quinta-feira, 24 de julho de 2014

Brasil volta a repudiar covardia de Israel, que responde


Brasil reforça crítica a Israel por morte de 700 palestinos em Gaza e retira embaixador do país. Governo israelense responde com duras críticas: "país irrelevante"

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Benjamin Netanyahu e Dilma Rousseff. Brasil e Israel trocam farpas por causa de massacre em Gaza
O governo brasileiro voltou a criticar nesta quarta-feira (23/07) a ofensiva de Israel em Gaza, pediu a implementação de um cessar-fogo e chamou para consultas o embaixador do país em Tel Aviv. Na semana passada, Dilma chamou de “desproporcional” a invasão de Israel a Gaza.

O Ministério das Relações Exteriores, em comunicado, considerou “inaceitável a escalada de violência entre Israel e Palestina” e condenou “energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza”.

Este foi o segundo comunicado oficial do governo sobre o conflito desde que Israel lançou há duas semanas uma ofensiva contra o Hamas em Gaza.

Nos 16 dias que duram as hostilidades, pelo menos 700 palestinos e 35 israelenses perderam a vida e há registros de 4,3 mil feridos.

Israel rebate o Brasil

Após gesto diplomático do governo brasileiro, que convocou ontem seu embaixador em Tel Aviv, Henrique Pinto, para consulta sobre a morte de 700 palestinos, chancelaria de Israel respondeu duramente: “Seu comportamento nesta questão ilustra a razão por que esse gigante econômico e cultural permanece politicamente irrelevante”.

O comentário do governo de Benjamin Netanyahu foi recebido com indignação por autoridades do governo da presidente Dilma Rousseff. O Palácio do Planalto e o Itamaraty avaliaram juntos qual seria a melhor reação para um comentário “tão duro”.

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, rebateu as declarações do porta-voz da chancelaria de Israel. “Somos um dos 11 países do mundo que têm relações diplomáticas com todos os membros da ONU e temos um histórico de cooperação pela paz e ação pela paz internacional. Se há algum anão diplomático, o Brasil não é um deles”, disse a jornalistas.

No Pragmatismo Político

* * *

Apenas 1 país votou contra as investigações do massacre de Israel na Palestina

Com 17 abstenções, 29 votos a favor e apenas 1 voto contrário, ONU aprova investigação sobre ações de Israel na Palestina

Solitários, Estados Unidos votam contra investigação de Israel

Com apenas os Estados Unidos votando de forma contrária, foi aprovada nesta quarta-feira (23), uma resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU que determina a formação de uma comissão internacional para investigar os ataques israelenses à Palestina. 17 países se abstiveram, entre eles a França, a Alemanha, o Reino Unido e o Japão. Foram 29 votos a favor da resolução, entre eles o do Brasil. A votação demonstrou uma clara divisão geopolítica internacional, já que todos os países da América Latina presentes votaram favoravelmente à resolução, enquanto todos os europeus optaram pela abstenção. Além disso, todos os integrantes dos BRICS optaram pela aprovação.

O texto pede ainda que os palestinos sejam imediatamente colocados sob “proteção internacional”, apela ao “fim imediato dos ataques militares israelenses” e ao “fim dos ataques contra civis”. Iniciada em 8 de julho e seguida por uma intervenção terrestre que começou na última quinta-feira (17), a ação militar já provocou a morte a mais de 670 palestinos, a maioria civil. Do lado israelense foram confirmadas 32 mortes entre os militares e duas de civis.

Confira abaixo como cada país votou:
Votou contra:
Estados Unidos
Votaram a favor:
Argélia
Argentina
Brasil
Chile
China
Congo
Costa Rica
Costa do Marfim
Cuba
Etiópia
Índia
Indonésia
Cazaquistão
Quênia
Kwait
Maldivas
México
Marrocos
Namíbia
Paquistão
Peru
Filipinas
Rússia
Arábia Saudita
Serra Leoa
África do Sul
Emirados Árabes
Venezuela
Vietnam

Se abstiveram:
Áustria
Benin
Botswana
Burkina Faso
República Checa
Estônia
França
Gabão
Alemanha
Irlanda
Itália
Japão
Montenegro
Coreia do Sul
Romênia
Reino Unido
Macedônia

2 comentários:

marcosreis aurelio disse...

Somos irrelevantes mais arrastamos conosco 29 naçoes que reprovam as atitudes de Israel, que so foi aprovada por um voto que é do seu parceiro criminoso EUA, ambos carragem nas costas o sangue de inocentes pelo mundo. Os que se abstiveram sao covardes e dominados pelos EUA. fazem parte de uma OTAN ORGANIZAÇAO DO TRATADO E ATENTADO A NAÇOES é o nome dela.os povo EUROPEU PRECISA TOMAR ATITUDES PORQUE ESTES PAÍSES ESTAO TIRANDO DINHEIRO DA ECONOMIA PARA MANTER FROTAS DE NAVIOS AVIOES, TROPAS A SERVIÇOS DOS EUA.E SO QUEM SAI GANHANDO É O TIO SAM.

Henrique Dias disse...

O culpado de tudo foi Hitler....