segunda-feira, 19 de julho de 2010

Índio que "caiu do céu" leva inferno astral para campanha Serra

19
Jul
2010

O candidato a vice-presidente na chapa do tucano José Serra já mostrou a que veio — e conseguiu a proeza de desagradar a todos. Ao dizer que “todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior”, Índio da Costa (DEM-RJ) irritou seus aliados, constrangeu eleitores de opinião pró-Serra e pode até ser questionado na Justiça.

André Cintra, Vermelho.org

As infâmias foram veiculadas na sexta-feira (16) pelo portal Mobiliza PSDB, mas o vídeo foi rapidamente tirado do ar. A campanha Serra também tratou logo de fugir ao máximo da responsabilidade. Soninha Francine, coordenadora de internet do comitê central de Serra, e Sérgio Caruso, coordenador da comunicação da campanha na web, declararam que nada têm a ver com as sandices de Indio da Costa.

Destemperado, o jovem “demo” também chamou a candidata do PT, Dilma Rousseff, de ateia e "esfinge do pau oco". Tudo porque, em comício no Rio de Janeiro, Dilma ousou comparar seu próprio vice, Michel Temer (PMDB-SP), com Índio da Costa. “Meu vice não caiu do céu, não é improvisado. É competente e capaz”, sintetizou a petista.

A reação do vice de Serra — que é deputado federal — serviu para desnudar o que pensa um político até então desconhecido até mesmo em seu próprio partido. “O Índio do Serra deveria continuar mostrando como conhece a política nacional. É o vice dos nossos sonhos. Tá ajudando muito mesmo", ironizou o secretário nacional de Comunicação do PT, André Vargas (RS).

Reprovação geral

Nos bastidores, a coligação demo-tucana repudiou a verborreia de Índio da Costa. Segundo o blog do jornalista Josias de Souza, da Folha de S.Paulo, Serra “evitou desaprovar Índio em público”, mas privadamente “considerou inadequadas as declarações de seu vice. Avaliou que destoaram do discurso que pretende esgrimir na campanha”.

O desacordo ecoou entre os presidentes nacionais do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ). “Não dá para cravar que o PT tenha relação com as Farc”, admitiu Rodrigo. “Não tenho elementos para dizer que há ligações do partido com as Farc”, reconheceu Guerra. No mesmo tom, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia declarou que “o PT como partido — e pela sua diversidade, especialmente pela hegemonia do sindicalismo — não tem essa ligação".
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