sábado, 1 de novembro de 2014

PML: depois do golpe, vai ficar por isso mesmo?

Brasil 247 - 31 de Outubro de 2014 às 10:00 
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Colunista do 247 Paulo Moreira Leite cobra "investigação oficial sobre os indícios criminais de uma ação contra a ordem democrática", uma semana depois da publicação da capa criminosa de Veja; "Está na hora de aquelas autoridades que falam em nome do Estado brasileiro cumprirem o dever legal de garantir os direitos dos cidadãos de escolher os governantes através de eleições livres e limpas, sem golpes sujos", diz ele, lembrando que estamos diante de um caso em que a Polícia Federal e o Ministério Público "têm todos os meios de apurar e chegar aos responsáveis sem muita dificuldade"; publicação de reportagem com suposta frase do doleiro Alberto Youssef - "Eles sabiam de tudo" - a dois dias das eleições "trouxe prejuízos inegáveis" a Dilma, que poderia ter perdido a presidência, afirma o jornalista
247 – Uma semana depois da publicação da capa criminosa de Veja, que traz uma declaração atribuída ao doleiro Alberto Youssef – "Eles sabiam de tudo" – em referência ao ex-presidente Lula e à presidente Dilma Rousseff, o jornalista Paulo Moreira Leite cobra, em seu blog no 247, "investigação oficial" do que chama de "indícios criminais de uma ação contra a ordem democrática".

"Está na hora de aquelas autoridades que falam em nome do Estado brasileiro cumprirem o dever legal de garantir os direitos dos cidadãos de escolher os governantes através de eleições livres e limpas, sem golpes sujos", diz ele, lembrando que estamos diante de um caso em que a Polícia Federal e o Ministério Público "têm todos os meios de apurar e chegar aos responsáveis sem muita dificuldade".

PML ressalta que a declaração de Youssef, que, conforme divulgado posteriormente, sequer fora feita no próprio depoimento à Polícia Federal, mas numa segunda conversa, 48 horas depois, "pode ter sido obtida artificialmente, sem caráter oficial". Ele traz à tona ainda a antecipação da edição pela Editora Abril para a quinta-feira à noite, na internet, e sexta, nas bancas, e constata que a publicação a dois dias do pleito "trouxe prejuízos inegáveis" à candidatura de Dilma, que saiu da disputa com um desfalque de milhões de votos potenciais e poderia até ter perdido a presidência, caso houvesse mais tempo para explorar o tema.

Leia a íntegra em Vai ficar tudo por isso mesmo?
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Sabesp não tinha dinheiro para investir, mas doou meio milhão para FHC


1 de novembro de 2014 | 15:02 Autor: Miguel do Rosário
O PIG psdb seca em são paulo alckmin
Não é justo culpar São Pedro.
Todo mundo sabe, ou deveria saber, o que aconteceu com a Sabesp nos últimos tempos.
A estatal que cuida da água no estado mais rico foi saqueada pelos tucanos desde que entraram no governo. Era usada para comprar a mídia, por exemplo. A empresa anunciava em canais de TV do Brasil inteiro, embora apenas oferecesse serviços em São Paulo.
Era usada para fazer doações para amigos, como ocorreu em 2006, quando doou meio milhão de reais para o Instituto Fernando Henrique Cardoso.
Era usada para distribuição de dividendos aos acionistas, muitos deles em Nova York.
Só não era usada para uma coisa: fazer os investimentos necessários em infra-estrutura hídrica, sobretudo interligando o sistema de distribuição de água do estado de São Paulo.
Os tucanos passaram tantos anos falando em “choque de gestão” e “competência”, e agora o Brasil inteiro irá sofrer as consequências de um choque sim, mas de incompetência absoluta, porque a interrupção em indústrias e campos agrícolas no estado, por falta de água, refletir-se-á na economia nacional como um todo.
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Ótima lembrança do Conversa Afiada.
De 2007, na Fel-lha:
DOAÇÃO
SABESP DEU R$ 500 MIL PARA PROJETO DE INSTITUTO DE FHC
DA REPORTAGEM LOCAL
O Instituto Fernando Henrique Cardoso, entidade não-governamental criada pelo ex-presidente da República, recebeu no ano passado doação de R$ 500 mil da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), administrada por indicados pelo PSDB.
A ONG do ex-presidente captou por meio da Lei Rouanet, de incentivo a cultura, cerca de R$ 2 milhões de doadores diversos, entre os quais a Sabesp, para um projeto de preservação do acervo de FHC -documentos, fotografias e objetos. Em nota, o instituto negou haver irregularidades na doação.
A Sabesp é uma empresa de economia mista cujo principal acionista é o governo do Estado de São Paulo. A doação feita pela empresa foi revelada por reportagem publicada ontem no site “Terra Magazine”. De acordo com o texto, os recursos serão abatidos do Imposto de Renda por meio da Lei Rouanet.
A nota divulgada ontem pelo instituto FHC explica que as doações, fruto de um projeto aprovado pelo Ministério da Cultura, se destinam à digitalização do arquivo do instituto, que poderá ser acessado pela internet.
“Além das atividades acima referidas [digitalização], ele [o projeto] prevê a realização de exposições, seminários e palestras dirigidos a um amplo público de estudantes e professores.”
A nota prossegue ressaltando a legalidade da doação da Sabesp. “O iFHC manteve-se no estrito cumprimento das determinações legais, seja em relação à Lei Rouanet, que permite a doação de empresas públicas, seja da Lei 4.344, que faculta a qualquer entidade ou pessoa física mantenedora de acervos documentais privados de presidentes da República “buscar apoio financeiro e técnico do poder público para projetos de fins educativos, científicos e culturais”.”
A Folha não conseguiu falar ontem com a Sabesp.

Do Blog TIJOLAÇO.

IDIOTICE E IMBECILIDADE SEM LIMITES

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APÓS DERROTA, PSDB GANHA RÓTULO "ANTIDEMOCRÁTICO"

É de indignação e revolta o clima entre os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, com a petição apresentada pelo PSDB para auditoria nas urnas eletrônicas, após a vitória da presidente Dilma Rousseff no último domingo; adejtivos variam entre "desrespeitoso" e "antidemocrático"; documento, assinado pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) não apresenta evidências e deve ser rejeitado por ampla maioria; ministro João Otávio Noronha lembrou à direção tucana que o Brasil "não é a Bolívia ou a Venezuela"

1 DE NOVEMBRO DE 2014 ÀS 06:34

247 - O PSDB perdeu a chance de encerrar, com elegância, sua participação na campanha eleitoral de 2014. Depois de um discurso correto do candidato derrotado Aécio Neves, no último domingo, em que pregou paz e desejou sorte à presidente reeleita Dilma Rousseff, a petição apresentada pelo deputado Carlos Sampaio, pela auditoria nas urnas eletrônicas, colocou tudo a perder. De tal forma que, hoje, é de revolta com os tucanos o ambiente no Tribunal Superior Eleitoral.

Reportagem da jornalista Beatriz Bulla, do Estado de S. Paulo (leia aqui), informa que o pedido tucano deve ser rejeitado por ampla maioria. Ministros da corte consideraram o pedido "antidemocrático" e também um "desserviço" ao País. O ministro João Otávio Noronha foi quem bateu mais duro, afirmando que "falta seriedade" ao pedido tucano. Outra referência em questões eleitorais, o ex-ministro Torquato Jardim, afirma que o PSDB "não apresentou nenhum fato concreto".

Noronha fez ainda outra ressalva, diferenciando o Brasil de países bolivarianos. "O que me leva a crer na falta de seriedade do pedido é se dizer que seria bom auditar por causa da rede social, onde se escreve o que se quer. O fato (que embasa o questionamento) não pode ser fofoca, rede social", disse ele. "Não somos a Venezuela, a Bolívia".

Reportagem de Cristiane Jungblut, do Globo, evidencia que a responsabilidade pelo pedido é do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), mas com aval do senador Aécio Neves (PSDB-MG) (leia aqui). "Eu disse para o Aécio que tinha decidido pedir a auditoria e ele falou: “Carlão, você está na coordenação jurídica nacional, o que você achar que deve fazer, para mim tá bom”. Foi uma conversa muito rápida, de alguns segundos. Não entrei no detalhe jurídico de como isso seria feito, e ele não questionou nada", disse Sampaio ao Globo.

A decisão serviu, apenas, para arranhar a imagem do PSDB.

Governo Dilma traz aos cofres públicos R$ 792 milhões do Comendador dos tucanos.

Integrantes de quadrilha do Mato Grosso condenada por lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro tiveram imóveis, contas bancárias e participações societárias bloqueadas que totalizam R$ 792,3 milhões. A declaração de perdimento dos bens em favor da União foi ajuizada pela Advocacia-Geral da União (AGU) junto com o Ministério Público Federal (MPF) e em cumprimento ao acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

O grupo era chefiado por João Arcanjo Ribeiro, conhecido como "Comendador". Ele, a esposa e outros dois operadores do esquema foram presos pela Operação Arca de Noé, da Polícia Federal, deflagrada em 2002. As irregularidades descobertas envolviam remessas de valores a financeiras sediadas no Uruguai, com retorno simulado das quantias para o Brasil.

Ligações com os Tucanos


"Comendador" deve-se 'a uma comenda ganha da Assembléia Legislativa de Mato Grosso durante governo tucano.

A primeira descoberta dos investigadores foi que, a partir de 1994, a Assembléia Legislativa de Mato Grosso colocou 81 milhões de reais em factorings do Comendador. No governo Dante de Oliveira (PSDB), o Departamento de Viação e Obras Públicas de Mato Grosso depositou nas contas das empresas do bicheiro outros 9 milhões de reais.

O Ministério Público descobriu, ainda, que o ex-secretário de Segurança Pública do estado, Hilário Mozer Neto, nomeado por Dante, depositou 1,5 milhão de reais nos cofres de Arcanjo. Não bastasse isso, Mozer Neto, soube-se em seguida, era presidente da empresa offshore Gamza S.A., localizada no Uruguai, o mais importante paraíso fiscal ao sul do Equador. A Gamza, com capital social de 16 milhões de dólares (ou 34,7 milhões de reais), é de propriedade do Comendador.

Também se descobriu, ao longo das investigações, que uma empresa, a Amper – Construções Elétricas Ltda., movimentou mais de 6 milhões de dólares (13 milhões de reais), entre créditos e débitos, na factoring uruguaia de Comendador. Além disso, a Amper foi beneficiária de empréstimos fraudulentos obtidos no Uruguai junto à outra offshore do bicheiro, a Aveyron S.A., ponta-de-lança do esquema de lavagem de dinheiro do crime organizado mato-grossense. Detalhe importante: o dono da Amper chama-se Armando Martins, e vem a ser irmão do ex-governador Dante Martins de Oliveira.

Entre 1994 e 2002, diversas empresas ilegais de factoring (empresas que antecipam dinheiro de cheques pré-datados) montadas por Arcanjo serviram para irrigar dinheiro em campanhas eleitorais do PSDB. Apenas na campanha a governador de Antero Paes de Barros, em 2002, foram encontrados 84 cheques de uma factoring do bicheiro no valor total de 240 mil reais.
Os cheques da Vip Factoring colocados nas contas do PSDB foram descobertos a partir de um laudo preparado pela Polícia Federal. As informações estavam dentro de um computador apreendido pelos agentes na sede da empresa do Comendador, em Cuiabá. No disco rígido da máquina estavam todas as operações da empresa do bicheiro com o denominado “comitê financeiro único estadual do PSDB”. Os cheques encontrados, 240 mil reais ao todo, eram de doadores da campanha do senador Antero Paes de Barros à sucessão de Dante de Oliveira, este candidato ao Senado. Ambos, aliás, foram derrotados. (c/informações da AGU e da CartaCapital)

PSDB tramou golpe contra Dilma pelo WhatsApp, revela Estadão


O jornal Estado de S. Paulo, edição desta sexta-feira (31), revela que o PSDB nacional tramou o golpe contra a reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT) através de bate-papo via WhatsApp, aplicativo de mensagens instantâneas.

Segundo o Estadão, a trama foi capitaneada pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), coordenador jurídico da campanha derrotada de Aécio Neves (PSDB-MG), que coletou “contribuições” à representação protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ao pedir “auditoria especial” na votação de domingo (26), o documento tucano questiona a legitimidade da reeleição de Dilma e do próprio TSE que proclamou o resultado após Aécio reconhecer de público a derrota.

A tentativa de o PSDB realizar um 3º turno da eleição presidencial arrancou uma declaração irônica do presidente nacional do PT, Rui Falcão: “O PSDB está parecendo time que perde e, depois, põe a culpa no juiz”, afirma Falcão.

De acordo com o Estadão, o próprio Aécio deu aval para a deflagração do plano golpista.

O modus operandi do PSDB é o mesmo da direita venezuelana, que mesmo perdendo a eleição sempre investe contra o resultado das urnas.


Homem que ameaçou Dilma se justifica: "foi só uma brincadeira"

Renato Paschoal Fernandes foi identificado como oficial da reserva do Exército
Homem que ameaçou Dilma se justifica: "foi só uma brincadeira"

"Esta é para você, Dilma. Estou só esperando o toque da corneta". Homem que postou foto ameaçando Dilma com suposta bala de fuzil se explica após repercussão: "Foi uma brincadeira. Nunca fiz mal a ninguém"
Um ex-aluno do CPOR publicou no Facebook uma foto onde mostra um cartucho de fuzil e diz “Esta é para ti, Dilma. Estou só esperando o toque da corneta.” O indivíduo vestia um uniforme do Exército Brasileiro, com as insígnias de oficial. Após a foto se tornar de conhecimento público, a conta foi apagada, e, entrevistado, o indivíduo afirmou que era uma brincadeira, e que alguém tornara a foto pública, o que não seria sua intenção. “Foi uma brincadeira. Obviamente, não foi uma coisa legal o que eu coloquei, é ambígua a foto, mas eu não sou terrorista, nunca fiz mal a ninguém”, disse.

Questionados por reportagem do G1, o Ministério da Defesa e a Polícia Federal deram as seguintes explicações: segundo o MD, o autor da ameaça serviu ao Exército em 1998, e não faz mais parte dos quadros da Força. O objeto exposto na foto é um chaveiro, portanto não há razão para que se investigue o fato. O uniforme usado no foto já não é mais usado, e o indivíduo apresenta-se com a barba por fazer, o que fere os regulamentos militares. Já a PF foi mais sucinta, dizendo que não cabe investigação por não se tratar de munição real.

Quanto ao GSI, responsável pela segurança da titular da Presidência da República, não há qualquer menção ao que pensa sobre o fato, e quais providências tomou em relação a ele, se é que tomou alguma. Sequer foi questionado pela reportagem. Tampouco saberemos por outros meios, porque é óbvio que tudo que se refere à segurança do ocupante da cadeira é secreto.

O que fica exposto é como as instituições são, ou parecem ser, inconsequentes no trato com algo dessa gravidade. Se era um cartucho de munição ou um chaveiro é questão de nenhuma importância no contexto do fato. A foto foi publicado no Facebook na noite de domingo, logo após o anúncio do resultado da eleição presidencial. A gravidade do gesto, amplificada pelo momento da publicação, em que as redes socias fervilhavam de manifestações e ódio e preconceito, é que deve ser levada em conta. O crime de Ameaça, Art. 147 do CPB, é tipificado como “Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, de causar-lhe mal injusto e grave” é bem claro quanto a isso, e ajusta-se perfeitamente ao simbolismo da imagem.

É rísivel, para não dizer pior, que o Ministério da Defesa e a Polícia Federal se agarrem ao fato de que não era um cartucho de munição, mas um chaveiro, para justificar a inércia diante dessa atrocidade. Experimente alguém publicar um vídeo ou uma foto dessa natureza nos EUA, e pode contar em minutos o tempo em que terá a casa invadida pelas equipes táticas do DHS, do FBI e do Serviço Secreto. Com a consequente condução a algum lugar secreto de detenção, onde terá alguns anos para meditar sobre a besteira que fez, nos intervalos dos interrogatórios e das sessões de “waterboarding”.

No Brasil parece haver uma dificuldade imensa em se aprender com o passado. Nunca tivemos um presidente assassinado, ao contrário dos EUA que já tiveram Lincoln e Kennedy, para ficar nos mais conhecidos. Por isso lá essas coisas são levadas muito a sério. Israel também já teve seu quinhão, com Yitzhak Rabin. Segundo o documentário “Os Guardiões”, em que são entrevistados os seis últimos diretores do Shin Bet, Rabin foi morto por um extremista de direita em um momento político muito semelhante ao que vivemos hoje, onde pessoas são objeto do ódio de parcela significativa da população.

O caso do sequestro do hotel em Brasília deixou bem claro que há pessoas dispostas a desbordar dos comentários raivosos e partir para a ação violenta. Como a arma e o colete eram fakes, tratou-se do assunto como o surto psicótico de um indivíduo doente. Quem acreditar nesse simplismo, está sendo ingênuo. Foi só a primeira demonstração de onde se pode chegar com o radicalismo que domina muitas cabeças. Muitas mais do que se pode avaliar. É terreno fértil para a proliferação de malucos de todos os tipos, inclusive daqueles que nada mais querem do que deixar sua marca na história, como Mark Chapmann, o assassino de John Lennon.

Existem por aí pessoas que sonham em matar a Dilma ou o Lula. Eles sabem, e nós sabemos, que quem fizesse isso seria idolatrado por milhões de pessoas. Todos esses que vomitam ódio nos comentários de noticias e nas redes sociais. Por isso é recomendável levar muito a sério esse tipo de ameaça e tratá-las com o rigor devido. Antes que seja tarde.

Jorge Lima No Pragmatismo Político

Do Blog CONTEXTO LIVRE.

TSE critica PSDB e deve rejeitar pedido de auditoria

Beatriz Bulla

O pedido de auditoria no segundo turno eleitoral feito pelo PSDB não encontrou eco no Tribunal Superior Eleitoral. Quatro dos sete ministros da Corte já dizem nos bastidores, em observações críticas ao partido de Aécio Neves, que a tendência é de que o pedido seja rejeitado já na sessão da próxima terça-feira, dia 4.
"Não há nada que comprometa" a lisura do processo eleitoral, avaliou o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha. Na ação levada à Justiça Eleitoral, o PSDB cobra a abertura de um processo para verificar os sistemas de votação e de totalização dos votos, com a criação de uma comissão de especialistas indicados pelos partidos políticos para analisar os dados solicitados à Justiça eleitoral. Parte dos documentos pedidos pelo partido, como os boletins de urna, é de acesso público na internet. Outros podem ser requisitados pelos partidos, com base nas resoluções do TSE.
A avaliação inicial na Corte é de indignação com o pedido dos tucanos. Noronha chegou a classificar como "prejudicial" à democracia o pedido. Outros ministros usam a expressão "desserviço" e "antidemocrático" para se referir ao pedido, mas destacam que o plenário vai discutir o tema inclusive para "esclarecer" o processo eleitoral à sociedade. Pela leitura da peça elaborada pelo PSDB e notícias divulgadas, ministros avaliam que não há "nenhum fato concreto" que motive uma autoria.
 

Nos EUA, aécistas de SP e DF que pediram golpe iriam em cana



O Brasil ainda paga o preço pela irresponsabilidade demagógica e eleitoreira de Aécio Neves e do PSDB durante e após a recente campanha eleitoral. Neste sábado, 1º de novembro, hordas de dementes saíram às ruas de São Paulo e Brasília portando bandeiras de Aécio Neves e do PSDB e pedindo, entre outras coisas, golpe militar e separação de SP do resto do país.
Confira, abaixo, matéria do portal de O Globo
Cerca de 3 mil se reuníram na Avenida Paulista com cartazes de ‘fora Dilma’
POR MARIANA SANCHES E CAROLINA BRÍGIDO
01/11/2014 15:35 / ATUALIZADO 01/11/2014 17:39
Cerca de 3 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, participaram na tarde deste sábado em São Paulo de um protesto contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Um grupo de 400 manifestantes também protestou em Brasília. Eles reclamam dos escândalos de corrupção no governo e acusam a presidente de ser conivente com o esquema de desvio de dinheiro da Petrobras.
Em São Paulo, alguns dos manifestantes, do alto de um carro de som, chegaram a dizer que as eleições deste ano não valeram, enquanto outros seguravam uma faixa com a frase “Eleição da Dilma: a maior fraude da história”.
Os manifestantes também pediram o impeachment da presidente. Outras faixas, separatistas, ameaçavam: “ou impugnação, ou intervenção militar”.
Os entusiastas pela separação de São Paulo do resto do país também seguravam ao fim do ato, em frente do Monumento às Bandeiras, na região do Parque do Ibirapuera (Zona Sul), uma faixa dizendo “São Paulo é o meu país”. Segurando bandeiras do estado de São Paulo, muitos cantaram o hino nacional por diversas vezes.
O início do protesto ocupou totalmente a pista da Avenida Paulista sentido Consolação e parcialmente a pista sentido contrário, Paraíso. A PM acompanhou a caminhada da Paulista ao Ibirapuera, sem escudos e armas empunhadas. A corporação chegou a ser saudada pelos presentes: “Viva a PM!”.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi lembrado pelos manifestantes paulistas aos gritos de “Lula, ladrão, vai lamber sabão” e “1,2,3 Lula no xadrez”. Os manifestantes diziam “defender o Brasil da criação de um estado totalitário de esquerda pelo PT”.
- Vim aqui me manifestar porque querem fazer a democracia bolivariana. Eu acordei (politicamente) desde que tentaram fazer passar o referendo do Estatuto do Desarmamento. O clima no país é de absoluto terror e intolerância. Só eleição não é democracia – disse Maria Cecília Sarti, de 57 anos.
MANIFESTANTES LEVARAM BANDEIRAS DE AÉCIO
Em Brasília, a passeata foi capitaneada por um carro de som com a propaganda do deputado Izalci (PSDB-DF). Os organizadores empunhavam bandeiras de Aécio Neves, o candidato tucano derrotado nas eleições. Um dos cartazes pedia “pena de morte para políticos corruptos e ladrões”. Outro queria o fim da reeleição. O grupo cantou o hino nacional.
Muitos carros seguiram a passeata buzinando, em sinal de apoio às causas. Ao longo do percurso, carros da Polícia Militar do Distrito Federal garantiram a segurança e pediram para os protestantes deixarem ao menos duas faixas da pista livres, para não atrapalhar o trânsito.
- Isso aqui não é a Marcha das Vadias, é uma manifestação ordeira da família brasileira. Vamos cooperar com a polícia – gritou um dos organizadores, no microfone do carro de som.
Por volta das 16h, quando começou a chover, o grupo reduziu para cerca de 150 pessoas.
Algumas breves considerações.
Em primeiríssimo lugar, o ex-candidato a presidente Aécio Neves e o seu partido têm obrigação de vir a público dizer se apoiam correligionários que estão praticando atos que se ocorressem em um país como os Estados Unidos seus participantes seguramente seriam presos e, muito provavelmente, enviados a Guantánamo.
Ou alguém acha que em sociedades civilizadas se pode sair às ruas e pregar um crime? Imaginem um grupo tomar a 5ª Avenida, em Nova Iorque, e pedir que militares americanos estuprem a constituição do país e derrubem o presidente Barack Obama menos de uma semana após ter sido reeleito democraticamente.
Ocorre que esses dementes acham que existem preceitos legais para meia dúzia de generais juntarem algumas tropas e tomarem o poder pela força, apesar de a Carta Magna de 1988 ser bastante detalhista quando às formas legais para destituir governos, o que não inclui uso da força, a não ser por convocação dos Poderes Constituídos.
Não dá mais para o país assistir calado a espetáculos como esse. Quem vai se levantar e dizer que este país só aceita caminhos de eleição ou destituição de governos que figurem dentro dos preceitos constitucionais? Como pode um partido de oposição se deixar representar em atos como esses e não ser cobrado?
Isso já passou dos limites. Essa gente está transformando o Brasil em uma republiqueta bananeira.
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Do Blog da Cidadania

"Líder" do impeachment, Lobão vive seu triste fim


"Primeiro, ele prometeu ir embora do Brasil caso a presidente Dilma Rousseff fosse reeleita; com o resultado das urnas, ele mudou de ideia e disse que ficaria no país em nome de uma "verdadeira oposição" que estaria nascendo; neste sábado, Lobão discursou numa manifestação em São Paulo pedindo o impeachment da presidente reeleita; cerca de 2 mil pessoas participaram do ato; pelo Twitter, Lobão disse que "nada poderá deter" o tal movimento; longe dos palcos, Lobão vive sua decadência sem elegância

Brasil 247

Primeiro, ele prometeu ir embora do Brasil caso a presidente Dilma Rousseff fosse reeleita. Depois do resultado das urnas no último domingo, que garantiu mais quatro anos à petista, ele mudou de ideia. Disse que ficaria no país em nome de uma "verdadeira oposição" que estaria nascendo. E utilizando essa balela como argumento, o cantor Lobão convocou uma manifestação em São Paulo para este sábado (1º) pedindo o impeachment da presidente reeleita. Cerca de 2 mil pessoas participaram do ato, que ele classificou como "histórico". Pelo Twitter, Lobão disse que "nada poderá deter" o tal movimento que ele lidera contra a democracia brasileira. Sem qualquer tipo de senso, o cantor parece não saber lidar com sua decadência. Até onde ele poderá chegar?

Com uma bandeira do Brasil sobre os ombros, Lobão defendeu a recontagem dos votos das eleições presidenciais e negou que o movimento tenha como propósito dar um novo golpe militar no país. "Não tem ninguém aqui golpista", disse ao microfone. Mas não foi bem isso que se ouviu dos presentes, que além de pedirem o impeachment de Dilma, defenderam um novo golpe militar no país. A notícia sobre o pedido de golpe, que estampou as páginas da Folha e do UOL na internet, irritaram Lobão e um de seus aliados na Veja, Reinaldo Azevedo, que acusou a imprensa de ridicularizar o manifesto. Eles também reclamaram da falta de cobertura das TVs.

Nas redes sociais, o coro dos que ironizaram o ato liderado por Lobão foi reforçado pela jornalista Bárbara Gancia ("Drogas podem causar lesões irreversíveis no cérebro. E, pelo visto, no caso de Lobão , deixam sequelas perversas na alma") e pelo professor Wilson Gomes ("Lobão liderando um movimento, quem diria? O decrépito Lobo enfim assume a vanguarda... da retaguarda"). Outras pessoas cobraram que o cantor cumpra a promessa de deixar o país.

A sanha de Lobão contra o PT é a forma que ele encontrou de fugir do ostracismo e assim arregimentar alguma mídia sobre si, justificar suas declarações confusas e sua falta de relevância no mercado cultural brasileiro.

Assim como alguns dos blogueiros de extrema direita, o cantor não é capaz de outra coisa que não seja disseminar o seu antipetismo." 
 

A tática Black Bloc e as histórias não contadas na grande mídia


"Livro “Mascarados” permite mergulho na realidade de jovens e adultos trajados de preto, que ganharam notoriedade em protestos violentos contra o Estado e sistema financeiro atual

, GGN

“Muitos falaram sobre eles, mas com eles, poucos.” É assim que a espanhola Esther Solano Gallego, uma das autoras do livro “Mascarados - A verdadeira História dos adeptos da tática Black Bloc” falou ao GGN sobre o bloco negro que tomou as ruas de diversas cidades do País a partir de junho de 2013, com um olhar especial sobre o movimento em São Paulo.

Foi no Estado governado por Geraldo Alckmin que a professora da Unifesp foi utilizada, inúmeras vezes, por jornalistas da grande mídia que queriam chegar a qualquer um dos mascarados, ou apenas reportar o clima das manifestações que renderam picos de audiência nos programas de TV.

Muitos dos profissionais da imprensa tradicional, segundo contam os autores, criaram um “cordão imaginário de isolamento”, uma distância “inexplicável” dos verdadeiros atores dos protestos violentos contra o Estado, o sistema financeiro atual e as mazelas da sociedade.

Esse ruído na mensagem que os adeptos da tática Black Bloc pretendiam enviar à população despertou em Esther e nos jornalistas Bruno Paes Manso (Estadão) e Willian Novaes (editora Geração) o interesse em recontar a história dessa massa negra mal compreendida (ou, no mínimo, mal explorada). De pouco mais de um ano de contato direto com os mascarados - pois a pesquisa se estendeu até os protestos na Copa do Mundo - nasceu o livro que será lançado no dia 4 de novembro, na capital paulista.

Dividido em quatro partes, "Mascarados" insere e contextualiza a tática nas manifestações que eclodiram em junho de 2013. Na obra, Esther aprofunda-se na pesquisa sobre os adeptos, Bruno Paes explica como foi a cobertura na grande mídia e Willian Novaes traça sete perfis que representam os cerca de 70 black blocs de São Paulo, além de entrevistar o coronel Reinaldo Rossi, que acabou sendo agredido por um destacamento do bloco negro.

Na visão de Novaes, chama atenção o fato de a grande imprensa, principal interlocutora entre as massas e os fatos do cotidiano, não ter mergulhado na realidade dos mascarados. Tampouco as autoridades policiais ou o Estado conseguiram explicar quem eram esses manifestantes, e o que queriam dizer, pois o diálogo foi negligenciado.

“O que eu senti foi um receio por parte da mídia de uma coisa que não existia. E o livro vem à tona justamente para isso: mostrar quem são esses rapazes e moças que usaram a tática Black Bloc, pois isso não passou na TV”, comentou o jornalista.

Por trás das máscaras

E quem eram as pessoas dispostas a entrar em confronto direto com a polícia para defender os manifestantes pacíficos, ou que quebravam vidraças de instituições financeiras e até patrimônios públicos?

Segundo Willian Novaes, “eram desde garotos com 14 anos, até adultos com, no máximo, 30, 33 anos. Mas a maioria está concentrada entre 18 e 22 anos.

São rapazes do PT ou do PSOL? Turma do PSDB tentando destituir o adversário do governo [federal]? Não existiu nada disso! Uma parte dos adeptos da tática Black Bloc era de anarquistas; a outra, de jovens cansados de conviver com a violência policial e com o preconceito contra pobre e negro. No livro, tem desde morador dos Jardins até da Brasilândia. Tem gente do ABC, do Centro da cidade, de todo lugar.”

Eles se conheceram nas ruas, nas primeiras manifestações, quando apareceram alguns usando a tática que surgiu na Alemanha, há décadas, em meio a protestos políticos. “A maioria ficou encantada. Tinha o problema da violência policial, que eles queriam revidar. E outra coisa perceptível era a paixão comum pela violência. A violência atraiu esses jovens”, disse Novaes.

Para Esther, eles queriam chamar atenção para uma discussão política. “Eles diziam muito que ‘vândalos é o Estado, criminoso é o Estado’. Conseguiram chamar atenção até da mídia internacional. Mas a principal crítica deles mesmos é que não conseguiram levar a verdadeira mensagem que eles queriam. Por exemplo: quebrar agência de banco é um modo de dizer que o banco é um verdadeiro criminoso, que escraviza a população. Mas será que a população entende essa mensagem?”

“Parece que não existiu uma vontade de descobrir quem eram aqueles garotos”, ponderou Novaes. “Nem a imprensa e nem a Polícia chegaram a essa identidade. A Polícia Civil desenvolveu um inquérito, mas tudo indica que a corporação não mapeou corretamente os praticantes da tática Black Bloc.” A corporação acha que se trata, em parte, de jovens incentivados por partidos de esquerda. “Não deveria ser tão difícil mapear porque não eram tantas pessoas assim. Foram poucos garotos. Se alguém tem culpa pela dimensão dessa massa, é a imprensa, que acabou dando espaço demais ao assunto”, acrescentou.

Retorno às ruas

Depois do insucesso na comunicação com a sociedade e do prolema criado com a polícia, será que os mascarados retornam às ruas?

“Uma parte diz que foi usada pelos governantes que queriam disputar entre si. Uns acham que as manifestações tiveram sucesso. Mas no final, a maioria está cansada. Viram que a tática não deu em nada. Por que o que foi que nós vimos esse ano? Nós elegemos um Congresso mais conservador, reelegemos a presidente, Alckmin está reeleito. Por essa avaliação e por outros problemas, como a prisão de dois garotos que não tiveram absolutamente nada com os black blocs, acho não sei se eles voltam à prática”, avaliou Novaes.

Para Esther, há dúvidas. “Esses jovens são engajados, eles se transformaram, deixaram as camisetas negras de black blocs mas estão entrando para outros grupos, como o da campanha do voto nulo. Mas a tática pode virar uma moda, de certa forma. Por exemplo, estamos em São Paulo com uma crise de água. Quem sabe a gente volte a assistir manifestações contra isso, e a tática pode voltar a ser aplicada. Não dá para saber se eles voltam não, porque não é um grupo fechado. É uma tática que pode ser aplicada por quem achar o momento propício.”

Veja’: da mentira ao caos

(Imagem: Pragmatismo Político)
Mailson Ramos, Pragmatismo Político

"A ‘Veja’ esteve próxima de concretizar mais um golpe eleitoral. Desta feita, rompeu todos os limites: os de sua moribunda credibilidade e o do bom senso do eleitorado. Mas não estava sozinha; ao derredor do lamaceiro criado pela principal publicação do Grupo Abril havia também a atenciosa TV Globo, aquela que cumpriria papel fundamental, mais uma vez, nos bastidores da política nacional.

Por essas e outras é que a televisão conserva ainda um papel de essencialidade na propagação de informações neste país. Entretanto, as mídias sociais foram motores propulsores de um novo debate: aquele em que a notícia ou o fato é confrontado imediatamente com a veracidade das fontes.

Na quinta-feira (23/10) à noite, a notícia-manchete “Eles sabiam de tudo” lançada inicialmente nas mídias sociais tentava colocar freios à campanha de Dilma Rousseff à vésperas do pleito com a certeza de que a candidata petista não teria mais tempo para se defender. Na sexta-feira (24/10), subjugada ao curto espaço de tempo do último programa eleitoral reservado às despedidas e conclamação dos eleitores, Dilma foi obrigada a relatar o assunto que corria as ‘sete freguesias’ desta república causando furor no eleitorado, especialmente nos indecisos. Se Dilma não falasse naquela oportunidade o resultado seria desastroso. Ainda assim, a perspectiva não era das melhores.

No sábado (25/10), o Jornal Nacional resolveu tomar pé da situação; mas isso aconteceu de maneira camuflada. A TV Globo utilizou o quebra-quebra em frente ao prédio do Grupo Abril, em São Paulo, para somente então explorar o assunto. O embate entre ‘Veja’ e Dilma foi mostrado como agente causador da manifestação. A partir deste momento o eleitor indeciso adquiriu sentido o suficiente para não votar em Dilma. Naturalmente a candidata tinha muito mais o que perder; a ‘Veja’ lançava mão desta cartada sem precedentes na história da política brasileira.

Caso as grandes emissoras de TV dessem coro à ‘Veja’ ainda na sexta-feira, não há duvidas de que Aécio seria o vencedor. Os blogueiros da publicação da Abril apostaram suas próprias calças em Aécio confiantes na vitória pelo sucesso da cartada contra o PT. Não tão convictos assim, outros reforçavam a ideia de impeachment, caso Dilma fosse novamente eleita. A questão é seríssima. A produção de conteúdo jornalístico sério e a ética pela veiculação das informações têm sido agredidas constantemente por ‘Veja’. Por isso é preciso aprovar urgentemente uma lei de meios. Não para cassar a liberdade de expressão, como querem fazer ver os grandes oligopólios de comunicação. Não. É por uma fiscalização autônoma e respeitada.

Desde 1989, com Collor e Lula, as organizações de comunicação interferem, segundo seus interesses financeiros e de influência, nas eleições presidenciais. É como se o povo estivesse subjugado aos ideais econômicos das grandes emissoras de TV, rádio e jornal do país.

‘Veja’ extrapolou todos os seus limites, inclusive foi conduzida ao discurso humorístico pelos militantes, através de jocosas recriações de suas capas.

 Perda de credibilidade parece não incomodar mais os seus editores. Não se exime de mergulhar ao submundo do crime para depois emergir com noticias nunca comprovadas. Com o mesmo ódio vociferam os colunistas e repórteres em seus artigos. São capazes de antecipar uma edição em dois dias e estampar na capa uma manchete que, segundo O Globo, não é comprovada pelo advogado de Youssef.

Nos próximos capítulos desta novela idílica de ‘Veja’ contra o PT mais desdobramentos da crise de credibilidade da publicação com a ratificação de que o doleiro jamais afirmou o conhecimento de Dilma e Lula sobre a corrupção na Petrobrás. Naturalmente a revista deve debandar para outras temáticas antipetista como a ‘nova república bolivariana brasileira’ ou o ‘Brasil cubano’. Há ainda a questão do impeachment da presidenta eleita; o apoio da bancada conservadora, separatista e fundamentalista eleita pelos paulistas.

Como os senhores e senhoras podem ler, não faltará assunto para as futuras publicações de ‘Veja’. Se faltar, eles não vão pensar duas vezes antes de criar um fato ou um factoide."

Mailson Ramos é escritor, profissional de Relações Públicas e autor do blog Opinião e Contexto. Escreve semanalmente para Pragmatismo Político.

Ainda do Blog BRASIL! BRASIL!

Os Civita perderam de vez a noção do ridículo

 


"Em sua primeira edição após o maior vexame da história do jornalismo brasileiro, de uma revista condenada a publicar direito de resposta em pleno dia das eleições por tentar golpear a democracia, Veja publica "um manual de sobrevivência no segundo mandato"; de quebra, a revista comparou a presidente Dilma a nomes como Hitler e Mussolini; sobre a acusação falsa da semana passada, nenhuma explicação; sócios da editora, da família Civita, assim como o executivo Fábio Barbosa, seu presidente, e o jornalista Eurípedes Alcântara, continuam devendo explicações; detalhe: a primeira semana pós-eleições registrou queda acentuada do dólar e disparada da Bovespa; pelo andar da carruagem, a Abril, que zera seu estoque de credibilidade, terá que se preocupar com sua própria sobrevivência, enquanto os brasileiros prosperam

Brasil 247

Protagonista do maior vexame editorial da história do jornalismo brasileiro, ao ser condenada a publicar direito de resposta em pleno dia das eleições por tentar golpear a democracia, Veja dobrou sua aposta na infâmia. Sua edição deste fim de semana demonstra que seus acionistas, executivos e editores perderam de vez a noção do ridículo.

O exemplo maior é a reportagem chamada "Manual de sobrevivência no segundo mandato". Segundo o texto de Mariana Barros e Marcelo Sakate, o Brasil estaria vivendo uma grande ameaça. A "imprensa livre" desaparecerá, o Supremo Tribunal Federal será aparelhado, o Brasil financiará mais e mais ditaduras e até os investimentos pessoais estarão sob risco. Detalhe: a primeira semana pós-eleições foi marcada pela queda acentuada do dólar e disparada da Bovespa. Ou seja: quem leu Veja e apostou contra o Brasil perdeu dinheiro.

Em seguida, no texto "A arte de iludir", Dilma é comparada a personagens como Mussolini e Hitler por defender o plebiscito sobre a reforma política. A qualidade da argumentação de Veja pode ser medida pela última frase da reportagem. "Então, à luz da experiência histórica, fica combinado o seguinte: plebiscito com o PT no poder, não, não e não!".

A piada da edição, no entanto, mais uma vez coube a Eurípedes Alcântara, o diretor de Redação da publicação. "Veja não procurou criar efeitos eleitorais contra ou favor de nenhum candidato ao publicar a capa da semana passada com a revelação de que o doleiro Alberto Youssef disse aos policiais e procuradores federais que Lula e Dilma sabiam do funcionamento do esquema de corrupção na Petrobras", afirma ele, em sua Carta ao Leitor. Como diria o célebre jornalista Paulo Nogueira, editor do Diário do Centro do Mundo e ex-diretor da Abril, pausa para gargalhar.

Aliás, na reportagem sobre a Operação Lava Jato, Veja reafirma as acusações da semana passada, mas não as comprova. O tal "depoimento" de Youssef, mais uma vez, não aparece. Continua a ser o que aparentemente é: uma peça de ficção.

Honestidade intelectual só se encontra na coluna de José Roberto Guzzo, membro do conselho editorial da Abril. Diz ele que a eleição trouxe uma boa e uma má notícia, pela ótica da Abril. Começando pela má: Dilma venceu. A boa: "agora está garantido, sem margem de erro, que ela ficará no cargo só mais quatro anos". O que seria, segundo Guzzo, "um alívio". Para os brasileiros, o alívio parece ser o fato de que, pelo menos Guzzo, não irá abraçar teses golpistas, respeitando os quatro anos de mandato de Dilma.

Pelo que se lê na edição, a família Civita, o executivo Fábio Barbosa, que preside a Abril, e o jornalista Eurípedes Alcântara, que dirige Veja, fizeram uma escolha. Optaram pela irrelevância. Em vez de se adaptar à realidade e tentar compreendê-la, dobraram a aposta na infâmia. Ao que tudo indica, terão que se preocupar com a própria sobrevivência da Abril, enquanto o Brasil e os brasileiros avançam."

Veja tira do ar matéria de médium convocado para fazer chover em SP

Veja Cobra Coral-003
vi o mundo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) talvez esteja apelando aos espíritos para fazer  chover no Estado.

Na semana passada,  a Veja São Paulo publicou matéria com o porta-voz da Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC), o médium Osmar Santos.

Ele disse à  revista ter sido convocado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para fazer chover no Estado de São Paulo.

A Fundação  Cacique Cobra Coral (FCCC), para quem não sabe, alega ter o poder de interferir nos fenômenos climáticos.

Hoje, 31 de outubro, a matéria não mais no portal da Veja São Paulo.  Você só a encontra no caché.

Detalhe: Alckmin negou. Só que não é a primeira vez que o governador recorre aos serviços da Cobra Coral. Lá atrás, ele pediu para que parasse de chover.


Veja Cobra Coral