terça-feira, 2 de agosto de 2011
Plano Brasil Maior sai e desonera folha de salários
Sergio Leo | VALOR
De Brasília
02/08/2011
Alertada por líderes empresariais da necessidade de medidas de forte impacto na nova política industrial, a presidente Dilma decidiu, com seus ministros, garantir o corte de impostos sobre as folhas de salários em empresas que empregam muita mão de obra, como as dos setores de têxteis, calçados e móveis. Ela também anunciará hoje decreto para privilegiar fabricantes nacionais em compras de governo nos setores de Informática e Telecomunicações, Defesa e Saúde.
Ontem à noite, Dilma reuniu-se com ministros para definir os detalhes finais do “Plano Brasil Maior”. A Polícia Federal será convocada a participar de um grupo formado pela Receita Federal e a Secretaria de Comércio Exterior, para combater fraudes nas importações.
A decisão de reduzir a contribuição previdenciária de grandes empregadores foi discutida pelo secretário geral Gilberto Carvalho ainda ontem à noite com dirigentes de centrais sindicais, que, no entanto, criticaram a medida e pediram sua exclusão do pacote. O governo pretende apresentar a medida como um “piloto” para uma futura desoneração geral das folhas de pagamento.
O plano buscou inspiração na legislação de compras governamentais dos EUA, o Buy American Act, para conceder às empresas instaladas no país preferência nas licitações e aquisições do governo, nas compras de bens de alta tecnologia, informática e comunicações, e nas encomendas para Defesa e Saúde. Uma comissão de ministros vai decidir as normas de aplicação da medida.
O governo poderá pagar até 25% a mais por produtos fabricados no país nesses casos e será autorizado a encomendar diretamente a consórcios nacionais projetos na área tecnológica.
O “Brasil Maior” deve incluir outras medidas de desoneração de investimentos e exportações, como a permissão para desconto imediato dos impostos pagos na aquisição de máquinas para a indústria. Suas metas serão aumentar investimentos em capital fixo no país, de 18,4% para 23% do PIB até 2014; elevar o gasto privado com ciência e tecnologia de 0,55% para 0,9% e ampliar a parcela da indústria de 18,3% para 19,5%.
Plano prevê tributo menor na exportação e nos investimentos
Conjuntura: Nova política industrial inclui decreto que favorece produto nacional em compras do governo
Ruy Baron/Valor
Guido Mantega: resistência do ministro da Fazenda quase provocou o adiamento do anúncio das novas medidas
Alertada para o risco de fiasco na política industrial, a presidente Dilma Rousseff exigiu e obteve do Ministério da Fazenda medidas de redução da carga tributária sobre investimentos, exportações e grandes empregadores de mão de obra. As medidas farão parte do plano Brasil Maior, a ser anunciado hoje no Palácio do Planalto. Empresas com grande número de empregados, como as do setor têxtil, de calçados e de móveis, terão reduzida a contribuição previdenciária sobre a folha de pagamentos, como ensaio para desoneração da folha em todo o setor privado.
Como parte da nova política industrial, Dilma pretende anunciar hoje, também, um decreto para privilegiar fabricantes nacionais nas compras de governo nos setores de informática e telecomunicações, defesa e saúde. O decreto regulamenta medida provisória baixada no início do ano, que permite ao governo aceitar preços até 25% maiores de fornecedores com fábricas instaladas no país.
Fardas confeccionadas no Brasil, por exemplo, poderão ganhar licitações mesmo com preços 25% acima do similar importado. A presidente criará uma comissão de ministros para detalhar as condições de preferência aos fornecedores nacionais. Os detalhes foram decididos em uma reunião, ontem à noite, entre a presidente e os ministros da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, da Fazenda, Guido Mantega, do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, além do presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Mantega foi repreendido por Dilma, pela resistência da Fazenda em apresentar medidas de desoneração, o que quase levou ao adiamento do anúncio da nova política industrial.
Dilma quer diversificar exportações e reverter a tendência de perda de importância dos bens manufaturados na pauta de exportação e na economia brasileiras. O Brasil Maior, prevê até 2014, a redução em até 40% do déficit, que chegou a US$ 33,5 bilhões em 2010 e pode ultrapassar US$ 51 bilhões neste ano. Como parte das medidas de reforço das ações de defesa comercial a Polícia Federal será convocada a participar de um grupo formado pela Receita Federal e a Secretaria de Comércio Exterior, para combater fraudes nas importações. O plano prevê também reforço na equipe encarregada de investigar importações a preços desleais ou fraudulentos.
O Brasil Maior buscou inspiração na legislação de compras governamentais dos EUA, o Buy American Act, para conceder às empresas instaladas no país preferência nas licitações e aquisições do governo federal, nas compras de bens de alta tecnologia, informática e comunicações, e nas encomendas para defesa e saúde. Além de autorizado a pagar até 25% a mais por produtos fabricados no país, o governo poderá encomendar diretamente a consórcios de empresas nacionais projetos de desenvolvimento tecnológico de itens como programas de computador.
Entre as medidas de desoneração incluídas no Brasil Maior está a permissão para desconto imediato dos impostos pagos na aquisição de máquinas para a indústria. Entre as principais metas do plano estão o aumento de investimentos em capital fixo no país, de 18,4% do Produto Interno Bruto (PIB) para 23% até 2014, elevação do gasto privado com ciência e tecnologia, de 0,55% para 0,9%, e ampliação da parcela da indústria no PIB, de 18,3% para 19,5%.
Postado por Luis FavreComentários Tags: exportações, governo Dilma, pol'itica industrial, Tributos
Do Blog do Favre.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Venda de veículos bate recorde e ultrapassa 2 milhões no ano
“As vendas de veículos novos bateram mais um recorde no acumulado do ano, com o emplacamento de 2,043 milhões de unidades de janeiro a julho, segundo os dados obtidos pela Folha.
Essa quantidade representa uma expansão de 8,6% sobre igual período em 2010 (1,882 milhão), que detinha a melhor marca até então.
Considerando apenas julho, foram licenciados 306,2 mil automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, com o resultado também atingindo uma nova marca para o mês.
O número aponta um leve crescimento de 0,6% ante junho e de 1,3% sobre o montante contabilizado no mesmo intervalo no ano passado.”
Matéria Completa, ::Aqui::
Enviada por: Nogueira Jr. / 19:15 0 Comentários
Do Blog BRASIL! BRASIL!
Johnbim pede penico
Do Blog COM TEXTO LIVRE.
Fifa irritou Dilma ao negar credencial para concorrentes da Globo
Segunda-feira 1, agosto 2011
Um dos principais motivos de irritação de Dilma Rousseff com o COL (Comitê Organizador Local) e a Fifa foi um pedido negado de credencias para jornalistas que fazem a cobertura diária do Palácio do Planalto.
Às vésperas do sorteio das eliminatórias da Copa de 2014, a equipe da presidente pediu cerca de 80 credenciais. Conseguiu algumas, mas a Fifa não quis dar autorização para Record e SBT acompanharem Dilma no evento.
O COL informou ao estafe presidencial que a federação internacional não poderia ferir o contrato com a Globo, que tinha exclusividade na solenidade, organizada pela Geo Eventos, da qual a emissora é uma das sócias.
Dilma se irritou. Ela e seu estafe interpretaram como uma retaliação de Ricardo Teixeira à Record, que tem exibido reportagens com denúncias contra o dirigente. A equipe da presidente alegou que o COL e a Fifa podem escolher seus parceiros. Mas o Governo Federal tem que garantir os mesmos direitos a todos. E é praxe os jornalistas de Brasília seguirem a comitiva presidencial.
Como resposta, o governo marcou uma entrevista de Pelé, na véspera do sorteio, no Museu de Arte Moderna do Rio, fora da jurisdição da Fifa e do COL. Lá todas as emissoras de TV tinham passe livre.
Para o governo, a Fifa foi arrogante. O COL argumentou que além do problema contratual havia uma limitação de espaço, sem contar que o prazo para credenciamento já tinha terminado. Defendeu-se também dizendo que concorrentes da Globo tiveram liberdade para trabalhar nas entrevistas após o evento.
A tendência é que mais atritos como esse aconteçam, pois os parceiros na organização da Copa tem interesses diferentes e conflitantes. Blog do Perrone
No Rio, Dilma adere ao #ForaTeixeira
Saiu no UOL:
Dilma ganha sala reservada em sorteio da Copa e planeja não receber Ricardo Teixeira
Bruno Freitas, Ricardo Perrone e Thales Calipo
A presidente Dilma Rousseff vai esperar ser chamada para o sorteio das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014 em uma sala em que a Fifa não terá poder. Será o único ponto fora do controle da federação internacional na Marina da Gloria, no Rio de Janeiro, onde acontece a cerimônia.
Por força de um decreto de lei, os locais reservados para a presidência da República, em qualquer evento no país, ficam sob responsabilidade da segurança presidencial. É ela quem controla quem entra e sai, ao contrário do que acontece no restante do local do evento.
Em seu QG, Dilma, que acompanhará todo o sorteio, estará “protegida” de Ricardo Teixeira. E, segundo o UOL Esporte apurou, ela não planeja receber reservadamente o cartola, que por pelo menos duas vezes teve pedidos de audiência com a presidente recusados.
(…)
Clique aqui para ler “Cariocas inauguram a temporada de manifestações para afastar Ricardo Teixeira do cofre da Copa”.
E aqui para ler: “Dilma exalta Pelé e apenas menciona ’senhor Ricardo Teixeira’”.
E aqui para ler: “Discurso de Dilma oficializa divórcio entre Governo e Fifa”.
Este ansioso blogueiro orgulha-se de ter percebido que a nomeação de Pelé para embaixador da Dilma na Copa foi um Golpe de Estado contra Teixeira.
A face da Copa no Brasil passou a ser o Pelé e não o #ForaTeixeira.
Quem quer ficar trancado na sala com o Teixeira ?, deve ter se perguntado a Presidenta ao ir para o sorteio da Copa.
Quem quer ser fotografado ao lado do Teixeira ?
Você gostaria, amigo navegante ?
As manifestações contra Teixeira que no Rio se iniciaram o Ali Kamel não vai exibir no jornal nacional.
Porque o Teixeira é o Murdoch da Globo.
Clique aqui para ler: “PiG + Murdoch. Só você, navegante, nos salva”.
Em tempo: este ansioso blogueiro acredita que o ministro Orlando Silva tenha sido o inspirador e articulador da nomeação de Pelé.
Paulo Henrique Amorim
Do Blog CONVERSA AFIADA.
A ‘Disneylandia’ do filho de FHC
A perseguição da mídia a Lula e à sua família não terminou depois que ele deixou o poder. Desde a semana seguinte à posse de Dilma Rousseff, em janeiro, que os ataques ao ex-presidente miram todo e qualquer aspecto de sua vida particular – desde os valores que cobra para dar conferências (como faz seu antecessor Fernando Henrique Cardoso desde que deixou o poder) até as atividades privadas de seus familiares.
Vamos garantir a todos os sertanejos direito tão elementar à vida, que é a água
No programa “Café com a Presidenta” desta segunda-feira (1/8), a presidenta Dilma falou sobre o lançamento do Plano Brasil sem Miséria para o Nordeste e explicou as medidas mais importantes que serão implementadas na região. Um dos exemplos que a presidenta citou foi o programa Água para Todos, que vai levar também água para todo o semiárido nordestino, beneficiando 750 mil famílias que vivem em áreas rurais. A expectativa da presidenta é que o programa tenha o mesmo sucesso do Luz para Todos que, segundo ela, “mudou a vida de tanta gente ao fornecer energia elétrica a 2,8 milhões de moradias em todo o país”.
A presidenta contou que o Água para Todos vai construir milhares de cisternas, barragens, barraginhas e sistemas simplificados de irrigação, garantindo às pessoas o direito fundamental à água e a possibilidade de produzir mais.
“O Água para Todos é uma ação fundamental para que essas famílias, extremamente pobres, possam produzir mais e sair da miséria. (…) vamos garantir a todos os sertanejos o direito tão elementar e tão necessário à vida e ao desenvolvimento, que é a água”.
Durante a entrevista, a presidenta Dilma também falou sobre uma outra medida para melhorar as condições de vida de 250 mil famílias de agricultores extremamente pobres da região até 2014. Dilma explicou que, para isso, autorizou a contratação de centenas de técnicos rurais para auxiliar os agricultores familiares no plantio, orientando-os sobre as melhores técnicas de plantação e equipamentos mais adequados.
“Além de orientação técnica, essas famílias vão receber sementes de qualidade, produzidas pela Embrapa, e R$ 2.400,00 para investir na terra e melhorar a sua produção”.
Para a comercialização dos produtos da agricultura familiar, o governo federal fez uma parceria inédita com supermercados. Segundo explicou a presidenta, essas empresas vão comprar e vender a produção de agricultores familiares extremamente pobres. Ela contou, inclusive, que “os supermercados já estão comprando farinha, de Alagoas, laranja, de Sergipe, e geleias e doces, da Bahia”.
Além disso, o governo federal também vai apoiar os agricultores, por meio do programa de compra de alimentos da Agricultura Familiar (PAA), e com os recursos da merenda escolar.
“Nós estamos expandindo o orçamento do PAA, agora para R$ 793 milhões. E tem também os recursos da merenda escolar. Por lei, 30% do dinheiro que governo gasta com a merenda escolar devem ser aplicados em compras da Agricultura Familiar”.
Ouça abaixo íntegra do programa Café com a Presidenta ou leia aqui a transcrição:
Além das medidas de apoio à produção e comercialização, também serão implementadas medidas de saúde para a população extremamente pobre, segundo informou a presidenta Dilma na entrevista.
“… vamos construir mais de 1.200 Unidades Básicas de Saúde, as chamada UBSs. Só no Nordeste, (…), serão 638 UBSs, vamos oferecer também mais de 7 milhões de consultas e mais de 3 milhões de óculos para estudantes do Ensino Fundamental e do programa Brasil Alfabetizado. (…) Outra medida é instalação de 45 centros odontológicos e outras mais 90 unidades móveis, que vão garantir o fornecimento de quase meio milhão de próteses dentárias – as dentaduras”.
Finalizando, a presidenta Dilma explicou que além das iniciativas citadas durante a entrevista, o Brasil sem Miséria vai ampliar o acesso da população extremamente pobre à educação, à moradia, à luz elétrica, saneamento e proteção social. Para ela, tirar as famílias da pobreza extrema é um compromisso do seu governo, além de ser importante para o país.
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