domingo, 15 de junho de 2014

Canalhice da elite bandida paulista ajudou Dilma eleitoralmente


Pra sabadear na Arena Corinthians, Itaquera, São Paulo
Rui Daher - Terra Magazine
Estava difícil de imaginar? Por acaso o evento não era programado acontecer no Estado mais conservador, mais paroquial, menos brasileiro, onde a meritocracia imigratória e o feudalismo do patronato rural se autoproclamaram locomotivas do País?
Ou já esqueceram do que vicejou politicamente por aqui? Adhemar de Barros, Jânio Quadros, Paulo Maluf. Os raros intermezzos progressistas foram similares ao rinoceronte Cacareco que, nas eleições de 1959, foi o vereador mais votado.
Não foi em São Paulo que se pretendeu todo o empresariado no aeroporto, fugindo de um eventual governo que promovesse qualquer forma de inserção social?
Em 1964, a democracia não ficou a esperar o juramento do general Amaury Kruel de respeito à Constituição? Veio? 
Em que terras vocês acham que ainda marcha o cotidiano da Tradição, Família e Propriedade? O PSDB teria abandonado seus mais leves matizes de esquerda não tivesse percebido que somente à direita conquistaria o Estado e daqui o Planalto?
Como se faz nas escolinhas de futebol, em São Paulo se formam os principais craques que irão brilhar no time do ASEFC (Acordo Secular de Elites Ferrador Clube).
Algo esquizofrênico permeia a sociedade paulista. Ferrada, reclama e pede. Brindada, acha que mereceu, se vê exclusiva e cerra as portas para os que perderam o bonde.
“Eu estudei, eu trabalhei, eu formei meus filhos com muita luta, eu comprei meu carro”. Só você, certo? O Zé do Lote 14, em Nossa Senhora das Dores, no Agreste Sergipano, bobeou.
Dilma Rousseff lutou contra um Estado opressor, foi presa e torturada, passou por doença grave. Economista, ministra, foi eleita presidente na democracia e, através dela, garante ver-se diuturnamente criticada em sua gestão. Incomodar-se-ia de ser vaiada e xingada por plateia da ralé endinheirada desta província?
Dentre as autoproclamações paulistas está contar com os mais bem preparados aparelhos educacionais. O mais antigo e rápido processo de industrialização. Capitalismo financeiro em moldes potentes e modernos. 
Aqui se originou a franja mais significativa que comanda o Poder Executivo há quase 20 anos, por partidos aqui criados.
Pois, neste mesmo lugar, Arena Corinthians, Itaquera, São Paulo, essa força de grana, produção e cultura emburreceu e entregou, de mão beijada, apoio geral ao adversário que pretende destruir.
Merecem.  

Um comentário:

Henrique Dias disse...

Faço minhas as suas palavras é degradante a falta de preparo político dos paulistas e muitos paulistanos. Isto está contaminando muitos paranaenses e catarinenses.
Esquecem porem que são uma minoria que vai perder, porque o Brasil mudou.