sexta-feira, 20 de abril de 2012

A Pena Comprada de Leonardo Attuch (Brasil-247)

No dia 7 de junho de 2011 o Superior Tribunal de Justiça decidiu anular toda a Operação Satiagraha, que resultou na condenação por corrupção da quadrilha do banqueiro Daniel Dantas, dono o grupo Opportunity, a 10 anos de prisão. O STJ concluiu que foi ilegal a participação de integrantes da Agência Nacional de Inteligência - Abin, nas investigações. Um alívio para Daniel Dantas e para o jornalista Leonardo Attuch.
Attuch, repórter da Revista Isto É Dinheiro, da Editora Três, foi flagrado trabalhando em benefício da quadrilha de Dantas e Naji Nahas que saqueava os cofres públicos. O “jornalista” usava a Revista para publicar matérias encomendadas pelo banqueiro, muitas delas redigidas por outras mãos e assumidas por Attuch. O “repórter” era pago pelo Caixa 2 comandado por Humberto Braz, homem da Construtora Andrade Gutierrez, a serviço do apelidado por FHC, “gênio do mal” Roberto Figueiredo do Amaral.
Roberto Amaral indicou Braz para ser o homem de confiança do banqueiro Daniel Dantas. Braz passou a atuar nos “negócios” da Brasil Telecom, chegou a presidência da empresa e foi o grande consultor do Grupo Opportunity até ser flagrado pela Polícia Federal tentando corromper com R$ 1 milhão o delegado que comandava a Operação Satiagraha, Protógenes Queiroz, que costumava chamar Humberto de “o homem da mala”.
Leonardo Attuch foi flagrado na Operação Satiagraha como assessor de comunicação da organização criminosa. Certa vez, Carlos Rodemburg foi chamado na Editora Três, Revista Isto É Dinheiro, pelo presidente Domingos Alzugaray, para mostrar uma matéria feita por Leonardo Attuch denunciando o banqueiro Daniel Dantas usando o nome de laranjas no contrato do Opportunity com o Citybank. A matéria foi produzida a partir de um dossiê da Telecom Itália, que estava em litígio com a Brasil Telecom.
Attuch foi chamado pela direção da Editora Três para apresentar a matéria que tinha produzido. A matéria não foi veiculada. Mas Attuch se cacifou perante Daniel Dantas, tornando-se seu homem de confiança na Imprensa.
A partir daí foram várias as matérias publicadas na Isto É Dinheiro, “confeccionadas” por Attuch. Daniel Dantas fez uma compra de R$ 15 milhões em livros da Editora Três. E Attuch ficava visivelmente satisfeito com os negócios entre a BR Telecom e a Editora Três.
Humberto Braz, “o mala”, era responsável mensalmente pela felicidade de Attuch. A imprensa, na época da Operação Sathiagaha, denunciou Attuch de receber propinas e presentes de Daniel Dantas, como por exemplo uma confortável casa no bairro classe A, de São Paulo, o Alphaville.
A quadrilha de Daniel Dantas até hoje sustenta o “jornalista”. Montaram um site www.brasil247.com, onde Attuch atua sem se identificar, a serviço não só da quadrilha de Dantas, como também cuidando dos interesses de empresários como José Batista Junior, da Friboi, que se filiou ao PSB em Goiás para disputar o governo com Marconi Perillo (PSDB), e empresas como a Odebrech, apadrinhada pelo deputado cassado e personagem central no Mensalão do PT José Dirceu e o Banco BVA.
O site de Attuch ataca os políticos de Goiás preparando o terreno para as eleições de 2014, quando o dono do Frigorífico Friboi sairá candidato ao Governo do Estado. Attuch também abocanha verba na Secretaria de Comunicação do governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz. Parte desses contratos Attuch não pode receber pelo site, porque são propinas pagas através de Caixa 2.
O Quidnovi publica com exclusividade documentos em segredo de justiça do Relatório de Inteligência Policial da Operação Chacal e áudio mostrando a intimidade de Leonardo Attuch com a quadrilha de Dantas numa conversa íntima com Naji Nahas, na qual o “jornalista” desclassifica os jornalistas Diogo Mainardi, Paulo Henrique Amorim, Elvira Lobato e o patrono do Jornalismo Brasileiro Mino Carta por não fazerem parte da quadrilha. Os documentos falam por si. Ponto!
 
 


Mino Pedrosa
No Quid Novi

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