terça-feira, 2 de agosto de 2011

A tecnologia em sala de aula

Vi em Tudo que eu quiser postar

Plano Brasil Maior sai e desonera folha de salários

Sergio Leo | VALOR

De Brasília
02/08/2011

Alertada por líderes empresariais da necessidade de medidas de forte impacto na nova política industrial, a presidente Dilma decidiu, com seus ministros, garantir o corte de impostos sobre as folhas de salários em empresas que empregam muita mão de obra, como as dos setores de têxteis, calçados e móveis. Ela também anunciará hoje decreto para privilegiar fabricantes nacionais em compras de governo nos setores de Informática e Telecomunicações, Defesa e Saúde.

Ontem à noite, Dilma reuniu-se com ministros para definir os detalhes finais do “Plano Brasil Maior”. A Polícia Federal será convocada a participar de um grupo formado pela Receita Federal e a Secretaria de Comércio Exterior, para combater fraudes nas importações.

A decisão de reduzir a contribuição previdenciária de grandes empregadores foi discutida pelo secretário geral Gilberto Carvalho ainda ontem à noite com dirigentes de centrais sindicais, que, no entanto, criticaram a medida e pediram sua exclusão do pacote. O governo pretende apresentar a medida como um “piloto” para uma futura desoneração geral das folhas de pagamento.

O plano buscou inspiração na legislação de compras governamentais dos EUA, o Buy American Act, para conceder às empresas instaladas no país preferência nas licitações e aquisições do governo, nas compras de bens de alta tecnologia, informática e comunicações, e nas encomendas para Defesa e Saúde. Uma comissão de ministros vai decidir as normas de aplicação da medida.

O governo poderá pagar até 25% a mais por produtos fabricados no país nesses casos e será autorizado a encomendar diretamente a consórcios nacionais projetos na área tecnológica.

O “Brasil Maior” deve incluir outras medidas de desoneração de investimentos e exportações, como a permissão para desconto imediato dos impostos pagos na aquisição de máquinas para a indústria. Suas metas serão aumentar investimentos em capital fixo no país, de 18,4% para 23% do PIB até 2014; elevar o gasto privado com ciência e tecnologia de 0,55% para 0,9% e ampliar a parcela da indústria de 18,3% para 19,5%.

Plano prevê tributo menor na exportação e nos investimentos

Conjuntura: Nova política industrial inclui decreto que favorece produto nacional em compras do governo

Ruy Baron/Valor

Guido Mantega: resistência do ministro da Fazenda quase provocou o adiamento do anúncio das novas medidas

Alertada para o risco de fiasco na política industrial, a presidente Dilma Rousseff exigiu e obteve do Ministério da Fazenda medidas de redução da carga tributária sobre investimentos, exportações e grandes empregadores de mão de obra. As medidas farão parte do plano Brasil Maior, a ser anunciado hoje no Palácio do Planalto. Empresas com grande número de empregados, como as do setor têxtil, de calçados e de móveis, terão reduzida a contribuição previdenciária sobre a folha de pagamentos, como ensaio para desoneração da folha em todo o setor privado.

Como parte da nova política industrial, Dilma pretende anunciar hoje, também, um decreto para privilegiar fabricantes nacionais nas compras de governo nos setores de informática e telecomunicações, defesa e saúde. O decreto regulamenta medida provisória baixada no início do ano, que permite ao governo aceitar preços até 25% maiores de fornecedores com fábricas instaladas no país.

Fardas confeccionadas no Brasil, por exemplo, poderão ganhar licitações mesmo com preços 25% acima do similar importado. A presidente criará uma comissão de ministros para detalhar as condições de preferência aos fornecedores nacionais. Os detalhes foram decididos em uma reunião, ontem à noite, entre a presidente e os ministros da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, da Fazenda, Guido Mantega, do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, além do presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Mantega foi repreendido por Dilma, pela resistência da Fazenda em apresentar medidas de desoneração, o que quase levou ao adiamento do anúncio da nova política industrial.

Dilma quer diversificar exportações e reverter a tendência de perda de importância dos bens manufaturados na pauta de exportação e na economia brasileiras. O Brasil Maior, prevê até 2014, a redução em até 40% do déficit, que chegou a US$ 33,5 bilhões em 2010 e pode ultrapassar US$ 51 bilhões neste ano. Como parte das medidas de reforço das ações de defesa comercial a Polícia Federal será convocada a participar de um grupo formado pela Receita Federal e a Secretaria de Comércio Exterior, para combater fraudes nas importações. O plano prevê também reforço na equipe encarregada de investigar importações a preços desleais ou fraudulentos.

O Brasil Maior buscou inspiração na legislação de compras governamentais dos EUA, o Buy American Act, para conceder às empresas instaladas no país preferência nas licitações e aquisições do governo federal, nas compras de bens de alta tecnologia, informática e comunicações, e nas encomendas para defesa e saúde. Além de autorizado a pagar até 25% a mais por produtos fabricados no país, o governo poderá encomendar diretamente a consórcios de empresas nacionais projetos de desenvolvimento tecnológico de itens como programas de computador.

Entre as medidas de desoneração incluídas no Brasil Maior está a permissão para desconto imediato dos impostos pagos na aquisição de máquinas para a indústria. Entre as principais metas do plano estão o aumento de investimentos em capital fixo no país, de 18,4% do Produto Interno Bruto (PIB) para 23% até 2014, elevação do gasto privado com ciência e tecnologia, de 0,55% para 0,9%, e ampliação da parcela da indústria no PIB, de 18,3% para 19,5%.

Postado por Luis Favre
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Do Blog do Favre.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Venda de veículos bate recorde e ultrapassa 2 milhões no ano

Tatiana Resende, folha.com

“As vendas de veículos novos bateram mais um recorde no acumulado do ano, com o emplacamento de 2,043 milhões de unidades de janeiro a julho, segundo os dados obtidos pela Folha.

Essa quantidade representa uma expansão de 8,6% sobre igual período em 2010 (1,882 milhão), que detinha a melhor marca até então.

Considerando apenas julho, foram licenciados 306,2 mil automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, com o resultado também atingindo uma nova marca para o mês.

O número aponta um leve crescimento de 0,6% ante junho e de 1,3% sobre o montante contabilizado no mesmo intervalo no ano passado.”
Matéria Completa, ::Aqui::

Johnbim pede penico

O ministro da Defesa, Nelson Jobim afirmou na tarde de hoje, durante entrevista ao programa Roda Viva, que não está demissionário e que deseja permanecer no governo
Durante a entrevista na TV Cultura, Jobim disse ter "prazer" no cargo e cobriu de elogios à presidente Dilma Rousseff. "Eu não tenho nenhum problema, nenhuma dificuldade. Eu estou no governo porque me dá prazer", afirmou. "Sou ministro por prazer. Tenho desejo de continuar a fazer aquilo que estou fazendo."
"A presidente Dilma é extraordinária. Minha relação com ela é ótima. Ela tem uma grande visão de Estado, uma visão de futuro", disse.
A celeuma em torno da permanência de Jobim no governo foi provocada por uma declaração infeliz e inoportuna, de que ele votou em José Serra e não em Dilma Rousseff. Na entrevista, Jobim repete a versão de que teria informado seu voto em Serra ao ex-presidente Lula.
"Alguém pode não acreditar, mas eu não sou dissimulado. Sempre fui assim."
A entrevista vai ao ar hoje a noite na TV Tucana Cultura.

Fifa irritou Dilma ao negar credencial para concorrentes da Globo

Segunda-feira 1, agosto 2011

Um dos principais motivos de irritação de Dilma Rousseff com o COL (Comitê Organizador Local) e a Fifa foi um pedido negado de credencias para jornalistas que fazem a cobertura diária do Palácio do Planalto.

Às vésperas do sorteio das eliminatórias da Copa de 2014, a equipe da presidente pediu cerca de 80 credenciais. Conseguiu algumas, mas a Fifa não quis dar autorização para Record e SBT acompanharem Dilma no evento.

O COL informou ao estafe presidencial que a federação internacional não poderia ferir o contrato com a Globo, que tinha exclusividade na solenidade, organizada pela Geo Eventos, da qual a emissora é uma das sócias.

Dilma se irritou. Ela e seu estafe interpretaram como uma retaliação de Ricardo Teixeira à Record, que tem exibido reportagens com denúncias contra o dirigente. A equipe da presidente alegou que o COL e a Fifa podem escolher seus parceiros. Mas o Governo Federal tem que garantir os mesmos direitos a todos. E é praxe os jornalistas de Brasília seguirem a comitiva presidencial.

Como resposta, o governo marcou uma entrevista de Pelé, na véspera do sorteio, no Museu de Arte Moderna do Rio, fora da jurisdição da Fifa e do COL. Lá todas as emissoras de TV tinham passe livre.

Para o governo, a Fifa foi arrogante. O COL argumentou que além do problema contratual havia uma limitação de espaço, sem contar que o prazo para credenciamento já tinha terminado. Defendeu-se também dizendo que concorrentes da Globo tiveram liberdade para trabalhar nas entrevistas após o evento.

A tendência é que mais atritos como esse aconteçam, pois os parceiros na organização da Copa tem interesses diferentes e conflitantes. Blog do Perrone

No Rio, Dilma adere ao #ForaTeixeira


Teixeira e Globo tudo a ver (Foto: Marcelo Jesus/UOL)

Saiu no UOL:

Dilma ganha sala reservada em sorteio da Copa e planeja não receber Ricardo Teixeira


Bruno Freitas, Ricardo Perrone e Thales Calipo

A presidente Dilma Rousseff vai esperar ser chamada para o sorteio das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014 em uma sala em que a Fifa não terá poder. Será o único ponto fora do controle da federação internacional na Marina da Gloria, no Rio de Janeiro, onde acontece a cerimônia.


Por força de um decreto de lei, os locais reservados para a presidência da República, em qualquer evento no país, ficam sob responsabilidade da segurança presidencial. É ela quem controla quem entra e sai, ao contrário do que acontece no restante do local do evento.


Em seu QG, Dilma, que acompanhará todo o sorteio, estará “protegida” de Ricardo Teixeira. E, segundo o UOL Esporte apurou, ela não planeja receber reservadamente o cartola, que por pelo menos duas vezes teve pedidos de audiência com a presidente recusados.


(…)


Clique aqui para ler “Cariocas inauguram a temporada de manifestações para afastar Ricardo Teixeira do cofre da Copa”.

E aqui para ler: “Dilma exalta Pelé e apenas menciona ’senhor Ricardo Teixeira’”.

E aqui para ler: “Discurso de Dilma oficializa divórcio entre Governo e Fifa”.

NavalhaEste ansioso blogueiro orgulha-se de ter percebido que a nomeação de Pelé para embaixador da Dilma na Copa foi um Golpe de Estado contra Teixeira.

A face da Copa no Brasil passou a ser o Pelé e não o #ForaTeixeira.

Quem quer ficar trancado na sala com o Teixeira ?, deve ter se perguntado a Presidenta ao ir para o sorteio da Copa.

Quem quer ser fotografado ao lado do Teixeira ?

Você gostaria, amigo navegante ?

As manifestações contra Teixeira que no Rio se iniciaram o Ali Kamel não vai exibir no jornal nacional.

Porque o Teixeira é o Murdoch da Globo.

Clique aqui para ler: “PiG + Murdoch. Só você, navegante, nos salva”.

Em tempo: este ansioso blogueiro acredita que o ministro Orlando Silva tenha sido o inspirador e articulador da nomeação de Pelé.


Paulo Henrique Amorim

Do Blog CONVERSA AFIADA.

A ‘Disneylandia’ do filho de FHC


A perseguição da mídia a Lula e à sua família não terminou depois que ele deixou o poder. Desde a semana seguinte à posse de Dilma Rousseff, em janeiro, que os ataques ao ex-presidente miram todo e qualquer aspecto de sua vida particular – desde os valores que cobra para dar conferências (como faz seu antecessor Fernando Henrique Cardoso desde que deixou o poder) até as atividades privadas de seus familiares.

Essa perseguição obstinada, irrefreável e interminável acaba de ganhar mais um capítulo. Neste domingo, o jornal Folha de São Paulo expõe uma neta do ex-presidente-operário, Bia Lula, de 16 anos, que integra o elenco de uma peça de teatro que recebeu financiamento de 300 mil reais da operadora de telefonia OI. A matéria insinua que o financiamento só ocorreu devido à influência de Lula.

Este post, porém, não pretende questionar a função fiscalizadora da imprensa nas democracias e, sim, a seletividade nessa fiscalização. Não é ruim que a imprensa fiscalize a vida privada dos políticos desde que não faça isso em benefício de outros políticos, tornando-se partícipe do jogo político-partidário, o que lhe retira a credibilidade, razão pela qual esses conglomerados de mídia negam até a morte que têm qualquer preferência política.

Mas o que explica, então, que as atividades privadas dos filhos de um ex-presidente de determinado partido sejam devassadas dessa forma – não poupando nem uma garota de 16 anos ao lhe reproduzir a foto em uma matéria em que, ao fim e ao cabo, chama seu avô de ladrão (nas entrelinhas) – enquanto não acontece o mesmo com os negócios para lá de esquisitos do filho de FHC Paulo Henrique Cardoso, por exemplo?

Fico imaginando o que teria acontecido se Lula tivesse feito em relação ao seu filho o que fez o antecessor em relação ao dele, enquanto ambos governavam…

Em 1996, Paulo Henrique Cardoso era casado com a filha do dono do Banco Nacional, cuja falência foi evitada por medida provisória editada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Aquela medida tornou possível a venda de parte boa do Banco Nacional para o Unibanco. A parte podre — de seis bilhões de dólares — ficou para o governo pagar. Este blogueiro se cansou de ler editoriais do Estadão defendendo a negociata.

Em 2000, dois anos antes de deixar o poder, FHC autorizou financiamento do seu governo à empresa do próprio filho, Paulo Henrique Cardoso, para montar o pavilhão brasileiro na Expo 2000 na Alemanha, na cidade de Hannover. Foram doados pelo governo federal, então, 14 milhões de reais. O Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal chiaram, inclusive. A imprensa, porém, deu algumas raras reportagens sobre o caso e nunca mais tocou no assunto, sobretudo depois que FHC deixou o poder.

A boa e velha hipocrisia da mídia dirá que tudo isso aconteceu faz tempo e tentará convencer os incautos de que naquela época foi feito um barulho sequer parecido com o que se faz hoje sob meras especulações e não sob fatos concretos como aqueles que pesavam sobre o filho do ex-presidente tucano. Contra Fábio Luís Lula da Silva, por exemplo, afirmam que financiamento da OI à empresa dele seria escandaloso. Mas alguém viu algum jornalista chamar de escandalosos os fatos sobre o filho de FHC?

E o pior é que PHC continua se metendo em negócios estranhos, para dizer o mínimo. A mídia deveria ter curiosidade sobre seus negócios porque seu pai é o líder máximo do maior partido de oposição, partido que controla governos estaduais poderosos como os de São Paulo (o mais rico do país) e Minas Gerais, sem falar da ascendência do ex-presidente sobre a grande mídia, o que faz dele político a ser agradado por empresas privadas.

Veja só, leitor, o negócio fechado no fim do ano passado pelo filho de um dos políticos mais poderosos e influentes do Brasil, um negócio sobre o qual a grande mídia não especulou nada, não quis saber nada e não publicou nada. Em 29 de novembro do ano passado a Rádio Disney estreou oficialmente no Brasil na frequência FM 91,3 MHz de São Paulo. A emissora foi negociada no começo do ano, quando a Walt Disney Company se uniu à Rádio Holding Ltda. e comprou a concessão. A Holding pertence a Paulo Henrique Cardoso, filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e detém 71% do negócio.

Walt Disney Company é um dos maiores grupos de mídia dos Estados Unidos e esse será o seu maior investimento no Brasil. Teve que se associar minoritariamente ao filho de FHC porque a legislação brasileira não permite que empresas estrangeiras controlem veículos de comunicação. Por isso precisa de um brasileiro…

O filho de Lula, dito “Lulinha” pela mídia, recebeu acusações explícitas e incessantes por receber financiamento de uma grande empresa. Por que foi diferente com o filho de FHC? O caso deles é bastante parecido, ora. Ambos têm sócios poderosos em empresas de comunicação – “Lulinha” produz conteúdo para uma televisão UHF e Paulo Henrique é sócio de um tubarão internacional numa rádio.

É injusto dizer que há irregularidades nesses negócios de familiares dos ex-presidentes. Para expor as famílias da forma como a Folha fez com a neta de Lula, deveria haver mais do que especulações. Tanto para a família do ex-presidente petista quanto para a do tucano. Os valores que eles cobram pelas palestras, idem. Mas se a mídia quer investigar, que faça com todos os políticos e não só com aqueles dos quais não gosta.


Vamos garantir a todos os sertanejos direito tão elementar à vida, que é a água

Do Blog do Planalto - Segunda-feira, 1 de agosto de 2011 às 9:31

Café com a presidenta

No programa “Café com a Presidenta” desta segunda-feira (1/8), a presidenta Dilma falou sobre o lançamento do Plano Brasil sem Miséria para o Nordeste e explicou as medidas mais importantes que serão implementadas na região. Um dos exemplos que a presidenta citou foi o programa Água para Todos, que vai levar também água para todo o semiárido nordestino, beneficiando 750 mil famílias que vivem em áreas rurais. A expectativa da presidenta é que o programa tenha o mesmo sucesso do Luz para Todos que, segundo ela, “mudou a vida de tanta gente ao fornecer energia elétrica a 2,8 milhões de moradias em todo o país”.

A presidenta contou que o Água para Todos vai construir milhares de cisternas, barragens, barraginhas e sistemas simplificados de irrigação, garantindo às pessoas o direito fundamental à água e a possibilidade de produzir mais.

“O Água para Todos é uma ação fundamental para que essas famílias, extremamente pobres, possam produzir mais e sair da miséria. (…) vamos garantir a todos os sertanejos o direito tão elementar e tão necessário à vida e ao desenvolvimento, que é a água”.

Durante a entrevista, a presidenta Dilma também falou sobre uma outra medida para melhorar as condições de vida de 250 mil famílias de agricultores extremamente pobres da região até 2014. Dilma explicou que, para isso, autorizou a contratação de centenas de técnicos rurais para auxiliar os agricultores familiares no plantio, orientando-os sobre as melhores técnicas de plantação e equipamentos mais adequados.

“Além de orientação técnica, essas famílias vão receber sementes de qualidade, produzidas pela Embrapa, e R$ 2.400,00 para investir na terra e melhorar a sua produção”.

Para a comercialização dos produtos da agricultura familiar, o governo federal fez uma parceria inédita com supermercados. Segundo explicou a presidenta, essas empresas vão comprar e vender a produção de agricultores familiares extremamente pobres. Ela contou, inclusive, que “os supermercados já estão comprando farinha, de Alagoas, laranja, de Sergipe, e geleias e doces, da Bahia”.

Além disso, o governo federal também vai apoiar os agricultores, por meio do programa de compra de alimentos da Agricultura Familiar (PAA), e com os recursos da merenda escolar.

“Nós estamos expandindo o orçamento do PAA, agora para R$ 793 milhões. E tem também os recursos da merenda escolar. Por lei, 30% do dinheiro que governo gasta com a merenda escolar devem ser aplicados em compras da Agricultura Familiar”.

Ouça abaixo íntegra do programa Café com a Presidenta ou leia aqui a transcrição:

Além das medidas de apoio à produção e comercialização, também serão implementadas medidas de saúde para a população extremamente pobre, segundo informou a presidenta Dilma na entrevista.

“… vamos construir mais de 1.200 Unidades Básicas de Saúde, as chamada UBSs. Só no Nordeste, (…), serão 638 UBSs, vamos oferecer também mais de 7 milhões de consultas e mais de 3 milhões de óculos para estudantes do Ensino Fundamental e do programa Brasil Alfabetizado. (…) Outra medida é instalação de 45 centros odontológicos e outras mais 90 unidades móveis, que vão garantir o fornecimento de quase meio milhão de próteses dentárias – as dentaduras”.

Finalizando, a presidenta Dilma explicou que além das iniciativas citadas durante a entrevista, o Brasil sem Miséria vai ampliar o acesso da população extremamente pobre à educação, à moradia, à luz elétrica, saneamento e proteção social. Para ela, tirar as famílias da pobreza extrema é um compromisso do seu governo, além de ser importante para o país.

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Serra não resolve problemas do PSDB e fala do PT, diz Lula


O ex-Presidente Lula rebateu nesta sexta-feira comentário feito pelo ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB), de que a chance de Lula voltar a ser candidato à Presidência em 2014 seria "muito alta". Durante palestra realizada a convite das Forças Armadas na Escola Superior de Guerra, na Urca, no Rio de Janeiro, Lula disse que Serra deveria deixar de falar sobre o PT e cocentrar-se nos problemas do PSDB.

Em entrevista ao jornal espanhol El País publicada na quinta-feira, Serra afirma que Lula "nunca deixou de estar em campanha", já que continua a atacar a oposição. "A probabilidade de Lula ser candidato nas eleições presidenciais de 2014 é muito alta", disse o ex-governador.

"O Serra deveria falar sobre o PSDB. Não consegue resolver os problemas e vem falar do PT. É demais, não é? O Brasil tem uma candidata em 2014 chamada Dilma Rousseff. Ela é presidenta do Brasil, vai fazer um governo extraordinário e só há uma possibilidade de ela não ser candidata, que é se ela não quiser", afirmou Lula nesta sexta-feira.

"O Serra está muito mais preocupado se ele é candidato ou não do que eu. Ele que se incomode com ele porque comigo, pode deixar que eu tomo minhas decisões. Quem foi presidente como eu fui, que fez o que fiz... Acho que já cumpri minha tarefa com esse País", disse Lula.

Voto em Serra
Lula também comentou a polêmica envolvendo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que recentemente admitiu ter votado em Serra nas últimas eleições presidenciais, e não em Dilma Rousseff. "Nunca me preocupei em perguntar aos meus amigos em quem eles votaram. Voto é uma coisa sagrada. É secreto. Cada pessoa vota do jeito que quer. Ele não foi convidado para meu governo pelo voto dele, mas pelo que ele queria fazer pelo Ministério da Defesa, afirmou Lula, ao lado de Jobim.

"Um homem da qualidade e da competência do Jobim era o único que eu via condições de construir o Ministério da Defesa, de aprovar o plano estratégico de defesa. Eu acho que isso foi feito. Está cheio de gente que votou no Serra, que votou em mim, que não gosta mais de mim, que gosta do Serra. A gente não tem que achar que quem não votou no Serra é pior do que quem votou no Serra", disse.

Crise nos Transportes
A palestra de Lula também teve espaço para declarações a respeito das denúncias de irregularidade no Ministério dos Transportes, que culminaram com a queda de Alfredo Nascimento. "Toda denúncia surpreende. Porque se não surpreendesse, você já teria tomado a decisão antes. Acho que o importante é que, na medida em que existe uma denúncia, você investiga, apura. Se tiver inocente, pede desculpas", disse.

Eleições municipais
Na palestra, Lula falou também sobre a situação do PT em relação às eleições municipais de 2012. Segundo o ex-presidente, as disputas prévias do partido são um bom instrumento, mas não se fazem necessárias caso haja consenso em torno de um único nome. "É importante lembrar que a prévia foi proposta por mim para o PT. Portanto, eu não posso ser contra. Tem momento em que a prévia é importante e tem momento em que se pode fazer um acordo", disse.

Lula citou o exemplo de São Paulo, onde os senadores Eduardo e Marta Suplicy, além do ministro da Educação, Fernando Haddad, já demonstraram interesse em liderar a chapa petista. "O que temos em São Paulo é um bom problema, é um excesso de candidatos. São candidatos muito fortes", comentou.Terra

A Folha persegue Lula

Giovanna, Walcy e Bia Lula

A Oi patrocinou mais de 180 projetos culturais, sendo a maior parte para artistas, como Jô Soares, atores e atrizes contratados pela Globo. Agora, está patrocinando a peça, “A Megera Domada”, clássico de Shakespeare, adaptado pelo autor da peça Walcyr Carrasco.Entre as atrizes da peça, está Bia Lula da Silva, a neta do ex presidente Lula. O Jornal Folha de São Paulo insinua que esse é o primeiro patrocinio da tele, e a excessão seria por ter na peça a neta do Lula

A peça, tem outros patrocinadores como a Editora FTD, nascida no Brasil, em 1902, dos irmãos Irmãos Maristas.A edição da Folha sensacionalista deste domingo não viu, esqueceu de publicar.
Mas o jornal da familia Frias, não esqueceu de fazer insinuações maldosas contra a neta de Lula, que não é dona da peça e nem atriz principal.A atriz protagonista é Giovanna Ewbank, esposa do Global Bruno Gagliasso, que a Folha, também não viu.

A Folha de São Paulo, não citou o autor da peça, Walcyr Carrasco, escritor, dramaturgo, autor de telenovelas da Rede Globo e colunista da Veja.

Os Frias vão perseguir até o último herdeiro de Lula?

Acho que nenhum presidente, foi alvo de tanta agressividade, de tanta maldade de certos setores da mídia como Lula.

Comentário do jornalista Luis Nassif

É uma perseguição descabida. Pretendem estigmatizar todos os parentes de Lula.

Mônica Serra tem uma ONG, a "Se Toque", inteiramente bancada pela Sabesp com lei de incentivo fiscal do Estado. A ONG não cumpriu as metas fixadas no ano passado - visitas a escolas. E faz-se um carnaval porque uma neta de Lula é atriz em uma peça.

Oi patrocinou 187 projetos
Programa Oi de Patrocínios: veja resultado

A Oi divulgou os selecionados em seu Programa de Patrocínios Culturais Incentivados 2011. Foram escolhidos 187 projetos de todo o país, nas áreas de Artes Visuais, Cinema, Cultura Popular, Dança, Espaços Culturais, Música, Patrimônio Cultural, Publicação e Documentação, Teatro e Tecnologia e Novas Mídias. Os valores de cada patrocínio serão informados posteriormente aos selecionados. Na área de dança, foram selecionados 12 projetos: 1,2 na Dança (MG), Acervo de Mixion (RJ), Atos de fala (RJ), VIII Bienal Internacional de Dança do Ceará (CE), circulação nacional do Balé Folclórico da Bahia (BA), Dança & atitude – etapa 1 (CE), Festival Panorama – 20 anos (RJ), FID – Fórum Internacional de Dança 15 anos (MG), FIDA – Festival Internacional de Dança da Amazônia (PA), Momix – Bothanica (RJ), O Grande Circo Místico (RJ) e Vivadança Festival Internacional – 6ª edição (BA)

Fada Boa contra Fada Má

O jantar anual da associação dos correspondentes estrangeiros em Washington é uma oportunidade para políticos locais dizerem coisas que normalmente não diriam e rirem de si mesmos.
Começando pelo presidente da República, que é sempre convidado a falar e sempre fala no tom autodepreciativo que se espera de um cara legal, gente como a gente.
Num desses jantares mostraram um clip, especialmente gravado para a ocasião, do George Bush no gabinete da Presidência olhando dentro de gavetas, atrás das cortinas e embaixo dos móveis e dizendo: “Aquelas armas de destruição em massa têm que estar em algum lugar...”
Seria mais engraçado se a invasão do Iraque ordenada por Bush, motivada pelas armas de destruição em massa que não estavam lá, já não tivesse matado alguns milhares de pessoas. No mesmo jantar, Bush fez outra piada tática.
Falou da elite econômica americana, dos milionários e dos arrogantes barões de Wall Street, “que vocês chamam de gatos gordos e insensíveis e eu chamo de... meu eleitorado”. Risos. Palmas. O cinismo faz muito sucesso nos tais jantares.
Bush não decepcionou seu eleitorado. Foi fiel à tese de que deixando os gatos gordos se lambuzarem com concessões e privilégios, como cortes dos seus impostos e pouco controle dos seus excessos, algum benefício escorreria para a maioria.
A famosa trickle-down economics da era Reagan ainda perdura, e Bush tornou o melado ainda mais doce para os ricos. Essa briga entre os republicanos e o Barack Obama sobre elevar ou não o teto para o endividamento americano e como fazer para diminuir o déficit nacional é — ou era, imagino que já tenha se resolvido, ou dado empate — entre o legado de Bush e a mínima ação do Obama de defender o seu eleitorado do poder da ganância.
Um lado quer diminuir o déficit cortando gastos sociais e mantendo intocados os privilégios dos ricos, o outro quer manter os gastos sociais e taxar mais os ricos.
O Obama não está sendo, no governo, exatamente o que seu eleitorado esperava. Compreende-se, tem que ser mais flexível do que coerente para lidar com um Congresso hostil e cuidar da sua sobrevivência, não só política mas — a julgar pela retórica cada vez mais furiosa da direita contra ele — física também.
Mas na questão de quem deve pagar pelo déficit nenhuma flexibilidade era possível. Tratava-se de escolher entre leite para crianças e mais lucro para banqueiros, Fada Boa contra Fada Má.
Mas estou escrevendo antes do desfecho da briga, não sei se o Baraca cedeu. As Fadas Boas andam em recesso no mundo todo.
Luís Fernando Veríssimo

Comandante do Exército é investigado por corrupção

Inquérito aponta fraudes em obras rodoviárias executadas pelos militares
General Enzo e outros sete oficiais chefiaram departamentos que fizeram convênios com Dnit entre 2004 e 2009
O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, e sete generais são investigados pela Procuradoria-Geral de Justiça Militar sob suspeita de participar de fraudes em obras do Exército.
Os oficiais comandaram o DEC (Departamento de Engenharia e Construção) e o IME (Instituto Militar de Engenharia) entre 2004 e 2009, período em que o Exército fez convênios com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para obras em rodovias.
O general Enzo chefiou o DEC entre 2003 e 2007. Ele deixou o cargo para assumir o comando do Exército no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi mantido no posto pela presidente Dilma Rousseff.
O grupo investigado inclui cinco generais que comandaram o IME e dois que chefiaram o DEC depois do general Enzo: os generais Marius Teixeira Neto, na reserva desde março, e Ítalo Fortes Avena, hoje consultor militar da missão do Brasil na ONU.
A investigação foi aberta em maio pela procuradora Geral de Justiça Militar, Cláudia Luz, para apurar se o general Enzo e os outros que comandavam áreas envolvidas sabiam das irregularidades.
A apuração foi um desdobramento de inquérito anterior que identificou indícios de fraude em 88 licitações do Exército para fazer obras do Ministério dos Transportes e apontou desvios de recursos públicos de R$ 11 milhões.
À Folha, o Centro de Comunicação do Exército diz que não tem conhecimento da investigação e que "não cabe à Força e nem aos militares citados emitir qualquer tipo de posicionamento".
Criados para atender necessidades de militares, os batalhões de engenharia do Exército são convocados com frequência para acelerar obras. Somente do Dnit, que nas últimas semanas teve quase toda a diretoria afastada por ordem de Dilma, o Exército recebeu R$ 104 milhões nos últimos cinco anos.
As investigações mostram que um grupo liderado por dois oficiais que coordenavam os convênios no IME, o coronel Paulo Roberto Dias Morales e o major Washington Luiz de Paula, criou seis empresas para entrar em concorrências do IME com dinheiro do Dnit.
O major Paula teria movimentado mais R$ 1 milhão em sua conta em um ano e feito 14 viagens aos EUA no período em que trabalhou com o Dnit.
Seis militares estão sendo processados na Justiça Militar. Se condenados, poderão ser presos e expulsos da corporação. Peças do processo foram encaminhadas à Justiça Federal para que eles sejam processados ali também.
Marco Antônio Martins
By: Falha

A nova fase do Brasil

Dilma, a nova fase
Cláudio Lembo
Terra Magazine

Em todos os ambientes, quando se fala em política, coloca-se uma pergunta: como vai o governo Dilma? É natural a indagação. No presidencialismo, mais que no parlamentarismo, a figura do supremo mandatário tem importância expressiva.

O Parlamento, por mais que mostre vocação cívica, jamais consegue atingir o espaço de expressão do Executivo. O Judiciário, apesar do atual ativismo, ainda é poder que exige provocação para agir.

O Executivo, ao contrário dos demais poderes, está sempre presente na vida do cotidiano das pessoas. A cidadania acompanha com acuidade todos os atos do mandatário. Eles repercutem no dia-a-dia de cada cidadão, mesmo que não incidam diretamente sobre os seus interesses imediatos.

Dilma Rousseff atingiu a Presidência da República como reflexo de uma personalidade carismática e bem sucedida. Mais ainda. Respeitada por todas as classes sociais, salvo poucas exceções.

Suceder a Luiz Inácio Lula da Silva seria tarefa difícil para o mais experiente político, mais dificuldade encontra um quadro técnico acostumado à direção direta de seus subordinados e definição precisa dos objetivos.

A política é caleidoscópio. Jamais é possível aquilatar a próxima imagem. Tudo é mutável e a volubilidade das vontades humanas se apresenta no cenário político com enervante constância.

Compreensível, pois, a idas e vindas dos primeiros meses do atual governo. Só encontrou situações complexas. Lula, o líder sindical, é homem de conflitos e acordos transitórios.

Uma técnica, que sempre ocupou cargos administrativos, não pode utilizar o mesmo meio de convicção. Não possui tradição política e nem sequer atrativo para falar sem atingir conclusões.

Daí as pequenas crises, particularmente no trato dos assuntos ministeriais. Agiu mal, cai. Esta forma de atuar não era habito no período presidencial anterior e nem sequer faz parte dos hábitos políticos brasileiros.

O costume - diga-se de passagem, secular - é transigir e conciliar. Tudo acontece mediante conciliação. Nunca se vai às últimas conseqüências. Dilma rompeu a maldição.

É claro que determinados segmentos se encontram incomodados. No entanto, é possível que a presidenta esteja inaugurando um novo ciclo na política nacional.

Colocar as coisas no devido lugar. Fazer com que os fatos se tornem claros, as falcatruas expostas e seus autores exonerados é novidade que deixa perplexa muita gente.

O erro dos políticos tradicionais é nítido. Esqueceram de examinar a trajetória da presidenta Dilma. Ela sempre mostrou liderança e lutou, de maneira inequívoca, pela democracia e moralidade administrativa.

Ofereceu, em seu passado, em holocausto a dignidade humana o seu próprio sacrifício pessoal. Sofreu em sua a integridade física e perdeu a liberdade. Permaneceu com seus princípios.

Erram, pois, os políticos, inclusive os mais experientes que, em governos passados, ocuparam cargos relevantes nos poderes da República, em procurar agredi-la - e a seu governo - com palavras ou bravatas.

Dilma tem componentes diferentes dos operadores políticos de todos os tempos. Possui coragem e destemor. Não é carreirista. Quer exercer com dignidade seu mandato.

Se tudo isto não fosse suficiente, a democracia plena em que se vive não permite a presença da imoralidade administrativa e nem das velhas técnicas de desestabilização dos governantes.

A opinião pública sabe diferenciar com precisão os bons e os maus atos dos administradores. As boas e as más condutas dos políticos. Terminou a fase do quem pode leva.

Hoje, é preciso respeitabilidade para o exercício das funções públicas. A sociedade é implacável e acompanha cada movimento dos detentores de cargos nos três poderes da República.

Dilma age como quer a maioria da cidadania: preserva a dignidade do cargo e afasta firmemente os de conduta frágil. Tudo isto é novidade. Dai alguma perplexidade de seus adversários e dos analistas deformados pela paixão ou interesses.

Cláudio Lembo é advogado e professor universitário. Foi vice-governador do Estado de São Paulo de 2003 a março de 2006, quando assumiu como governador

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