segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Agredida pelo Jornal Nacional, Dilma se defende

Foi inacreditável a ação eleitoral do Jornal Nacional contra a presidente Dilma Rousseff; William Bonner fez perguntas quilométricas; Patrícia Poeta chegou a fazer cara de nojo e a colocar o dedo em riste diante de Dilma em razão do "nada" que teria sido feito na área da saúde em 12 anos, ditos com ênfase pela apresentadora; Dilma mal teve a oportunidade de responder perguntas que eram acusações, como sua suposta incapacidade de se cercar de pessoas honestas e os números da economia; quando teve oportunidade falar, Dilma disse que seu governo "estruturou o combate à corrupção" e que "nenhum procurador foi chamado de engavetador-geral da República"; ela lembrou ainda o baixo desemprego e a inflação que se aproxima de zero nos últimos meses; não foi entrevista, foi agressão, fora de qualquer padrão civilizado de jornalismo; presidente conseguiu falar sobre o programa Mais Médicos e informar que a inflação está baixando, com zero de elevação em julho.
247 - Com posturas até então desconhecidas do grande público, os apresentadores William Bonner e Patrícia Poeta deixaram a elegância de lado e partiram para o ataque sobre a presidente Dilma Rousseff, na entrevista ao Jornal Nacional concedida no Palácio da Alvorada, em Brasília, nesta segunda-feira 18. Ambos estavam vestidos de preto, indicando luto pela morte do ex-governador Eduardo Campos, cujo último compromisso eleitoral foi a entrevista da quarta-feira 13. Eles não dirigiram nenhuma pergunta sobre o fato à presidente.

Bonner parecia o mais irritado, mas Patrícia não quis ficar atrás. Ela chegou a apontar, em riste, o dedo para a face próxima da presidente, insistindo que o governo dela e do ex-presidente Lula não fizeram "nada" na área da saúde. A presidente conseguiu dizer, entre interrupções da entrevistadora, que hoje, ao contrário do passado, o atendimento de saúde pública atinge 50 milhões de brasileiros.

No início da entrevista, Bonner perguntou, por mais de um minuto, sobre "corrupção e mal feitos", citando uma série de ministérios e também a Petrobras.

- Qual a dificuldade de formar uma equipe de governo com gente honesta?, questionou ele, mais ao estilo botequim de esquina do que o que emprega normalmente, todos os dias, à exceção dos domingos, na bancada do JN. O jogo de apertar a presidente ficou claro desde o primeiro momento.

A própria Dilma percebeu e não se intimidou com a postura da dupla. Procurou responder a todas as perguntas e manter a calma, mas não dando as respostas que Bonner e Patrícia esperavam. Dilma tinha argumentos na ponta da lingua.

- Fomos o governo que  mais estruturou o combate à corrupção e aos mal feitos, respondeu ela.

- Nenhum procurador geral da República foi chamado no meu governo de engavetador geral da República", acrescentou, numa referência nada sutil a Geraldo Brindeiro, dos tempos do governo Fernando Henrique.

BONNER NUNCA FIZERA PERGUNTAS TÃO LONGAS E EM TOM TÃO DURO

O âncora do Jornal Nacional insistiu no tema da corrupção, usando cada vez mais ênfase sobre a presidente:

- Um grupo de elite do seu partido foi condenado por corrupção, são corruptos, posso dizer por que a Justiça já julgou, mas o seu partido protegeu essas pessoas. O que a sra. acha dessa postura do seu partido?

Dilma não respondeu diretamente, optando por lembrar sua posição institucional:

- Enquanto eu for presidente da República, não externarei opinião pessoal sobre decisões do Supremo Tribunal Federal. Eu tenho a minha opinião, mas não vou externá-la.

- Mas o que a sra. diz sobre a postuta do seu partido? A sra. não diz nada?

- Olha, Bonner, eu não vou entrar nisso de me manifestar contra a decisão de um poder constitucional. Isso é muito delicado, merece o meu maior respeito.

PATRÍCIA APONTOU O DEDO EM RISTE PERTO DA FACE DE PRESIDENTE

Patrícia, que até então estava calada, perguntou sobre saúde, afirmando que "nada fora feito" nos governo Dilma e Lula, e que "as filas se multiplicam nos hospitais e postos de saúde". Dilma, outra vez, procurou responder sem aceitar a indagação como provocação.

Patrícia não gostou do que ouviu, e lá veio Bonner atacar de novo:

- A sra. considera justo culpar ora a crise econômica internacional, ora os pessimistas pelo baixíssimo crescimento da economia brasileira, pela inflação alta?

- A inflação cai desde abril, Bonner, agora mesmo saiu um dado oficial mostrando que houve zero por cento de aumento de preços em julho. Por outro lado, todos os dados antecedentes ao segundo semestre, aqueles que anunciam o que vai acontecer na economia, mostram que haverá crescimento em relação ao primeiro semestre.

Bonner não pareceu satisfeito com a resposta, mas em razão do tamanho das perguntas que havia feito antes, percebeu que o tempo de 15 minutos estava estourando. Foram, de fato, questionamentos quilométricos os que ele fez.

- Eu vou garantir um minuto para a sra. encerrar, disse ele, visivelmente insatisfeito.

- Obrigado, Bonner, eu quero dizer que acredito no Brasil, reiterou Dilma, que ainda foi mais duas vezes interrompida para que fosse cumprido o tempo estabelecido.

- Eu compreendo, vou suspender a minha fala, encerrou Dilma, com classe, diante dos entrevistadores que se mostraram em pleno ataque de nervos.

5 comentários:

julio disse...

Vamos falar sério e ter imparcialidade. A Globo foi também dura contra o Aécio, no caso do aeroporto.
Agora, quem assistiu à entrevista da presidente Dilma Rousseff ficou com pena de ver uma candidata insegura e vacilante, interrompida constantemente por não responder às perguntas; e não conseguiu concluir a sua fala sobre a proposta de governo no tempo certo. Talvez, a presidente Dilma já demonstre intranquilidade com o crescimento nas pesquisas da candidata Marina.

Jader L disse...

Não respondeu sobre o mensalão porque tem rabo preso..

paulo albuquerque disse...

Penso que, quem merece pena somos nos que ainda temos uma mídia e jornalistas que fazem que são neutros e isentos e contribuem com a democracia! Não sejamos ingenuos!! Claro que este "tribunal inquisitório" bateu tb um pouco nos outros p ter condições de colar em Dilma e no pt o que ha 12 anos eles já veem fazendo,"esquecendo"o psdb. Ao não responder às provocasões e afirmativas desrrespeitosas Dilma saiu-se melhor, uma vez que todas as "perguntas" foram p descontruir e desmoralizar o seu governo.r

Henrique Dias disse...

Devo ter visto outra entrevista, cada um ouve aquilo que quer.
Globo, boner, poeta são um monte de bosta.

Fabrício Marques disse...

realmente devemos ter visto entrevista diferente pois um país cheio de corrupção onde só vive fraude onde nunca houve na história brasileira tanto a fraude tanta corrupção tanta roubalheira como nos dias de hojeentrevista que eu vi foi uma dupla de repórter fazendo perguntas às quais todos os brasileiros queriam perguntar e uma candidata despreparada totalmente desavisada sem poder responder já que a mesma tem rabo preso está envolvida onde o próprio entrevistador comentou onde em muitas situações havia trocado seis por meia dúzia a candidata dilma infelizmente de gradativamente símbolo não consegui responder às perguntas que se desviou das questões fui pega de surpresa não tinha respostas resumindo totalmente fora dos padrões ver a cara dela sendo questionada é a mesma sem resposta foi impagável valeu william bonner e patrícia poeta e ainda tem brasileiro desavisado quem o defende a corrupção e mensalão e petrobras é dinheiro na cueca na meia gente acorda vamos pra realidade saúde não presta educação não presta o pai está se afundando e o povo ainda está defendendo gente isso é incrível