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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Jarbas Vasconcelos [PMDB-PE] e o cinismo político

Fonte: JC - edição impressa - 16/10/2012

Por DiAfonso [Blog Terra Brasilis]

O senador Jarbas Vasconcelos [PMDB-PE] tem toda razão quando fala em "cinismo político" e em a "esperteza [ser] mais importante do que o conhecimento e do que a ética". Isso que ele evoca tem estado em seu próprio dna nos últimos tempos. Desde que Lula assumiu [e FHC mergulhou em seus desvarios narcísicos], Jarbas tem mostrado o seu "cinismo político" e trocado o "conhecimento" e a "ética" pela "esperteza".

Seu cinismo está em não tecer um comentário sequer sobre os desmandos da era FHC, sobre o "mensalão mineiro" e sobre "A Privataria Tucana".

Sua esperteza - e o abandono do "conhecimento" e da "ética" - está em se aliar a Eduardo Campos [PSB-PE] - outrora inimigo figadal - para derrotar Lula e o PT [deu certo aqui em Recife] e, de quebra, tentar eleger o filho Jarbinhas vereador, na coligação do neto de Miguel Arraes [a quem injuriou e maltratou]. 

Como se sabe, Jarbinhas foi rejeitado nas urnas [obteve, apenas, 4.295 votos]. Já Jarbas "Pai", por sua vez, deveria rever o que disse sobre cinismo político e tais e quais, porquanto não possui autoridade moral para falar nada.

Acaso faltou-lhe "conhecimento" quando deu apoio irrestrito ao corrupto Demóstenes Torres [ex-DEM]?

Acaso falta-lhe "conhecimento" quando não abre o verbo para falar do "mensalão mineiro" [anterior ao do PT]?

Acaso falta-lhe "ética" e "conhecimento" ao entupir-se para não falar da "Privataria Tucana"?

Se lhe falta tudo isso, então Jarbas Vasconcelos é ignorante e "cínico" tanto quanto aqueles a quem ele faz referência... Ou o que é mais grave: faz uso, por excelência, da esperteza que tanto recrimina.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Eduardo Campos se alia ao que há de pior: a direita raivosa representada por Jarbas Vasconcelos

Em oito anos do governo Lula, o Nordeste foi, talvez, a região que mais recebeu investimentos. E, entre os estados do Nordeste, Pernambuco foi um dos mais favorecidos.

Suape, a  refinaria, o estaleiro. Um navio cargueiro foi construído em Pernambuco!! fato inimaginável há uma década!

Só pra ficar nos mais importantes.

Nenhum destes projetos, nenhum investimento, nem a mobilidade social, nada foi reconhecido por Jarbas.

Todas a vezes que se referia ao governo Lula era com o discurso na moralidade em punho. Corrupção, corrupção sempre.

Quando o discurso arrefecia um grau, recorria às paginas amarelas (essa cor tem conotação pejorativa) da revista veja (com letras minúsculas mesmo por estar envolvida até o pescoço com Demóstenes e Cachoeira) para se fazer de inocente útil e atacar Lula e o governo. Corrupção, corrupção, só corrupção.

Estava na famosa capa da veja ao lado de Demóstenes como um dos paladinos da ética. Contudo, quando o escândalo Cachoeira, veja e Demóstenes eclodiu, cadê a ética a se manifestar? Nada. Só o silêncio. 

Depois de publicado o livro A Privataria Tucana, Humberto Costa subiu à tribuna do Senado e, com o livro em punho, chamou a imprensa às falas e exigiu a CPI. E Jarbas? calado.

No governo Lula, corrupção. Sobre as privatizações, compra de votos no governo Fernando Henrique, Mensalão tucano em Minas, nada. Só silêncio.

Se nós, simples eleitores e usuários de Internet, sabemos destas denúncias, imagine um senador da república?!

No entanto, Jarbas foi talvez um dos poucos cabos eleitorais de Serra aqui no Nordeste pelo PMDB.

Aliás, ele é um crítico ácido do fisiologismo e da corrupção do PMDB. E a corrupção do PSDB? e Cássio Cunha Lima cassado por compra de votos? E Ieda no Rio Grande do Sul? e Azeredo que este ano tem um encontro com Joaquim Barbosa no Supremo? Nada. Cadê a indignação? Cadê os famosos discursos na tribuna? Nada. Só o silêncio.

Jarbas está cego para tudo isso. Ele só tem olhos para a corrupção do PT e do Governo Lula!

E agora o governador, que foi o principal beneficiado político dos investimentos federais em Pernambuco, se alia a Jarbas para isolar e derrotar o PT e Lula em Pernambuco e se alia a Aécio para isolar e derrotar o PT em Minas. Quem acredita no apoio do PSB em São Paulo? Ninguém.

Aqueles que acreditam que Lula foi fundamental para as transformações em Pernambuco e no Brasil, aqueles que já perceberam que está havendo uma união de forças contrárias à continuação deste projeto visando à instalação de um outro projeto para o Brasil com a participação das forças que foram contra o projeto Lula, aqui representada por Jarbas, devem se unir.

Não há inocentes aqui. Sabemos do jogo pelo poder dentro do próprio PT. Sabemos das guerras que acontecem entre estas "correntes" que, ao invés de correntes comuns, separam, não unem. 

Contudo, o partido e, repito, os que acreditam que o projeto iniciado em 2002 ainda é o melhor para o povo devem se unir para combater os projetos pessoais do governador, ajudado pela direita raivosa e corrosiva.

The teacher.

Brasil's News

Raul Jungmann [PPS-PE] se esquece de olhar para o rabo de seu próprio partido

Por DiAfonso [Terra Brasilis]

Maurício Rands decide deixar o Partido dos Trabalhadores, entregar o mandato assim como o cargo de secretário no governo Eduardo Campos [PSB-PE]. Isso é um fato que, embora deva ser respeitado, merece algumas considerações. Pretendo fazê-las numa outra postagem.  

A respeito da decisão de Rands, acabo de ler um artigo do ex-deputado federal Raul Jungmann [PPS-PE – sem mandato] e fiquei a me perguntar como alguém pode ser tão cara de pau.   

Conhecido nos meios políticos e blogosféricos como aquele que adora uma câmera de TV, verborrágico e metido a “paladino da justiça”, Jungmann afirma, em artigo publicado em seu site [aqui], que   

“Maurício, como tantos, fechou os olhos para os desvios e a degradação do seu partido, o PT. Até o dia em que este, desfigurado e implacável, o triturou e esmagou seus sonhos, humilhando-o publicamente.”  

Engraçado e, ao mesmo tempo, descabido o teor dessa afirmação. Sobretudo, porque a “descrição” do comportamento de Rands e a “radiografia ética” do PT foram feitas por alguém que não olha para si e nem para o próprio rabo do partido a que pertence: o PPS do senhor feudal Roberto Freire [Esse mascarado não ganha nem eleição para síndico aqui em Recife].  

Como Jungmann pode falar do PT nos termos colocados, se o PPS é um partido fisiológico e se alguns de seus parlamentares não estampam no rosto a virtude ética?   

Algumas outras perguntas ainda podem ser feitas:  

Por que o ex-parlamentar não escreve sobre o que alguns parlamentares do PPS andavam [talvez ainda andem] fazendo na calada da noite? Fernando Cláudio Antunes Araújo e o ex-secretário de Saúde e deputado federal Augusto Carvalho não são do Partido dos Trabalhadores. Certo, Jungmann?  

Por que o “midiático” Raul Jungmann não escreve um artigo justificando  por qual motivo aceitara ser conselheiro da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) da Prefeitura de São Paulo [aqui]? Acaso virou cidadão de lá e conhece o trânsito daquela metrópole como a palma de sua mão? Isso é ético?

Agora vem nos falar em “desvios” e “degradação” no Partido dos Trabalhadores.  

Ora, senhor Jungmann! Olhe para o rabo de seu próprio partido, pois ele, o rabo de seu partido, pode estar, sobranceiro, reinando nos esgotos da vida pública.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Maurício Rands aprofunda crise no PT-PE: deixa o partido, entrega o mandato e o cargo no governo Eduardo Campos



Carta de Maurício Rands [Ex-deputado federal pelo PT-PE]

Venho aqui me comunicar diretamente com meus eleitores, companheiros, amigos e com o povo de Pernambuco, em especial com os militantes do Partido dos Trabalhadores - PT, que compartilharam comigo tantas lutas pela democracia e pela construção de uma sociedade melhor.  

Nas prévias internas de definição do candidato do PT e da Frente Popular, durante dois meses, participei de intenso debate sobre o Recife e a vida partidária. Interagi com os militantes, na compreensão conjunta de que a melhoria da condição de vida na cidade é um processo de construção coletiva no qual o partido tem grande responsabilidade em servir de exemplo na demonstração de práticas democráticas. Testemunhei todo o engajamento desprendido e consciente de milhares de pessoas nesse nobre debate. Destes militantes, levarei para sempre as melhores memórias e a eles sou profundamente grato.  

Depois da decisão da direção nacional do PT, impondo autoritariamente a retirada à minha candidatura e à do atual prefeito, recolhi-me à reflexão. Ponderei sobre o processo das prévias e sobre o momento político mais geral. Concluí que esgotei por inteiro minha motivação e a razão para continuar lutando por uma renovação no PT. Percebi terem sido infrutíferas e sem perspectivas minhas tentativas de afirmar a compreensão de que o 'como fazer' é tão importante quanto os resultados.   

As diferenças de métodos e práticas, aliás, já vinham sendo por mim amadurecidas e acumuladas há algum tempo. Todavia, este processo recente fez com que as divergências ficassem mais claras e insuperáveis. Na luta pela renovação do partido, no Recife e em outros lugares, infelizmente, têm prevalecido posições da direção nacional, adotadas autoritária e burocraticamente, distantes da realidade dos militantes na base partidária.   

No debate das prévias, minha candidatura buscou construir uma legítima renovação por dentro do PT e da Frente Popular. Mas lutamos, também, para renovar os procedimentos com o objetivo de reforçar as práticas democráticas. Porém, setores dominantes da direção nacional do PT já tinham outro roteiro que não o debate democrático com a militância do PT no Recife e a sua deliberação. Ou seja, cometeram o grave equívoco de ter a pretensão de impor, a partir de São Paulo, um candidato à Frente Popular e ao povo do Recife.   

Por não terem dialogado com a militância do PT no Recife, muito menos com a Frente Popular, ignoraram que existiam alternativas, procedimentais e de quadros, dentro do partido, que unificariam a frente em torno de uma candidatura do PT. Com a decisão da direção nacional do PT, lamentavelmente, esta unidade resultou rompida.  Diante da minha discordância com essa ruptura provocada pela direção nacional do partido, concluí que cheguei ao fim de um ciclo na minha vida de militante partidário.   

É nesse quadro que comunico aqui três decisões tomadas por mim. Primeiro, a minha desfiliação do PT. Segundo, a devolução do mandato de Deputado Federal ao partido. E, por último, meu afastamento definitivo do cargo de Secretário do Governo Eduardo Campos.  

Existiram diversas razões que me levaram a este caminho. A mais crucial dá-se no nível da minha consciência. Sempre agi, na vida e na política, com o maior rigor entre o que penso e o que faço.  Sempre cumpri os deveres da minha consciência.  

Defendi nos debates partidários a renovação do modo petista de governar e a implantação de um novo modelo de gestão no Recife. Modelo capaz de aprofundar nossa concepção de democracia participativa e especialmente de trazer para a cidade métodos e ações que o Governo Eduardo Campos vem praticando de maneira exemplar e com reconhecimento inclusive internacional, mas que a administração do Recife não conseguiu implantar.   

Minha experiência como Secretário do Governador Eduardo Campos foi fundamental para entender a importância da política do fazer, com formas competentes e inovadoras de gerir os recursos públicos, atrair investimentos privados e promover a inclusão social.  

Ainda nos debates das prévias, defendi a renovação das práticas e dos quadros partidários, bem como a melhoria da articulação política do governo municipal com o parlamento, os partidos da base e a sociedade civil organizada. Nesses 32 anos de militância, dediquei grande parte de minha vida a fortalecer o campo democrático-popular, lutando para aumentar a participação e consciência política do nosso povo.   

Amadureci as decisões que acabo de tomar com base em fatos altamente relevantes que impactaram minha consciência de cidadão. Entre estes, a opção da quase totalidade da Frente Popular pela indicação de Geraldo Júlio como candidato a Prefeito do Recife. Trabalhei diretamente com Geraldo Júlio e sou testemunha de como ele foi central para o sucesso do Governo Eduardo Campos. Acredito que Geraldo Júlio é o quadro mais preparado para atualizar e aperfeiçoar a gestão municipal do Recife. Implantando na cidade o que o Governador Eduardo Campos está fazendo em Pernambuco, ele vai melhorar concretamente a vida do povo do Recife.    

Estou consciente de que o nosso povo vai entender o significado da escolha de um novo quadro para transformar as práticas político-administrativas na cidade. Geraldo Júlio vai representar a renovação dentro de uma frente política que - espero - seja mantida, mesmo com o lançamento de duas candidaturas no seu campo.   

Como esta posição tem graves implicações para minha vida partidária, decidi que devo sair do PT e, com dignidade, devolver meu mandato ao partido. E como gesto concreto de que não se trata de um jogo menor, de barganha por espaços de poder, decidi também sair definitivamente do Governo Eduardo Campos. Esse é o custo, sem dúvida elevado, de ser fiel à minha consciência cidadã. Saio da vida pública e da política partidária para exercer ainda mais plenamente a cidadania.                              

Recife, 03 de julho de 2012

Maurício Rands