sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Exclusivo: Vídeo histórico com vexame internacional de FHC levando sermão de Bill Clinton



Link do vídeo para repassar por email:
http://www.youtube.com/watch?v=MeAOen8vyiQ

Com exclusividade, nosso blog resgatou de arquivos internacionais, um vídeo de 1999, com o então presidente Fernando Henrique Cardoso em Florença (Itália) no encontro de governantes dos países ricos da chamada terceira via.

Nossa edição tem um compacto com os "melhores momentos", ou seja, os mais relevantes.

O vídeo reabilita a memória de como o governo FHC era submisso, incompetente, não tinha respeito internacional, e o plano real, em 1999, já tinha acabado e colecionava mais fracassos e instabilidade do que sucessos, quando visto longe dos olhos da imprensa demo-tucana nacional.

O Brasil estava quebrado, pendurado no FMI, e sua economia não inspirava confiança, nem era vista como tão estável, nem em 1995 (crise mexicana), nem em 1997 (crise asiática) e nem em 1998 (crise russa), exigindo overdose de juros para controlar a inflação.

FHC fez o discurso da choradeira dos quebrados, pedindo aos líderes dos EUA e Europa, que criassem uma espécie de CPMF mundial para salvar o Brasil da fuga de capitais especulativos.

Bill Clinton (então presidente dos EUA), Tony Blair (Inglaterra) e Gerhard Schroeder (Alemanha) receberam mal a proposta.

Clinton passou um verdadeiro sermão em FHC, sugerindo que faltava CONFIANÇA, HONESTIDADE, eficiência e boa governança sob FHC. Enquanto isso, outros países resolveram estes problemas frente as crises, citando Chile e Uganda, como exemplos para FHC seguir.

Clinton e os demais líderes agiram na defesa dos interesses de seus países, que eram os vencedores naquela ordem mundial.

FHC agiu pessimamente, com incompetência política, ao não articular previamente ao encontro, para não passar esse vexame, e também por não tentar conquistar resultados de fato.

E agiu pior, de forma humilhante e envergonhando o Brasil, ao não defender o país, ficando calado após o sermão de Clinton (se é que tinha jeito de defender, naquele governo submisso e dependente, sob intervenção do FMI).

Apesar de tratar-se da gravação de evento público e oficial no exercício da presidência, televisionado na época (pela Globonews, se não me engano), foi necessário recorrer a arquivos internacionais para resgatar o vídeo, uma vez o que o acervo do iFHC parece preferir apagá-lo da história, e que o PIG (Partido da Imprensa Golpista) também esconde a sete chaves para não constranger seu amigo e correligionário FHC, com a divulgação.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Dilma cumpre promessa: Farmácia Popular com remédios gratuitos para hipertensão e diabetes

A presidenta Dilma Rousseff cumpriu uma das promessas de campanha e assinou medida para o programa "Aqui Tem Farmácia Popular" oferecer remédios para hipertensão e diabetes de graça.

Nos hospitais e ambulatórios do SUS já havia distribuição gratuita, mas aogra facilita a vida para o paciente que faz uso continuado e compra em farmácias.

A medida, batizasda de "Saúde não tem preço", é uma evolução do programa, uma vez que, durante o governo Lula, 90% do custo destes medicamentos comprados no "Aqui tem farmácia popular" já era pago pelo Ministério da Saúde e o cidadão tinha que pagar apenas com 10% do valor.

As farmácias e drogarias conveniadas tem até o dia 14 de fevereiro para se adaptar à medida.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 900 mil hipertensos e diabéticos devem ser beneficiados com a medida.

O programa continua oferecendo outros remédios subsidiados, onde o cidadão paga 10% do valor, para mais cinco doenças: asma, rinite, Mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de fraldas geriátricas. No total, são 24 tipos de medicamentos.

Qualquer brasileiro pode ter acesso aos medicamentos da lista, gratuitos ou subsidiados, desde que apresente um documento com foto, o CPF e a receita médica.

Na cerimônia, a presidenta e o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entregaram placa comemorativa a farmácia de número 15.000 que integra a rede de farmácias e drogarias privadas conveniadas.

A direita encolheu no Congresso Nacional

Do Blog do Miro - 02/02/2011

Por Altamiro Borges


Com a posse dos novos deputados e senadores, a presidenta Dilma Rousseff encontra uma correlação de forças bem mais favorável no parlamento que seu antecessor. A mídia demotucana espalha que “a oposição encolheu” e teme pela aprovação de projetos que afetem os interesses das elites.

Na prática, o que desidratou foram a bancadas dos partidos de direita e de centro-direita – sejam dos “modernos neoliberais” do PSDB, dos oligarcas do DEM ou dos traíras do PPS. Durante os dois mandatos de Lula, estes setores sabotaram votações e até ensaiaram o impeachment do ex-presidente. Agora, Dilma pode ousar mais na votação de matérias de interesse dos brasileiros.

Mudança da correlação de forças

Segundo levantamento de Fernando Rodrigues, colunista da FSP (Folha Serra Presidente), “desde que o PT e Lula chegaram ao poder, em 2003, a oposição ficou 57% menor, na Câmara, e 64% menor, no Senado. Enquanto isso, a base de sustentação do governo petista aumentou 47%, na Câmara, e 100%, no Senado”.

No primeiro mandato de Lula, a bancada da direita era maior que a base de apoio do governo. “Na época, havia 259 deputados de oposição e 254 governistas; 50 senadores de oposição e 31 governistas. Quando Lula assumiu o 2º mandato, em 2007, os governistas já eram maioria: tinham 353 deputados (contra 160 de oposição) e 49 senadores (contra 32 de oposição)”. Agora, com Dilma, “são 373 deputados governistas (contra 111 de oposição) e 62 senadores governistas (contra 18 de oposição)”.

Base híbrida e gelatinosa

A mídia demotucana evita apontar os motivos da queda acentuada do bloco neoliberal-conservador nas eleições. Na conturbada história do país, as forças progressistas sempre cresceram quando houve lapsos de democracia. Exatamente por isso, a direita e a sua mídia sempre orquestraram golpes ditatoriais para abortar o avanço das correntes mais vinculadas à luta dos trabalhadores.

O encolhimento da direita no parlamento é positivo. Não significa que Dilma Rousseff terá dias tranqüilos no Congresso. A base governista é muita híbrida e gelatinosa, formada por 11 dos 22 partidos representados na Câmara e Senado. Há muitos interesses fisiológicos e patrimonialistas. PP e PTB, só para citar dois exemplos, têm origem na própria direita. Já o PMDB, o partido-ônibus de centro, galgou o posto de aliado preferencial do novo governo, o que poderá trazer transtornos à presidenta Dilma.

Nada justifica a falta de ousadia

Apesar das contradições, é bem melhor ter maioria no parlamento do que padecer na minoria. Só a ausência de figuras histéricas da oposição, como Artur Virgilio e Tasso Jereissati, já é um alívio. Também faz bem à democracia o inferno dos demos. O DEM, que elegeu 105 deputados em 1999, agora tem 43. No Senado, “despencou de 20 representantes, em 1999, para cinco agora”, aponta Fernando Rodrigues. No mesmo período (1999-2011), o PSDB caiu de 15 para 10 senadores; e de 99 para 53 deputados.

Como se observa, a mídia demotucana deve estar realmente preocupada, até apavorada, com o “encolhimento da oposição”. Caberá à presidenta Dilma Rousseff aproveitar essa situação mais favorável, com atitudes mais ousadas e altivas. Não dá mais para culpar a “herança maldita” de FHC na economia ou a correlação adversa no parlamento para justificar timidez e tibiezas.
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Polícia Federal investiga empresa da musa do cansei

A empresa de entretenimento da cantora Ivete Sangalo, a Caco de Telha, está passando por uma grave crise financeira. De acordo com informações publicadas na coluna Retratos da Vida, do jornal "Extra", a companhia teria acumulado prejuízos devido a realização de shows de artistas como Beyoncé e Black Eyed Peas.

Segundo a coluna, devido a crise, a empresa, que está cortando despesas e demitindo funcionários, passará por uma auditoria. Jesus Sangalo, irmão de Ivete que comandava todos os negócios da cantora, teria sido demitido.

Teto de preço do Minha Casa é aumentado


Casas e apartamentos construídos pelo programa com recursos do FGTS poderão custar R$ 170 mil em SP, no RJ e no DF

Não houve, porém, reajuste nos subsídios ou aumento da renda das famílias que podem se incluir no Minha Casa

SHEILA D’AMORIM – FOLHA SP

DE BRASÍLIA

Atendendo a uma reivindicação das construtoras, o governo aumentou os valores dos imóveis construídos dentro do programa Minha Casa, Minha Vida e financiados com recursos do FGTS.
Com isso, nas regiões metropolitanas de São Paulo, do Rio de Janeiro e no Distrito Federal, as casas e apartamentos podem chegar a R$ 170 mil. Até agora, o valor máximo era de R$ 130 mil.
Nas demais capitais e cidades com mais de 1 milhão de habitantes, o valor passou de R$ 130 mil para R$ 150 mil. Nos municípios que têm entre 250 mil e 1 milhão de habitantes, passou de R$ 100 mil para R$ 130 mil, e, naqueles com população entre 50 mil e 250 mil habitantes, de R$ 80 mil para R$ 100 mil.
Nos restantes, o valor foi mantido em R$ 80 mil.
A correção desse teto, aprovada ontem em uma reunião extraordinária do Conselho Curador do FGTS, no entanto, não foi acompanhada de um reajuste nos subsídios bancados com dinheiro do fundo e também não houve aumento da renda das famílias que podem ser beneficiadas pelo programa.

IMÓVEIS MAIS CAROS
Na prática, a mudança fará com que a compra dos imóveis pese mais no bolso.
Isso porque, de um lado, o preço praticado no mercado tende a se ajustar aos tetos estabelecidos pelo governo, segundo especialistas na área. Do outro, a maior parte das famílias incluídas no programa não tem uma poupança para abater do total financiado na hora da compra.
Normalmente, elas contam apenas com o subsídio garantido pelo programa.
Assim, se antes um morador de São Paulo, por exemplo, comprava um imóvel de R$ 130 mil e obtinha o maior valor do subsídio, de R$ 23 mil, ele iria financiar no máximo, R$ 107 mil em 25 anos. Agora, o total financiado pode chegar a R$ 147 mil.
“As construtoras se sentem mais à vontade de colocar o valor do imóvel mais próximo do teto com a alegação de aquecimento do mercado”, critica Marcelo Tapai, advogado especializado em direito imobiliário.
Segundo a secretária de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, o governo estuda revisão dos subsídios, mas não haverá aumento do valor máximo.
A reavaliação, disse, poderá, por exemplo, redistribuir as faixas de subsídios segundo porte das cidades. “Temos a política de subsídios mais generosa. Em nenhum lugar do mundo, se dá quase um terço do valor do imóvel em subsídio”, defendeu.

MUDANÇAS NOS PREÇOS MÁXIMOS

COMO ERA

R$ 130 mil
(para regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal)

R$ 100 mil
(nas demais capitais)

R$ 80 mil
(municípios com mais de 250 mil habitantes ou integrantes de regiões metropolitanas)

COMO FICA

R$ 170 mil
(para regiões metropolitanas de SP, RJ e DF)

R$ 150 mil
(nas demais capitais)

R$ 130 mil
(municípios com mais de 250 mil habitantes ou integrantes de regiões metropolitanas)

Construtoras elogiam decisão do governo

DE SÃO PAULO

As construtoras elogiaram a decisão do governo de elevar o teto para enquadramento de unidades habitacionais no programa Minha Casa, Minha Vida.
Segundo Rodrigo Martins, diretor da Rossi, a construtora já preparava a redução de lançamentos para o mercado de baixa renda. “Isso ocorreria no segundo trimestre caso a elevação do valor não ocorresse”, afirmou.
Essa mudança, disse, afetaria a rentabilidade de investidores no segmento. “Fatalmente, as empresas começariam a deixar esse mercado”, afirmou.
Hoje, cerca de 35% dos lançamentos da Rossi são para o Minha Casa, Minha Vida. A MRV, outra gigante desse mercado, também elogiou a decisão do Conselho Curador do FGTS.
De acordo com Leonardo Corrêa, diretor-executivo financeiro da construtora, a decisão indica “percepção” do governo quanto à elevação dos custos da construção e dos valores de terrenos em regiões como Rio, São Paulo e Brasília.
Dos R$ 4,6 bilhões em lançamentos em 2010, 84% foram no Minha Casa, Minha Vida. Para 2011, a construtora acredita que o valor financeiro dos lançamentos irá subir, com a participação do segmento econômico no mesmo patamar.
Com operações em 90 cidades brasileiras, a MRV havia transferido lançamentos em mercados mais custosos, como São Paulo, Rio e Brasília, para municípios onde o enquadramento era possível. (AB)

Intenção de comprar imóvel quase dobra em 2 anos

MARIANA SALLOWICZ
DE SÃO PAULO

A demanda no país por imóveis quase dobrou em dois anos, puxada pelas classes C, D e E. Mais de 9,1 milhões de famílias brasileiras declararam intenção de comprar uma habitação em um prazo de até 12 meses no fim de 2010, o que representa 4,9 milhões a mais do que no último trimestre de 2008.
A constatação é baseada em pesquisa do Data Popular, obtida pela Folha, e feita com 3.005 brasileiros em 35 municípios. A projeção é realizada a partir das respostas dadas pelos entrevistados.
A economia aquecida e o programa Minha Casa, Minha Vida, lançado pelo governo federal em abril de 2009, são apontados por especialistas como os principais fatores para o impulso.
“Antes, o sonho da casa própria era distante. Com o aumento do crédito, da renda e as condições facilitadas do MCMV, mais brasileiros passaram a ter condições de comprar um imóvel e colocaram isso como uma meta”, diz Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular.
Os benefícios do programa, destinado a famílias com renda de até R$ 4.900, vão de taxas de juros reduzidas a subsídios do governo.
Entre os que apontaram intenção em adquirir um imóvel, 83% estão nas classes C (com renda familiar de 3 a 10 salários mínimos), D (1 a 3) e E (até 1). Enquanto isso, 17% são da A e B (10 a 20).
Antes do MCMV, os consumidores de baixa renda tinham um peso menor nas estatísticas: eram 61%, enquanto os do topo da pirâmide somavam 39%. “A mudança no quadro mostra a consolidação das famílias da classe C e a chegada das classes D e E, que passam a ter condições de comprar.”
A pesquisa mostra ainda que 74% das famílias que pretendem adquirir uma habitação declaram ter algum medo relacionado à compra, como não receber o imóvel ou não conseguir quitá-lo.

Postado por Luis Favre
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Do Blog do Favre.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Ipea: aumenta otimismo com situação socioeconômica



O grau de otimismo das famílias brasileiras em relação à situação socioeconômica do País aumentou em janeiro ante o mês anterior, apontou o índice de Expectativas das Famílias (IEF), divulgado nesta terça-feira (1) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O indicador atingiu seu patamar mais alto desde sua criação, há seis meses: 67,2 pontos, em uma escala que varia de 0 a 100.

"Há uma desconexão entre a expectativa das famílias e as medidas que estão sendo anunciadas. As famílias preveem que estarão com a situação melhor do que no ano passado", disse o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, sobre a atuação do governo para reduzir o ritmo de crescimento da economia, com a elevação das taxas de juros.

Quanto à expectativa das famílias sobre a situação econômica do Brasil nos próximos 12 meses, 64% disseram esperar melhoras. Já quando o período em questão são os próximos cinco anos, o porcentual dos que esperam melhores momentos cai para 60,9%.

Do total de entrevistados, 76,8% avaliaram que a situação financeira das famílias está melhor agora do que há um ano. Já o porcentual dos que esperam que a situação melhore ainda mais nos próximos 12 meses é de 83,7%.

Por outro lado, as famílias são mais moderadas com relação à compra de produtos de consumo duráveis. Do total, 58,2% avaliam que o momento atual é propício para adquirir este tipo de produto. Este índice é o maior desde o início da pesquisa, há seis meses. Para Pochmann, no entanto, deve haver um ajuste nos próximos meses. Ele avalia que o governo poderá tomar medidas mais enérgicas para desacelerar o crescimento da economia.

Segundo o Ipea, houve redução do número de famílias que estavam muito endividas, de 8,4% em dezembro para 8,3% em janeiro. Já os que não têm dívidas aumentaram de 50,4% para 50,6% no mesmo período.

Sobre a situação de segurança na ocupação do responsável pelo domicílio, 79,6% disseram achar não estarem ameaçados de perder seus postos de trabalho. O porcentual é o maior desde agosto, quando a pesquisa foi iniciada. No entanto, o porcentual dos que têm expectativa de melhoria profissional é de apenas 39,1%.

Fonte: Agência Estado
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Do Blog O TERROR DO NORDESTE.

POWER BRAZIL - 60 Minutes - CBS

Anistia Internacional: Egito é como Irã, só que bom com EUA

Dayanne Sousa, Terra Magazine

"A maior diferença entre o Irã e o Egito é que o Egito tem sido muito bondoso e protetor com o Ocidente", critica a dirigente da Anistia Internacional, Hassiba Hadj Sahraoui. Em entrevista a Terra Magazine, a especialista em Oriente Médio e Norte da África da organização que monitora direitos humanos no mundo afirma que os 30 anos de ditadura no Egito promoveram um tratamento duramente desumano.

- O país está sob estado de emergência nos últimos 30 anos e isso significa que as forças de segurança podem prender qualquer um. As forças de segurança estão acima da lei e a tortura é sistemática.

A comparação com o Irã é inevitável, uma vez que há forte pressão internacional contra o país, como no caso da mulher que foi condenada a apedrejamento por adultério. A crítica ao Egito não é tão forte e, diante das manifestações atuais no país, os Estados Unidos até falam em manter a estabilidade. Para Hassiba, tal postura não se sustenta.

- Eu acredito que os Estados Unidos e outros governos não podem servir à violação de direitos. Eles não podem falar dos direitos humanos para os iranianos e ignorar os direitos dos egípcios.

Segundo informações das Nações Unidas desta terça-feira (1º), pelo menos 300 pessoas já foram mortas no Egito desde o início dos protestos contra a ditadura de Hosni Mubarak no último dia 25.

Terra Magazine - O Egito vive há 30 anos sob o mesmo regime e há violações graves de direitos humanos. No momento atual, o Irã sofre pressão do ocidente pelas mesmas violações. Qual a diferença?
Hassiba Hadj Sahraoui - O esquema de violações de direitos humanos no Egito é notável e é bastante comparável ao que há no Irã. O país está sob estado de emergência nos últimos 30 anos e isso significa que as forças de segurança podem prender qualquer um. Sem acusações e sem julgamento. Significa que a liberdade de expressão é restrita. Esse estado de emergência levou a um estado de abuso, no qual as forças de segurança estão acima da lei e onde a tortura é sistemática.
O estado de emergência também influi em todo o sistema de justiça. Sempre que as autoridades encontram alguém que pode ser uma ameaça, essa pessoa será enviada à corte de emergência no lugar de um tribunal comum. Acreditamos que a liderança da Irmandade Muçulmana (grupo de oposição de base religiosa) foi julgada por essa corte de emergência. Em todos estes anos a oposição foi esmagada.
A maior diferença entre o Irã e o Egito é que o Egito tem sido muito bondoso e protetor com o Ocidente. As autoridades abraçaram a retórica do "risco à segurança" que foi levantado depois de 11 de setembro. Eles tentam justificar, com isso, abusos que acontecem no país há décadas. Como o Egito compartilha informações sobre o mundo árabe, o Ocidente fecha os olhos para o que acontece no país.

Como você vê a resposta da comunidade internacional às manifestações?
Eu fiquei muito surpresa com a reação dos Estados Unidos e de outros países. A resposta da secretária de Estado americana, Hillary Clinton foi a de que é preciso manter o regime para manter a estabilidade no país. Ela fala em transição. No discurso de Mubarak há um monte de promessas vazias e assim fica muito difícil para os egípcios acreditarem que há alguma vontade de mudar as coisas.”
Foto: AFP
Entrevista Completa, ::Aqui::

Itamaraty vai levar a reunião da ONU nova postura sobre direitos humanos

Ministério das Relações Exteriores prepara relatório que será apresentado no fim do mês, em encontro do conselho das Nações Unidas, e adotará posição mais forte na defesa de princípios; ex-chanceleres apoiam adoção de discurso mais firme na área

Lisandra Paraguassú e Gabriel Manzano, O Estado de S.Paulo

A cara do governo Dilma Rousseff na área de direitos humanos deverá ficar mais explícita na reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, no fim deste mês, em Genebra (Suíça). Um relatório está sendo preparado pelo Itamaraty para ser apresentado no encontro, como ocorre todos os anos. A diferença, no entanto, é grande para os anos anteriores: é o momento em que o novo governo deve deixar clara sua linha de atuação e as diferenças em relação ao governo anterior.

O ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, tem falado sobre o tema com seus colegas da Defesa, Nelson Jobim, e dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. No entanto, o texto final passará antes pelas mãos de Dilma Rousseff.

Ao Estado, a assessoria do Itamaraty negou ontem que exista "uma inflexão" na política de direitos humanos, acrescentando que as reavaliações de cenário são promovidas de forma contínua. Em entrevistas, no entanto, a própria presidente já demonstrou que é mais dura com violações nessa área do que seu antecessor. Criticou o Irã e, em entrevista aos jornais argentinos, deixou claro que poderá fazer restrições a Cuba, o que não ocorria no governo anterior.

A avaliação do Itamaraty é que o Brasil está maduro para firmar posições nessa área. Diplomatas admitem que havia um "hiato" entre a fala e a prática. Daqui para frente, a defesa dos direitos humanos deverá ser mais forte tanto nas relações multilaterais como nas bilaterais e regionais.”
Foto: A presidente, ao lado do chanceler Patriota: avaliação de que o País está maduro para firmar posições nessa área / Celso Junior/AE
Matéria Completa, ::Aqui::

Peluso frusta o PIG ao harmonizar em vez de hostilizar a presidenta Dilma

O PIG (partido da imprensa golpista) passou a semana inteira especulando que na cerimônia de abertura do ano judiciário, o presidente do STF, Cezar Peluso, agiria como um Gilmar Mendes, fazendo um discurso hostil contra a presidente Dilma, por ainda não ter nomeado o 11º ministro do Tribunal.

O PIG chegou a especular que a presidenta Dilma poderia até não comparecer à cerimônia, diante do "suposto" ambiente hostil.

Pois as expectativas da imprensa demo-tucana se frustraram.

A presidenta prestigiou a abertura do ano judiciário com sua presença, e o presidente do STF fez discurso conciliatório e em sintonia com políticas públicas do governo federal:

“Sua presença [referindo-se à presidenta Dilma] traz o sentido simbólico da confirmação da ideia da harmonia entre os poderes sem o prejuízo da independência indeclinável de todos possa manter uma relação baseada no dialogo...

...Tomo a liberdade de lançar aqui, de modo formal, a ideia de firmamos o terceiro pacto republicano para continuar o processo de aprimoramento da ordem jurídica de modernização de ordem judiciária" - disse Peluso.

Ele também defendeu a criação de juizados especiais junto às UPPs (unidades de polícia pacificadora) nas comunidades do Rio de Janeiro, para facilitar o acesso à justiça pela população mais carente, uma demanda popular em sintonia com o PRONASCI do Ministério da Justiça.

O presidente do STF também cobrou sutilmente do legislativo a aprovação de leis e projetos em tramitação no Congresso Nacional, que tornarão a justiça mais ágil.

Gilmar Mendes abastece o PIG com as intrigas

Em busca de "sangue" para produzir manchetes com intrigas, jornalistas do PIG foram em revoada buscar a "opinião" de Gilmar Mendes, após a cerimônia.

Gilmar garantiu a "noticia negativa" para o Jornal Nacional levar ao ar. Declarou: "A não indicação do membro de uma corte por tão longo período acaba por afetar a sua funcionalidade".

Legislativo tinha cerimônia na mesma hora

Os presidentes da Câmara e do Senado enviaram mensagem de congratulações, mas não puderam comparecer, como nos anos anteriores, quando a abertura do ano judiciário não coincidiu com atividades da abertura do ano legislativo. Tanto na Câmara como no Senado havia na mesma hora atividades, inclusive com a posse dos novos parlamentares eleitos para a nova legislatura.

Dilma indica Luiz Fux para o STF

Para a vaga aberta no STF, a presidenta Dilma indicou Luiz Fux, atual ministro do STJ. O indicado ainda deverá passar por sabatina no Senado.

Carioca de 57 anos, é juiz de carreira. Foi promotor por 3 anos, até tornar-se juiz por concurso, seguindo carreira como desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro até ser nomeado ministro do STJ.

Fux coordenou proposta de reforma do Código de Processo Civil, reduzindo possibilidade de recursos, considerados inúteis para fazer justiça e para a plena defesa, mas que eram usados por advogados para protelar processos, retardar condenações e até levar à impunidade. A reforma está em processo de aprovação no Congresso.

O ministro tem posições progressistas na área de Direitos Humanos e defende garantir ao cidadão aquilo que o governo lhe sonega: "Hoje há países, às vezes até menos favorecidos que o Brasil, onde a Justiça determinou que fossem erguidas habitações para pessoas desvalidas, que não tinham um teto", informa o ministro.

Em recente decisão em processo de um ruralista, Fux extinguiu ação de indenização contra o Incra e o MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) movida por ruralista que teve sua fazenda ocupada por integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST), em julho de 2003.

Habla Dilma Rousseff



P.S.: A "tradução" simultânea é impressionante, quem não entende português nem imagina o que Dilma falou.
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Leia mais em: O Esquerdopata
Under Creative Commons License: Attribution

Do Blog O Esquerdopata.

Que se cuidem os manipuladores

Rodolpho Motta Lima, Direto da Redação

“A história do desenvolvimento da comunidade humana certamente se confunde com a evolução dos mecanismos de comunicação e informação que, ao longo do tempo, o homem foi estabelecendo. Primeiro prevaleceu a oralidade, e houve um tempo em que era em torno da fogueira que aconteciam as narrativas dos mais velhos, que buscavam perpetuar o conhecimento de fatos passados e sobre eles apresentavam sua visão de mundo , transmitida para os atentos ouvintes de então.

De lá para cá, muitos momentos construíram a evolução desse processo informativo , com as primitivas formas de escrita passando pelas marcas nas cavernas, pelo papiro e o pergaminho. Mas o marco divisório surgiu com o advento da imprensa, pela óbvia ampliação das possibilidades de acesso múltiplo ao conhecimento.

Entre os dias da invenção de Gutenberg e o nosso tempo, muita notícia aconteceu, veiculada pel o telégrafo, o telefone, o rádio. O rádio, aliás, ainda hoje imbatível quando se trata de atingir a todos os rincões, mantém, para os saudosistas como eu, a possibilidade de nos fazer , de alguma forma, participantes daquilo que nos é transmitido , pois a imaginação complementa o que é captado pelos ouvidos . Quem viu “A Era do Rádio”, sabe como Woody Allen trata do tema com maestria insuperável. E quem ouviu, por anos, o “Repórter Esso”, quem viveu emocionado os seriados dos heróis da Rádio Nacional e as quase pioneiras e não menos heroicas transmissões esportivas dos jogos da seleção brasileira no exterior, sabe bem onde, pel o rádio, nos levava a imaginação.

Não morreu o rádio, mas é inegável a supremacia que sobre ele a televisão acabou por exercer, com a sedução da imagem, da cor, dos efeitos especiais, dos avanços tecnológicos. A televisão é um dos ícones do planeta globalizado, abrindo com imagem e som o mundo aos nossos olhos e ouvidos. Com sua magia, vem sendo, ao longo das últimas décadas, o principal veículo de informação das grandes massas , assumindo, em muitos lugares – e o Brasil é um exemplo – uma posição de tal hegemonia que o seu noticiário acaba determinando comportamentos e fundamentando posicionamentos por parte dos espectadores.”
Artigo Completo, ::Aqui::