a US$ 147 milhões e, de janeiro a julho deste ano, a US$ 73,7 milhões, com potencial de crescimento nos dois sentidos, segundo o governo brasileiro.

No ano passado, as exportações brasileiras para a Bulgária se concentraram em minérios, fumo e açúcar. As importações envolveram principalmente material fotográfico, fertilizantes e aparelhos mecânicos.

Do Correio do Brasil.

Gols de Brasil 2 X 0 Argentina e o lance que só Galvão Bueno viu


Alguém viu o Lucas tocar para o Neymar no lance do primeiro gol? Galvão Bueno não só viu como também narrou o lance [2:23-25]. Esse Galvão...

Por que o Pará cantou o Hino Nacional Brasileiro?

Walter Falceta ( através do @cidoli )

Antes da partida contra a Argentina (Super Clássico das Américas), nesta quarta-feira, a torcida paraense deu show de civilidade no lotado Estádio Mangueirão.

Cessou a amostra instrumental do Hino Nacional, mas o povo resolveu seguir até o fim da primeira parte da composição, à capela.

As imagens de TV mostram o povo feliz com a saudável molecagem, orgulhoso, muitos com as mãos sobre o peito.

São crianças, jovens, idosos, gente negra, branca, índios, representantes da comunidade nipônica e, certamente, a linda mistura de tudo isso.

O craque Neymar, ele próprio tão espetacularmente miscigenado, comove-se com a cantoria, marcada na percussão das palmas sincronizadas. Comoção bem comovida.

Talvez, mais do que a festa, seja conveniente tomar esse espetáculo como lição para o Sul-Sudeste, onde o Hino é frequentemente ultrajado pelos torcedores, especialmente pelos filhos das elites, sempre envergonhados de sua nacionalidade.

Cabe também uma reflexão sobre o ódio que determinados brasileiros têm do próprio país, expresso diariamente nos comentários neofascistas dos grandes jornais dessas regiões.

Esse comportamento, aliás, é resultado da campanha diária, massiva, que os mesmos veículos fazem para desmoralizar o país e seu povo.

O jornalismo de “pinça” só destaca o que é ruim, o que é nefasto, o que não presta. Obsessivamente.

O processo de extinção da miséria parece não existir, tampouco a expansão do consumo popular.

E cada agulha sumida numa repartição pública torna-se um escândalo.

Pior: a indignação é seletiva, pois o graúdo que desvanece nas administrações estaduais neoliberais nunca vira manchete.

Se há notícia boa do Brasil, ela é minimizada. Se o positivo é notório, emprega-se logo uma adversativa, um “mas”, para reduzir ou neutralizar o impacto da mensagem.

São espantosos os malabarismos aritméticos, os artifícios de linguagem e os sofismas utilizados para transformar em ruim o que é bom.

São gráficos lidos de trás para frente ou pizzas que têm apenas uma ou outra fatia destacada.

Disseminar a síndrome de vira-lata, obviamente, tem um objetivo claro.

É recalcar os tradicionais estratos médios, é causar rancor, é produzir a intriga, é gerar dissensão, é fomentar o ciúme, é espalhar o ódio entre irmãos.

Afinal, para os obsoletos da elite midiota, é preciso difundir todos os dias a ideia do caos, mesmo que imaginário.

Para quem perdeu, faz-se urgente uma insurreição para acabar com a festa do crescimento econômico extensivo, da inclusão social e da democratização de acessos.

Enquanto eles não passam, vale a pena ficar com o Pará, com os brasileiros do Pará. Viva o Pará!



Crédito: Walter Falceta
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Do Blog O Esquerdopata.

Charge Online do Bessinha

Folha publica artigo do presidente da Amaerj com críticas à corregedora do CNJ

O desembargador Antonio Cesar Siqueira, presidente da Amaerj, teve seu artigo publicado na edição de hoje (29) do jornal Folha de São Paulo. No artigo "A arrogância da defesa do CNJ", o magistrado escreve sobre as declarações da corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, e a atuação do CNJ. "Ao acusar genericamente a magistratura nacional de convivência com 'bandidos de toga', imputa a toda uma classe, que merece o respeito da população, a pecha que caberia apenas a muito poucos. Também se esquece que identificar essas exceções -e investigá-las- faz parte de suas atribuições na corregedoria do CNJ", afirma.

A seguir, a íntegra do artigo:

A arrogância da defesa do CNJ

*Antonio Cesar Siqueira

Desembargador, presidente da Amaerj (Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro).

A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, afirmou em entrevista publicada anteontem que o exame dos limites de atuação do Conselho Nacional de Justiça, a cargo do Supremo Tribunal Federal, seria "o primeiro caminho para a impunidade da magistratura, que hoje está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás da toga".

Disse ainda: "Sabe o dia que eu vou inspecionar São Paulo? No dia em que o sargento Garcia prender o Zorro. É um Tribunal de Justiça fechado, refratário a qualquer ação do CNJ".

Além dessas declarações, a corregedora vem demonstrando a sua contrariedade com a atuação do STF quando esse suspende os efeitos de decisões do CNJ ou as anula.

Pois bem. Ao acusar genericamente a magistratura nacional de convivência com "bandidos de toga", imputa a toda uma classe, que merece o respeito da população, a pecha que caberia apenas a muito poucos. Também se esquece que identificar essas exceções -e investigá-las- faz parte de suas atribuições na corregedoria do CNJ.

Mas não. A arrogância de se achar acima do bem e do mal, sem respeito ao próprio STF, arvorando-se em único modelo de moralidade, faz com que essas ações se mostrem desastradas e inoperantes.

Todas as liminares concedidas pelo STF contra decisões do conselho, sob a firme e sóbria liderança do ministro Cezar Peluso, tiveram como base a inobservância de uma ou mais garantias constitucionais: ampla defesa, devido processo legal, contraditório ou justa causa.

Essas garantias, que todos os brasileiros conhecem e cultuam, foram insculpidas na Constituição de 1988 exatamente para evitar o arbítrio e as condenações de exceção -tão comuns nos tempos da ditadura-, que são, obrigatoriamente, aplicáveis a todos os processos penais ou administrativos punitivos.

São essas simples e importantes garantias que, na opinião da corregedora, o STF, como guardião da Constituição, vem teimando em aplicar, deitando por terra as condenações sumárias do CNJ.

Que bom que seja assim. A democracia agradece.

A magistratura brasileira jamais compactuará com desvios funcionais, mas os juízes, como todos os cidadãos, têm o direito sagrado de ser processados com observância dos preceitos constitucionais.

Porém, vemos que as falhas na atuação não param por aí.

Ao afirmar, usando comparação de incrível mau gosto, que não vai inspecionar o tribunal de São Paulo por ele ser refratário às normas do CNJ, a corregedora declara, de público, que não vai cumprir seu dever legal: ou bem não há nada de errado e a inspeção é desnecessária, ou ela não está fazendo aquilo que deveria fazer.

Enfim, arrogância, no desrespeito ao STF, e descaso com suas atribuições demonstram que a corregedora faria um grande favor à nação brasileira se adotasse como lema de sua atuação o juramento que fez ao entrar para a magistratura: "Cumprir e fazer cumprir a Constituição e as leis, pugnando pelo prestígio da Justiça".

Fonte: Folha de São Paulo

Do e-mail enviado pela AMAERJ.

Eliana Calmon

A ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), provocou um racha no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ao afirmar esta semana que há bandidos escondidos atrás de togas . A declaração pode ter parecido surpreendente para alguns, mas não para quem conhece de perto a corregedora nacional de Justiça. De temperamento forte e incisivo, a ministra tem uma carreira marcada por declarações e decisões de combate à corrupção quase sempre impactantes.
Não por acaso, a ministra se manteve firme diante da tentativa do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, de fazê-la se retratar numa reunião do Conselho Nacional, na terça-feira. Eliana se recusou a pedir desculpas e, fiel ao seu estilo, criticou a decisão do conselho de divulgar uma nota de repúdio às declarações que fez sobre bandidos que se "escondem atrás da toga". A ministra disse que não teve a intenção de generalizar as acusações.
"Houve uma reação desproporcional"
A expressão "bandidos de toga" seria direcionada a casos específicos de magistrados comprovadamente envolvidos em irregularidades.
- Acho que houve uma reação desproporcional do Conselho - disse ao GLOBO.
Eliana chegou ao STJ em 1999 e, entre seus padrinhos políticos, estava o senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA), já falecido. Mas não demorou muito para a ministra mostrar que os laços com o mundo político eram só contingência de um magistrado a caminho de um tribunal. Em 2006, Eliana assinou as ordens de prisão de todos os investigados na Operação Dominó.
Entre os presos estavam dois togados: o presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Sebastião Teixeira Chaves, e um de seus juízes auxiliares, José Jorge Ribeiro da Luz. A decisão quebrou um tabu. Era a primeira vez no país em que um desembargador, presidente de um tribunal, experimentava um par de algemas sob a acusação de corrupção.
No ano seguinte, Eliana voltou a mostrar que não estava no STJ para brincadeira. Numa canetada só, decretou a prisão de mais de 40 investigados na Operação Navalha.
Entre os presos, numa das mais retumbantes operações da polícia, estavam um ex-governador, um parlamentar, dois prefeitos, empresários e altos servidores públicos. As investigações resultaram na demissão do ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, afilhado político do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O barulho não parou por aí. Na mesma operação, a ministra determinou o afastamento do vice-diretor da Polícia Federal Zulmar Pimentel até a conclusão das investigações.
Mais tarde, Pimentel foi inocentado, mas Eliana queria caminho livre para que os delegados do caso tivessem autonomia para aprofundar a investigação.
- Ela é uma mulher decidida, valente. Lembro-me dela desde que foi desembargadora no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Ela sempre foi vigorosa - derrama-se o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Alexandre Camanho.
Críticas à anulação da Castelo de Areia
Antes das declarações sobre "bandidos de toga", a ministra entrou em outra bola dividida. Recentemente, ela criticou duramente a decisão de colegas de STJ de anular a Operação Castelo de Areia, uma das maiores investigações da Polícia Federal sobre fraudes em obras públicas e caixa dois de campanhas eleitorais. Voz dissonante no tribunal, a ministra deixou claro que decisões desta natureza atrapalham o combate à corrupção.
Ela é a melhor magistrada do Brasil. O país estaria melhor se existissem outras iguais à ela
- Ela é a melhor magistrada do Brasil. O país estaria melhor se existissem outras iguais à ela - afirmou Joaquim Mesquita, superintendente da PF de Goiás.
Mas, se virou uma espécie de ícone entre procuradores, policiais e até mesmo entre magistrados de primeira instância, Eliana Calmon coleciona inimigos nos tribunais. Por causa das declarações sobre a Castelo de Areia, a ministra se desentendeu com o ex-presidente do STJ Cesar Asfor Rocha. Ela também teve um forte embate com o atual presidente do tribunal, Ari Pargendler. Ela se opôs com veemência à indicação do desembargador Tourinho Neto para uma das vagas no Conselho Nacional de Justiça.
Pargendler buscou uma solução negociada, mas foi interrompido pela ministra. Desde então, os dois estão rompidos. Para colegas de tribunal, falta jogo de cintura à ministra. Eles alegam também que, em assuntos internos do tribunal, Eliana Calmon não seria tão rigorosa.
- Ela joga para a plateia - diz um ministro desafeto.
Jailton de Carvalho
No O Globo

Dr. Peluso, o que é isso? Ricardo Teixeira banca torneio para Juízes Federais


O juiz da 2ª Vara de Execuções Fiscais de São João de Meriti (Baixada Fluminense), Wilson Witzel, diretor de esportes da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), fez a convocação para o encontro previsto para os dias 11, 12 e 13 de novembro. Será na Granja Comary, em Teresópolis, onde fica o centro de treinamento da Seleção Brasileira:

"a hospedagem e o material esportivo para os jogadores será por conta da CBF".

O Ministério Público Federal vai investigar Ricardo Teixeira por lavagem de dinheiro.

Era só o que faltava: a confraternização entre cartolas acusados de corrupção e juízes de toga que poderá julgá-los.



Será que o Dr. Peluso, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), tem certeza de que as declaraçãoes da corregedora, Eliana Calmon, foram exageradas, quando disse:

"...a magistratura.. está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás da toga..." (a notícia vem do Lancepress).

A inflação sobe, mas cai, entendeu?


Há um mês, quando saiu o IGP-M de agosto, as manchetes foram iguais: “sobe a inflação do aluguel”.
O noticiário pouca ou nenhuma menção fazia ao fato de que a variação acumulada, que vale tanto para o reajuste do aluguel quanto para a avaliação da situação da economia caíra, outra vez, de 8,35% para 8%.
Este mês, a história se repete.
O IGP-M de setembro deste ano (+0,65%) substitui, na série anual, o de 2010 (+1,15%), o que leva o acumulado em 12 meses a cair agora de 8% para 7,46%.
E, como outubro e novembro tiveram, ano passado, valores altos (1,01% e 1,45%, respectivamente), embora o próximo IGP-M vá absorver o restante do reajuste do dólar – é um índice mais sensível ao câmbio, a tendência é de baixa, para terminar o ano na faixa dos 6%.
Isso quer dizer pouco mais da metade do IGP-M acumulado em dezembro do ano passado, que foi de 11,32%.
Como isso não ajuda o clima de terrorismo econômico, não é explicado na maioria dos jornais.
Precisamos de um caos, não é?

Do Blog TIJOLAÇO.COM