quinta-feira, 24 de julho de 2014

Adelia Prado, a nova "Regina Duarte"

Refletindo na tarde de domingo sobre alguns vídeos que foram postados na net e nas redes sociais, em particular, uma entrevista com a poeta Adelia Prado. Nada mais pode chocar tanto opinião e a expectativa de muitas pessoas. Inclusive a minha. Tenho aprendido muito. Nossa! Quando a poeta diz que há uma ditadura em curso no Brasil chega a ser deprimente o discurso fácil e apelativo ao qual ela se agarra. E diz que é uma ditadura por conta dos desmandos políticos e das manifestações e badernas que tem ocorrido. É bom lembrar que numa ditadura a primeira coisa que acontece é a censura e o controle em torno da comunicação. Depois fiquei pensando a onde a poeta estava no período da ditadura militar no Brasil. Silêncio! A poeta precisa compreender que uma ditadura não se justifica e nem pode ser confundida com desmandos ou excesso de manifestação por parte da população. Que a ditadura corrompe e mata as pessoas e o seu nível de corrupção é vergonhoso. Continuei refletindo sobre a cultura política no Brasil. É impressionante que os dois eixos de maior apego ao modelo político da alcova das elites brasileira, é justamente o berço nascedouro da poeta, Minas Gerais e o outro São Paulo. Os dois estados que concentraram durante o período de 1894 a 1930 a República Oligárquica com presidente civis fortemente influenciados pelo setor agrário dos estados de São Paulo e Minas Gerais. A política do café com leite. São Paulo produtor de café e Minas Gerais produtor de leite e as outras regiões não existiam. O mapa da fome só foi levado a cabo recentemente, a partir do primeiro governo do Lula e que a Dilma tem dado continuidade. Posso assegurar para a poeta mineira que os cearenses e nordestinos em geral não se intimidam com as manifestações, até porque a luta dos movimentos sociais tem seu nascedouro na inquietação e desespero de muitos que lutam por dignidade e políticas públicas e cidadania. E a outra coisa é lembrar a poeta mineira que todos sabemos onde a presidente Dilma estava durante a ditadura no Brasil. Lutava contra o sistema e as sua injustiças e foi alvo da insanidade dos torturadores pagos e orientados para violentar e sacrificar qualquer um que se colocasse contra o regime. Até mulheres grávidas. É ridículo que hoje uma poeta compare a situação política do Brasil com uma ditadura. E fico pensando a onde andava Adelia Prado quando as nossas mulheres eram assassinadas nos porões da ditadura? Onde? A história é a nossa maior confidente e sempre nos revela. Salve a democracia!
Íris Tavares - PT Ceará
https://www.facebook.com/iris.tavares.96

Adélia Prado expressa sua tristeza com o efeito do PT
https://www.youtube.com/watch?v=_OTR_RDwNpM

Um comentário:

Mirian Gaspatotto disse...

Preso muito a ilustre poeta Adélia Prado.O seu raciocínio está baseado
em conchavos, tomá lá da cá. É uma senhora amadurecida o suficiente e com tal discernimento que não podemos desprezar a história do Brasil, na qual acompanhou.Também me sinto entristecida com essa situação degradável nesse país.Também acredito que estamos vivendo uma democracia disfarçada.No vou entrar no mérito da questão pois é sabido da maioria do povo brasileiro.