sábado, 6 de março de 2010

Lembrem-se da "bala de prata".




Quero recomendar que a campanha de Dilma não se esqueça da previsível “bala de prata” que fatalmente irão disparar contra sua candidatura no auge do processo eleitoral. Darei a minha cara a tapa se a mídia e a oposição não tentarem um golpe dessa natureza. Serra não abriria mão de usar aquela que acredita ser a sua maior arma política, seu controle sobre a mídia.

Não é sem razão que o novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, já andou falando em “guerra de extermínio” oposicionista-midiática contra o seu partido. Se não puderem eleger Serra, tentarão aumentar a bancada da oposição no Congresso e eleger o maior número possível de governadores de oposição. E, para variar, a estratégia será a escandalização do nada.

Como todos sabem, uma parte das matérias jornalísticas que começaram surgir no fim do ano passado contra a oposição e até – com intensidade calculada – contra Serra buscam fortalecer a mídia para que, quando a tal “bala de prata” for disparada contra Dilma no auge do processo eleitoral, as pessoas tenham lembrança de que também houve acusações ao outro lado.

Ah, sim, preciso explicar a razão da outra parte das matérias contra a oposição... Esta se deve à inevitabilidade da situação, pois não dá para ignorar o escândalo de Brasília ou o caos em São Paulo.

Mas, enfim, escrevo para não perder a mania de fazer prognósticos com base na lógica. Ninguém acredita mais que Serra não será candidato e ninguém deve acreditar que a “bala de prata” não será disparada. Se a mídia não desistiu em quase oito anos, não será agora, quando acha que tem mais chance de eleger Serra por o adversário não ser Lula, que desistirá.



Escrito por Eduardo Guimarães às 19h03
Matéria publicada por Leda Ribeiro (Colaboradora do Blog)

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