quarta-feira, 31 de julho de 2013

Funcionária pública é condenada por sumir com processo da TV Globo


por Luiz Carlos Azenha
Cristina Maris Meinick Ribeiro foi condenada em janeiro deste ano a 4 anos e 11 meses de prisão por beneficiar empresas devedoras de impostos quando era agente administrativa da Receita Federal no Rio de Janeiro.
As empresas que segundo o MP foram beneficiadas por ela — através de fraude eletrônica no sistema do Fisco — são a Forjas, Mundial e P&P Porciúncula.
O dono e funcionários da Forjas foram condenados em processo distinto. Cristina também foi acusada de sumir com dois processos relativos à Globopar, empresa controladora da TV Globo, multada em mais de R$ 600 milhões pela Receita.
A sentença também determinou a perda do cargo, da qual Cristina havia se aposentado por invalidez. Ela responde a outros 14 processos, juntamente com donos, gerentes e funcionários de empresas que teria beneficiado, segundo denúncia do repórter TC publicada no Viomundo.
Os donos da Globo, no entanto, foram poupados até mesmo de testemunhar na Justiça. A emissora diz que já pagou o que devia ao Fisco, que só soube da condenação de Cristina em julho deste ano e que não foi beneficiada pelo sumiço dos processos — foram recompostos e seguiram sua tramitação.
A adesão da Globopar ao Refis, o Programa de Recuperação Fiscal da Receita, teria sanado o problema que originou os processos, extinguindo a necessidade da abertura de ação penal sugerida por funcionário da Receita — ele escreveu que, em tese, houve crime.
O crime, segundo o funcionário, teria origem numa operação simulada nas ilhas Virgens Britânicas, através da qual a Globo evitou o pagamento de impostos na compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002.

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