Cristo Redentor
De Braços Abertos Para o Mundo
De Braços Abertos Para o Mundo
Rio de Janeiro –
Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011 – Ano XV
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O projeto foi desenvolvido pelo engenheiro Heitor da Silva Costa e levou quase cinco anos para ser concluído.
Foram estudados vários materiais para o revestimento da estátua, mas por fim foi escolhida a pedra-sabão, utilizada por Aleijadinho para esculpir os Profetas em Congonhas do Campo, Minas Gerais. Embora seja um material fraco, que pode ser riscado até com uma unha, é extremamente resistente ao tempo e não deforma nem racha com as variações de temperatura.
Construir o monumento não foi fácil. Como a execução da obra era impossível no Brasil, os desenhos foram levados para a França, aos cuidados do escultor polonês Paul Landowski. De volta ao país, as peças foram transportadas nos trens da Estrada de Ferro do Corcovado e montadas no alto do morro.
O Cristo Redentor, uma homenagem à religiosidade, tornou-se um símbolo do Rio de Janeiro e do encanto mundial, que recebe a todos de braços abertos.
O Cristo é reaberto e passará por modernização
A estátua do Cristo, eleita uma das sete maravilhas do mundo moderno, passou por um processo ao longo desses 4 meses de limpeza, restauração e colocação de pedras-sabão, material usado na construção do monumento em 1931.
Turistas nacionais e estrangeiros se deliciaram com a vista do alto das Paineiras e com o Cristo totalmente remodelado. "Eles estão maravilhados e encantados com o monumento e a cidade", declarou um guia que acompanhava um grupo de turistas norte-americanos.
Para evitar novos ataques de vândalos ao monumento, como o que aconteceu durante as obras de reparo, a direção do Parque Nacional da Tijuca, onde está a estátua, prometeu instalar em breve câmeras de segurança no local e ampliar o número de seguranças que circulam pela região.
Estão previstas outras novidades, como a construção de um platô de acesso ao Cristo. Também existe a possibilidade da construção de um hotel na região para abrigar turistas nacionais e estrangeiros.
"Ano que vem vamos comemorar com muito orgulho os oitenta anos do Cristo", disse o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, presente ao evento de reinauguração.
As obras de reparo custaram 7 milhões de reais, e há previsão de que as novas obras custem no mínimo 20 milhões de reais. Assim como na etapa de restauração, a Arquidiocese do Rio e a direção do Parque Nacional vão buscar apoio na iniciativa privada.
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