quarta-feira, 28 de maio de 2014

Vamos ter Copa, sim, e protestos agora ficaram patéticos


Com apenas um protesto contra a Copa marcado para esta terça-feira, em Brasília, a onda de manifestações vai-se esvaziando, a cada dia de forma mais melancólica, mostrando que a maioria da população brasileira, que ama o futebol e não mistura seleção com política, não quer mais saber de baderna.
Vamos ter Copa do Mundo no Brasil, sim, apesar da urubuzada que sobrevoou o país nestes últimos meses e infernizou a vida de quem mora nas grandes cidades. Felipão e seus 23 convocados já estão concentrados na Granja Comary, em Teresópolis, só esperando o início jogo de estreia do Brasil contra a Croácia, no Itaquerão, daqui a 16 dias.
Foram patéticos os últimos protestos organizados pela turma do quanto pior, melhor, cada vez menores e mais radicais, a ponto de tentarem impedir a saída do ônibus da seleção que seguiu ontem do Rio para Teresópolis e, depois, a sua entrada na Granja Comari.
Empunhando bandeiras do Sindicato dos Profissionais de Educação e de partidos radicais da esquerda sem votos, um grupo de 200 professores xingou os jogadores que saiam do hotel próximo ao Galeão e chutaram o ônibus aos gritos de "pode acreditar, educador vale mais do que o Neymar". O que tem uma coisa a ver com a outra? Que direito estes vândalos travestidos de educadores têm de impedir a passagem de quem quer que seja? Outros 30 gatos pingados e irados se postaram diante dos portões da concentração em Teresópolis.
No último final de semana, em São Paulo, tivemos duas marchas que, mais uma vez, fecharam a avenida Paulista. Não são mais necessárias multidões nem grandes causas populares para interditar a principal via da maior cidade do país. De manhã, no sábado, foi a vez da autodenominada "marcha das vadias", em que mulheres desfilaram com os seios nus apesar do frio e da garoa; à tarde, apareceu um bando contra a Copa e contra tudo, que fez o mesmo trajeto, interditando ruas em direção ao centro. Em cada uma, não havia mais do que 300 "protestantes" nesta cidade de mais de 10 milhões de habitantes. Quem essa gente representa?
Diante do fracasso das manifestações anunciadas em larga escala pela mídia grande, ficamos sabendo que, há duas semanas, veio até um reforço do exterior. "Um grupo de cerca de cem ativistas, entre eles barbudos, mocinhas universitárias, skatistas e até rapazes com cara de advogado assistiam sem piscar à palestra do moço magrinho que tentava ensinar como mudar o mundo", relata Silas Martí, da "Folha".
O moço magrinho era um tal de Sean Dagohoy, do coletivo americano Yes Man, que deu uma "oficina de ativismo" no Centro Cultural de São Paulo, para ensinar os nativos, durante três horas, a "pensar em ações de protesto contra o Mundial de futebol". Dagohoy ainda advertiu seus alunos que não poderia se responsabilizar pela "eventual brutalidade daqueles que estão no poder".
Era preciso informar ao ativista gringo que as maiores brutalidades a que assistimos nos últimos meses não partiram dos que estão no poder, mas de grupos de black blocs e outros celerados que se aproveitavam das "manifestações pacíficas" para afrontar a polícia, depredar patrimônio público e privado, saquear lojas, tacar fogo em ônibus.
Derrotados, eles podem voltar a qualquer momento, e todo cuidado é pouco. Que a bola comece logo a rolar para a gente poder mudar de assunto. Os nobres parlamentares brasileiros, por exemplo, já estão dando sua contribuição, ao anunciar que só vão trabalhar durante seis dias durante toda a Copa. Menos mal.
Agora é com você, Felipão!
 

Dilma: oposição representa retrocesso e desemprego


"Em jantar com lideranças do PMDB, presidente trocou afagos com partido, obteve de Michel Temer garantias para renovar apoio e cutucou adversários: “Essa é uma aliança para governar e garantir os ganhos para a população e uma das chapas que está aí representa retrocesso, recessão e desemprego”, em alusão ao tucano Aécio Neves; em outro momento, mirou diretamente Eduardo Campos (PSB): “Tem candidato que uma hora diz que é contra o agronegócio, porque polui, porque é a favor do meio ambiente. Outra hora diz que vai colocar meta de inflação em 3%, o que representa desemprego e recessão”

Brasil 247

Em jantar com lideranças do PMDB, a presidente Dilma Rousseff lembrou a lembrou a importância de continuar ao lado do partido e que esta "é uma aliança para a governabilidade":
 
“Essa é uma aliança para governar e garantir os ganhos para a população e uma das chapas que está aí representa retrocesso, recessão e desemprego”, em alusão ao plano de governo “impopular” defendido pelo presidenciável tucano Aécio Neves.

Em outro momento, Dilma se referiu diretamente ao presidenciável socialista Eduardo Campos: “Tem candidato que uma hora diz que é contra o agronegócio, porque polui, porque é a favor do meio ambiente. Outra hora diz que vai colocar meta de inflação em 3%, o que representa desemprego e recessão”.

Já o vice-presidente Michel Temer, por sua vez, assegurou à presidente Dilma que, no dia 10 de junho, data da convenção do partido, o PMDB vai "reeditar a aliança" com o PT.

O líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), que tem travado muitos embates com o governo, afirmou que ninguém que estava ali iria se insurgir contra as decisões da convenção."

Regulação da mídia já assusta grupos familiares

 

Brasil 247 - 28 de Maio de 2014 às 06:58

 

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Proposta de regulação econômica dos meios de comunicação, evitando a formação de monopólios ou oligopólios no setor, será o novo cavalo de batalha da sucessão presidencial; tema, inicialmente proposto por Franklin Martins no governo Lula, deve ser retomado pela presidente Dilma num eventual segundo mandato e já assusta grupos tradicionais, como a Folha, de Otávio Frias; manchete do Uol, do grupo Folha, nesta quarta, sinaliza que a resistência será forte

 

247 - A regulação dos meios de comunicação será o novo cavalo de batalha da sucessão presidencial. O tema foi incluído pelo PT em seu programa de governo para um segundo mandato da presidente Dilma Rousseff e já assusta grupos tradicionais da mídia familiar, como a Folha, de Otávio Frias Filho.

Um sinal de que a resistência será forte é a manchete desta quarta-feira do portal de notícias Uol, ligado ao grupo Folha, dedicada ao tema. A reportagem de Valdo Cruz e Andréia Sadi, no entanto, enfatiza que a proposta de Dilma não controla o conteúdo dos meios de comunicação e trata apenas da regulação econômica do setor, de modo a evitar monopólios ou oligopólios no setor.

A proposta foi inicialmente lançada pelo ministro Franklin Martins, ainda no governo Lula, mas não andou na gestão do ministro Paulo Bernardo, que poderia levar a discussão adiante. Agora, está no programa do PT nos seguintes termos: "A democratização da sociedade brasileira exige que todas e todos possam exercer plenamente a mais ampla e irrestrita liberdade de expressão, o que passa pela regulação dos meios de comunicação –impedindo práticas monopolistas– sem que isso implique qualquer forma de censura, limitação ou controle de conteúdos".

De acordo com a reportagem da Folha, o alvo principal é a Globo, que recebe mais de 50% do bolo publicitário do País, a despeito de uma audiência declinante em suas principais atrações – isso se deve, em muitos casos, a práticas anticompetitivas, como o bônus de veiculação pago a agências de publicidade. Com isso, publicitários recebem prêmios financeiros se direcionarem mais verbas para a emissora.

De acordo com a reportagem da Folha, a regulação da mídia hoje tem o apoio de Dilma, do ex-presidente Lula, do ministro Aloizio Mercadante, de Rui Falcão, presidente do PT, e, claro, de Franklin Martins, que atuará na campanha à reeleição.

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terça-feira, 27 de maio de 2014

VÍDEO MOSTRA O QUE FHC /PSDB QUEREM ESCONDER E PUBLICA IMAGEM CRIADA PELO 007BONDEBLOG


NOSSO BLOG CONTRIBUINDO PARA ESPANTAR OS FANTASMAS
ARTE - 007BONDeblog
Publicada na matéria

IMPERDÍVEL

O VÍDEO É MUITO BEM FEITO, e fiquei particularmente feliz em ver uma das imagens / fotomontagens de nossa autoria ter sido incluída nele.

PSDB PERDE AÇÃO NO TSE CONTRA PROPAGANDA DA PETROBRAS - ASSISTA AQUI !


NÃO FOI A MINISTRA LAURITA VAZ QUEM JULGOU
TUCANOS ANDAM VENDO ALÉM DOS FANTASMAS DO PASSADO, 
FANTASMAS NO PRESENTE.


O PSDB resolveu mesmo JUDICIALIZAR a próxima eleição.
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Ministro do TSE nega pedido do PSDB para suspender propaganda da Petrobras
Jornal do Brasil - Luiz Orlando Carneiro
Brasília - O ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral, negou, nesta segunda-feira (26/5), pedido de liminar do PSDB para suspender a veiculação, nos meios de comunicação, de uma peça publicitária da Petrobras, por suposta prática de propaganda eleitoral antecipada em favor da presidente Dilma Rousseff. Na representação, o partido oposicionista pede também, com base na Lei das Eleições (Lei 9.504/1997), aplicação de multas à Petrobras, à presidente da República e ao ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Thomas Traumann. Pela legislação em vigor, a propaganda eleitoral somente poderá ser feita a partir do dia 6 de julho do ano da eleição. A Lei prevê multa de R$ 5 mil a R$ 25 mil ao responsável e ao seu beneficiário.
 

Conforme os advogados do PSDB, a peça veiculada tem uma “implícita e direta intenção de incutir no eleitor que, durante a gestão da atual presidente e de seu antecessor, ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, houve, em comparação com o governo anterior, do presidente Fernando Henrique Cardoso, um grande crescimento da empresa".
Em sua decisão liminar, o ministro Gonzaga afirma que “não foi possível perceber a alegada comparação entre governos, nem avistar, por áudio ou imagem, suporte fático à afirmativa de que a propaganda visou demonstrar que a reeleição da presidente da República seria melhor para a empresa representada, como também seria ela a mais apta ao cargo postulado nas eleições que se avizinham”.
O ministro assim concluiu o despacho: “Indefiro o pedido de liminar, reservando-me à avaliação do mérito após o prazo destinado às defesas (48 horas) e ao parecer do Ministério Público”.

Fantasmas do Passado II

 
 
 
 
 
 
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Será que esse filme também vão querer censurar?

Uma montagem de fotos revela o Brasil do PSDB do FHC que a grande mídia hoje tenta esconder a todo custo da população

Inspirado nas fotos que ví no site O Tijolaço, resolvi dar a minha contribuição, fazendo também uma montagem minha com as fotos. A edição foi realizada nessa madrugada com um pouco de pressa para colocar logo o filme no “AR”. O Clipping de imagens foi feito pelo João Andrade editor do site Conversa Afiada. Espero que gostem!
 

Jaborto agora é até anti-Nelson


Contra o PT e a Copa, Jabor é agora o anti-Nelson 

Em campanha pelo insucesso da Copa de 2014 e pela derrota do PT nas eleições de outubro, o colunista Arnaldo Jabor agora se coloca como o anti-Nelson Rodrigues; diz que o Brasil deixou de ser a pátria de chuteiras para se transformar nas "chuteiras sem pátria"; artigo faz parte do esforço para que os brasileiros se sintam "envergonhados" durante o torneio, como disse o atacante Ronaldo; Jabor se inspira no dramaturgo, mas o que mais Nelson Rodrigues criticava era o complexo de vira-latas dos brasileiros; "somos hoje uma nação de humilhados e ofendidos", disse Jabor; alguém escutou um au-au?
247 - Arnaldo Jabor, em campanha aberta pelo insucesso da Copa de 2014 e pela derrota do PT nas eleições de outubro, agora se coloca como uma espécie de anti-Nelson Rodrigues. Se o dramaturgo via o Brasil como a "pátria de chuteiras", Jabor enxerga "chuteiras sem pátria". Se Jabor criticava o "complexo de vira-latas" do brasileiro, Jabor nos vê como um bando de fracassados. "Somos hoje uma nação de humilhados e ofendidos, debaixo da chuva de mentiras políticas, violência e crimes sem punição. Descobrimos que o País é dominado por ladrões de galinha, por batedores de carteira e traficantes", diz ele.
Para ele, não teremos uma Copa do Mundo, mas sim a "Copa do medo", sobre a qual paira o risco de um vexame planetário. "O mais claro sinal de que vivemos uma mutação histórica é esta Copa do Medo. Há o suspense de saber se haverá um vexame internacional que já nos ameaça. Será péssimo para tudo, para economia, transações políticas, se ficar visível com clareza sinistra nossa incompetência endêmica, secular", diz Jabor.
Na verdade, para as pretensões de Jabor, não será tão ruim assim. Ele torce por esse vexame.

Complexo de Vira-latas, uma dica para coxinhas da moda Ellus e todo o resto da vira-latice

maio 27th, 2014 by mariafro
Respond

Vários intelectuais argumentam como se construiu uma visão racista, depreciativa sobre o Brasil e o povo brasileiro.
Hoje, acho que o feitiço virou contra o feiticeiro, a elite é vira-lata, tem complexo de colonizado, não consegue olhar para o seu próprio país. Queria ter nascido nos Estados Unidos. O povo brasileiro não é assim, ele está aprendendo que o Brasil é um país rico exatamente pelo povo que tem, pela diversidade, pela capacidade de rir de si mesmo e de se reconstruir.

Essa ideologia de quem não tem amor a si mesmo e a seu país no máximo é da elite brasileira, inculta, consumista e exibicionista, no máximo consegue atingir uma parcela da classe média que sonha em ser elite e não em ser cidadã reproduz o sentimento de vira-latice.

O termo Complexo de Vira-Latas denomina um sentimento característico de determinadas classes da sociedade brasileira. Esse sentimento, marcado por derrotismo, pessimismo e má informação, está muito ligado à negação do que somos como brasileiros. O documentário O Complexo de Vira-Latas explica esse sentimento, discute o tema e faz um breve panorama social e político da realidade brasileira.
Direção
Leandro Caproni
Roteiro
Leandro Caproni
Priscila Chibante
Produção
Diego Silva
Bruno Silveira
Nathália Bomfim
Priscila Chibante
Bruno Aranha
Leitura da Crônica
Wallace Soares
Uma produção Cabrueira Filmes e Sem Cortes Filmes
semcortesfilmes@gmail.com
https://www.facebook.com/SemCortesFilmes
https://www.facebook.com/leandrocaproni
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Luíza Trajano para empresários estilo Ellus: “Está tão ruim? Então, vende o negócio e muda de país!”
Abaixo a Ellus, abaixo o trabalho escravo, abaixo os vira-latas das passarelas e da ‘moda’ atrasada
Da série: Tudo culpa do PT 2: ONU confirma: Brasil cumpriu COM ANOS DE ANTECEDÊNCIA 2 dos 8 objetivos do Milênio
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Do Maria Frô.

Ronaldo: o com vergonha e o sem vergonha

Há quem diga que o sincericídio de Ronaldo tem a ver com o fato de que, no mesmo dia, declarou apoio à candidatura de Aécio Neves
Ronaldo foi um fenômeno do futebol e é, até hoje, um fenômeno na arte de ganhar dinheiro. É difícil atravessar um intervalo comercial sem ver sua cara e ouvir sua voz vendendo alguma coisa.
Desde que se aposentou dos gramados, sua fortuna cresce alimentada por sua boca. Cada frase de Ronaldo vale ouro e é ensaiada para render dividendos para algum patrocinador.
Por isso, não custa nada perguntar o que Ronaldo ganha com sua declaração de que está envergonhado com os preparativos da Copa.
A pergunta precisa ser feita, pois a declaração acabrunhada é estranha. Vem não só de alguém que, até então, era só elogios e otimismo. Vem de quem é do Conselho de Administração do Comitê Organizador Local da Copa.
Faltando poucos dias para o início da competição, o que devemos achar de quem resolve, simplesmente, lavar as mãos e fingir que não tem nada a ver com a coisa?
A vergonha de Ronaldo tem o efeito bumerangue sobre sua própria imagem, pois mostra alguém que, como se diz no jargão do futebol, "pipocou", fugiu da bola dividida. Alguém que deveria ter usado seu prestígio, desde o início, para ser parte da solução, preferiu tirar o corpo fora e ser parte do problema.
Como organizador, Ronaldo poderia ter dedicado seu tempo a ajudar a que algumas coisas ganhassem mais atenção. Preferiu gastá-lo gravando anúncios publicitários.
Enquanto era tempo, poderia ter pedido mais empenho e rapidez nas obras, tanto as dos estádios quanto as de mobilidade - por que não? 
Poderia ter pedido paz às torcidas e aos manifestantes. Preferiu posar com um terno dourado no Carnaval e, depois, envergonhar-se.
Os preparativos para a Copa já estiveram por um triz, em vários momentos e sob vários aspectos. Ronaldo poderia ter dito, com muita antecedência, por exemplo, que se sentia envergonhado com o abandono a que a Arena da Baixada foi submetida pelo governador do Paraná e pelo prefeito de Curitiba.
De todas, foi a situação mais absurda e que quase comprometeu uma cidade como sede. Ronaldo nunca esteve entre os que correram atrás para cobrar providências, e nem para se mostrar envergonhado. Nenhuma declaraçãozinha.
Também não expressou qualquer sentimento, indignado ou envergonhado, quando da morte do torcedor atingido por uma latrina, no estádio Recife, em uma briga de torcida.
Nada disso. Ronaldo esperou os estádios serem construídos e entregues, os ingressos serem vendidos, as seleções serem convocadas; esperou ter feito todas as propagandas possíveis e imagináveis que poderia para esta Copa. Só então se fez de envergonhado.
Há quem diga que o sincericídio de Ronaldo tem a ver com o fato de que, no mesmo dia, declarou apoio à candidatura de Aécio Neves.
Difícil acreditar que ele, que hoje vive de emprestar sua imagem a vender produtos, esteja entrando nessa, ao lado de Aécio, por pura convicção, e não como garoto propaganda.
Sua vergonha não transpira nada de autêntica. Parece ensaiada e feita sob medida para um comercial, como aqueles com textos decorados e de péssima interpretação, em que o "Fenômeno" vende carros da Fiat, chuteiras da Nike e planos de telefonia da Claro.
Ronaldo, com vergonha ou sem vergonha, é a mesma pessoa. É aquele que vemos todos os dias na tevê e nos outdoors.
Já faz tempo que esse é o mundo do "Fenômeno". Não tem mais nada a ver com  futebol, nem com indignação, nem com um pingo de vergonha.
(*) Antonio Lassance é cientista político.

Ronaldo usa Copa só para faturar e apoiar candidato


Dilma e Nelson só erraram na raça do cachorro: vira-latas costumam ser fiéis, não traem o caráter nem mudam de time em troca de um osso.
Ronaldo Fenômeno, maior artilheiro de todas as Copas e empresário bem sucedido, pode ser acusado de tudo, menos de ser um idiota, como o chamou o escritor Paulo Coelho, que estava a seu lado, entre outras autoridades e celebridades, quando o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014.
Ao contrário,  o ex-jogador do Corinthians e da seleção sempre foi muito esperto nos negócios e não rasga dinheiro, um exímio surfista em busca de uma boa onda, sem dar muita bola para compromissos e princípios éticos, um verdadeiro fenômeno empresarial.
Quando aceitou ser membro do Comitê Organizador Local, em 2007, uma das tarefas de Ronaldo era exatamente a de defender a Copa no Brasil e responder críticas à organização do evento. Só que, logo em seguida, ele sumiu do noticiário, mudou-se para Londres, onde foi cuidar dos seus negócios, e esqueceu a tarefa que havia assumido. Até aí, seria apenas mais um cartola omisso e leniente, preocupado mais em faturar como garoto propaganda do que em servir ao futebol brasileiro que lhe deu fama e fortuna.
Depois de embolsar uma bela grana com comerciais alusivos à Copa do Mundo, eis que ele ressurge em grande estilo no Brasil, ganhando novamente as manchetes ao papaguear as críticas da grande mídia à organização, na qual o COL tem um papel importante. Ronaldo foi além e desceu o pau no atraso das obras dos estádios e da mobilidade urbana. Como se não tivesse nada com isso, apenas um turista inglês de passagem pelo Brasil, falou mal dos aeroportos e de todo o resto, dizendo que sentia vergonha de tudo.
Vergonha de Ronaldo sentimos nós ao constatar que não fez nada de graça, nem isso: na verdade, estava fazendo política rasteira para desgastar o governo e iniciar uma campanha a favor do candidato que apoia, o tucano Aécio Neves, seu amigo, como fez questão de registrar em seu Facebook, chamando-o de futuro presidente.
Com a maior cara de pau, logo deu início à sua nova tarefa de cabo eleitoral: "Sempre tivemos uma amizade muito forte e agora vou apoiá-lo. É meu amigo, confio nele e acho que é uma ótima opção para mudar o nosso país". Foi mais longe: afirmou que, como empresário, diz que desistiu de investir no Brasil no próximo ano por estar inseguro. "Essa insegurança que estamos vivendo, essa instabilidade, a revolta do povo... O governo deveria tranquilizar o povo, o setor empresarial".
Até outro dia, ele aparecia em alegres fotos ao lado de Lula e Dilma. De repente, ao voltar de uma longa vilegiatura no exterior, entre um comercial e outro, virou uma espécie de Álvaro Dias do futebol, só vendo defeitos em tudo e dizendo o que deveria ser feito.
Ora, o cidadão Ronaldo tem o direito de escolher os amigos e apoiar os candidatos que bem entender, mas poderia pelo menos ser um pouco mais sutil na sua radical guinada de lado, certamente porque ouviu dizer lá fora que Dilma estava mal nas pesquisas e Aécio era a bola da vez.
Sem esperar pela pronta resposta, acabaria tomando um tranco da presidente Dilma, ainda no final de semana. "Tenho orgulho das nossas realizações, não temos do que nos envergonhar e não temos o complexo de vira-latas, tão bem caracterizado por Nelson Rodrigues se referindo aos eternos pessimistas de sempre".
Dilma e Nelson só erraram na raça do cachorro: vira-latas costumam ser fiéis, não traem o caráter nem mudam de time em troca de um osso.
A campanha presidencial este ano está tão imprevisível que tudo pode acontecer. Como Aécio Neves não consegue encontrar um vice para chamar de seu, por que não aproveitar o repentino embalo político de Ronaldo e dar a camisa logo para ele?
Se com sua ficha extracampo Ronaldo vai agregar ou tirar votos do tucano, é outro problema. E se o nome dele for aprovado nas pesquisas internas do PSDB? Fica a sugestão. A campanha eleitoral ficaria pelo menos mais divertida e festiva.

Banda Larga passa de 150 milhões de conexões. Índice do Brasil encosta no do Chile e da Espanha.

Brasil ultrapassou 150 milhões de acessos em Banda Larga em abril. Um crescimento de 51% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os números:

- 51 milhões de novos acessos foram ativados nos últimos 12 meses;

- 1,6 nova conexão por segundo;

- 63% de crescimento nas conexões de banda larga móvel (3G e 4G) em relação a abril/203;

- 127,2 milhões de conexões ativas em 3G e 4G;

- 2,1 milhões de novas conexões foram ativadas nos últimos 12 meses (crescimento de 10% no período);

- 23,1 milhões de conexões ativas de banda larga fixa;

- 39% dos domicílios brasileiros urbanos tem banda larga fixa;

- 66 mil escolas conectadas pelo programa Banda Larga nas Escolas;

- infraestrutura de banda larga fixa já está presente em todos os municípios brasileiros;

- redes de 3G estão instaladas em 3.658 municípios, onde moram 91% dos brasileiros;

- rede 4G já tem 2,5 milhões de acessos;

Brasil encosta no Chile e na Espanha no desenvolvimento de Banda Larga. E os dados só vão até 2012.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançou uma plataforma automatizada para medir a evolução de banda larga na América Latina, chamada DigiLac.

Cruzando 37 indicadores, como infraestrutura, marcos regulatórios, etc., na América Latina criou-se o Índice de Desenvolvimento de Banda Larga, com nota mínima de 1 e máxima de 8.

No último levantamento, com dados de 2012, o Chile aparece em primeiro com um índice 5,57. Barbados ocupa a segunda posição, com 5,47, e o Brasil a terceira, com 5,32.

O México ocupa na sétima posição (4,62), o que prova não trazer necessariamente desenvolvimento o livre comércio com os Estados Unidos. A Argentina aparece em oitavo (4,53).

Fora da América Latina, a Espanha obteve índice 5,64 (pouca diferença do Brasil). Os EUA pontuaram 6,65. A campeã é a Coréia do Sul com 7,18.

Como os dados computados foram até 2012, o Brasil já deverá aparecer com uma nota melhor quando houver novo levantamento, pois houve grande massificação do acesso em 2013 e 2014 e investimentos em infraestrutura, mesmo com as teles que estão aí deixando a desejar em muitas áreas, na qualidade e no preço.

Copa deixa de legado Rede Telebrás entre cidades sede.

Um dos legados da Copa será a rede de fibras óticas da Telebras de alta velocidade ligando todas as cidades sedes. Durante a Copa será usada para transmissão dos jogos em alta definição até o centro de mídia no Rio de Janeiro, que distribuirá as imagens para o mundo todo. Após a Copa fica para o tráfego de dados de internet, dentro do Plano Nacional de Banda Larga, beneficiando, além das capitais que são cidades sede da Copa, todas as cidades que ficam no caminho das redes.
A Rede Telebras já tem 28,5 mil km de cabos de fibra óptica em operação em todo o Brasil.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Abaixo a Ellus, abaixo o trabalho escravo, abaixo os vira-latas das passarelas e da ‘moda’ atrasada


maio 25th, 2014 by mariafro
Respond

Marcelo Rubens Paiva escreveu um excelente texto denúncia sobre este acinte agressivo da Ellus, cujo desfile teve inspiração militar (saudades dos tempos da ditadura militar, Ellus?)
Uma empresa denunciada na Justiça pelo uso de trabalho escravo resolveu ‘protestar’ em suas camisetas, vendidas por módicos 100,00, para consumidores com complexo de colonizado desfilarem desinformação autodepreciativa pelos mundinhos fashion que essa gente frequenta.
Será que todo consumidor com complexo de vira-latas que está usando uma camiseta pela qual desembolsou 100 reais sabe que a peça foi produzida por trabalho análogo à escravidão?
O que exatamente esta gente superficial, consumista e exibicionista faz para o bem do país?
Onde será que estarão Cauã Reymond, os gerentes da Ellus e os coxinhas da moda durante a copa? Trabalhando para melhorar o Brasil ou em suas festinhas vips depois de cada jogo?
Vamos entrar na onda do #protestoEllus: exigimos celeridade da Justiça para julgar a Ellus pela denúncia feita pela procuradora Carolina Vieira Mercante em 2012, que instaurou um inquérito civil e convocou representantes da Etiqueta Ellus através da portaria 1083/2012. O Processo corre na 2ª Região do Ministério de Trabalho, vamos acompanhar e pressionar a Justiça.
Vamos exigir que a Ellus vá para um país adiantado e deixe de explorar os trabalhadores brasileiros. Que os coxinhas vira-latas importem suas camisetas sem noção.
Vamos exigir que os Cauãs Raimundos, os Ronaldos da vida não apareçam nos estádios durante a Copa, afinal o ‘Brasil atrasado’ está sediando o campeonato.
Vamos exigir que modelos e consumidores desta marca desrespeitosa e fora da lei sejam menos exibicionistas, passem a ler mais e falar menos bobagem por meio de seus corpos sarados de mentes vazias.


"Abaixo este Brasil atrasado" da Ellus


Erick da Silva, Aldeia Gaulesa

"A grife Ellus lançou recentemente a campanha: "Abaixo Este Brasil Atrasado", além de camisetas com a frase estampada vendidas em suas lojas, foi divulgado um manifesto, de mesmo nome, onde criticam o "atraso do Brasil". O atraso denunciado é pouco apoiado em dados da realidade. A ação da Ellus se soma a outras, de menor ou maior alcance, de setores da elite econômica brasileira que buscam, desesperadamente, impedir a reeleição da presidenta Dilma e o avanço da esquerda no Brasil.

Uma atitude corriqueira de uma classe dominante que jamais abdicou de seus objetivos mesquinhos de ganhos econômico as custas da maioria da sociedade.

A projeção internacional que o Brasil conquistou nestes últimos 12 anos, o crescimento da economia, o aumento da capacidade de consumo de amplos setores da sociedade, entre outros fatores que derrubam a ideia de um "Brasil atrasado" ou "paralisado", são desconsiderados para eles. A mentalidade que impera para esta elite é ainda a da "Casa Grande", fruto de nossa herança colonial, como corretamente aponta o jornalista Mino Carta. Inclusão social, distribuição de renda, ampliação dos serviços públicos, etc são questões indesejáveis para esta elite, que de forma mal-disfarçada, acredita que o lugar do povo pobre é na "senzala".

O manifesto da Ellus é bastante revelador. Num texto curto e raso, abundam de maneira superficial alguns dos mantras que compõem o discurso desta elite. Talvez o trecho mais revelador seja o seguinte:

"Brasil = ineficiência, improdutividade. Isso faz com que fiquemos isolados do mundo, acarretando esse atraso todo em relação ao mundo moderno.
É claro que os maiores responsáveis são os políticos e os governos antiquados, cartoriais, quase medievais, que com suas ideias atrasadas de protecionismo acabam por gerar atrofia."

Concordamos em parte com o texto. É fato que temos muitos elementos de atraso em nossa sociedade, que cobram soluções. A Ellus talvez tenha cometido, inadvertidamente, um ato de autoconfissão, ao mencionar as relações atrasadas, "quase medievais" que permanecem em nosso país. Uma delas e de graves consequências sociais, é o uso, por grandes empresas, do emprego de trabalho em condições análogas a da escravidão.

Na indústria da moda, empresas como a própria Ellus , C&A, Zara, Collins, Marisa, Gregory etc são acusadas de se utilizarem do trabalho análogo a escravidão em suas confecções, seja diretamente ou através de empresas terceirizadas. Onde imperam relações "atrasadas" de trabalho, em nome de uma maximização de seus lucros. Em todas elas, se observam condições precárias de trabalho, a presença de imigrantes ilegais, remuneração abaixo do salário mínimo e imposição de jornadas exaustivas e degradantes.


A própria Ellus já foi notificada pelo Ministério Público do Trabalho sobre estas práticas criminosas em sua linha de produção. A depender de empresas como a Ellus, seguramente estaríamos em um processo de regresso a condições "quase medievais". Será que para eles, moderna é a escravidão?

Felizmente, ainda que detentora de grandes recursos, este discurso tem pouca penetração e capacidade de mobilizar alguém além dos 1% do topo da pirâmide social brasileira. "Abaixo Este Brasil Atrasado" da Ellus que se utiliza de trabalho escravo. O Brasil "moderno", a despeito da vontade e sabotagens destas elites, está sendo gestado por obra de seu povo, que não pretende recuar."