domingo, 29 de maio de 2011

Época não merece desmentido. Merece processo


Os médicos Antônio Carlos Onofre de Lira, diretor técnico, e Paulo Ayroza Galvão, diretor clínico do Hospital Sírio-Libanês, por solicitação da Presidenta Dilma Roussef, emitiram agora à tarde um longo e detalhado relatório sobre os atendimentos prestados a ela.

Tratam em detalhes e com absoluta transparência todo os diagnósticos e terapêuticas relativos a eles.

O assunto de interesse público – a saúde da Presidenta – foi tratado com uma transparência ímpar. Aliás, sempre foi, mesmo quando ainda candidata.

Mas não foi transparência o que fez a Época. Foi violação de documentos médicos privados - e cuja divulgação só pode ser feita por autorização do paciente, segundo resolução nº1605/2000, do Conselho Federal de Medicina.

A revista teria todo o direito de formular perguntas sobre a saúde da presidente a ele ou a seus médicos. Mas está confesso nas próprias páginas da revista que “Época teve acesso a exames, a relatos médicos e à lista de medicamentos usados pela presidente da República”. Não foi, repito, informação sobre assuntos ou políticas públicas. Nem mesmo um diagnóstico ou prognóstico que, por sério, pudesse ter interesse para a sociedade. Foram detalhes personalíssimos, que a ninguém dizem respeito.

Isso é crime, previsto no Art. 154 do Código Penal. Tanto quanto é crime a violação de um extrato bancário, de qualquer pessoa. Crime para quem viola o que está sob sua guarda, seja um profissional hospitalar ou um gerente de banco, quanto para quem o divulga, sabendo que foi obtido de forma ilícita.

Não havia um crime a denunciar, um perigo a prevenir, algum direito de pessoa ou da sociedade a proteger, com a divulgação.

A intenção, prevista na lei de “produzir dano a outrem” está marcada pela fotografia “fúnebre” da capa e pela reunião maliciosa entre o uso de remédios para uma infecção – a pneumonia – com outras situações que nada têm a ver com ela – o hipotireoidismo, por exemplo – e até substâncias de uso tópico para aftas, como o bicarbonato de sódio e o Oncilon.

Isso nada tem a ver com o dever de dar informações sobre a saúde de uma pessoa pública. Tanto que elas são e foram dadas sempre, nos boletins médicos.

A motivação foi política: gerar medo, intranquilidade e dúvida sobre sua capacidade de governar. O que se praticou foi um crime – e não apenas um violação ética, o que já é grave – e crimes devem merecer responsabilização.

Mas, aqui, no país onde o inimigo político é culpado até que prove sua inocência (e olhe lá), pretender que a imprensa aja dentro da lei é “perseguição”.

PS. Senti falta da nossa blogosfera progressista para falar deste absurdo e do assanhamento tucano em demolir o governo que o povo elegeu. Será o frio que está fazendo hoje? (Em tempo, o Azenha deu divulgação a esta maracutaia farmacêutica da Época)

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Época supera Veja em imundície e quer matar Dilma


Alertado por um leitor, fui ver a capa da Época, na qual uma foto da presidenta, de olhos fechados, é usada para ilustrar uma matéria sobre uma suposta gravidade de seus problemas de saúde.

É sordidamente mórbida.

Registra que os seus médicos dizem que ela “apresenta ótimo estado de saude”, mas a partir daí tece uma teia mal-intencionada e imunda sobre os problemas que ela apresentou e os outros que tem, normais para uma mulher da sua idade.

O hipotireoidismo, por exemplo, é problema comuníssimo entre as mulheres de mais idade. É por isso que todo médico pede a eles, sempre, o exame de TSH. E o hormônio T4 – Synthroid, Puran, Levoid, Euthyrox e outros – tomado em jejum, é a mais básica terapêutica, usada por anos e anos por milhões de mulheres do mundo inteiro.

A revista publica uma lista imbecil de “medicamentos” que a presidente tomava, em sua recuperação de uma pneumonia, listando tudo, até Novalgina, Fluimicil e Atrovent (usado em inalação até por crianças), e chegando ao cúmulo de citar “bicarbonato de sódio – contra aftas”.

Diz que o toldo que abrigou Dilma de uma chuva, em Salvador, ” lembrava uma bolha de plástico”.

Meu Deus, o que esperavam que fizessem com uma mulher que se recuperava de um pricípio de pneumonia? Que lhe jogassem um balde de água gelada por cima?

Essa é a “ética” dos nossos grandes meios de comunicação. Não precisam de fatos, basta construírem versões, erguendo grandes mentiras sobre minúsculas verdades.

Esses é que pretendem ser os “fiscais do poder”.

Que imundície!

Do Blog TIJOLAÇO.COM

O Discurso anacrônico


Mauro Santayana

O discurso do presidente Barack Obama, em Londres, como quase todos os pronunciamentos políticos, não pode ser entendido em sua literalidade. As palavras, disso sabemos, servem para dizer e servem para ocultar, e quase sempre revelam, ao ocultar. Quando buscam esconder o verdadeiro sentimento dos que as pronunciam, revelam-no. Foi um speech fora do tempo, e lembra os pronunciados por Ted Roosevelt na passagem do século 19 para o século 20.

Obama foi a Londres a fim de dizer aos britânicos que os dois povos, vindos da mesma e presunçosa Albion, continuam a mandar no mundo. Começaram a mandar antes mesmo que as colônias da Nova Inglaterra existissem, ainda no fim do século 16, quando os espanhóis foram fragorosamente derrotados, com sua armada, que se pressupunha invencível, mais pelos ventos e ondas altas do Canal da Mancha do que pela ação dos navios britânicos. Essa supremacia foi confirmada, no século 19, em Waterloo. Mas o simples fato de que o presidente dos Estados Unidos tenha considerado ser importante essa reafirmação de domínio, revela que ele se encontra em erosão. O presidente cometeu um equívoco político importante, talvez porque tenha trocado de ghost-writer, ao desdenhar a posição da Europa. Ele não menciona diretamente países como a Alemanha e a França, e só se refere “aos nossos aliados”. Enfim, os donos do mundo são eles. Os outros, por mais poderosos sejam, são apenas “aliados”. O Brasil e os outros grandes países emergentes, reunidos no grupo Bric, são mencionados, como incapazes de ameaçar a supremacia mundial do eixo Washington-Londres. Não cremos que o Brasil venha a disputar a “liderança” do mundo. A melhor atitude de uma nação forte é a de não comprometer esse potencial em atos de conquista. Bons exércitos, economia sólida, instituições permanentes são condições necessárias para assegurar a liberdade interna e garantir os interesses nacionais na sociedade mundial. Mas se essa vantagem for usada em aventuras estultas, as conseqüências sempre serão, a prazo curto ou longo, desastrosas. Na vida de cada um de nós, e na vida das nações, a melhor escolha é a de não liderar, mas, tampouco, seguir a liderança alheia. Deixemos aos outros a sua autonomia e sejamos ferozes defensores da nossa independência.

Dentro da mesma ordem de idéias, estamos diante de outra manifestação de arrogância chocha, da candidata francesa, Christine Lagarde, à direção do FMI. Ela, em resposta à posição brasileira e de outros países emergentes, que reclamam o direito de indicar o substituto de Strauss-Kahn, declara que a instituição tem que continuar em mãos européias. Há dois anos, ela disse que, “no FMI, quem paga, manda”. Como se vê, a sua idéia é a de que a instituição não é mundial, mas de alguns países que se julgam os guardiães universais da moeda. Se é esse o critério da Sra. Lagarde, está na hora de o FMI trocar de mãos. Os países emergentes são hoje os maiores credores do mundo. A China, a Rússia, a Índia e o Brasil, em conjunto, retêm as maiores reservas mundiais, enquanto os Estados Unidos e a maioria dos países europeus são os grandes devedores internacionais. A dívida, pública e privada, dos Estados Unidos é nominalmente de 50.2 trilhões de dólares (3 vezes o seu PIB), isso sem contar com os trilhões e trilhões de dólares que, sem lastro metálico, circulam no mundo inteiro. Quem está pagando, direta ou indiretamente, são os países em desenvolvimento, como é o caso da China e dos outros integrantes do BRIC.

Com toda a sua arrogância, o discurso de Obama é vazio: o único poder de que dispõem Washington, Londres e seus aliados da OTAN, é o bélico – que se encontra encurralado no Iraque e no Afeganistão.

Se o critério é esse, o de quem paga, manda, os Bric podem abandonar o FMI – e criar uma nova instituição, que lhes sirva.
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Uma imagem que sugere outra...

A Peste, A Guerra, A Fome e A Morte

Vi nO Cachete

sábado, 28 de maio de 2011

Serra ameaçou deixar PSDB se ficasse sem cargo


O ex-governador de São Paulo José Serra ameaçou deixar o PSDB caso ficasse sem cargo na executiva tucana. O momento mais crítico ocorreu entre quarta e quinta-feira. Hoje, em convenção do partido, em Brasília, Serra foi contemplado a presidência do conselho político que terá sete membros e atribuições que influenciarão nas decisões da sigla. A presidência da legenda ficou mantida com o deputado Sérgio Guerra (PE). “O conselho vai tomar decisões político-partidárias, discutir eventuais fusões (...) e formas de escolher candidatos”, disse Serra.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (SP), o governador Geraldo Alckmin (SP), o senador Aécio Neves (MG), o presidente reeleito do PSDB e deputado, Sérgio Guerra (PE), e o governador Marconi Perillo (GO) também farão parte do conselho. O ex-governador Tasso Jereissati (CE) ficou com a presidência do Instituto Teotônio Vilela, órgão tucano com orçamento de R$ 11 milhões.

Para aceitar a presidência do conselho político tucano, Serra exigiu que o conselho tivesse mais poder de decisão, ou seja, que fosse responsável por definir alianças políticas em nome do partido. O acordo final foi fechado entre ontem e hoje. Ao longo da semana, um grupo de 35 deputados ligados a Aécio se reuniu em Brasília para deixar claro que não cederiam uma vírgula nos pedidos de Serra. O principal objetivo do ex-governador paulista era ficar com a presidência do Instituto Teotônio Vilella (ITV), que tem R$ 11 milhões de orçamento.

Para os mineiros, isso significaria criar um partido para Serra dentro do PSDB. O ITV deverá ser comandado pelo ex-senador Tasso Jereissati (CE). Rodrigo de Castro se manteve na Secretaria Geral, o segundo cargo mais importante da estrutura partidária.

Meses atrás, em conversa com o governador Marconi Perillo (Goiás), Serra já havia ameaçado deixar o partido. Naquele momento, Sérgio Guerra havia consolido o apoio de toda a bancada da Câmara para ser reconduzido ao comando do partido. A ação foi contestada pelo serristas como o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) e o deputado Jutahy Jr. (PSDB-BA).Aqui no IG você lê mais sobre o assunto

Petrobras terá mais seis petroleiros. Feitos aqui


Enquanto nossos jornais vivem falando que a Petrobras vai cortar investimentos, nossa grande empresa vai dando lições de que é possível fazer muito e fazer aqui no Brasil.

Hoje, ela fechou o afretamento de seis navios da classe Panamax, de 63.500 toneladas de porte bruto cada, sendo cinco para movimentação de derivados de petróleo e um para petróleo bruto, com a Hidrovia South American Logistics S/A. Os navios deverão ser construídos no Brasil e permanecer sob bandeira brasileira nos 15 anos de afretamento contratados.

São as últimas embarcações – por enquanto – do programa de modernização e ampliação da frota Petrobras, que contratou 39 navios, construídos em estaleiros brasileiros, no período de 2011 a 2017, gerando 30 mil empregos na nossa antes combalida indústria naval.

Quando se quer contratar e fazer aqui, comprando ou afretando, sempre há jeito. O Brasil, que já teve a segunda maior indústria naval do mundo, tem tudo para voltar a ocupar este posto. Se não aparecerem outros Agnellis.

Também do Blog TIJOLAÇO.COM

PSD de Kassab é o que sobrou a Serra


As coisas, como se previa, ficaram feias para José Serra.

Terminou agora à noite uma reunião dele com Fernando Henrique, no apartamento deste, em Higienópolis.

E o que assou no “churrascão diferenciado” hoje foi a pretensão de Serra em ser o presidente do Instituto Teotônio Vilela.

Fernando Henrique disse que não dá mais pra tirar Tasso Jereissati, porque dos 11 senadores do PSDB, Serra só tem a seu lado Aloyzio Nunes Ferreira.

Alckimin já mandou dizer que está “contemplado” com as indicações de Alberto Goldman e Emanuel Fernandes para primeiro e segundo vices de Sérgio Guerra.

Segundo O Globo, uma fonte próxima à alta tucanagem narrou assim a situação:

-Não é verdade que Alckmin insistiu com Serra e perdeu. Quem está dizendo isso é o Serra. Todos acham que se Serra ganhasse o ITV ele iria transformar o instituto numa máquina para a campanha presidencial de 2014 e ninguém quer mais isso. Ele já foi candidato a presidente duas vezes e agora precisa dar um tempo.

Fernando Henrique teria dito a Serra que se tivesse ganho o PSDB seria dele. Como não ganhou, parece que perdeu o “B” da sigla.

Sobrou, portanto, o PSD, o bote que lançou ao mar com antecedência.

Mas lugar em bote, nestas situações de naufrágio, vocês sabem como é, não sabem?

Do Blog TIJOLAÇO.COM

Charge Online do Bessinha

PSDB mata Serra sem dó neste sábado em Brasília


Horas antes da Convenção Nacional dos tucanos, porta-voz de Aécio Neves sentencia ex-governador paulista: “Quem cultiva rancor morre envenenado por si mesmo”, disparou Marcus Pestana; FHC admite: “Aécio tem hoje posição de vantagem”

Marco Damiani, Brasil 247

O PSDB vai armar uma festa a partir das 9 horas, em Brasília, para embalar a Convenção Nacional do partido, mas o pano de fundo é o velório político, de corpo presente, do ex-governador e duas vezes candidato derrotado à Presidência da República José Serra.

“Quem cultiva rancor morre envenenado por si mesmo”, disparou o presidente do PSDB de Minas Gerais, Marcus Pestana, na véspera da Convenção. Com requintes de crueldade, a frase é um indicador mais que claro, alguém duvida?, da desforra que está sendo preparada pelos mineiros e anti-serristas tucanos de todo Brasil contra o correligionário paulista. No início do ano passado, eles foram batidos, impiedosamente, por Serra e sua então maioria, nas pretensões defendidas pelo senador Aécio Neves de realizar prévias partidárias para a escolha do candidato presidencial do partido. Agora, o tamanho do troco, igualmente sem dó, já foi dimensionado até mesmo pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, chamado para tentar salvar Serra da humilhação, mas que, pelo que ele mesmo disse, pouco poderá fazer. “Aécio tem hoje uma posição de vantagem”, reconheceu FHC.

Dos dois altos cargos que Serra lutou para ocupar na máquina partidária, um já lhe foi negado na primeira hora, e para o outro já sofreu, nas negociações anteriores à Convenção, o veto da nova maioria tucana.”
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Serra: nem os tucanos querem mais

Redação, Carta Maior


”Faltam pouco mais de 24 horas para a Convenção do PSDB que decidirá o futuro político de José Serra. A disposição de setores majoritários do tucanato é de sepultar a figura do grande desagregador, hoje identificado amplamente como responsável pela implosão do partido já durante a campanha de 2010, o que explica em parte a letargia tucana na longa convalescência pós-eleitoral. Serra frequentemente impôs a sua vontade dentro da sigla transformando adversários em escombros políticos, com a ajuda do rolo compressor de seu dispositivo midiático, sobretudo em São Paulo. Pela primeira vez na história do PSDB o jogo virou.

O ex-governador está sem condições de fuzilar concorrentes, mas corre o risco de ser fulminado por eles. Seguidores de Aécio Neves relutam em conceder ao candidato da derrota conservadora em 2002 e 2010 até mesmo o abrigo do Instituto Teotônio Vilela cuja presidência é reivindicada como prêmio-consolação pelo serrismo --um prêmio-consolação que administra quase R$ 7 milhões de orçamento. O temor é de que com esse calibre financeiro, o ITV seja utilizado como quartel-general para a urdidura de um novo ciclo de golpes e punhaladas dentro do partido, uma especialidade de Serra que alguns só enxergam um jeito de erradicar: expurgando o mal pela raiz. E pensar que a mídia fez de tudo para convencer o Brasil que esse personagem seria a melhor opção para suceder a Lula.”

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Serra: o acerto de contas tucano

Faltam pouco mais de 24 horas para a Convenção do PSDB que decidirá o futuro político de José Serra.

A disposição de setores majoritários do tucanato é de sepultar a figura do grande desagregador, hoje identificado amplamente como responsável pela implosão do partido já durante a campanha de 2010, o que explica em parte a letargia tucana na longa convalescência pós-eleitoral.

Serra frequentemente impôs a sua vontade dentro da sigla transformando adversários em escombros políticos, com a ajuda do rolo compressor de seu dispositivo midiático, sobretudo em São Paulo. Pela primeira vez na história do PSDB o jogo virou.

O ex-governador está sem condições de fuzilar concorrentes, mas corre o risco de ser fulminado por eles. Seguidores de Aécio Neves relutam em conceder ao candidato da derrota conservadora em 2002 e 2010 até mesmo o abrigo do Instituto Teotônio Vilela, cuja presidência é reivindicada como prêmio-consolação pelo serrismo. O temor é de que o ITV seja utilizado como quartel-general para a urdidura de um novo ciclo de golpes e punhaladas dentro do partido, uma especialidade de Serra que alguns só enxergam um jeito de erradicar: expurgando o mal pela raiz. A ver.

(Carta Maior; 6º feira 27/05/ 2011)
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Do Blog O Esquerdopata.

Tablets Brasil: Governo e Foxconn começam a negociar mão-de-obra

Luis Osvaldo Grossmann e Luiz Queiroz, Convergência Digital

“Depois de mais de quatro horas de reunião no Ministério de Ciência e Tecnologia, representantes da chinesa Foxconn deixaram o encontro sinalizando que ainda há muita negociação pela frente. O governo evita comentar a discussão por afirmar que a maior parte do conteúdo envolveu dados sigilosos sobre a multinacional, mas já foi iniciada aberta a negociação relativa à mão-de-obra.

O Governo quer levar para treinamento na Foxconn cerca de 300 engenheiros brasileiros, acordo que envolveria, em contrapartida, a vinda de chineses para o início da produção de equipamentos, especialmente os tablets, no Brasil. A parte mais interessante para o país, no entanto, é a segunda etapa dos investimentos da fabricante chinesa, que seriam voltados à produção de displays.

“Nós vamos tentar trazer a indústria de semicondutores, que nós não temos e só 20 países no mundo fazem. E trazer a indústria de display, que é a tela e que só quatro países no mundo fazem”, disse nesta quinta-feira, 26/5, em São Paulo, o ministro Aloizio Mercadante.”
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Dilma usa o lema: enquanto a oposição atrapalha, o governo trabalha


Dilma

Do Os amigos do Brasil - Sexta-feira 27, maio 2011

A presidenta Dilma Rousseff adotou na quinta-feira a tática bem sucedida utilizada no governo Lula, de mostrar que o governo trabalha, enquanto a oposição atrapalha.

Enquanto a oposição se ocupava de fomentar uma crise, a Presidenta intensificou a agenda pública positiva.

Primeiro foi a cerimônia de assinatura de termos de compromisso para construção de quadras esportivas escolares cobertas e unidades de educação infantil do PAC 2, e doação de bicicletas e capacetes escolares do programa Caminho da Escola.

No Palácio do Planalto, a Presidenta recebeu lideranças da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf), e anunciou a redução dos juros do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) – as taxas irão variar de 0,5% a 2% para todas as linhas, a partir de julho deste ano. Antes chegavam a 4%.

O ministro da Agricultura anunciou o crédito de R$ 123 bilhões para financiar a safra 2011/2012 (um aumento de 7%), incluindo R$ 16 bilhões para a agricultura familiar.

Durante o dia, ela concedeu entrevista coletiva, desfazendo boatos e maledicências do noticiário:
- disse que Palocci dará todas as explicações necessárias aos órgãos de controle;
- haverá educação para combater a homofobia e violência, mas não haverá o que chamaram de “kit-gay”. O governo não fará propaganda de nenhuma orientação sexual específica, nem interferirá na vida privada das pessoas;
- vetará, se for preciso, os itens do Código Florestal que comprometam o meio-ambiente e o desmatamento.

Os milhões de produtores rurais e agricultores familiares, que assistiram o telejornal da TV Globo, ficaram sem saber das notícias sobre a safra 2011/2012 e sobre a redução de juros do Pronaf, pois a emissora omitiu a notícia.