sábado, 30 de abril de 2011

Lula prevê vitória do PT em São Paulo e no Planalto diante de crise da oposição



Em conversas com Dilma e petistas, ex-presidente afirma que desgaste de PSDB e DEM com a criação do PSD de Kassab é janela de oportunidades para 2012; em resolução, diretório do partido diz que os 'tucanos debatem-se à procura de um rumo'


João Domingos - O Estado de S.Paulo
Sem mandato, mas no papel de condottiere, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornou a Brasília com um "grito de guerra" para o PT. Em conversas com a presidente Dilma Rousseff e líderes da legenda, Lula avaliou que a crise na oposição, com DEM e PSDB sob ataque especulativo do PSD, abriu uma janela de oportunidade para o PT e os aliados conquistarem a Prefeitura de São Paulo em 2012 com relativa "tranquilidade".
Ontem, hoje e amanhã. Palanque do PT no ano passado: Marta e Mercadante estão entre pré-candidatos para 2012, mas Lula defende escolha de nome com trânsito entre partidos aliados
Para dar certo, ressaltou Lula nas conversas dos últimos dias, será necessário escolher um candidato que tenha trânsito entre os principais partidos da base aliada. A condição poderia afastar do radar alguns pretendentes com arestas locais e alto índice de rejeição nas pesquisas, como a senadora Marta Suplicy.
Lula reforçou mais uma vez que está disposto a entrar fortemente na campanha à Prefeitura - principalmente se o PSDB lançar o ex-governador José Serra.
Por enquanto, o PT trabalha com quatro nomes para a sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD): Marta Suplicy, que agora se fortalece com a eleição de Rui Falcão para a presidência do PT, e os ministros Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Fernando Haddad (Educação) e José Eduardo Cardozo (Justiça).
Desses, o que tem menor chance de se candidatar no momento é Mercadante. Ele disputou o governo de São Paulo no ano passado por uma ampla coligação, costura bem-sucedida, mas perdeu a eleição para Geraldo Alckmin. E Dilma Rousseff confidenciou no Planalto que não gostaria de ver um ministério ser tratado como estepe no caso de, derrotado, Mercadante querer retornar ao governo.
Em fase de articulador, Lula jantou com a presidente Dilma Rousseff na quinta-feira, no Palácio da Alvorada. Participaram do encontro o ex-ministro Luiz Dulci e os atuais ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Antonio Palocci (Casa Civil) e Guido Mantega (Fazenda).
Na reunião, o ex-presidente disse que o partido, além de vencer na capital paulista em 2012, conquistará a próxima eleição presidencial, principalmente porque, segundo ele, os planos de Dilma Rousseff para erradicar a miséria logo começarão a ser postos em prática.
Enquanto Lula estava no Alvorada com a presidente, um jantar na casa de Marta Suplicy reuniu Rui Falcão, o ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro Delúbio Soares, entre outros petistas de carteirinha. No cardápio, também as eleições municipais.
Nas análises que faz sobre a oposição, Lula tem dito que o senador Aécio Neves (MG), um dos nomes fortes do PSDB, envolveu-se num caso bobo - dirigir com a carteira de habilitação vencida e recusar-se a fazer o teste do bafômetro - que pode ter um custo político no futuro. Para o ex-presidente, o assunto será explorado tanto por aliados quanto por adversários.
No dia 19, Lula teve reunião com 32 prefeitos do PT, num hotel, em Osasco. Pediu a cada um deles que encontrem "um José Alencar" para ser o vice. Alencar, que morreu no fim de março, foi, segundo Lula, sua garantia para vencer a eleição em 2002.
Sem rumo. Uma proposta de resolução política que será votada hoje pelo Diretório Nacional do PT faz referência indireta ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, chamado de "patrono intelectual" da oposição. O PT critica o racha no DEM e no PSDB e afirma que os tucanos debatem-se à procura de um "rumo" para a oposição.
"Carecendo de projeto nacional soberano, órfãos até de um programa oposicionista vêm se pulverizando. Resumo da história: em artigo que acendeu polêmica em suas próprias bases, até seu patrono intelectual desistiu de dialogar com o povo", diz um trecho da resolução, numa alusão a Fernando Henrique.
Com 27 tópicos, o texto ainda é preliminar e pode receber emendas. Um dos artigos diz que os adversários do PT e do governo Dilma fragmentam-se, porque sofrem "sequelas" da última campanha e estão envolvidos em contradições internas.

Cita o "esvaziamento do DEM" e destaca que o partido acena com possível fusão com o PSDB, pois está "desidratado" pelo lançamento do PSD do prefeito Gilberto Kassab. "Envoltos numa guerra de cúpula pelo comando do partido e às voltas com a debandada de seis vereadores paulistanos, os tucanos debatem-se à procura de um rumo para a oposição", afirma a proposta petista.
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Do Blog O TERROR DO NORDESTE.

Pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff em homenagem ao Dia do Trabalho


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Do Blog O Esquerdopata.

Blogueiro censurado por tucano pode pedir "asilo virtual" em CUBA.

Do Blog do Miro, de Altamiro Borges:
Blogueiro do Paraná cogita “asilo virtual”
Nesta semana a mídia nacional deu destaque à fúria do senador paranaense Roberto Requião (PMDB) que, irritado com perguntas sobre sua pensão de ex-governador, tomou um gravador de um repórter temendo a edição da entrevista. O caso ganhou páginas e páginas nos jornais, foi tema em todos os telejornais e ainda se alastra pelas redes sociais de forma viral. Outro episódio explosivo ocorrido uma semana antes envolveu o senador mineiro Aécio Neves (PSDB), que foi flagrado numa blitz no Rio de Janeiro dirigindo com a carteira de habilitação vencida. A recusa do tucano em fazer o teste do bafômetro levantou a suspeita de que conduzia o veículo sob efeito do álcool. A perda de paciência de Requião com o repórter, como ele próprio reconheceu depois na tribuna do Senado, serviu como uma luva para encobrir o escândalo do colega tucano. Para a mídia, nada como um fato sensacional para suplantar outro fato sensacional. E assim segue o baile na República. Ambos os eventos, envolvendo Aécio e Requião, expuseram a Câmara Alta e muitos enxergaram aí tratamento distinto na dita grande imprensa. Obviamente foram acontecimentos diferentes, mas, sem entrar no mérito de cada um, o peemedebista fora mais castigado do que o tucano.
Paralelamente às confusões no Senado, pouco ou quase nada se discutiu a respeito da censura implacável que o blogueiro paranaense Esmael Morais, dono do “Blog do Esmael” (http://www.esmaelmorais.com.br), vem sofrendo na Justiça pelo vigésimo segundo dia consecutivo, a pedido do governador Beto Richa. É caso único de mordaça no país em plena democracia e merece o mais veemente repúdio dos partidos políticos e da sociedade.

A Doutrina do Choque

Filme-documentário baseado no livro-denúncia “A Doutrina do Choque - A Ascenção do Capitalismo de Desastre”, da pesquisadora e ativista política Naomi Klein.
É imperativo difundir este vídeo. Ponham nos vossos blogs, murais, mandem o link por mail, façam download. Primeiro caiu a Grécia, depois caiu a Irlanda, Portugal acabou de cair e a seguir é a Espanha. Para entender qual é o verdadeiro objectivo da consequência da entrada do FMI, é essencial ver este filme.


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Dilma manda “Bolsa Vagabundagem” para a escola

    Publicado em 29/04/2011

Ela se preocupa com a porta de entrada

Saiu na Folha (*):

Dilma diz que ensino técnico será porta de saída do Bolsa Família


MÁRCIO FALCÃO

BRENO COSTA

ANGELA PINHO

DE BRASÍLIA


A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira que o Pronatec (Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica) será uma porta de saída para os beneficiários do Bolsa Família.


Ao lançar o programa que prevê 8 milhões de oportunidades –entre vagas em cursos e bolsas de estudo– para estudantes do ensino médio e jovens trabalhadores até 2014, Dilma afirmou que o Brasil precisará de mão de obra qualificada para enfrentar o novo ciclo de desenvolvimento.


“Também haverá a unificação do Bolsa Família e o Pronatec, assegurando a quem recebe o Bolsa Família a oportunidade de uma formação e capacitação profissional. O Pronatec vai ser fator de organização da oferta de capacitação profissional. [...] Esse programa vai muito além do ensino médio”, disse.


A ideia do governo é que parte dos mais de 11 milhões de beneficiários do Bolsa Família faça cursos de capacitação.


Ao lado do ministro Fernando Haddad (Educação), Dilma anunciou que até 2014 serão construídas mais 200 escolas técnicas, sendo que 80 serão entregues no início do ano que vem.


Dilma lembrou que o país conquistou o posto de 7ª economia mundial e que está perto do pleno emprego. Afirmou também que é preciso dar um salto de qualidade no potencial humano brasileiro.


A presidente, no entanto, reconheceu que o país enfrenta problemas com a qualificação da mão de obra e disse que esse será um de seus principais desafios a serem enfrentados.


“Em alguns casos faltam mão de obra qualificada e em outros sobram mão de obra sem qualificação necessária para a indústria, para o comércio”.


Entre as ações do Pronatec está a expansão do Fies (programa de financiamento estudantil) da graduação para cursos técnicos. Esse mecanismo permite que o aluno estude em instituições privadas e só pague as mensalidades depois de se formar.


Outra frente é a expansão das escolas do Sistema S, que reúne entidades como Sesc, Sesi e Senai, por meio de uma linha de financiamento do governo.


Além de alunos do ensino médio, trabalhadores da ativa e beneficiários do seguro-desemprego também estão entre o público-alvo do projeto.

Navalha

Como se sabe, a mulher do Padim Pade Cerra, durante a campanha de 2010, entrou para a História com duas intervenções:

Quando deu a entender que a presidenta era a favor da prática indiscriminada do aborto (embora não condenasse abortos praticados no Chile);

E, quando, inspirada no Grande Extadista (revisor, é com x mesmo) Agripino Maia associou o Bolsa Família à vagabundagem.

A urubóloga e os demais colonistas (**) do PiG (***) sempre se preocuparam muito com a porta de saída do Bolsa Família.

O notável homem público Patrus Ananias disse numa entrevista a este ansioso blogueiro que lamentavelmente eles não pareciam preocupados com os trágicos motivos que levavam à porta de entrada.

Ou seja, a miséria.

Como se sabe, durante a gloriosa campanha, Serra disse que era dele a ideia do Pronatec.

Assim como o genérico e o programa da Aids, o Pronatec não é dele.

É do Tony Palocci.

Agora, a presidenta vai criar 8 milhōes de vagas até 2014 para os brasileiros que vão contribuir com o “novo ciclo de desenvolvimento”.

O compromisso da presidenta é com o ” povão” .

O do adversário é com o Papa, o aborto e a Chevron.

O que não é pouco.



Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Do Blog CONVERSA AFIADA.

Charge Online do Bessinha

Patriota critica países desenvolvidos por violarem Direitos Humanos

Na primeira visita que fez à Comissão de Relações Exteriores do Senado, nesta quarta-feira (27), o chanceler Antonio Patriota (foto) criticou a postura dos países desenvolvidos quanto aos Direitos Humanos.

“O debate sobre Direitos Humanos é polarizado entre Norte e Sul, como se os países desenvolvidos só tivessem o que ensinar aos em desenvolvimento. É uma visão equivocada, os piores abusos foram cometidos por nações desenvolvidas. Todos devem reexaminar suas próprias situações e práticas”, declarou.

O ministro avalia que nos 100 primeiros dias do Governo Dilma, a presidente buscou “resultados concretos”, em áreas que o Brasil precisa melhorar para alcançar o “próximo estágio de desenvolvimento”.
Como exemplo, citou os encontros de Dilma com líderes de nações estratégicas para a economia brasileira, entre eles Barack Obama (EUA) e Hu Jintao (China), além dos acordos internacionais que foram concretizados.

Em relação aos objetivos da política externa no Governo Dilma, o chanceler afirma que a “vizinhança” é a prioridade e lembrou que a primeira viagem internacional da presidente foi à Argentina. Para ele, é necessário aproveitar a atual prosperidade dos países sul-americanos. “Vivemos um momento extraordinário na América do Sul, com crescimento de 8% do Mercosul”, enfatizou.

Belo Monte – Patriota fez questão de destacar que todas as solicitações feitas pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para a construção da hidrelétrica de Belo Monte (PA) já haviam sido cumpridas e que respondeu o pedido de suspensão do licenciamento feito pela entidade.

Haiti - A respeito das eleições presidenciais no Haiti, o ministro analisa que a vitória de Michel Martelly é um grande passo na transição política, que deve acontecer de “forma serena”. Patriota ressalta que o governo haitiano precisará agora reconstruir o país e que o Brasil intermediará projetos de desenvolvimento econômico e social com apoio de outros países.

Síria - A escalada de violência na Síria, onde há uma grande quantidade de brasileiros, e no norte da África, também preocupa o Itamaraty. O chanceler disse que todos os brasileiros que queriam voltar, foram atendidos pelas embaixadas, mas que mesmo assim, as autoridades permanecerão em alerta para resolverem as situações de emergência.

Líbia – Patriota pontuou que, assim como muitos observadores internacionais na Líbia, ele acredita que exista interesse no petróleo da região por trás do apoio financeiro e bélico dado aos rebeldes que lutam contra o ditador Muamar Kadafi. “Nos perguntamos se isso é deliberado, se é motivado por interesses puramente pacíficos e de cooperação ou se não é uma maneira de dividir para imperar tendo em vista as riquezas petrolíferas da Líbia, assim como se fez no passado”.

Fonte: Brasília Confidencial

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Do Blog TERRA BRASILIS.

O declínio da oposição

Com a vitória do sociólogo Fernando Henrique Cardoso, em 1994, a embriaguês provocada pelo sucesso do Plano Real levou Sergio Motta, então ministro das Comunicações, a prever que o PSDB ficaria no poder por 20 anos (para isso não poupou forças e atropelou limites éticos). Preparou a emenda da reeleição de FHC e passou como um trator sobre a oposição ao catar votos a qualquer preço.


Elogiado como operador político e financeiro das campanhas eleitorais tucanas, Motta falhou no papel de oráculo. O planejado império tucano durou oito anos. Empurrado para o papel de principal opositor do governo petista o PSDB e, mais ainda, seus aliados sofreram um impacto ameaçador ao longo dos oito anos do operário Lula no governo. A vitória de Dilma acelerou o processo e o DEM (ex-PFL), por exemplo, vive um perigoso minguante.


O que explica a erosão político-partidária da oposição?


Reflexões mais profundas levariam à conclusão de que, sem enraizamento social, ela perdeu-se ao deixar o poder. Mas há circunstâncias contingenciais.


Os adversários do PT ficaram sem o norte, dizem em coro. É mais grave, porém, do que isso. Eles se desnortearam ao se apresentarem nas eleições tentando esconder o que fizeram: as privatizações que pressupunham a destruição das bases do “Estado brasileiro” para soerguimento de um “Estado mínimo”, globalizado e sem soberania.


O retrato desse amedrontado comportamento foi exibido no decorrer das três últimas campanhas presidenciais.


Como opositores, são muitas as quimeras dos tucanos. Eles agora prenunciam uma “ditadura partidária” do PT que pode levar à situação ocorrida no México. Ou seja, o domínio, por 70 anos, do Partido Revolucionário Institucional (PRI).


Essa nova tentativa de aterrorizar a sociedade entra, no entanto, em contradição com o devaneio de que são da oposição, ou ainda melhor, significam rejeição a Dilma, 43 milhões, 711 mil e 388 votos obtidos pelo candidato José Serra no 2º turno. Isso equivale a 43,95% dos votos válidos. Eis a tese:

O papel da oposição, em larga medida, foi representado pela mídia”, escreveu com precisão, recentemente (em O Globo), o embaixador aposentado Rubens Barbosa, presidente do Conselho de Comércio Exterior da Fiesp, ao lamentar que a oposição tenha perdido o discurso. Mas foi impreciso o formulador tucano ao deduzir que “… 43 milhões rejeitaram o que o PT representa…”


Essa teoria trava uma briga de morte com os fatos. A teoria morre no fim.


Os eleitores não são cativos dos candidatos. Nem dos que ganham nem dos que perdem. Aqueles 43 milhões ainda estão colados no candidato derrotado?


Números inéditos da pesquisa Ibope, de março de 2011, respondem que não. Ao se manifestarem pela aprovação do governo e pela confiança que depositam em Dilma eles dão sinais de que se desgarram dos tucanos. Isso não significa, entretanto, que tenham trocado de lado. Dilma parece ter cooptado uma parte substancial dos eleitores que declararam ter votado em Serra no 2º turno (quadro ao lado). Ou seja, parece estar se esvaindo aquele estoque de votos que os tucanos acreditam cativo.


Eleitores e quimeras se esfumam como “a brancura da espuma que se desmancha na areia”, tal como ensina o samba Risque, clássico de Ari Barroso.

Clique na imagem para ampliar



Maurício Dias é jornalista, editor especial e colunista da edição impressa de CartaCapital. A versão completa de sua coluna é publicada semanalmente na revista.
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Do Blog O TERROR DO NORDESTE.

O litro da gasolina ( estatal) custa R$ 1,05 e o do álcool (privado) R$ 2,42. Gasolina nas refinarias Petrobras: R$ 1,05 desde 2009

É esse o preço do litro da gasolina, sem adição de etanol, vendida pela Petrobras desde 2009. Em 9 de junho daquele ano, houve redução de 4,5%. Desde então, não ocorreu mais nenhuma alteração no preço da gasolina vendida às distribuidoras na porta das refinarias.
Esse valor de R$ 1,05 remunera a Companhia em seus custos de produção, refino e logística. Sobre este preço a empresa recolhe impostos e nele também está incluída sua margem de lucro.
Leia também:
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A Petrobras está divulgando uma nota que não podia ser mais esclarecedora:
R$ 1,05. É esse o preço do litro da gasolina, sem adição de etanol, vendida pela Petrobras desde 2009. Em 9 de junho daquele ano, houve redução de 4,5%. Desde então, não ocorreu mais nenhuma alteração no preço da gasolina vendida às distribuidoras na porta das refinarias.”
Isso representa 28% do preço pelo qual vem sendo vendido o combustível. A empresa diz que o resto são 40% impostos (dos estados) e e 11%margens de lucro dos distribuidores e postos (privados) e 22% o preço do álcool misturado à gasolina à razão de 25%.
Portanto, em 10 litros de combustível vendido – a R$ 3 o litro, no posto - há 7,5 litros de gasolina, que custam R$ 7,88. E 2,5 litros de álcool, que custam R$ 6,06.
O litro da gasolina ( estatal) custa R$ 1,05 e o do álcool (privado) R$ 2,42.
Custava, há pouco mais de uma semana. Porque já está em R$ 2,72, segundo a cotação do mercado, hoje.
Reduzir a quantidade de álcool anidro (não é o mesmo que o hidratado, vendido nos postos) vai obrigar a Petrobras a importar, pois a nossa capacidade de refino de gasolina está esgotada e os investimentos da Petrobras em ampliar o número de refinarias – R$ 40 bilhões – são de maturação demorada.
Ou o Governo entra de sola sobre o setor alcooleiro ou leva a culpa que não tem pelo aumento dos combustíveis.
Enquanto isso as multis vão avançando sobre a indústria sucroalcooleira, dominando o processamento da cana.

Lula, o PT e a política de alianças

Edinho Silva, na Falha de S. Paulo
Por tudo que fez, Lula tem toda a legitimidade para falar de políticas de alianças no país, sem abrir mão de um projeto para transformação social
Temos assistido pela imprensa a uma nítida tentativa de inserir o sempre presidente Lula em agendas negativas.

Primeiro foi a investida para criar contradições entre ele e a presidenta Dilma, visando transformar as características do novo governo em conflitos, quando ambos representam o mesmo projeto. Após análise de Fernando Henrique Cardoso em relação aos novos setores médios da sociedade, presenciamos uma tentativa afoita de atribuir a Lula afirmações sobre quais setores do eleitorado o PT deveria priorizar.

Atribuem a ele a afirmação de que deveríamos buscar o eleitorado "malufista" e "quercista". O objetivo era mostrar um suposto "escorregão" de análise de Lula.

Quem explicitou esse desafio ao PT para vencer as eleições no Estado de São Paulo fui eu.
No encontro de prefeitos, no último dia 19, em Osasco, fizemos uma análise das dificuldades eleitorais do PT paulista e afirmei que devemos ampliar nossa intervenção, construindo propostas que dialoguem com o eleitorado tradicionalmente "quercista" no interior, bem como com aquele identificado com o "malufismo" na capital.

Claro, essa divisão geográfica não é rígida, mas traduz a influência de duas forças políticas que fizeram história no Estado e que, hoje, têm seu eleitorado hegemonizado politicamente pelo PSDB.

A bem da verdade, Lula mostrou sua preocupação com os novos setores sociais que ascenderam graças às políticas públicas do seu governo e que agora buscam sua identidade política.

Pesquisa Datafolha, publicada no dia 22 de abril neste jornal, mostra que os novos setores médios construíram até o momento uma opção política pelo PT, reconhecendo o governo Lula como o responsável pelas novas oportunidades, além de depositar no governo Dilma a esperança de continuidade desses avanços.

Mas essa opção política não significa identidade. Ao optar pelo PT, esses setores sociais mostram-se abertos ao diálogo com nosso projeto político. Contudo, o grande desafio é disputar a identidade social desses milhões de brasileiros que nunca tiveram acesso às oportunidades, ao consumo, às realizações individuais, que nunca sonharam com o futuro e que agora acreditam no Brasil como nação.

Da mesma forma que os novos cidadãos/consumidores podem optar pela solidariedade com os que ainda não foram incluídos socialmente, desenvolver o sentimento democrático de convívio com diferenças, querer país sustentável, de respeito aos trabalhadores e à natureza, por exemplo, em sentido inverso, podem optar por valores como consumismo e individualidade.

É tarefa dos projetos políticos mostrar a esses setores que os rumos do Brasil estão em disputa; que este início do século 21 mostra a humanidade em busca de novos valores e que a democracia, no seu sentido mais amplo, não é um valor conjuntural. Claro que não só os partidos políticos podem politizar o debate de rumos, mas é sua tarefa intrínseca, como legítimos representantes de projetos na sociedade.

Lula sabe da importância do Brasil nessa formulação e dos exemplos que podemos dar à América Latina e ao mundo. Sabe que o PT pode dar grandes contribuições na formulação de políticas públicas.

Essas tarefas só podem ser alcançadas com um amplo arco de alianças, que dê sustentação política e social ao projeto em andamento. Temos que dialogar com todos os segmentos sociais, mas, como diz o próprio Lula, "sem mudar de lado".

Por tudo que fez, Lula tem toda a legitimidade para falar de políticas de alianças, de ampliação do diálogo, sem abrir mão de um projeto de transformação social. Estamos otimistas do papel que ele pode cumprir na ampliação da nossa capacidade de dialogar com a sociedade.

EDINHO SILVA é presidente do Partido dos Trabalhadores no Estado de São Paulo e deputado estadual (PT-SP).

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Do Blog O Esquerdopata.

Dilma e Lula dão nó tático na oposição midiática


quinta-feira, 28 de abril de 2011


Dilma e Lula gravam juntos a propaganda
partidária do PT na TV e no rádio.

As inserções vão ao ar na semana que vem.

Como disse Lula, a imprensa demo-tucana ficou de "namorico" com Dilma, na vã esperança de achar que elogiando ela, estariam rebaixando Lula, e semeando discórdia.

Deu tudo errado para a oposição. A imagem de Lula continua inabalável e prestigiadíssima no Brasil e no mundo todo. E Dilma já conquistou a admiração de boa parte do eleitorado que votou em Serra influenciado por preconceito e por medo.

Agora vão ter que engolir os dois juntos, como as grandes lideranças mais influentes nas eleições de 2012, para desespero da oposição.

Nova Descoberta no pré-sal da Bacia de Campos


Do Blog da Petrobrás - 29/04/2011

A Petrobras descobriu nova acumulação de óleo no pré-sal da Bacia de Campos, com o poço 6-AB-119D-RJS, perfurado no campo de Albacora, a 107 km da costa e a apenas 3,2km da plataforma de produção P-31.

Perfurado em profundidade de água de 380m, atingiu a profundidade total de 4.835m, constatando uma coluna de óleo de 241m, dos quais 104m são dos reservatórios carbonáticos da Formação Macabu, com porosidade em torno de 10%.

Estimativas preliminares de volume indicam, para essa nova acumulação, potencial de volume economicamente recuperável da ordem de 350 milhões de barris de óleo. Medidas de razão gás/óleo (RGO) realizadas em amostras registraram valores entre 60 e 240 m3/m3, indicando tratar-se de óleo leve.

Essa descoberta será objeto de Plano de Avaliação a ser oportunamente submetido à ANP. A realização de Teste de Longa Duração para investigar o comportamento de produção dessa nova acumulação será decidida após a avaliação de testes de formação a poço revestido (TFR’s) programados para dois intervalos selecionados.

Veja o mapa ampliado.
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Temer quer convite para o casamento real

A Scotland Yard providenciará um reforço à segurança da coroa da rainha Elizabeth II caso a comitiva do PMDB confirme presença nas bodas reais
PALÁCIO DO JABURU – Michel Temer solicitou ao Itamaraty um par de convites para o casamento do príncipe William, a se realizar na próxima sexta-feira em Londres. “O PMDB não pode ficar de fora do acontecimento social do ano”, justificou o vice-presidente, em ofício endereçado ao Ministério das Relações Exteriores. “Uma agremiação como a nossa, com notório saber sobre joias da Coroa, intrigas de corte e punhaladas nas costas, tem não só a obrigação como o direito de participar da grande celebração da Casa de Windsor.”
Quando soube do pedido de Temer, o presidente vitalício do Senado, José Sarney, solicitou oficialmente ao ministro Antônio Patriota vinte pares de convites, para ele próprio e para os seus afilhados políticos mais próximos. O senador maranhense prometeu emprestar jaquetões de sua coleção pessoal aos membros da comitiva caso consiga os convites.
Especula-se que o presidente da Câmara, Marco Maia, manobra nos bastidores para conseguir entradas para as bodas reais para ele e seu filho. “Pelo sim, pelo não, vou agendar um encontro com membros da Câmara dos Lordes para a quinta-feira”, disse ele a um assessor. “Se tudo mais der errado, vamos no domingo ver Arsenal e Manchester United no estádio Emirates.”
O provável figurino de Marcela Temer no casamento real já é motivo de especulação em Brasília. Segundo a consultora de moda Glorinha Kalil, a vice-primeira-dama deve adotar um estilo sóbrio, sem chamar a atenção. “Marcela não deve expor sua tatuagem, pois há o risco de ofuscar a princesa Kate.”