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Saraiva
Não perderam o cacoete

O esfarrapado dando palpite de investimento.
Brasil e emergentes precisam mudar para tomar o bastão dos desenvolvidos « Radar Econômico
O Brasil e os outros três países emergentes que formam a sigla Brics – Rússia, Índia e China – precisam de uma mudança qualitativa na economia, e não apenas de uma rápida expansão do Produto Interno Bruto, se quiserem “tomar o bastão” dos países desenvolvidos, afirma reportagem do jornal britânico Financial Times.
Já a reportagem desta segunda-feira defende a tese de que o “centro de gravidade” da economia e da governança globais não está passando por uma mudança definitiva. Para isso ocorrer, os quatro principais países emergentes precisariam implementar mudanças estruturais – que, na visão do jornal, ainda não estão próximas.
No caso do Brasil, o jornal destaca “a dominação de grande número de mercadorias agrícolas” e um grupo de “fazendeiros super-competitivos”, mas observa que a economia do país já está “relativamente madura”, com pouco espaço para um crescimento rápido. Mas (ao menos por enquanto) não apontou pontos específicos a serem mudados.
É engraçado ler uma coisa destas transcrita do jornal londrino que representa o mais tradicional em termos econômicos no mundo, o mais liberal dos liberais. Foi justamente esta gente que provocou a maior crise do sistema financeiro internacional e pela primeira vez são os que estão pagando por seus erros.
Os países centrais abuasaram das fórmulas privatizantes e supervalorizaram a banca que por sua vez começou a fabricar dinheiro que não existia até que o castelo de cartas ruiu. Só se salvou quem nadou contra a maré, os países periféricos que se negaram a negligenciar o mercado interno e que perderam sua capacidade de financiar suas economias, internacionalizando suas decisões com a Islândia tão elogiada há alguns meses e tão quebrada atualmente.
Pois os errados agora querem dizer o que devemos fazer. Pior do que isto é afirmarem a necessidade de mudança mesmo sem dizer nada específico ou objetivo para o caso brasileiro. Ou seja, eles tem certeza que estamos errados mas não conseguem precisar onde. O Financial Times seria mais produtivo se investigasse as causas do desastre econômico que as políticas neoliberais produziram e defendessem as medidas adotadas pelo governo Lula ao longo de seu mandato.

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