quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Transposição está 30% executada

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Transposição está 30% executada

Eixo Leste, que levará a água do São Francisco à Paraíba e a Pernambuco, poderá ficar pronto no ano que vem

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Angela Lacerda, RECIFE – O Estado SP

Empolgado com o andamento da “obra gigantesca” da transposição do Rio São Francisco, o secretário executivo do Ministério da Integração Regional, João Santana, gosta de destacar que 9 mil pessoas – 80% delas nativas – estão trabalhando na construção dos canais que vão integrar o rio às bacias do Nordeste Setentrional.

Coordenador geral da obra, ele informa que, até o primeiro quadrimestre deste ano, 30% do conjunto da obra estavam executados. “São 4,8 mil máquinas trabalhando”, diz. Da previsão inicial de investimentos – R$ 7 bilhões, sendo R$ 4,6 bilhões da parte de engenharia e R$ 2,4 bilhões relativos às “compensações ambientais” -, foi gasto aproximadamente R$ 1,2 bilhão.

A expectativa, se tudo correr bem e “não tiver muita chuva no próximo ano, é de inauguração do Eixo Leste em dezembro de 2010. Esse eixo compreende 200 quilômetros e vai levar a água do São Francisco a Pernambuco e à Paraíba. “Nesse eixo, 180 quilômetros estão em andamento”, garante Santana.

Além de levar água aos sertões de Pernambuco e da Paraíba, o Eixo Norte, que terá 400 quilômetros, vai ligar o São Francisco aos Rios Apodi, no Rio Grande do Norte, e Jaguaribe, no Ceará. Deve ser inaugurado no início de 2012. A maior demora nesse trecho, de acordo com o secretário, são dois grandes túneis – de 15 e de 6 quilômetros – a serem construídos. Segundo ele, 240 quilômetros do Eixo Norte também “estão em andamento”.

O secretário de Recursos Hídricos de Pernambuco, João Bosco de Almeida, é defensor e entusiasta da obra, que vai favorecer 1,9 milhão de pernambucanos. “O Estado só terá benefícios”, observa, ao destacar que o conceito da transposição é a de garantir sustentabilidade hídrica às populações do semiárido. Isso significa garantir água para as pessoas, independentemente da situação das chuvas, mesmo em anos de seca.

Ao citar os impactos que a obra já está promovendo no sertão, Almeida cita a dificuldade de se conseguir casa e carro para alugar ou vaga em hotéis nas cidades de Salgueiro, Custódia e Sertânia, localizadas próximas às obras em execução. E observa que, quando em funcionamento, os efeitos da transposição serão instantâneos no desenvolvimento econômico da área.

Também presidente da Companhia de Saneamento Estadual (Compesa), ele exemplifica com cidades como Caruaru, no agreste, onde a escassez de água obrigava à implantação de um sistema de rodízio – um dia com água e dois dias sem. Desde que ficou livre do rodízio, em 2007, em razão da adutora de Jucazinho, Caruaru é a cidade que mais cresce no agreste.

“Só o faturamento da Compesa nesta cidade cresceu 50%”, conta ele, prevendo um futuro semelhante para todas as cidades pernambucanas que hoje padecem com a insuficiência de água e se encontram no raio de ação da transposição.


Transposição anima empresários e trabalhadores do Rio Grande do Norte

Anna Ruth Dantas, ESPECIAL PARA O ESTADO, NATAL

A transposição do Rio São Francisco está sendo aguardada com muita expectativa por gestores públicos, empresários da agropecuária e por trabalhadores da agricultura de subsistência no Rio Grande do Norte. A obra será a garantia de fornecimento de água para as duas principais barragens do Estado: Armando Ribeiro Gonçalves, na cidade de Assu, e Santa Cruz, no município de Apodi.

No projeto, os norte-rio-grandenses estão contemplados no Eixo Norte, que percorrerá 400 quilômetros, saindo de Cabrobó, em Pernambuco, até o Rio Piranhas-Assu, que corta o Rio Grande do Norte e a Paraíba.

A projeção do governo federal é que em 2025, prazo para conclusão das obras, a transposição no Estado beneficie 1,2 milhão de pessoas em 95 municípios. “Essa é a obra que está na cabeça de todos os nordestinos há muito tempo. Foram seguidos presidentes da República que planejaram, mas agora, finalmente, está sendo executada”, observou a governadora potiguar, Wilma de Faria (PSB).

Embora animados com a obra, empresários e agricultores alertam que são necessárias obras de infraestrutura, além da própria transposição. “A transposição não vai resolver todos os nossos problemas. São necessários projetos, como o Plano Agroindustrial de Logística, para processamento de exportação. Precisamos desenvolver outros potenciais do Estado, como a energia eólica”, comenta Abelírio Rocha, ex-presidente da Federação da Indústria do Rio Grande do Norte e empresário do setor de caprinocultura.

O presidente da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Rio Grande do Norte, Manoel Cândido, enfatiza que a transposição trará a perenização para vários rios temporários do Estado, mas é preciso mais ação dos gestores públicos. “Mas ela (a transposição) não vai acabar com a seca; diria que amenizará esse problema. Ela será a garantia de que as barragens (de Assu e Santa Cruz) não vão secar”, completa.

Postado por Luis Favre
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