sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Pedido tucano de recontagem de votos “venezueliza” a política brasileira



Se tivesse que definir com uma palavra o pedido que o PSDB acaba de fazer para que sejam recontados os votos da eleição presidencial, essa palavra seria “previsível”. Este blogueiro tinha certeza de que isso ocorreria e irá provar. Antes, porém, revejamos certos fatos.
Para quem não sabe, na última quinta-feira os portais de internet foram tomados pela notícia de que o PSDB pedira a recontagem dos votos de Dilma Rousseff e Aécio Neves devido a um “Quadro de desconfiança por parte considerável da população brasileira”.
Que quadro é esse? Dias antes da eleição presidencial de 2014 em 2º turno, o Blog do Esmael Morais veiculou denúncia do deputado Protógenes Queiróz sobre “suspeita de fraude nas urnas eletrônicas”.



Nos dias seguintes, uma infinidade de blogs – aqui e aqui, por exemplo – repercutiu a denúncia. Era inevitável e os blogs e militantes em redes sociais que manifestaram preocupação agiram movidos pelo mais alto espírito público.
Porém, a denúncia de Protógenes era um tiro no pé. Por conta dela, daquele momento em diante a blogosfera e as redes sociais foram tomadas por centenas e centenas de leitores e militantes petistas preocupados com a lisura do pleito que se avizinhava. Eles trataram de difundir a teoria.
Lá pela centésima vez que um leitor manifestou preocupação com as urnas eletrônicas nesta página ou no perfil de seu autor nas redes sociais, postei mensagem no Twitter alertando que aquela preocupação era exagerada e até descabida e pedi que aquilo parasse porque tinha certeza de que o PSDB faria o que fez.



O mais engraçado é que quem lê este Blog ou me acompanha no Twitter ou no Facebook sabe que desde o começo do processo eleitoral eu dizia que a disputa entre Dilma e Aécio seria “apertada” e em um clima de radicalização muito parecido com o da eleição de Nicolás Maduro em abril do ano passado, na Venezuela.
Os fatos acabaram por me dar razão. O clima de radicalização entre “petistas” e “tucanos” dispensa maiores comentários. Todos sabem que a situação descambou para a violência. Um cadeirante chegou a ser agredido por 4 eleitores do PSDB por ostentar no peito uma estrela do PT. Os relatos de brigas entre petistas e tucanos são fartos.
A recente eleição presidencial no Brasil terminou apertada como a da Venezuela em abril do ano passado, na qual Nicolás Maduro venceu Henrique Capriles. E agora, tal qual na Venezuela, a oposição tenta pôr sob suspeição o processo eleitoral com o objetivo claro, cristalino mesmo de deslegitimar a vitória incontestável de Dilma, por mais de 3 milhões de votos de diferença.



O quadro de radicalização é tão semelhante ao da Venezuela que na emissora a cabo Globo News, entre outras, enquanto as urnas nem bem tinham acabado de ser apuradas os comentaristas Merval Pereira, Renata Lo Prete, Cristiana Lobo e Gerson Camarotti já falavam em “impeachment” de Dilma devido às denúncias sem provas veiculadas pela revista Veja contra a presidente.
Cinco dias após o pleito, o Palácio do Planalto amanhece com duas faixas estendidas na frente, consoantes com a pregação dos autômatos da família Marinho.



Como já disse acima, é tudo tão previsível que chegaria a dar sono se o processo que está sendo desencadeado não fosse uma ameaça à democracia, sobretudo por estar sendo conduzido por veículos de comunicação que, há 50 anos, atiraram este país em uma ditadura de duas décadas.
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Do Blog da Cidadania

Um comentário:

Bola Redonda disse...

Parece que aqui eu posso digamos falar o que eu penso sem ser punido. Lembro-me muito bem quando Protógenes lançou vários tuítes com levantamentos estatísticos sobre seus votos nas urnas no primeiro turno. E ele berrando fraude no twitter. Pois bem, dialogando com o mesmo indaguei de onde ele teria certeza. Citou um programa que eu agora esqueço o nome. Foram vários minutos nessa toada. Então eu citei que isso deveria ser investigado. Mas o nobre Protógenes ainda queria mais. Eis que num tuíte, ele se "entrega". Pede para que Dilma e Aécio tomem cuidado com as fraudes. Percebam, ele cita Aécio para que esse tome zelo e cuidado, além de fiscalizar as urnas. Indaguei o mesmo depois de que quem deveria tomar cuidado seria Dilma Rousseff e nunca Aécio Neves. Desde então, ele ficou quieto. Isso é o que eu chamo de FALSE FLAG, prática muito comum ao longo da História. Temos um vasto exemplo, talvez o mais notório o incêndio no Reichstag, em 1933. Os nazistas culparam os comunistas, até então a oposição mais sólida na Alemanha e que caso tivesse mais vigor poderia derrubar os seguidores de Hitler. O plano era enfraquecê-los, levá-los ao tribunal e condená-los. Depois disso, ficaria fácil dizimar o resto que ficou. E todos sabemos os rumos da história. Pois bem, eis que dias depois circula no twitter uma foto de um evento pró-Aécio onde várias pessoas usavam camisetas alusivas a Protógenes Queiroz. E desde então, o nobre deputado que vai se despedir da Câmara em 31/12/2014 anda meio sumidão, com pouca ressonância nas redes sociais. Não há provas físicas e talvez mais palatáveis acerca deste problema mas tá muito na cara e não precisamos ser o QUESTÃO (célebre personagem da Marvel que via conspiração em tudo) para desconfiarmos. Há vários traíras dentro de legendas que apoiam o governo Dilma Rousseff. Na ocasião, só não lancei mais lenha na fogueira por ter seguidores comunistas no meu perfil e sabedor que o apoio da legenda comunista era vital para a reeleição de Rousseff. Mas hoje, passado o pleito, chegou a hora (ao meu ver) de caçar esses traidores. Não precisamos mandá-los a um GULAG todavia precisamos mostrar todo o desserviço prestado por essa gente que se camufla dentro das nossas hordas. Incrível que eu sempre citei que o que acontece no Brasil, tinha acontecido na Venezuela antes e que o país sulamericano seria o nosso ponto de análise. Mas parece que alguns caciques petistas esqueceram-se de ver o que acontecia na periferia da América do Sul. Quando o problema estourou aqui, ficaram perdidos. Há tempos avisamos e citamos sobre isso. Nos acham loucos. Quando falo para que a ABIN vá estagiar na Venezuela pra aprender a trabalhar na caça de células terroristas, o pessoa tacha como algo insano. Vão esperar o quê, a morte de um parlamentar da base de apoio de Dilma, assim como aconteceu com o deputado chavista Robert Serra? Só que lá, Maduro conseguiu desbaratar o problema em mais de 95%, só faltando prender 3 ou 4 meliantes que participaram do assassinato a Robert Serra. Ah, e obrigado por permitir que esse nobre "paranoico" pudesse desenvolver sua linha de pensamento por cá. Abraços! Sou Adimilson Anderson Nunes, teclando de Taubaté, feudo do Tucanistão Paulista.