domingo, 19 de agosto de 2012

A diplomacia brasileira brilhou na crise entre o Equador e a Inglaterra


PAULO NOGUEIRA
Diário do Centro do Mundo

Com sede em Washington, a Organização dos Estados Americanos, a OEA, essencialmente não serve para nada. É uma opinião da qual dificilmente discordaria qualquer um dos mais de 30 países que a integram.
Pois, em sua consistente e comprovada inutilidade, a OEA acaba de ter um momento luminoso nesta semana. Por maioria esmagadora, a OEA decidiu apoiar o Equador no embate diplomático que o país trava com a Inglaterra por causa de Julian Assange.
Uma reunião foi convocada para a semana que vem, mas desde já a OEA registrou sua rejeição à ameaça britânica de quebrar a inviolabilidade da embaixada do Equador em Londres para retirar dela, na marra, Assange e depois extraditá-lo para a Suécia.
Os Estados Unidos foram contra, previsivelmente. A importância histórica da decisão da irrelevante OEA está em registrar que existe um mundo novo que não acha, necessariamente, que o que é bom para os Estados Unidos é bom para todos.
O Brasil, também previsivelmente, se pôs ao lado do Equador, pela voz do chanceler Antônio Patriota. A independência brasileira em relação aos americanos na política exterior é um sinal de maturidade do país.

Clap, clap, clap para a diplomacia brasileira. De pé.
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