
Os ministros Reinhold Stephanes (Agricultura) e Edison Lobão (Minas e Energia) afirmaram que o governo estuda a criação de uma estatal de fertilizantes, com atribuições de regular o setor, pesquisar e produzir esses insumos. Segundo Stephanes, até final de março um anteprojeto será apresentado ao presidente Lula. “A razão disso tudo é sairmos de um cartel, de um monopólio”, disse o ministro da Agricultura.
“Seria uma empresa para atuar tanto nas matérias-primas, como no produto final”, sublinhou Lobão.
Stephanes informou que o objetivo da criação da estatal é acabar com a dependência externa, que deixa o país vulnerável, e reduzir os custos do produtor e que essa redução seja repassada ao consumidor. Stephanes frisou que dos custos totais de produção agrícola, os fertilizantes representam de 10% a 30%, de acordo com a localidade e também o transporte. Ele avaliou que entre seis e dez anos, de acordo com o mineral, o país se tornará autossuficiente.
O Brasil é um dos maiores importadores mundiais de potássio, matéria-prima essencial para a produção de fertilizantes, mesmo possuindo reservas substanciais desse mineral.
Até o governo Collor, não havia problemas de regulação no setor, que tinha a Petrobrás como carro-chefe, mas que incluía também o setor privado. Em agosto de 1992, com a privatização da Fosfértil, foi desencadeado o desmonte do setor, com a alienação ainda da Goiasfértil, Ultrafértil, Nitrofértil, entre outras. O resultado foi que hoje o setor é controlado por multinacionais – Bunge, Monsanto, Mosaic e Yara –, elevando o preço dos produtos agrícolas.
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