quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Veja: empresa de comunicação serve de fachada para o crime

"O Brasil, para continuar se modernizando com as políticas de igualdade e justiça social, necessita com urgência da reforma política através de uma Assembléia Constituinte e da adoção das propostas de Dilma para endurecer o combate à corrupção. Com a mesma ordem de prioridade, entretanto, o Brasil precisa avançar urgentemente na democratização, regulação e pluralidade dos meios de comunicação."
Por Jeferson Miola*
Delinquência não pode ser confundida com liberdade de imprensa. A Revista Veja usa o status de empresa de comunicação como fachada para acobertar conduta criminosa.
Veja se escora na liberdade de imprensa para obter imunidade e praticar crimes impunemente. Como sempre faz em toda eleição, Vejamanipula reportagens, inventa fatos e ataca levianamente Dilma, Lula e o PT para tentar salvar o PSDB da derrota nas urnas.
Na eleição desse ano, no desespero ante a perspectiva de vitória da Dilma, Veja antecipou em dois dias a edição semanal para promover contra Dilma e Lula o mais criminoso ataque que talvez nenhum outro político tenha sofrido na história do Brasil.
Não se deve esquecer que o conteúdo da reportagem da Veja foi calculadamente enxertado na eleição a partir do vazamento seletivo dos depoimentos de delação premiada de dois corruptos que barganham redução de pena junto à Justiça Federal.
A operação da Veja é parte de um balé bem ensaiado. A reportagem delirante com acusações absurdas contra Lula e Dilma, apesar de desmentida pelo próprio advogado do criminoso, foi replicada pela Folha de São Paulo, Globo, Estadão, internet e todos veículos do conglomerado da mídia oposicionista.
A calúnia fantasiosa da Veja então virou “fato real” noticiado maciçamente a três dias da eleição. Estaria faltando o golpe de misericórdia da Rede Globo no temido Jornal Nacional da noite de sábado, a menos de 12 horas da abertura das urnas. Mas não foi o que aconteceu.
Por que dessa vez a Rede Globo se comportou diferente? É possível especular-se algumas razões. O pronunciamento da Presidenta Dilma na propaganda eleitoral de sexta-feira ao meio dia, anunciando a responsabilização criminal da canalhice na Justiça, é um recado claro à Veja e a seus “cúmplices ocultos” – e decerto deve ter sido levado em conta pela Globo.
A Rede Globo deve ter calculado, além disso, que a derrota de Aécio é de tal certeza que não vale uma guerra derradeira contra o PT e Dilma usando como arsenal a imundície da Veja – o preço a pagar seria muito elevado.
A liberdade de imprensa deve ser protegida de grupos que são verdadeiros partidos políticos que usam empresas de comunicação como fachada para a prática criminal. A Lei e o Estado de Direito devem ser invocados contra esses grupos que atuam na marginalidade e na delinquência.
Essa eleição agendou as prioridades do próximo período. O Brasil, para continuar se modernizando com as políticas de igualdade e justiça social, necessita com urgência da reforma política através de uma Assembléia Constituinte e da adoção das propostas de Dilma para endurecer o combate à corrupção.
Com a mesma ordem de prioridade, entretanto, o Brasil precisa avançar urgentemente na democratização, regulação e pluralidade dos meios de comunicação. Um país de 203 milhões de habitantes não pode ser sequestrado por um punhado de famílias que, com seus monopólios midiáticos, fazem da desinformação e da notícia manipulada um instrumento de manutenção do poder e de difusão do ódio contra os pobres.

*Postado originalmente no sítio da Carta Maior

(Edição final deste Blog)

Janio evidencia tentativa de fraude da Veja


''A Polícia Federal suspeita que Alberto Youssef foi induzido a fazer as acusações a Dilma e Lula, entre o depoimento dado na terça, 21, e a alegada "retificação" feita por seu advogado na quinta, 23. Suspeita um pouco mais: que se tratasse de uma operação para influir na eleição presidencial', diz o colunista Janio de Freitas

Brasil 247

O colunista Janio de Freitas refaz o caminho do suposto vazamento da acusação contra Lula e Dilma Rousseff feita pelo doleiro Alberto Youssef - explorada na capa da Veja dias antes do 2° turno.

Segundo ele, não é mais necessário suspeitar de procedimentos, digamos, exóticos nesse fato anexado à eleição. “Pode-se ter certeza”.

Ele diz que a Polícia Federal suspeita que Alberto Youssef foi induzido a fazer as acusações a Dilma e Lula, entre o depoimento dado na terça, 21, e a alegada "retificação" feita por seu advogado na quinta, 23 – que segue: "No interrogatório, perguntou quem mais sabia (...) das fraudes na Petrobras. Youssef disse, então, que, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem. A partir daí, concluiu-se a retificação."

Mais do que isso, ressalta que o órgão suspeita de que se tratasse de uma operação para influir na eleição presidencial (leia mais)."

PF suspeita de armação em depoimento de Youssef, diz "O Globo"

Para a Polícia Federal, a acusação do doleiro contra Lula e Dilma pode ter sido estimulada pela defesa de Youssef, com intenção eleitoral, um dia antes da publicação de "Veja"

O jornal O Globo traz em sua edição desta quarta-feira 29 uma informação que pode ajudar a elucidar a história por trás da “bala de prata” da oposição contra Dilma Rousseff (PT), a indicação, feita pelo doleiro Alberto Youssef, de que a presidente reeleita e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinham conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras. Segundo o jornal, os investigadores suspeitam que a declaração do doleiro pode ter sido forçada pela defesa para influenciar o resultado do segundo turno das eleições.

A Polícia Federal investiga como o depoimento de Youssef vazou e, segundo a reportagem do Globo indica, suspeita da ação da defesa do doleiro. De acordo com o jornal, Youssef prestou depoimento na terça-feira 21, como vinha fazendo normalmente, e não citou Lula ou Dilma. Na quarta-feira 22, diz o jornal, um dos advogados de Youssef pediu para “fazer uma retificação no depoimento anterior”. No interrogatório, afirma o Globo, o advogado “perguntou quem mais, além das pessoas já citadas pelo doleiro, sabia da fraude na Petrobras”. Youssef disse, prossegue o jornal, “acreditar que, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem”. A retificação acabou exatamente neste trecho.

No dia seguinte, a quinta-feira 23, antecipando sua circulação semanal em um dia, Veja publicou as declarações de Youssef a respeito de Lula e Dilma. Segundo a reportagem da revista, o doleiro não apresentou provas e elas não foram solicitadas.

A suspeita da PF levanta uma questão temporal curiosa. Enquanto a retificação do depoimento de Youssef teria ocorrido na quarta-feira, segundo O Globo, Veja afirmou em nota que sua apuração "começou na própria terça-feira, mas só atingiu o grau de certeza e a clareza necessária para publicação na tarde de quinta-feira".

A defesa de Youssef é coordenada pelo advogado Antonio Augusto Figueiredo Basto. Por um ano, Basto teve um cargo de conselheiro do Conselho de Administração da Sanepar, a Companhia de Saneamento do Paraná. Como consta no site da empresa, ele assumiu o cargo em 17 de janeiro de 2011, 16 dias após a posse de Beto Richa (PSDB) como governador do Paraná. Em 25 de abril de 2012, a carta de renúncia de Basto foi lida em assembleia geral da Sanepar, como consta em ata também publicada no site da companhia. No último 23 de outubro, no mesmo dia da publicação de Veja, Basto disse ao mesmo jornal O Globo que desconhecia o teor do depoimento dado por Youssef na terça-feira 21.

A reportagem sobre a suspeita da PF,
publicada nesta quarta-feira 29 pelo Globo,
no pé da págin
A notícia veiculada pelo Globo, apurada de Brasília e Curitiba e que não tem assinatura em sua edição imprensa, apenas na versão online, foi relegada à parte inferior da página 6 do periódico, uma escolha que chama atenção diante da repercussão que teve a capa da revista Veja.

No horário eleitoral do dia seguinte, a sexta-feira 24, Dilma Roussef disse que iria processar Veja, e prometeu investigar a corrupção na Petrobras "doa a quem doer". Na Justiça, o PT conseguiu proibir a editora Abril de veicular propagandas de sua capa, considerada "propaganda eleitoral", e também o direito de resposta diante da reportagem.

Na sexta-feira e no sábado, véspera do segundo turno, panfletos com a capa impressa de Veja foram distribuídos em várias cidades do Brasil. Na madrugada de sábado 25 para domingo 26 começou a circular pelas redes sociais o boato de que Youssef, internado em Curitiba, teria sido envenenado. A Polícia Federal e o hospital em que ele esteve desmentiram a informação, que circulou pelas redes sociais em uma velocidade impressionante, assustando a militância petista na reta final da votação e provocando um impacto que dificilmente poderá ser mensurado.

Também na imprensa brasileira houve repercussões. No domingo 26, um colunista da Folha de S.Paulo, que publicou reportagem de teor semelhante ao de Veja a respeito do suposto conhecimento de Lula e Dilma sobre a corrupção, acusou a TV Globo de ter "medo" ao não repercutir as denúncias dos dois veículos no Jornal Nacional. Em resposta, o diretor de jornalismo da Globo afirmou que as fontes da emissora não confirmaram "com suas fontes o sentido do que fora publicado" pela revista e classificaram como "distorcida" da reportagem da Folha.

José Antonio Lima
No CartaCapital


Batata da Veja/Tucanos assa na PF. Suspeita de armação em depoimento de Youssef.

http://www.cartacapital.com.br/blogs/midiatico/pf-suspeita-de-armacao-em-depoimento-de-youssef-diz-jornal-3259.html

Segundo o jornalão "O Globo", a Polícia Federal tem indícios de que a capa da revista Veja às vésperas das eleições para tentar eleger Aécio Neves (PSDB) pode ter sido resultado de uma operação criminosa premeditada.

O advogado de defesa do doleiro Alberto Youssef, com fortes vínculos c/ o governo de Beto Richa (PSDB-PR), pediu para retificar o depoimento do doleiro. Aí incluiu uma pergunta para Youssef responder que "acreditava, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem".

A declaração de Youssef é mera opinião pessoal, não é testemunho, por isso, oficialmente, nem o incrimina apenas por esta declaração. Mas a partir do momento que pode ter sido planejada com fins de produzir a capa da Veja e trapacear o processo eleitoral, ganha outros contornos de crimes bem mais graves envolvendo bem mais gente. Precisa ser investigado à fundo.

Eis a notícia no jornalão "O Globo", em notinha pequena e escondida:
A Polícia Federal abriu inquérito para investigar as circunstâncias do vazamento de trechos de um depoimento em que o doleiro Alberto Youssef cita a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. Investigadores da Operação Lava-Jato suspeitam que Youssef foi estimulado a fazer declarações sobre Dilma e Lula, numa manobra que teria, como objetivo, influenciar o resultado das eleições presidenciais.
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Trechos do depoimento foram divulgados pela revista “Veja”, quinta-feira passada. Dois dia antes, Youssef prestara um depoimento, como vinha fazendo desde o início da delação premiada. No dia seguinte, um de seus advogados pediu para fazer uma retificação no depoimento anterior. No interrogatório, perguntou quem mais, além das pessoas já citadas pelo doleiro, sabia das fraude na Petrobras.
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Youssef disse, então, acreditar que, pela dimensão do caso, não teria como Lula e Dilma não saberem. A partir daí, concluiu-se a “retificação” do depoimento. No dia seguinte, trechos do depoimento foram publicados pela revista, com a informação de que o doleiro teria dito que Dilma e Lula sabiam das fraudes na Petrobras.

Sonhei que há prova de que Veja cooptou o doleiro



Vou reproduzir um “sonho” que tive poucos minutos antes de começar a escrever – um sonho em estado de vigília, diga-se.
No início da semana passada, a derrocada de Aécio Neves era visível. Dilma vinha ganhando terreno e já se falava em vitória sobre o tucano com margem maior do que a que ela teve sobre José Serra em 2010.
Em uma revista hipotética, numa certa marginal, o clima beirava o desespero. Eis que um membro imaginário de uma imaginária banda tucana da Polícia Federal bate em uma porta da marginal – não da revista, mas da via pública em que ela está sediada.
O delegado imaginário apresenta uma proposta imaginária para um chefão imaginário da publicação imaginária: haveria um jeito de reverter a escalada eleitoral de Dilma rumo à reeleição.
E o sonho prossegue: o delegado imaginário foi lá convencer o tal chefão de que “um dos advogados” de Alberto Youssef propunha convencer seu cliente a acusar a primeira mandatária da Nação de, ao lado de seu padrinho político, ter orquestrado um esquema de corrupção na Petrobrás.
O golpe de Veja não funcionou e Dilma se reelegeu. Mas, no meu sonho, investigação de uma imaginária banda não-tucana da PF teria conseguido gravação em que a banda tucana ofereceu “redenção” ao doleiro, caso Aécio fosse eleito.
A vitória de Aécio teria um efeito benfazejo na vida do doleiro. Com toda grande mídia do seu lado, Youssef se tornaria um herói como Roberto Jefferson, delator do mensalão. Afirmaria em juízo tudo que a Veja disse e o domínio do fato se encarregaria do resto.
O “resto” seria, após a vitória de Aécio, mídia, MP e Judiciário extirparem os “petralhas” Dilma e Lula da vida pública. Tornando-os fichas-sujas, estaria eliminado o “risco” de um deles voltar em 2018.
Quem enfrentaria tal poder, os 70 deputados federais do PT?
Quanto ao doleiro, após o serviço concluído se exilaria em algum pequeno e distante país e nunca mais se ouviria falar dele.
Mas o meu sonho teve final feliz. Por via das dúvidas, a proposta a Youssef foi gravada por “um dos advogados” dele.
Apesar de a gravação não valer como prova, tornaria inexorável a investigação do caso. E com o poder tendo permanecido nas “mãos erradas” do PT, o doleiro, agora, estaria disposto a contar mais sobre o meu sonho à banda não-tucana da PF.
Mas foi só um sonho… Ou será que não foi?

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Do Blog da Cidadania

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Farsa do ‘mensalão’ cai por terra após libertação de Pizzolato "A farsa montada no maior julgamento de exceção já visto no país, desde o enforcamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, ainda no Brasil Colônia, caiu por terra na Itália..."

Por Redação, com colaboradores - de Brasília, Rio de Janeiro e Roma -Correio do Brasil
Pizzolato foi libertado, após um tribunal italiano julgá-lo inocente das acusações
A farsa montada no maior julgamento de exceção já visto no país, desde o enforcamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, ainda no Brasil Colônia, caiu por terra na Itália, nesta quarta-feira, após a libertação do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. A Ação Penal (AP) 470, batizada de ‘mensalão’ pela mídia conservadora, não serviu ao seu objetivo primário, de promover o impedimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que governou por dois mandatos, nem atrapalhar a eleição da presidenta Dilma Rousseff, em 2010. Agora em 2014, reconduzida a atual mandatária a um segundo período no Palácio do Planalto, a peça jurídica fundada em um amontoado de mentiras é desmontada e deixa exposta a sua origem golpista. Um novo capítulo começa a ser escrito na Justiça brasileira.



Pizzolato, a exemplo dos demais réus no processo do ‘mensalão’, teve seu nome arrastado na lama. Ao contrário dos demais, que cumprem penas em diferenciados regimes, no país, ele preferiu apelar à Justiça da Itália, seu segundo país natal, onde o processo foi reexaminado à luz do direito, e não da política de extrema direita, com base nos autos produzidos nas dependências do Judiciário brasileiro e no relatório que usou em sua defesa.



Eu não fugi, eu salvei minha vida. Você não acha que salvar a vida não vale a pena? – disse ao deixar a prisão, nesta manhã.



Petista histórico, Pizzolato reafirmou sua inocência:



Tenho a consciência tranquila. Nunca perdi uma noite de sono. Fiz meu trabalho no banco, o banco não encontrou nenhum erro no meu trabalho. O banco sempre disse que não sumiu um centavo. Não é um banco pequeno, é o maior banco da América Latina, é um banco que tem um enorme sistema de controle – afirmou.



Condenado no Brasil a 12 anos e 7 meses de prisão por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, Pizzolato chegou à Itália em setembro do ano passado e foi preso em Maranello em fevereiro deste ano. A Corte de Apelação de Bolonha negou o pedido de extradição do governo brasileiro e ele foi libertado. Segundo Alessandro Sivelli, advogado do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, a “situação das cadeias brasileiras” foi decisiva para que a justiça italiana negasse a extradição.



Tribunal de exceção



Segundo o relatório que Pizzolato apresentou, em sua defesa, na corte italiana, um tribunal de exceção foi montado no Brasil com o único objetivo de desmoralizar o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em uma clara tentativa de apeá-lo do poder antes do tempo. Embora o estratagema tenha funcionado ao contrário, com mais um mandato popular surgido das urnas ao líder petista, que em seguida elegeu a sucessora, Dilma Rousseff, o STF seguiu adiante e conseguiu que o ex-ministro José Dirceu e o deputado José Genoino (PT-SP) fossem conduzidos à prisão.



Pizzolato relata, em detalhes, as operações realizadas na campanha política de 2002 e suas ações na diretoria de Marketing do Banco do Brasil. No dossiê, ele contesta os documentos acatados como verdadeiros na AP 470.



“Observem bem a data em que foi escrita a carta mentirosa do “tucano” (Antonio Luiz Rios, ex-presidente da Visanet que hoje trabalha como consultor para a Rede Globo de Televisão) e dirigida aos peritos da PF, foi em 02 de fevereiro de 2006, período em que os advogados não tinham acesso a nenhum documento. E esta carta mentirosa do “tucano” ditou, influenciou e/ou moldou todos os pareceres, perícias e fundamentalmente a própria “denúncia” da Procuradoria Geral da República e do Ministério Público Federal (PGR/MPF), bem como a argumentação do relator Joaquim Barbosa que por sua vez “convenceu” o plenário do STF. Ninguém, repito, absolutamente ninguém, nem o PGR/MPF e nem o relator, deram-se ao trabalho de observar a regra básica de uma relação de mercado, o respeito ao contrato. Pois existia um contrato que normatizava a relação da Visanet com seus sócios, os diversos bancos, sendo o maior acionista da VISANET, o Bradesco”.



Em nove capítulos, Pizzolato também revela que, em março de 2006, quando ainda presidia o STF o ministro Nelson Jobim, a CPMI dos Correios divulgou um relatório preliminar pedindo o indiciamento de 126 pessoas. Dez dias depois, em 30 de março de 2006, o procurador-geral da República já estava convencido da culpa de 40 deles. A base das duas acusações era desvio de dinheiro público (que era da bandeira Visa Internacional, mas foi considerado público, por uma licença jurídica não muito clara) do Fundo de Incentivo Visanet para o Partido dos Trabalhadores, que teria corrompido a sua base aliada com esse dinheiro. Era vital para essa tese, que transformava o dinheiro da Visa Internacional, aplicado em publicidade do BB e de mais 24 bancos entre 2001 e 2005, em dinheiro público, ter um petista no meio. Pizzolato era do PT e foi diretor de Marketing de 2003 a 2005.



Barbosa decretou segredo de Justiça para o processo da primeira instância, que ficou lá, desconhecido de todos, até 31 de outubro do ano passado. Faltavam poucos dias para a definição da pena dos condenados, entre eles Pizzolato, e seu advogado dependia de Barbosa para que o juiz da 12ª Vara desse acesso aos autos do processo, já que foi o ministro do STF que decretou o sigilo.



O relator da AP 470 interrompera o julgamento para ir à Alemanha, para tratamento de saúde. Na sua ausência, o requerimento do advogado teria que ser analisado pelo revisor da ação, Ricardo Lewandowski. Barbosa não deixou. Por telefone, deu ordens à sua assessoria que analisaria o pedido quando voltasse. Quando voltou, Barbosa não respondeu ao pedido. Continuou o julgamento. No dia 21 de novembro, Pizzolato recebeu a pena, sem que seu advogado conseguisse ter acesso ao processo que, pelo simples fato de existir, provava que o ex-diretor do BB não tomou decisões sozinho – e essa, afinal, foi a base da argumentação de todo o processo de mensalão (um petista dentro de um banco público desvia dinheiro para suprir um esquema de compra de votos no Congresso feito pelo seu partido).



No dia 17 de dezembro, quando o STF fazia as últimas reuniões do julgamento para decidir a pena dos condenados, Barbosa foi obrigado a dar ciência ao plenário de um agravo regimental do advogado de Pizzolato. No meio da sessão, anunciou “pequenos problemas a resolver” e mencionou um “agravo regimental do réu Henrique Pizzolato que já resolvemos”. No final da sessão, voltou ao assunto, informando que decidira sozinho indeferir o pedido, já que “ele (Pizzolato) pediu vistas a um processo que não tramita no Supremo”.



“Pois é”



O único ministro que questionou o assunto, por não acreditar ser o assunto tão banal quanto falava Barbosa, foi Marco Aurélio Mello.



Mello: “O incidente (que motivou o agravo) diz respeito a que processo? Ao revelador da Ação Penal nº 470?”



Barbosa: “Não”.



Mello: “É um processo que ainda está em curso, é isso?”



Barbosa: “São desdobramentos desta Ação Penal. Há inúmeros procedimentos em curso.”



Mello: “Pois é, mas teríamos que apregoar esse outro processo que ainda está em curso, porque o julgamento da Ação Penal nº 470 está praticamente encerrado, não é?”



Barbosa: “É, eu acredito que isso deve ser tido como motivação…”



Mello: “Receio que a inserção dessa decisão no julgamento da Ação Penal nº 470 acabe motivando a interposição de embargos declaratórios.”



Barbosa: “Pois é. Mas enfim, eu estou indeferindo.”



Segue-se uma tentativa de Marco Aurélio de obter mais informações sobre o processo, e de prevenir o ministro Barbosa que ele abria brechas para embargos futuros, se o tema fosse relacionado. Barbosa reitera sempre com um “indeferi”, “neguei”. O agravo foi negado monocraticamente por Barbosa, sob o argumento de que quem deveria abrir o sigilo de justiça era o juiz da 12ª Vara. O advogado apenas consegui vistas ao processo no DF no dia 29 de abril, quando já não havia mais prazo recursório.



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Qualquer estudante de primeiro ano de Direito, que não esteja contaminado ideologicamente, sabe que se tratou de um julgamento de exceção, essencialmente, político.

NOTA DO BLOG DO SARAIVA
Acompanhei pela TV todo o "julgamento" da Ação Penal nº 470, apelidada pela OPOSICÃO ( PSDB e DEM ) e a sua    MÍDIA GOLPISTA ou PIG de MENSALÃO. Como Juiz de Direito, diga-se de passagem de carreira (concursado, para os leigos ), diferentemente de JOAQUIM BARBOSA, que veio por indicação do M.P. em lista tríplice e infelizmente, por ser negro, foi escolhido por LULA, fiquei envergonhado com o que fizeram JOAQUIM BARBOSA, LUIZ FUX ( que não entendem nada de direito criminal) e GILMAR MENDES, conhecido como mal caráter desde quando era Procurador na época de FHC, sendo indicado para o STF por este ex-presidente, que devemos esquecer o que fez contra todos os interesses do BRASIL. O comentário acima, do Raposo está mais do que correto. Foi vergonhoso o que JOAQUIM BARBOSA, apoiado pelas Organizações Globo, VEJA e Cia. fizeram neste julgamento de exceção, nitidamente político, com objetivos claros de manchar a pessoa do Presidente LULA e seu partido. JOAQUIM BARBOSA não respeitava ninguém, nem seus colegas Ministros e muito menos Advogados dos réus, e, não é por outro motivo, que não conseguiu sua inscrição a pouco tempo na OAB e vai ter que recorrer junto a ORDEM DOS ADVOGADOS e quem sabe até ao STF. 
O Supremo, mesmo mantendo como ministros (com "m" minúsculo) LUIZ FUX e GILMAR MENDES já tomou um novo perfil com a saída de BARBOSA. Esta figura asquerosa não mais tumultuará os verdadeiros julgamentos da Suprema Corte. Que o DIABO o carregue para os  quintos do inferno, AMÉM.

Do Blog Justiceira de Esquerda, com um excelente comentário.

DEM morreu. ACM Neto marca o enterro!


Altamiro Borges, Blog do Miro

" 'O senador Agripino Maia, presidente do DEM, levou uma surra no Rio Grande do Norte, mas continua rosnando valentia. Ele esbraveja que “não dará paz à presidenta Dilma”. É pura bravata. Sua legenda morreu nestas eleições e os demos rumam para o inferno – isto se o capeta permitir o ingresso. A única liderança que ainda sobrou neste partido moribundo, ACM Neto, prefeito de Salvador (BA), já anunciou que ele será extinto no próximo ano. Vale conferir o relato do jornalista Ilimar Franco, do insuspeito jornal O Globo, um dia antes do segundo turno:

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O DEM vai acabar

A cúpula do DEM vai acabar com o partido. Seus dirigentes avaliam, independentemente do resultado da eleição, que essa é a única maneira de sobreviver. Eles pretendem abrir negociação com dez partidos nanicos, que abrigam 24 deputados, para criar nova legenda. O DEM elegeu 22 deputados, e seus líderes imaginam chegar a 50. Esse caminho não é unânime. Há os que defendem se entregar nos braços do PSDB. “O DEM não vai mais existir como tal. Se Aécio ganhar, faremos uma fusão para crescer. Se Aécio perder, faremos uma fusão para sobreviver”, afirma Antônio Carlos Magalhães Neto, prefeito de Salvador (BA).


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Os demos não conseguiram capitalizar a forte onda conservadora do primeiro turno, que deu um perfil mais reacionário ao Congresso Nacional. Os “novos” direitistas preferiram se abrigar em outras siglas, temendo a desgaste do DEM, num processo de pulverização da sua representação. A legenda da velha oligarquia, que já teve mais de 100 deputados federais no passado, elegeu apenas 22 neste ano. Em 2010, os demos conquistaram dois governos estaduais – em Santa Catarina e no Rio Grande do Norte. O catarinense Raimundo Colombo logo abandonou o DEM, no racha liderado por Gilberto Kassab. A potiguar Rosalba Ciarlini, totalmente desmoralizada, foi abandonada pelo seu próprio partido e nem disputou a sucessão.

Os demos apostaram todas as suas fichas num único Estado em 2014, a Bahia, com a candidatura decrépita do ex-governador Paulo Souto. Mas os baianos rejeitaram o capeta, os institutos de pesquisa e a mídia monopolista e elegeram o petista Rui Costa com 54% dos votos. O DEM agora prepara o funeral – uma vitória da democracia brasileira!

DILMA REELEITA PELA FORÇA E A ALMA DA MILITÂNCIA!



Só uma Constituinte convocada por Plebiscito pode fazer uma verdadeira Reforma Política
A reeleição da Presidenta Dilma no 2º turno, garantida pela mobilização popular em todo o país, é uma derrota da reação pró-imperialista alinhada com Aécio do PSDB, que desencadeou uma ofensiva brutal, utilizou todos os meios – inclusive o golpe de mídia da revista Veja às vésperas do pleito – mas não foi capaz de impor o seu candidato!
A reeleição de Dilma se encadeia com a vitória de Evo Morales na Bolívia e o resultado do 1º turno no Uruguai, com Tabaré na liderança, apoiados em setores organizados do povo trabalhador. Aqui, foi uma renhida e difícil vitória da militância do PT e dos setores populares, apesar da “política de alianças” com gente como o PMDB, que se dividiu ao meio para apoiar Aécio, como confessou Eduardo Cunha (PMDB- RJ), candidato a presidente da Câmara, logo após a vitória de Dilma.
Uma vitória eleitoral arrancada nas ruas com grande participação da juventude, mas não apaga o fato de que o Congresso eleito em cinco de outubro é o mais reacionário desde o fim da ditadura militar, como tampouco, apaga o fato de que a bancada federal e as estaduais do PT reduziram-se, com derrotas em bastiões tradicionais (ABC), o que é um duro golpe no partido que deve agora reorientar-se para reatar com a sua base militante e abrir um caminho para as mudanças de fundo que a nação exige e que seguem pendentes!
Justamente por isso, foi importante que Dilma no seu discurso de vitória, ontem, tenha afirmado que a “primeira reforma a ser feita é a reforma política”, propondo “consulta popular através de plebiscito”.
Sim, é por aí que se pode avançar, pois com “esse Congresso não dá” e tampouco deve ser o Supremo Tribunal Federal quem vai “ditar” uma reforma política para a nação.
O impacto dos quase oito milhões de votos no Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana sobre o Sistema Político, resultado recebido por Dilma em 13 de outubro num ato político em Brasília, faltando duas semanas para o 2º turno, com o qual a candidata dialogou, não pode ser menosprezado.
Que “entendimento” é possível com os golpistas do PSDB que, em conluio com a revista Veja e a Globo, pediam em nota às vésperas do 2º turno “a extinção do PT”? Quando esses cínicos falam em “união” é para paralisar e envolver o PT com exigências de mais desonerações fiscais para grandes empresas, mais juros e superávit primário, enquanto preparam o bote, pois não vão entregar seus privilégios.
A vitória eleitoral arrancada com muito esforço e garra não deve encobrir que a situação não é fácil. Num mundo afundado na crise do capitalismo, em que o desemprego atinge mais de 200 milhões e a previsão da OIT é que aumente, no Brasil nada está decidido. Sim, pois apesar das conquistas obtidas com luta nos governos Lula e Dilma a indústria demitiu 240 mil operários até setembro, a desigualdade social ainda é enorme e os bilhões dados aos especuladores pelo superávit primário faltam nos serviços públicos.
Aqueles trabalhadores e jovens que garantiram a reeleição da candidata do PT, superando todo o tipo de obstáculos, inclusive daqueles que se recusaram a entrar na trincheira de classe e defenderam equivocadamente a “neutralidade” do voto nulo, branco ou abstenção, devem seguir mobilizados em todo o país.
Mobilizados para assegurar o respeito à vontade da maioria expressa nas urnas. Mobilizados para cobrar, com toda a autoridade, as reivindicações da maioria explorada e oprimida de nosso povo. Mobilizados para que se torne realidade um Plebiscito oficial pela Constituinte para a reforma política com uma assembleia unicameral (sem senado), proporcional (um eleitor = um voto), sem financiamento de empresas e com voto em lista, o que sabemos depende de pressão popular sobre o Congresso.
Este é o único meio de avançar e destravar as reformas de fundo, como a desmilitarização das polícias, a reforma agrária, a reestatização das empresas privatizadas, o fim do superávit fiscal primário, entre outras. (27/10/2014)
*Corrente O Trabalho do PT - http://otrabalho.org.br/ 
(Edição e grifos deste blog)
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Do Blog do Júlio Garcia.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Partido dos Trabalhadores) comenta a eleição da Presidenta Dilma Rousseff (PT)




“Neste momento, passados dois dias das eleições, eu tenho que agradecer a Deus pelo comportamento do povo brasileiro. Eu acho que o povo brasileiro, com todas as divergências, com todos os seus votos diferenciados, deu uma lição de política nos políticos”. Esta é parte da mensagem de Lula sobre as eleições realizadas no último domingo.
“Não existe nenhuma possibilidade de imperar neste país qualquer tentativa separatista. Isso só demonstra ignorância de quem pensa assim, só demonstra falta de sabedoria política. Porque o povo brasileiro acata o resultado eleitoral”, é o que diz Lula sobre a tentativa de dividir o Brasil.
Veja a mensagem dele.




 
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PMDB dá tiro no pé: derrota na Câmara é vitória de Dilma junto ao povo.

Câmara dos Deputados insiste em deixar o povo do lado de fora.
Que mal há em ouvir cada vez mais o povo para governar?
Principalmente com as tecnologias existente de redes sociais no século XXI?
Tem uma genial frase de Darcy Ribeiro, dizendo que havia fracassado em muitas tentativas de superar a pobreza, as carências educacionais e o subdesenvolvimento nacional, mas detestaria estar no lugar dos que o venceram.

A frase cai como uma luva na votação do projeto de autoria de dois deputados do DEM (Mendonça Filho e Ronaldo Caiado) para revogar o decreto da presidenta Dilma que criou o Plano Nacional de Participação Social.

Quem perdeu a votação na Câmara, a presidenta Dilma, fica do lado dos anseios populares. Quem "venceu" a votação fica mal na fita, tirando direitos do cidadão ter mais voz.

As V.Exas. da Câmara que a derrotaram, só deram visibilidade a uma coisa extremamente positiva para a popularidade da presidenta: Dilma está do lado da participação popular, do lado do povo ter voz no governo. A Câmara dos Deputados é que ficou contra.

O decreto apenas institucionalizava como política de estado a participação popular em caráter consultivo na formulação de políticas governamentais, sem tirar nenhum poder, nem invadir funções do legislativo.

Incluía inclusive a participação popular através da internet. É inconcebível em tempos de redes sociais que a política não se modernize e ouça mais o povo diretamente, dando mais cidadania e mais protagonismo popular.

Foi resultado do diálogo da Presidência da República com amplos setores da sociedade, conduzido pelo ministro Gilberto Carvalho, e que se acelerou após as grandes manifestações de junho de 2013, que pediam principalmente mais participação popular para o povo ter mais voz nas decisões nacionais e haver maior representatividade dos governantes eleitos.

A extrema direita, capitaneada pela revista Veja, demonizava o decreto, mentindo sobre seus efeitos como se levasse à uma "ditadura bolivariana" (sabe-se lá o que significa isso nas cabeças ensandecidas dos leitores da Veja), substituindo o Congresso Nacional por conselhos. Óbvio que é uma mentira deslavada. O decreto nem toca em nenhuma atribuição legislativo, por onde tem que passar todas as leis. Não mexe em estruturas institucionais.

Na prática, com ou sem decreto, o governo pode e deve consultar a sociedade para construir políticas públicas. Nada impede do governo conversar com todos os setores representativos da sociedade, colher sugestões, debater e até explicar efeitos colaterais nocivos que algumas reivindicações poderiam trazer. É até muito saudável esse processo de diálogo para amadurecer decisões.

O decreto apenas institucionalizava o processo de diálogo como uma política de estado e não de governo. Com Dilma reeleita a política de governo continuará existindo, com ou sem decreto.

O que é isso, PSB?

Só PT, PCdoB, PSOL e parte do PROS defenderam o projeto. Todos os outros partidos foram contra, inclusive PSB e PDT, confirmando sua guinada para o conservadorismo arcaico e um distanciamento das lutas populares transformadoras. Dos 15 deputados do PSB que votaram, 14 votaram contra o povo, e só Luiza Erundina (PSB-SP) destoou, indo contra a orientação de seu partido, que inclui entre seus companheiros o "socialista" Paulo Bornhausen (PSB-SC).
O ímpeto do PMDB em colocar em votação o projeto de autoria do DEM, dois dias após a eleição, para impor uma derrota à presidenta Dilma (derrota simbólica, porque na prática a participação popular não fica inviabilizada com a derrubada do decreto), foi mais um gesto político de disputa de espaços de poder, que passa pelo desejo de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se eleger presidente da Câmara, com apoio da oposição se for preciso, além da disputa por mais espaço dentro do governo.

Não tem problema. O povo está do lado da Dilma nesta "derrota", que deu mais visibilidade ao caráter popular do governo da presidenta.

Nome aos bois. Quem votou contra mais participação popular:
Abaixo, a lista de quem votou a favor do povo ter voz e poder de influência nas decisões nacionais e de quem trata o povo como gado que não pode falar, tem só que ouvir discursos de V.Exas.:
(Obs: considere obstrução como voto a favor da participação popular, pois era o recurso possível naquela sessão de votação):
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Do Blog Os Amigos do Presidente Lula